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A mostrar mensagens de maio, 2021

Marçal, Roosevelt e Kant

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      António Marçal, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, escreveu ontem uma carta aos Oficiais de Justiça e disse assim:       «Caras e Caros amigos,       Somos companheiros neste caminho árduo e exigente que estamos a trilhar na defesa da nossa dignidade profissional e, porque somos Seres integrais, e não meros entes que se dividem consoante os papéis que desempenhamos, promovemos a defesa também da nossa dignidade enquanto Pessoas.       Razão porque, não raras vezes, em resposta ao porquê da nossa luta, dizemos “por Respeito”.       Vamos entrar na terceira semana da nossa greve diária de 1 hora.       Esta é a semana crucial!       Temos de fazer um redobrado esforço e irmos à luta. Não sei, como penso que não saberá́ nenhum de vós, se iremos, no curto prazo, alcançar os nossos objetivos. Mas sei, nós sabemos, que a razão nos assiste!       Permitam-me que use, nesta minha missiva, um excerto (em tradução minha...) do discurso proferido em 1901, por Theodore Ro...

Marçal, Roosevelt e Kant

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      António Marçal, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, escreveu ontem uma carta aos Oficiais de Justiça e disse assim:       «Caras e Caros amigos,       Somos companheiros neste caminho árduo e exigente que estamos a trilhar na defesa da nossa dignidade profissional e, porque somos Seres integrais, e não meros entes que se dividem consoante os papéis que desempenhamos, promovemos a defesa também da nossa dignidade enquanto Pessoas.       Razão porque, não raras vezes, em resposta ao porquê da nossa luta, dizemos “por Respeito”.       Vamos entrar na terceira semana da nossa greve diária de 1 hora.       Esta é a semana crucial!       Temos de fazer um redobrado esforço e irmos à luta. Não sei, como penso que não saberá́ nenhum de vós, se iremos, no curto prazo, alcançar os nossos objetivos. Mas sei, nós sabemos, que a razão nos assiste!       Permitam-me que use, nesta minha missiva, um excerto (em tradução minha...) do discurso proferido em 1901, por Theodore Ro...

Marçal, Roosevelt e Kant

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      António Marçal, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, escreveu ontem uma carta aos Oficiais de Justiça e disse assim:       «Caras e Caros amigos,       Somos companheiros neste caminho árduo e exigente que estamos a trilhar na defesa da nossa dignidade profissional e, porque somos Seres integrais, e não meros entes que se dividem consoante os papéis que desempenhamos, promovemos a defesa também da nossa dignidade enquanto Pessoas.       Razão porque, não raras vezes, em resposta ao porquê da nossa luta, dizemos “por Respeito”.       Vamos entrar na terceira semana da nossa greve diária de 1 hora.       Esta é a semana crucial!       Temos de fazer um redobrado esforço e irmos à luta. Não sei, como penso que não saberá́ nenhum de vós, se iremos, no curto prazo, alcançar os nossos objetivos. Mas sei, nós sabemos, que a razão nos assiste!       Permitam-me que use, nesta minha missiva, um excerto (em tradução minha...) do discurso proferido em 1901, por Theodore Ro...

A banda do Oficial de Justiça que volta após 35 anos

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      Sérgio Cunha tem 60 anos e é Oficial de Justiça integrante da banda feirense “The Bigstone” que acaba de reaparecer e lança o disco “No meu olhar”.       Há várias bandas que contam com a participação de Oficiais de Justiça, nesta, que hoje abordamos, temos o Sérgio. Na banda é ele quem escreve as letras, compõe as músicas e dá voz aos temas – sempre foi assim – acompanhado pela sua guitarra. Ângelo Campos, 61 anos, é advogado e no universo da música destaca-se na guitarra. Por sua vez, Eugénio Almeida, 58 anos, profissional de seguros, é o homem da bateria e Fernando Santos, o mais novo do grupo, 40 anos, profissional de restauração e hotelaria, apresenta-se no baixo.       Foi em 2015 que a banda feirense “The Bigstone” pôs fim a uma paragem de mais de 35 anos, redescobrindo o prazer da música, agora documentado e imortalizado no seu primeiro disco, “No meu olhar”, que será lançado no dia 9 de junho, às 21h00, no palco do Cineteatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira.     ...

