283 Novos Oficiais de Justiça Provisórios Convertidos em Definitivos

      E pronto, todos aqueles que entraram no final de 2017, maioritariamente em dezembro desse ano, completaram um ano do período normal probatório e a lista foi agora divulgada pela DGAJ.


      São 250 Escrivães Auxiliares e 33 Técnicos de Justiça Auxiliares que constam na listagem da conversão da sua situação provisória em definitiva.


      Destes 283 novos Oficiais de Justiça definitivamente considerados como tal, a grande maioria assim foram considerados com efeitos a dezembro de 2018 e muito poucos posteriormente: 15 em janeiro de 2019 e 1 em fevereiro.


      Na lista publicada, no final da lista, encontra-se uma nota que chama a atenção para o facto das faltas ocorridas durante o período probatório e que na lista estão indicadas para cada um, não contaram para a contagem do período probatório, portanto foram descontados esses dias para esse fim e muitos tiveram o período probatório alargado por tal motivo, no entanto, essas mesmas faltas não descontam para a contagem do tempo de serviço (antiguidade), apenas se descontam agora para a conversão mas em termos de antiguidade a contagem ocorre desde o primeiro dia de início de funções.


      Dos 283 novos Oficiais de Justiça constantes da lista, quase todos tiveram faltas e viram o seu período probatório ser aumentado na proporção dessas mesmas faltas. Apenas uma pequena parte desses novos Oficiais de Justiça; apenas 14 desses 283, nunca faltaram durante o período probatório. No entanto, no que se refere às faltas superiores a um mês, estas são, também, muito reduzidas e apenas 9 ultrapassaram os 30 dias.


      Em termos de vencimento mensal a diferença é muito significativa para estes 283 Oficiais de Justiça, que vão passar a ver o seu vencimento mensal bruto aumentado em cerca de 300,00 (brutos/ilíquidos/antes de impostos/e com suplemento incorporado). Trata-se, pois, de uma mudança importante.


      Em termos de regularização dos meses passados, a diferença devida, maioritariamente desde dezembro, será contabilizada e paga com efeitos retroativos.


      Este é, pois, um momento muito importante para estes quase trezentos Oficiais de Justiça que ultrapassaram este período probatório e também de grande privação e provações várias que se esforçaram por suportar, longe da família, dos filhos menores, pagando outro alojamento, deslocando-se de vez em quando a casa, não todos os fins-de-semana, com este objetivo ora alcançado e que, finalmente, vem publicado para confirmação e descanso de todos.


      É evidente que isto não significa que as suas vidas vão mudar de forma significativa; não deixarão de viver longe dos seus e com as mesmas muitas despesas mas poderão deixar de pedir ajuda à família e aos amigos ou pedir menor ajuda, em face deste amento que, embora, à primeira vista pareça enorme, ainda assim, não é suficientemente significativo para suportar as distâncias e os custos.


      Muitos destes Oficiais de Justiça são oriundos do norte do país e estão colocados no sul e em Lisboa, com despesas muito grandes que esgotam todo o rendimento auferido.


      Por isso, se se quer ter Oficiais de Justiça em todos os pontos do país, mesmo naqueles para onde ninguém quer ir, há – simplesmente – que ter em conta os custos dessa deslocalização. Pague-se um vencimento razoável aos Oficiais de Justiça e estes irão para qualquer lugar, caso contrário apenas irão por obrigação, contrariados e com constantes faltas.


      Veja-se a simples estatística das faltas ocorridas num ano de período probatório em que todos sabiam que seriam prejudicados no tempo. Em 283 apenas 14 nunca faltaram, o que é espantoso; ou não. É do senso comum que a deslocalização familiar provoca grande absentismo e isto aliado a baixos rendimentos faz com que os serviços sejam fácil e sistematicamente prejudicados.


      Não há dúvida nenhuma que os baixos salários e as baixas condições de vida proporcionadas aos Oficiais de Justiça, podendo ser uma medida que, à primeira vista, parece ser bastante economicista, na realidade acaba por resultar precisamente ao contrário, ser despesista e completamente prejudicial a este Serviço Nacional de Justiça.


      Pode aceder à lista da conversão aqui mencionada, acedendo pela seguinte hiperligação: “Lista de Conversão de OJ em Definitivos”.


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Comentários

  1. Anónimo9/3/19 09:49

    todo o começo de vida é difícil, já por lá todos passamos e penamos. é a vida !

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  2. Anónimo9/3/19 15:33

    O que se passou nessa comarca não é ato isolado.
    Há muito pior por aí. Mas muito pior, mesmo.
    Há quem nunca fez nada de nada e chegou aqui por ... (mérito).
    Quem tem uma carreira de trabalho à vista e devidamente documentada não chega a lado nenhum.
    Há outras circunstâncias??que prevalecem e pesam na avaliação do mérito dos funcionários ao serviço do Estado.
    Ser funcionário é diferente de ser trabalhador.
    O atraso do nosso país está exatamente nisto.
    Promovam-se funcionários com competências para o exercício de determinados cargos, avaliando-se necessáriamente o percurso e o contributo do trabalhador à empresa (Estado).
    As empresas de sucesso não fazem isso?
    Exonere-se de imediato a incompetência e acima de tudo respeitem-se as pessoas e trabalhadores, também.
    Quem nunca trabalhou não pode e não deve nunca administrar nada.
    Tudo o que sai dali é erro, é confusão, é destabilização, sem consciência dos atos que pratica porque o seu saber e a sua experiência desconhece tudo. Tudo.
    licenciaturas e mestrados? Há décadas que se vendem a preços do "OLX".
    Que o digam muitas figuras públicas.

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  3. Anónimo9/3/19 16:20

    Os elementos nucleares do SFJ estão todos bem colocados.
    Têm todos cargos de luxo em nome da defesa dos direitos dos trabalhadores.
    Continuemos a trabalhar sem nunca prejudicarmos os utentes da justiça e pensemos todos na organização de uma greve de fome, silenciosa sadomasoquista, até que alguém nos oiça.
    O barulho já não resulta.

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  4. Anónimo9/3/19 20:19

    Infelizmente somos todos provisórios.
    Tínhamos os serviços sociais do ministério da justiça, mas já não temos.
    Tínhamos um estatuto da aposentação igual aos órgãos de polícia criminal, e agora já não temos.
    Temos a adse, mas pelos vistos só por algum tempo.
    Tinhamos razão segundo declarações da senhora ministra da justiça no debate na assembleia da República aquando da aprovação do orçamento de estado, mas afinal não temos.
    Tinhamos razão segundo o deputado do PCP para a área da justiça, mas afinal não temos.
    Tinhamos uma bomba inteligente. Mas afinal não temos.
    Tudo é provisório em função das circunstâncias.

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  5. Anónimo9/3/19 20:29

    Só existe um que não é provisório, mantém-se há muito tempo, sem limitação de mandatos e que está a desenvolver a bomba inteligente.
    Será que tem ambição a um cargo de deputado?

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  6. O facto de ainda nao ter saido a lista em Diário da República, está em causa o recebimento pelo valor de definitivos este mês?

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