A fraca memória sobre a mudança da hora
Diz-se dos portugueses que têm memória curta, mas o pior é quando não têm memória nenhuma. Todos os anos é a mesma discussão: a chatice de ter que mudar a hora nos relógios; se se vai dormir mais, ou menos; se amanhã por esta hora será hora de não sei o quê… Então amanhã a que horas almoço? E terminam sempre as reflexões afirmando que isto não tem jeito nenhum e que se devia parar de mudar a hora, tal como já um senhor na Europa propôs em tempos e ainda ninguém fez nada; uma pouca-vergonha e para aqui andamos nesta chatice. Então não era melhor deixar as coisas como estão? Que mania de andar sempre a mudar; para quê? Vamos lá recordar o que a memória já apagou. Entre 1992 e 1996, era então primeiro-ministro em Portugal Aníbal Cavaco Silva, a nossa hora foi igual à do resto da Europa. Ou seja, nesta altura não se atrasaram os relógios, como hoje se fez. Alegou-se que o objetivo era facilitar as comunicações, os negócios, e os transportes internacionai...