A banda do Oficial de Justiça que volta após 35 anos

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      Sérgio Cunha tem 60 anos e é Oficial de Justiça integrante da banda feirense “The Bigstone” que acaba de reaparecer e lança o disco “No meu olhar”.       Há várias bandas que contam com a participação de Oficiais de Justiça, nesta, que hoje abordamos, temos o Sérgio. Na banda é ele quem escreve as letras, compõe as músicas e dá voz aos temas – sempre foi assim – acompanhado pela sua guitarra. Ângelo Campos, 61 anos, é advogado e no universo da música destaca-se na guitarra. Por sua vez, Eugénio Almeida, 58 anos, profissional de seguros, é o homem da bateria e Fernando Santos, o mais novo do grupo, 40 anos, profissional de restauração e hotelaria, apresenta-se no baixo.       Foi em 2015 que a banda feirense “The Bigstone” pôs fim a uma paragem de mais de 35 anos, redescobrindo o prazer da música, agora documentado e imortalizado no seu primeiro disco, “No meu olhar”, que será lançado no dia 9 de junho, às 21h00, no palco do Cineteatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira.     ...

A banda do Oficial de Justiça que volta após 35 anos

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      Sérgio Cunha tem 60 anos e é Oficial de Justiça integrante da banda feirense “The Bigstone” que acaba de reaparecer e lança o disco “No meu olhar”.       Há várias bandas que contam com a participação de Oficiais de Justiça, nesta, que hoje abordamos, temos o Sérgio. Na banda é ele quem escreve as letras, compõe as músicas e dá voz aos temas – sempre foi assim – acompanhado pela sua guitarra. Ângelo Campos, 61 anos, é advogado e no universo da música destaca-se na guitarra. Por sua vez, Eugénio Almeida, 58 anos, profissional de seguros, é o homem da bateria e Fernando Santos, o mais novo do grupo, 40 anos, profissional de restauração e hotelaria, apresenta-se no baixo.       Foi em 2015 que a banda feirense “The Bigstone” pôs fim a uma paragem de mais de 35 anos, redescobrindo o prazer da música, agora documentado e imortalizado no seu primeiro disco, “No meu olhar”, que será lançado no dia 9 de junho, às 21h00, no palco do Cineteatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira.     ...

“Saturados de falsas promessas”

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      O Sindicato dos Funcionários Judiciais publicou esta semana a seguinte nota informativa:       «A Greve tem tido bons níveis de adesão e temos conseguido passar a mensagem.       A Greve tem alertado os nossos concidadãos para as reais condições em que trabalhamos. Não só dando conta da realidade dos salários que auferimos, mas também do stresse e desgaste emocional a que estamos sujeitos, seja pela enorme responsabilidade e exigência das funções que desempenhamos, seja pelo crónico desinvestimento que o Ministério da Justiça tem vindo a implementar, nomeadamente na política de recursos humanos, que se cifra na carência de mil Oficiais de Justiça e de setecentos lugares de promoção.       Até durante a Troika foram efetuadas promoções e admissões de novos funcionários.       Somos desconsiderados, desrespeitados e muitas vezes pressionados e ainda por cima não nos querem ouvir, quais são os motivos para ficares a trabalhar muito para além do horário, prescindires da tua hora de a...

“Saturados de falsas promessas”

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      O Sindicato dos Funcionários Judiciais publicou esta semana a seguinte nota informativa:       «A Greve tem tido bons níveis de adesão e temos conseguido passar a mensagem.       A Greve tem alertado os nossos concidadãos para as reais condições em que trabalhamos. Não só dando conta da realidade dos salários que auferimos, mas também do stresse e desgaste emocional a que estamos sujeitos, seja pela enorme responsabilidade e exigência das funções que desempenhamos, seja pelo crónico desinvestimento que o Ministério da Justiça tem vindo a implementar, nomeadamente na política de recursos humanos, que se cifra na carência de mil Oficiais de Justiça e de setecentos lugares de promoção.       Até durante a Troika foram efetuadas promoções e admissões de novos funcionários.       Somos desconsiderados, desrespeitados e muitas vezes pressionados e ainda por cima não nos querem ouvir, quais são os motivos para ficares a trabalhar muito para além do horário, prescindires da tua hora de a...

