Sobre a Autoria do Blogue

      Este ano que agora se aproxima do fim, tem estado repleto de acontecimentos que nos ocuparam todos os dias com tantos e diversificados assuntos, alguns mais consensuais outros mais problemáticos, mas todos do interesse geral dos Oficiais de Justiça.


      Um dos aspetos que este ano e também ao longo dos anos vem suscitando interesse é a autoria desta página. Todos se questionam: quem é o autor do blogue?


      Sempre dissemos que a autoria, a pessoalização, não era um aspeto relevante e que o que verdadeiramente releva são as ideias e as informações que eram veiculadas.


      De todos modos, há uma persistência incessante e ainda recentemente muitos e-mails apelavam e discutiam o interesse em conhecer a autoria.


      Ora bem, deverão ter notado que desde sempre nos referimos no plural à autoria da página e às opiniões expostas e é isso mesmo que sucede: a autoria é coletiva e também partilhada, pois todos participam nas diversas áreas. Este projeto não pode ser conseguido apenas por uma pessoa, pois há muito trabalho a levar a cabo com as várias valências e ninguém a isto se dedica a tempo inteiro.


      Há quem tenha a responsabilidade dos e-mails, lendo-os e respondendo-lhes, da “decoração” da página (aspeto, mudança de cores, etc.) e da escrita dos artigos e é aqui, neste último aspeto que reside a parte mais substancial do interesse geral.


      Pois fiquem todos sabendo que a versão final dos escritos, a sua escrita e, portanto, a sua autoria, não é de um Oficial de Justiça.


      Sim. Embora, como é óbvio, as informações sejam recolhidas de todos os colaboradores e aí, sim, há Oficiais de Justiça, a escrita dos artigos está a cargo de um “compilador” das informações e que é o responsável pela redação e publicação, o que vem sucedendo de forma regular desde há dois anos.


      Embora inicialmente tal não sucedesse, houve um momento em que as publicações pararam e a atividade desta página parou completamente; sim, sem o ritmo diário que existia e hoje existe, e isso sucedeu durante os meses de novembro e dezembro de 2015. Nessa altura esta página parou e o projeto estava encerrado; acabado.


      Em 2016, o projeto foi retomado por impulso, iniciativa e incrível dedicação à causa dos Oficiais de Justiça, precisamente por um não Oficial de Justiça e que, pasme-se, nem sequer trabalha na função pública. No entanto, tem relações familiares e ainda de amizade com muitos Oficiais de Justiça e daí a sua vontade em retomar um projeto que via perder-se por causas externas.


      Desde então, nestes últimos dois anos, a autoria está integralmente a cargo de terceira pessoa que, no entanto, embora não seja Oficial de Justiça, detém um grupo de contacto de colaboradores Oficiais de Justiça, todos interessados na continuidade deste projeto e que prestam o necessário apoio.


      Assim, a partir de janeiro de 2016, cedida a administração e a autoria dos artigos a pessoa que, embora não sendo Oficial de Justiça, recebe as informações e os pontos de vista proporcionados pelos Oficiais de Justiça com quem se relaciona e, bem assim, daqueles outros que comunicam informações diversas e ainda das publicações na comunicação social, passando-se então a suprir a dificuldade sentida no final de 2015 que levou à suspensão das publicações e levaria até ao inevitável término deste projeto.


      O facto da autoria e administração atual estar entregue a alguém que não é Oficial de Justiça não se tem revelado desadequado, bem pelo contrário, tem permitido alguma visão mais isenta e alguns pontos de vista mais adequados e novos que os próprios Oficiais de Justiça, muitas vezes por manifesto defeito profissional, nem sempre alcançam. Além disso, já antes de 2016 havia uma estreita colaboração, sendo a autoria de muitos artigos do atual administrador e autor dos artigos, pelo que não foi algo de novo e repentino mas uma pacífica transição.


      A transição da administração e autoria foi efetuada de forma a não ser percetível para os leitores, mantendo-se os endereços, da página e até do e-mail, bem como o aspeto geral das publicações.


      Este artigo é também da autoria do mesmo, a sua escrita foi sugerida pelos colaboradores, tal como, para evitar confusões com a autoria e o endereço de e-mail desde sempre usado, se votou que passasse a ser incluído em cada artigo as iniciais do autor e a criação de um endereço de e-mail diferente que não cause confusões. Assim se fará, remodelando estes aspetos que, obviamente, se encontravam pendentes e careciam de atualização de forma a evitar interpretações erradas.


      O novo e-mail de contacto geral está disponibilizado na coluna aqui à direita, juntamente com os e-mails dedicados a determinados assuntos.


      A todos desejamos boas festas!


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Comentários

  1. Agora compreendo. Sempre me fez confusão ler as referências aos oficiais de justiça como os outros e nunca em voz própria. Muitas vezes duvidei se isto seria mesmo escrito por um oficial de justiça. Agora estou indeciso em achar se fomos enganados.

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  2. Fomos enganados mas bem enganados e não mal enganados. Bom Natal e melhor Ano Novo, é o que se quer.

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    1. Não se trata de um engano, trata-se, antes, de uma revelação. Nunca se disse algo que fosse mentira, simplesmente não se disse tudo porque não havia necessidade de dizer e porque também ninguém antes perguntou. E como sempre se disse, o que releva não são as pessoas mas as ideias e as informações. Este não é um blogue pessoal virado para uma pessoa só, para dentro e para o seu autor, mas um blogue coletivo, virado para fora e para muitos e isso é o que verdadeiramente interessa e só interessará enquanto houver interessados e estes não só são muitos como cada vez são mais. Com uma média de leitura diária durante os dias úteis de cerca de 4000 pessoas e não sempre os mesmos, variando os acessos através de ligações novas e com novas subscrições por e-mail, não se poderá dizer que toda esta gente está enganada mas, antes, que está ávida de ser desenganada e, por isso, procuram esta página, para saberem mais e porque sabem que aqui encontram o que não se encontra em mais lado nenhum. Se é A ou B ou C quem escreve é um mero pormenor irrelevante.

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    2. Concordo e apoio. Continuação. Obrigada e boas festas.

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    3. Se é A ou B ou C ou quem quer que seja a escrever neste blog, efetivamente, é irrelevante. Por mim, pode até ser um(a) "marciano(a)" . Poderá, até, escrever de Marte ou de outro planeta qualquer.
      Interessa e interessantes são, tal como incómodos para muitos o têm sido, isso sim é relevante para a classe dos Oficiais de Justiça que, de espírito crítico e construtivo tanto necessita.
      Para o bem comum....espero que assim continuem, concisos, e com esse ou outro espírito crítico e construtivo.
      Um Bem Haja e Votos de um Bom Ano de 2018...

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  3. Não me preocupa de quem vem o blog. Interessa-me é o que lá vem escrito.
    Continuem. Vocês fazem falta.
    Esta classe anda letárgica. De uma maneira ou de outra, todos cá vêm das uma vista de olhos de vez em quando.
    E, aliás, se ainda se mantêm a "lei da rolha" imposta há uns anos, percebo perfeitamente que não se identifiquem.
    Da mesma forma como percebo que muitos - não os que para aqui vêm insultar por insultar - não se identifiquem, como eu.
    Ao longo da minha profissão, já lidei com muito reacionário com o poder nas mãos. E são gente perigosa.
    Nunca fiando...

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  4. Uma boa tentativa de fazer crer algo que pode não ser...
    "Smoke and mirrors" como dizem os ingleses...

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