Mensagens

A mostrar mensagens de abril, 2022

Processo concluído três décadas depois

Imagem
      Notícias como a que a seguir vamos reproduzir dão uma péssima imagem da justiça, não porque tenham tal intenção, mas apenas porque a verdade é o veículo.       É fundamental que exista consciência de que casos destes atravessam variadíssimos governos, todos com excelentes vontades e promessas de tudo fazer para que situações destas não ocorram. Chegam mesmo a esbanjar milhões de euros em serviços que contratam, em especialistas para realizar diagnósticos, em tecnologia, em abundante desjudicialização, mas nunca nos recursos humanos, designadamente, no maior grupo de trabalhadores dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, os mais de sete mil homens e mulheres que constituem os Oficiais de Justiça deste país. Estes profissionais trabalham todos os dias e todos os dias se esforçam para evitar que situações como a que hoje relatamos possam suceder, mas, como podem muito, mas não são omnipotentes, aqui está o resultado das políticas dos sucessivos governos e até das sucessiv...

Processo concluído três décadas depois

Imagem
      Notícias como a que a seguir vamos reproduzir dão uma péssima imagem da justiça, não porque tenham tal intenção, mas apenas porque a verdade é o veículo.       É fundamental que exista consciência de que casos destes atravessam variadíssimos governos, todos com excelentes vontades e promessas de tudo fazer para que situações destas não ocorram. Chegam mesmo a esbanjar milhões de euros em serviços que contratam, em especialistas para realizar diagnósticos, em tecnologia, em abundante desjudicialização, mas nunca nos recursos humanos, designadamente, no maior grupo de trabalhadores dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, os mais de sete mil homens e mulheres que constituem os Oficiais de Justiça deste país. Estes profissionais trabalham todos os dias e todos os dias se esforçam para evitar que situações como a que hoje relatamos possam suceder, mas, como podem muito, mas não são omnipotentes, aqui está o resultado das políticas dos sucessivos governos e até das sucessiv...

Processo concluído três décadas depois

Imagem
      Notícias como a que a seguir vamos reproduzir dão uma péssima imagem da justiça, não porque tenham tal intenção, mas apenas porque a verdade é o veículo.       É fundamental que exista consciência de que casos destes atravessam variadíssimos governos, todos com excelentes vontades e promessas de tudo fazer para que situações destas não ocorram. Chegam mesmo a esbanjar milhões de euros em serviços que contratam, em especialistas para realizar diagnósticos, em tecnologia, em abundante desjudicialização, mas nunca nos recursos humanos, designadamente, no maior grupo de trabalhadores dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, os mais de sete mil homens e mulheres que constituem os Oficiais de Justiça deste país. Estes profissionais trabalham todos os dias e todos os dias se esforçam para evitar que situações como a que hoje relatamos possam suceder, mas, como podem muito, mas não são omnipotentes, aqui está o resultado das políticas dos sucessivos governos e até das sucessiv...

A Moção do SOJ à UGT para esta entregar ao Governo

Imagem
      Neste último fim de semana, como, aliás, já demos notícia, decorreu o XIV Congresso da UGT. Neste Congresso, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), que integra esta central sindical, apresentou uma moção que foi aprovada por unanimidade e aclamação.       A moção tem como título: “Os tribunais como garantes de mais e melhor justiça social” e subtítulo: “Dirimir conflitos garantindo a Justiça, tendo em vista a Paz Social”.       Vai a seguir reproduzida a referida moção:       «Na moção do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), apresentada ao XIII Congresso da UGT em Março de 2017, foram elencadas as principais carências dos Tribunais e as grandes dificuldades de acesso dos cidadãos à obtenção de uma decisão justa e equitativa em tempo útil à prossecução dos seus legítimos interesses e expectativas.       Carências e fragilidades fruto do desinvestimento sistemático e persistente no setor, quer na vertente de redução dos meios humanos (de que é exemplo gritante o subdimensio...

A Moção do SOJ à UGT para esta entregar ao Governo

Imagem
      Neste último fim de semana, como, aliás, já demos notícia, decorreu o XIV Congresso da UGT. Neste Congresso, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), que integra esta central sindical, apresentou uma moção que foi aprovada por unanimidade e aclamação.       A moção tem como título: “Os tribunais como garantes de mais e melhor justiça social” e subtítulo: “Dirimir conflitos garantindo a Justiça, tendo em vista a Paz Social”.       Vai a seguir reproduzida a referida moção:       «Na moção do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), apresentada ao XIII Congresso da UGT em Março de 2017, foram elencadas as principais carências dos Tribunais e as grandes dificuldades de acesso dos cidadãos à obtenção de uma decisão justa e equitativa em tempo útil à prossecução dos seus legítimos interesses e expectativas.       Carências e fragilidades fruto do desinvestimento sistemático e persistente no setor, quer na vertente de redução dos meios humanos (de que é exemplo gritante o subdimensio...