“Saturados de falsas promessas”

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      O Sindicato dos Funcionários Judiciais publicou esta semana a seguinte nota informativa:       «A Greve tem tido bons níveis de adesão e temos conseguido passar a mensagem.       A Greve tem alertado os nossos concidadãos para as reais condições em que trabalhamos. Não só dando conta da realidade dos salários que auferimos, mas também do stresse e desgaste emocional a que estamos sujeitos, seja pela enorme responsabilidade e exigência das funções que desempenhamos, seja pelo crónico desinvestimento que o Ministério da Justiça tem vindo a implementar, nomeadamente na política de recursos humanos, que se cifra na carência de mil Oficiais de Justiça e de setecentos lugares de promoção.       Até durante a Troika foram efetuadas promoções e admissões de novos funcionários.       Somos desconsiderados, desrespeitados e muitas vezes pressionados e ainda por cima não nos querem ouvir, quais são os motivos para ficares a trabalhar muito para além do horário, prescindires da tua hora de a...

A Escora não é Escória

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      A greve horária em curso não tem uma adesão diária de 100% dos Oficiais de Justiça mas todos os dias; todos os dias mesmo, tem uma adesão significativa, ou melhor, muito significativa, apesar de variável.       Nas notícias da SIC de ontem víamos a adesão e a cobertura jornalística da greve, contando com a presença do deputado do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, que muito tem apoiado a causa dos Oficiais de Justiça, mesmo no plano legislativo. Aliás, os Oficiais de Justiça reúnem, sem esforço, um grande apoio de diversos quadrantes, exceto do Governo, apesar de o seu discurso ser, ele próprio, também de apoio; discurso esse que, no entanto, não passa disso mesmo, de mero discurso sem qualquer concretização.       Os portugueses assistiram à notícia de que poderá haver greve durante o período da tramitação do processo eleitoral das próximas eleições autárquicas. Claro que já houve iniciativas destas noutras eleições e o resultado não se mostrou especialmente relevante, pelo ...

A Escora não é Escória

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      A greve horária em curso não tem uma adesão diária de 100% dos Oficiais de Justiça mas todos os dias; todos os dias mesmo, tem uma adesão significativa, ou melhor, muito significativa, apesar de variável.       Nas notícias da SIC de ontem víamos a adesão e a cobertura jornalística da greve, contando com a presença do deputado do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, que muito tem apoiado a causa dos Oficiais de Justiça, mesmo no plano legislativo. Aliás, os Oficiais de Justiça reúnem, sem esforço, um grande apoio de diversos quadrantes, exceto do Governo, apesar de o seu discurso ser, ele próprio, também de apoio; discurso esse que, no entanto, não passa disso mesmo, de mero discurso sem qualquer concretização.       Os portugueses assistiram à notícia de que poderá haver greve durante o período da tramitação do processo eleitoral das próximas eleições autárquicas. Claro que já houve iniciativas destas noutras eleições e o resultado não se mostrou especialmente relevante, pelo ...

A Escora não é Escória

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      A greve horária em curso não tem uma adesão diária de 100% dos Oficiais de Justiça mas todos os dias; todos os dias mesmo, tem uma adesão significativa, ou melhor, muito significativa, apesar de variável.       Nas notícias da SIC de ontem víamos a adesão e a cobertura jornalística da greve, contando com a presença do deputado do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, que muito tem apoiado a causa dos Oficiais de Justiça, mesmo no plano legislativo. Aliás, os Oficiais de Justiça reúnem, sem esforço, um grande apoio de diversos quadrantes, exceto do Governo, apesar de o seu discurso ser, ele próprio, também de apoio; discurso esse que, no entanto, não passa disso mesmo, de mero discurso sem qualquer concretização.       Os portugueses assistiram à notícia de que poderá haver greve durante o período da tramitação do processo eleitoral das próximas eleições autárquicas. Claro que já houve iniciativas destas noutras eleições e o resultado não se mostrou especialmente relevante, pelo ...

E entretanto que faz o secretário de Estado e adjunto da Justiça?

