São Superatletas? Então por que não uma Maratona Inteira, em vez de Meia?

      Publicou o SFJ na sua página, a sua participação, em coautoria, na quinta Meia-maratona da Justiça a realizar-se no próximo dia 21SET.


      Note-se que, esta maratona que nem sequer o é, porque é meia ou mini; é uma imitação das grandes.


      Perguntar-se-ão se os Oficiais de Justiça não teriam fôlego suficiente para uma maratona inteira ou só para minis?


      Se calhar é mesmo um problema de minis ou, se calhar, é um problema da maratona em si, uma vez que os Oficiais de Justiça vão fazendo todos os dias ao longo dos anos uma muito boa maratona, que aguentam, de trabalho que, a determinado momento até mete outras provas e passa a ser também de triatlo mas com saltos em comprimento e em cumprimento e também em altura, tudo com obstáculos que também há que saltar, a par do lançamento, para bem longe, do peso que carregam.


      E o que é isto e o que é que isto constitui, senão um verdadeiro e completo atleta e de alta competição? Que treina todos os dias para ter tempos válidos para chegar aos jogos olímpicos mas depois, há sempre alguém que lhe diz não; que lhe diz que não vai aos olímpicos porque outros irão no seu lugar, apesar dos seus tempos serem excelentes, ao mesmo tempo que lhe dá palmadinhas nas costas.


      E isto não é ficção nem há nenhum exagero nas comparações; é apenas a realidade; saiba-se lê-la.


      Os Oficiais de Justiça têm uma capacidade de adaptação todo-o-terreno, mesmo quando não estão no terreno e se atiram com ou sem paraquedas.


      Também praticam boxe e tantas vezes esgrima e andam (ou nadam) nos tribunais como peixe na água, muitas vezes aproveitando ainda o mobiliário e os processos que diariamente movimentam para praticar um pouco de halterofilismo.


      Não se entendem com os decisores governamentais que delineiam a sua carreira e vencimentos e então treinam a luta livre e também a greco-romana e fartam-se de ir ao tapete.


      Com tanta modalidade desportiva referida, os Oficiais de Justiça são, sem dúvida, uns verdadeiros superatletas mas, apesar de tudo, não referimos aqui as modalidades desportivas com bola: desde o futebol, andebol, voleibol ou basquetebol ao ténis de mesa ou ao golfe, passando pela torta bola do râguebi, não referimos aqui nenhum destes desportos com bola e isso por uma simples razão: porque os Oficiais de Justiça já não têm bolas.


      Assim, resta-lhes aspirar a cumprir os mínimos e a sonhar com serem algum dia selecionados, enquanto veem os outros a partir e se contentam com uma maratona que é mini e que até pode ser feita a caminhar, pois tal como em tantas outras coisas, nem nestas provas desportivas têm direito a coisa inteira e completa; sem cortes.


Corrida.jpg


      Pode aceder à informação sindical do SFJ sobre a meia-maratona “aqui”.

Comentários

  1. Anónimo6/9/19 22:17

    Um Sindicato transformado num promotor de eventos para entreter a malta.
    Organizaram congressos que na realidade não passaram de feiras de vaidades e maratonas para cuidar do físico, de forma limpa, sem recurso àquelas injeções que para aí andam.
    Se essa mini maratona, ao menos, tivesse como ponto de chegada o Ministério da Justiça, faria algum sentido e seria entendida como uma forma de protesto.
    Mas como o SFJ se sente perfeitamente confortado com a política deste partido que nos governa, ou simula lutas contra "moinhos de vento" ou organiza eventos para entreter a malta.
    Tanta promessa, tantos plenários, o grau 3 já estava no papo, enfim.
    Grau 3!
    Eu diria grau 17 ou 18.
    Está tudo embriagado?
    Onde está o espírito crítico dos ainda participantes nestes eventos?

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  2. Anónimo6/9/19 22:44

    Entrevista concedida pela Ministra da Justiça ao "notícias ao minuto" no dia 5 de Setembro.

    "... Ficou encarregue da pasta da Justiça num período de grande conturbação. Vários setores fizeram greve, como os dos juízes, magistrados do MP, guardas prisionais, funcionários judiciais, inspetores. Que balanço faz do trabalho realizado neste âmbito?

    Penso que ao longo destes quatro anos foi possível, relativamente à esmagadora maioria das profissões do judiciário, encontrarmos soluções que, de alguma forma, respondessem às necessidades que essas profissões tinham de atualização dos respetivos estatutos e, por outro lado, que ponderassem as dificuldades e as limitações que nós tínhamos do ponto de vista financeiro. Considerando também, obviamente, o interesse do Estado no aperfeiçoamento nas condições dessas profissões.

    Ainda não é um trabalho terminado.

    Diria que está quase terminado porque, como sabe, nós revimos o estatuto dos juízes, o estatuto do Ministério Público (MP), as carreiras e orgânica da Polícia Judiciária (PJ), fizemos uma intervenção, ainda que mais limitada, no estatuto dos guardas prisionais. A única coisa que ficou por fazer com respeito a essas carreiras especiais foi o estatuto dos oficiais de justiça... "

    Ou seja os mesmos de sempre, que estão sempre disponíveis até para serem discriminados socialmente.
    Façam maratonas que com o cansaço extremo adormecem mais depressa e não pensam em coisas tristes.

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