A Moção do SOJ à UGT para esta entregar ao Governo

Imagem
      Neste último fim de semana, como, aliás, já demos notícia, decorreu o XIV Congresso da UGT. Neste Congresso, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), que integra esta central sindical, apresentou uma moção que foi aprovada por unanimidade e aclamação.       A moção tem como título: “Os tribunais como garantes de mais e melhor justiça social” e subtítulo: “Dirimir conflitos garantindo a Justiça, tendo em vista a Paz Social”.       Vai a seguir reproduzida a referida moção:       «Na moção do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), apresentada ao XIII Congresso da UGT em Março de 2017, foram elencadas as principais carências dos Tribunais e as grandes dificuldades de acesso dos cidadãos à obtenção de uma decisão justa e equitativa em tempo útil à prossecução dos seus legítimos interesses e expectativas.       Carências e fragilidades fruto do desinvestimento sistemático e persistente no setor, quer na vertente de redução dos meios humanos (de que é exemplo gritante o subdimensio...

“À Beira do Desespero”

Imagem
      Há dias, a Oficial de Justiça Regina Soares, que representa o SFJ na região de Lisboa, dava uma entrevista à TSF que esta rádio intitulou de: “À beira do desespero. Tribunais em pré-ruptura e processos judiciais em risco de prescrição.”       Vai a seguir reproduzida a notícia da TSF.       «O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) garante que a situação "nunca esteve tão má". Os tribunais estão em risco iminente de rutura, devido à carência de Oficiais de Justiça. Faltam cerca de 1120 em todo o país.       Funcionária de justiça há 27 anos, Regina Soares não se lembra de uma situação mais crítica nos tribunais.       A falta de funcionários "é grave e a qualquer momento, pode haver mesmo uma rutura, inclusive com prescrições", alerta a secretária regional de Lisboa do SFJ. Regina Soares aponta o risco de uma "paralisação de processos" com prazos a serem ultrapassados, por "falta de pessoas".       "O número é brutal", detalha...

“À Beira do Desespero”

Imagem
      Há dias, a Oficial de Justiça Regina Soares, que representa o SFJ na região de Lisboa, dava uma entrevista à TSF que esta rádio intitulou de: “À beira do desespero. Tribunais em pré-ruptura e processos judiciais em risco de prescrição.”       Vai a seguir reproduzida a notícia da TSF.       «O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) garante que a situação "nunca esteve tão má". Os tribunais estão em risco iminente de rutura, devido à carência de Oficiais de Justiça. Faltam cerca de 1120 em todo o país.       Funcionária de justiça há 27 anos, Regina Soares não se lembra de uma situação mais crítica nos tribunais.       A falta de funcionários "é grave e a qualquer momento, pode haver mesmo uma rutura, inclusive com prescrições", alerta a secretária regional de Lisboa do SFJ. Regina Soares aponta o risco de uma "paralisação de processos" com prazos a serem ultrapassados, por "falta de pessoas".       "O número é brutal", detalha...

“À Beira do Desespero”

Imagem
      Há dias, a Oficial de Justiça Regina Soares, que representa o SFJ na região de Lisboa, dava uma entrevista à TSF que esta rádio intitulou de: “À beira do desespero. Tribunais em pré-ruptura e processos judiciais em risco de prescrição.”       Vai a seguir reproduzida a notícia da TSF.       «O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) garante que a situação "nunca esteve tão má". Os tribunais estão em risco iminente de rutura, devido à carência de Oficiais de Justiça. Faltam cerca de 1120 em todo o país.       Funcionária de justiça há 27 anos, Regina Soares não se lembra de uma situação mais crítica nos tribunais.       A falta de funcionários "é grave e a qualquer momento, pode haver mesmo uma rutura, inclusive com prescrições", alerta a secretária regional de Lisboa do SFJ. Regina Soares aponta o risco de uma "paralisação de processos" com prazos a serem ultrapassados, por "falta de pessoas".       "O número é brutal", detalha...

O Congresso da UGT e os novos cargos

Imagem
      Decorreu neste último fim de semana o 14º Congresso da Central Sindical da União Geral dos Trabalhadores (UGT).       Estiveram presentes delegados Oficiais de Justiça em representação do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) e, destes, foi eleito para vice-presidente da mesa do congresso o presidente do SOJ, Carlos Almeida.       Há uma presença relevante de representação dos Oficiais de Justiça na Central Sindical UGT e cada presença conta, por pouco que seja; tudo conta na defesa dos Oficiais de Justiça.       Este congresso elegeu um novo secretário-geral da UGT: Mário Mourão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal, que sucede a Carlos Silva, que foi secretário-geral da UGT entre abril de 2013 e este último domingo.       Lucinda Dâmaso foi eleita para aquele que será o terceiro mandato como presidente da central sindical.       Mário Mourão tem 63 anos, é bancário, foi deputado e membro do secretariado da Federação Distrital do Porto do P...