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      Enquanto os Oficiais de Justiça vão continuando todos os dias a greve de um mês em curso, enquadrada nas suas iniciativas de todo o género, para defender, também, o Estado de Direito, como, por exemplo, o sistemático incumprimento das leis da Assembleia da República, por parte do Governo - Justiça Governo - aliás, como ontem dizíamos, por parte da ministra da Justiça e também por parte do primeiro-ministro, hoje perguntamos também pelo responsável do Estatuto e das originais ideias sobre a carreira dos Oficiais de Justiça: o secretário de Estado e adjunto da Justiça; que faz este elemento do Ministério a Justiça enquanto lutam os Oficiais de Justiça?       O secretário de Estado adjunto e da Justiça, Mário Belo Morgado, participou ontem na cerimónia de abertura da segunda parte, isto é, da continuação, do Curso de Formação Inicial da Carreira de Guarda Prisional.       Este curso de formação já foi aberto no passado mês de março contando com a presença da ministra da Justiça mas...

E entretanto que faz o secretário de Estado e adjunto da Justiça?

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      Enquanto os Oficiais de Justiça vão continuando todos os dias a greve de um mês em curso, enquadrada nas suas iniciativas de todo o género, para defender, também, o Estado de Direito, como, por exemplo, o sistemático incumprimento das leis da Assembleia da República, por parte do Governo - Justiça Governo - aliás, como ontem dizíamos, por parte da ministra da Justiça e também por parte do primeiro-ministro, hoje perguntamos também pelo responsável do Estatuto e das originais ideias sobre a carreira dos Oficiais de Justiça: o secretário de Estado e adjunto da Justiça; que faz este elemento do Ministério a Justiça enquanto lutam os Oficiais de Justiça?       O secretário de Estado adjunto e da Justiça, Mário Belo Morgado, participou ontem na cerimónia de abertura da segunda parte, isto é, da continuação, do Curso de Formação Inicial da Carreira de Guarda Prisional.       Este curso de formação já foi aberto no passado mês de março contando com a presença da ministra da Justiça mas...

E entretanto que faz o secretário de Estado e adjunto da Justiça?

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      Enquanto os Oficiais de Justiça vão continuando todos os dias a greve de um mês em curso, enquadrada nas suas iniciativas de todo o género, para defender, também, o Estado de Direito, como, por exemplo, o sistemático incumprimento das leis da Assembleia da República, por parte do Governo - Justiça Governo - aliás, como ontem dizíamos, por parte da ministra da Justiça e também por parte do primeiro-ministro, hoje perguntamos também pelo responsável do Estatuto e das originais ideias sobre a carreira dos Oficiais de Justiça: o secretário de Estado e adjunto da Justiça; que faz este elemento do Ministério a Justiça enquanto lutam os Oficiais de Justiça?       O secretário de Estado adjunto e da Justiça, Mário Belo Morgado, participou ontem na cerimónia de abertura da segunda parte, isto é, da continuação, do Curso de Formação Inicial da Carreira de Guarda Prisional.       Este curso de formação já foi aberto no passado mês de março contando com a presença da ministra da Justiça mas...

E entretanto que faz a ministra da Justiça?

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      Enquanto os Oficiais de Justiça vão fazendo de tudo o que podem e até o que já não podem mais, para defender, também, o Estado de Direito, como o sistemático incumprimento das leis da Assembleia da República, por parte do Governo, isto é, por parte da ministra da Justiça e também por parte do primeiro-ministro, que fazem estes?       Tanto no ano passado como neste, o Governo persistiu no incumprimento das leis que impunham a resolução de aspetos básicos e essenciais da carreira dos Oficiais de Justiça, mesmo com prazos concretos, e, pior ainda, tanto a ministra da Justiça como o primeiro-ministro apresentaram desculpas esfarrapadas, vicissitudes, afirmações de circuitos legislativos e até promessas de novos prazos e novos cumprimentos que, mais uma vez, em nada resultaram.       Não está em causa apenas o atropelo dos Oficiais de Justiça mas também o próprio Estado de Direito, porque o sistemático incumprimento do Governo acaba por se tornar um atropelo geral dos cidadãos, dos v...

E entretanto que faz a ministra da Justiça?

