E Agora a Carta

      Ontem, divulgamos o artigo de opinião do presidente da Associação Sindical de Juízes (ASJP) que o Público divulgou e, na sequência desse artigo naquele jornal, que, essencialmente, visava o diretor-geral da Administração da Justiça, este, dirigiu de imediato uma carta ao presidente da ASJP, carta esta que fez questão de divulgar através da página oficial daquela Direção-Geral.


      Na carta, ontem divulgada na página da DGAJ, pode ler-se que, afinal, o diretor-geral considera o assunto dos elevadores um assunto “relevante” e não lhe retirando importância, como a tal comparação do colete refletor de um automóvel que não passa na inspeção por essa falta, conforme mencionava no artigo o presidente da ASJP.


      «Verifico, e lamento, que um tema relevante – a segurança nos elevadores dos tribunais – esteja, neste momento, a ser objeto de considerações que colocam em causa as instituições que representamos.»


      Consideramos nós que as instituições públicas e os seus representantes temporais carecem de ser sempre colocadas e colocados em causa, em defesa do interesse público, porque de instituições públicas, isto é, de todos, se trata.


      E prossegue o diretor-geral da Administração da Justiça, afirmando que não distorce nem permite que outros distorcem a realidade, porque tais distorções põem em causa o “bom nome da DGAJ”.


      «O signatário não contribuirá, seguramente, para a distorção da realidade. Por outro lado, também não permitirá que outros o façam, pondo em causa o bom nome da DGAJ e o profissionalismo daqueles que nela trabalham, sempre ao serviço dos tribunais.»


      E conclui assim:


      «Por essa razão permito-me realçar que jamais referi que não existem elevadores nos tribunais sem inspeção válida. Pelo contrário, pois se o fizesse estaria a negar uma evidência que qualquer utente dos tribunais pode verificar nalguns tribunais. Problema diverso – e que exige adjetivação clara – é serem identificadas situações que não correspondem à realidade facilmente comprovável.» E assina o diretor-geral da DGAJ, Luís Borges Freitas.


      Conclui, portanto, o diretor-geral da DGAJ, que foram “identificadas situações que não correspondem à realidade” e que essa realidade é facilmente comprovável. Logo, o que o diretor-geral quererá dizer é que as coisas não são como se diz que são ou que não são como aparentam ser e que tudo isso se comprova com facilidade.


      Pode ver a aqui a citada carta através da seguinte hiperligação: “Carta-DGAJ-ASJP


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