O Congresso da UGT e os novos cargos

Imagem
      Decorreu neste último fim de semana o 14º Congresso da Central Sindical da União Geral dos Trabalhadores (UGT).       Estiveram presentes delegados Oficiais de Justiça em representação do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) e, destes, foi eleito para vice-presidente da mesa do congresso o presidente do SOJ, Carlos Almeida.       Há uma presença relevante de representação dos Oficiais de Justiça na Central Sindical UGT e cada presença conta, por pouco que seja; tudo conta na defesa dos Oficiais de Justiça.       Este congresso elegeu um novo secretário-geral da UGT: Mário Mourão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal, que sucede a Carlos Silva, que foi secretário-geral da UGT entre abril de 2013 e este último domingo.       Lucinda Dâmaso foi eleita para aquele que será o terceiro mandato como presidente da central sindical.       Mário Mourão tem 63 anos, é bancário, foi deputado e membro do secretariado da Federação Distrital do Porto do P...

O Congresso da UGT e os novos cargos

Imagem
      Decorreu neste último fim de semana o 14º Congresso da Central Sindical da União Geral dos Trabalhadores (UGT).       Estiveram presentes delegados Oficiais de Justiça em representação do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) e, destes, foi eleito para vice-presidente da mesa do congresso o presidente do SOJ, Carlos Almeida.       Há uma presença relevante de representação dos Oficiais de Justiça na Central Sindical UGT e cada presença conta, por pouco que seja; tudo conta na defesa dos Oficiais de Justiça.       Este congresso elegeu um novo secretário-geral da UGT: Mário Mourão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal, que sucede a Carlos Silva, que foi secretário-geral da UGT entre abril de 2013 e este último domingo.       Lucinda Dâmaso foi eleita para aquele que será o terceiro mandato como presidente da central sindical.       Mário Mourão tem 63 anos, é bancário, foi deputado e membro do secretariado da Federação Distrital do Porto do P...

“O seu trabalho só costuma ser notado quando não está feito”

Imagem
      Das intervenções de ontem na Assembleia da República, a propósito do 48º aniversário da Revolução do 25 de Abril, impõem-se destacar a do Deputado José Soeiro do Bloco de Esquerda.       O Deputado, lembrou o que falta cumprir na Revolução dos Cravos, nomeadamente em termos de justiça social para quem ganha baixos salários, invocou as “Novas Cartas Portuguesas”, livro publicado há 50 anos, apreendido pela ditadura salazarista porque confrontava o machismo e o colonialismo, e a memória de uma revolução que “não ficou à espera”.       Segue um extrato dessa intervenção:       «Às 4 da manhã, muito antes da primeira claridade do dia, já um punhado de mulheres saíam da cama para vir trabalhar. Apanharam o transporte às 5 menos um quarto. Chegaram às 6 à Assembleia.       Quando o dia nasceu, muito antes de os nossos despertadores tocarem, já elas tinham lavado a escadaria principal, puxado o lustro com as rotativas às madeiras enceradas dos Passos Perdidos, esfregado as casas de banh...

“O seu trabalho só costuma ser notado quando não está feito”

Imagem
      Das intervenções de ontem na Assembleia da República, a propósito do 48º aniversário da Revolução do 25 de Abril, impõem-se destacar a do Deputado José Soeiro do Bloco de Esquerda.       O Deputado, lembrou o que falta cumprir na Revolução dos Cravos, nomeadamente em termos de justiça social para quem ganha baixos salários, invocou as “Novas Cartas Portuguesas”, livro publicado há 50 anos, apreendido pela ditadura salazarista porque confrontava o machismo e o colonialismo, e a memória de uma revolução que “não ficou à espera”.       Segue um extrato dessa intervenção:       «Às 4 da manhã, muito antes da primeira claridade do dia, já um punhado de mulheres saíam da cama para vir trabalhar. Apanharam o transporte às 5 menos um quarto. Chegaram às 6 à Assembleia.       Quando o dia nasceu, muito antes de os nossos despertadores tocarem, já elas tinham lavado a escadaria principal, puxado o lustro com as rotativas às madeiras enceradas dos Passos Perdidos, esfregado as casas de banh...

“O seu trabalho só costuma ser notado quando não está feito”

Imagem
      Das intervenções de ontem na Assembleia da República, a propósito do 48º aniversário da Revolução do 25 de Abril, impõem-se destacar a do Deputado José Soeiro do Bloco de Esquerda.       O Deputado, lembrou o que falta cumprir na Revolução dos Cravos, nomeadamente em termos de justiça social para quem ganha baixos salários, invocou as “Novas Cartas Portuguesas”, livro publicado há 50 anos, apreendido pela ditadura salazarista porque confrontava o machismo e o colonialismo, e a memória de uma revolução que “não ficou à espera”.       Segue um extrato dessa intervenção:       «Às 4 da manhã, muito antes da primeira claridade do dia, já um punhado de mulheres saíam da cama para vir trabalhar. Apanharam o transporte às 5 menos um quarto. Chegaram às 6 à Assembleia.       Quando o dia nasceu, muito antes de os nossos despertadores tocarem, já elas tinham lavado a escadaria principal, puxado o lustro com as rotativas às madeiras enceradas dos Passos Perdidos, esfregado as casas de banh...