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      Enquanto os Oficiais de Justiça vão fazendo de tudo o que podem e até o que já não podem mais, para defender, também, o Estado de Direito, como o sistemático incumprimento das leis da Assembleia da República, por parte do Governo, isto é, por parte da ministra da Justiça e também por parte do primeiro-ministro, que fazem estes?       Tanto no ano passado como neste, o Governo persistiu no incumprimento das leis que impunham a resolução de aspetos básicos e essenciais da carreira dos Oficiais de Justiça, mesmo com prazos concretos, e, pior ainda, tanto a ministra da Justiça como o primeiro-ministro apresentaram desculpas esfarrapadas, vicissitudes, afirmações de circuitos legislativos e até promessas de novos prazos e novos cumprimentos que, mais uma vez, em nada resultaram.       Não está em causa apenas o atropelo dos Oficiais de Justiça mas também o próprio Estado de Direito, porque o sistemático incumprimento do Governo acaba por se tornar um atropelo geral dos cidadãos, dos v...

E entretanto que faz a ministra da Justiça?

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      Enquanto os Oficiais de Justiça vão fazendo de tudo o que podem e até o que já não podem mais, para defender, também, o Estado de Direito, como o sistemático incumprimento das leis da Assembleia da República, por parte do Governo, isto é, por parte da ministra da Justiça e também por parte do primeiro-ministro, que fazem estes?       Tanto no ano passado como neste, o Governo persistiu no incumprimento das leis que impunham a resolução de aspetos básicos e essenciais da carreira dos Oficiais de Justiça, mesmo com prazos concretos, e, pior ainda, tanto a ministra da Justiça como o primeiro-ministro apresentaram desculpas esfarrapadas, vicissitudes, afirmações de circuitos legislativos e até promessas de novos prazos e novos cumprimentos que, mais uma vez, em nada resultaram.       Não está em causa apenas o atropelo dos Oficiais de Justiça mas também o próprio Estado de Direito, porque o sistemático incumprimento do Governo acaba por se tornar um atropelo geral dos cidadãos, dos v...

Os Invisíveis da Justiça

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      Vamos a seguir reproduzir a mensagem de um advogado (Rui Gonçalves) que, num dia destes, na semana passada, ao sair de um tribunal, se deparou com alguns Oficiais de Justiça à porta, com camisolas negras a clamar por justiça.       Diz assim:       « Hoje [19 de Maio] é dia do Advogado, e como advogado que sou, escolho enaltecer a mais nobre profissão da Justiça e sem a qual nada funcionaria: os Oficiais de Justiça.       Hoje, ao sair de um Tribunal reparei que estavam uns poucos Funcionários Judiciais na rua. Alguns envergavam uma camisola preta, com uns dizeres alusivos à luta que levavam a cabo.       Entabulei conversa com alguns meus conhecidos e só aí tive noção que está em curso uma greve de uma hora por dia, numa luta de uma carreira vital e mal considerada pelo poder público.       Não sou nada das lutas laborais, bem pelo contrário, mas ando há quase um quarto de século pelos Tribunais e de todas as profissões que enchem as Casas da Justiça, esta é a mais importante e ...

Os Invisíveis da Justiça

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      Vamos a seguir reproduzir a mensagem de um advogado (Rui Gonçalves) que, num dia destes, na semana passada, ao sair de um tribunal, se deparou com alguns Oficiais de Justiça à porta, com camisolas negras a clamar por justiça.       Diz assim:       « Hoje [19 de Maio] é dia do Advogado, e como advogado que sou, escolho enaltecer a mais nobre profissão da Justiça e sem a qual nada funcionaria: os Oficiais de Justiça.       Hoje, ao sair de um Tribunal reparei que estavam uns poucos Funcionários Judiciais na rua. Alguns envergavam uma camisola preta, com uns dizeres alusivos à luta que levavam a cabo.       Entabulei conversa com alguns meus conhecidos e só aí tive noção que está em curso uma greve de uma hora por dia, numa luta de uma carreira vital e mal considerada pelo poder público.       Não sou nada das lutas laborais, bem pelo contrário, mas ando há quase um quarto de século pelos Tribunais e de todas as profissões que enchem as Casas da Justiça, esta é a mais importante e ...