Afinal não eram bichos nas máscaras mas lascas

      Nesta última quarta-feira (10JUN) reproduzimos a notícia do dia anterior publicada no Jornal de Notícias (JN) e, bem assim, noutros meios de comunicação social, que dava conta de uns bichos nas máscaras faciais distribuídas no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Sintra.


      O JN refere que a Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) lhe garantiu o seguinte:


      «As duas caixas defeituosas encontram-se “em recolha” e vão ser substituídas “já” hoje. Adiantando, ainda, que “não existe registo desta situação se ter verificado em outros tribunais”. “Ainda assim, a DGAJ irá apurar se existem situações semelhantes e procederá de imediato à sua regularização, caso [estas] se venham a verificar”, assegura. O organismo garante, igualmente, que as encomendas destinadas aos tribunais “são sempre verificadas pelos serviços da DGAJ”. E ressalva que, “entre os milhares de máscaras que já chegaram aos tribunais, apenas duas caixas – com 50 máscaras cada – apresentaram problemas do conhecimento da DGAJ”.»


      No entanto, nesse mesmo dia da publicação do artigo do JN (09JUN), na conta do Twitter de “Mário Belo Morgado”, que ocupa atualmente o cargo de Secretário de Estado e Adjunto da Justiça, este escrevia um esclarecimento da DGAJ que vai em sentido diverso daquele que o JN relatava. Diz assim:


      «Esclarecimento DGAJ. Procedeu-se à observação de resíduos detetados no interior dos sacos de plástico que contêm máscaras distribuídas no TAF de Sintra, verificando-se que se tratava de pequenas lascas de cartão. Assim é falso que tenham sido encontrados “bichos” em máscaras.»


      Ou seja, de acordo com esta publicação, afinal, os bichos vistos no TAF de Sintra e que constam da fotografia do JN, não são bichos mas lascas de cartão, conforme relata o secretário de Estado naquilo que parece ser um esclarecimento com origem na Direção-Geral DGAJ.


      Mário Belo Morgado é perentório afirmando que «é falso que tenham sido encontrados “bichos” em máscaras».


      É pena que esta informação tão relevante tenha sido publicada apenas numa conta pessoal do Twitter, que tem apenas cerca de 200 seguidores, e não na página da DGAJ, entidade visada e citada na notícia, uma vez que esta informação é muito importante para acalmar as dúvidas e os receios que surgiram no seio dos Oficiais de Justiça, e não só, entre todos os que utilizam estas máscaras no dia-a-dia, não só no TAF de Sintra como em todo o país.


Twitter-SEAJ-MarioBeloMorgado-09JUN2020.jpg


      Desde a notícia da passada quarta-feira que todos vão perscrutando as máscaras e as embalagens à procura de uma bicharada que, afinal, parece não ter existido, levando muitos a deixar de usar estas máscaras e optando por outras e por outros meios de proteção.


      É uma pena que no TAF de Sintra a verificação dos tais bichos não tivesse sido efetiva e tenham interpretado as tais lascas de cartão como sendo bichos. É uma pena que não se tivesse confirmado o que é que eram aquelas pequenas coisas na embalagem, antes da notícia ser difundida por todo o país.


      Ora, perante esta informação na publicação do secretário de Estado, de que apenas agora tivemos conhecimento, é possível que muitos fiquem mais tranquilos quanto à higiene das máscaras, uma vez que, pelo menos, bichos não serão.


MascarasComBichos.jpg


      Fontes: “Twitter MBM”, “Jornal e Notícias”, “Sapo24”, “Sábado” e “artigo OJ de 10JUN2020”.

Comentários

  1. Em vez de lascas de cartão até poderiam ser notas de 500€, o que está em questão é a falta de higiene e a proteção dessas máscaras.

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  2. O comentário do Sr. Sec. Est. Certamente será tão fidedigno como o produzido em fevereiro sobre a brevidade do novo estatuto. São palavras e palavras levá-las o vento.

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  3. Acho muito estranho terem confundido lascas com bichos. Os bichos teriam que ter patinhas, corninhos, asinhas... O pessoal tá assim tão cegueta?

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  4. Sintra, dirigentes sindicais, administradores, que não têm a gestão do taf, distribuição das máscaras, congresso... é só pensar, já muita gente percebeu o que se anda a passar. Infelizmente, e de forma estranha, só não se fala do estatuto... pois as "noticias" vão-se criando...

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    Respostas
    1. 👋👋👋👋

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    2. Concordo. Fala-se de tudo mas não se fala de nada. Do que interessa e que vai afectar a vida de todos os o.j. nada se diz. Os sindicatos (representantes da classe) continuam de forma impávida e serena a contemplar sem agir. O prazo dado pela A.R. esgota-se e depois será apresentado um estatuto sem qualquer discussão e sem hipótese de se poder apresentar mudanças ao mesmo.

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    3. Concordo!

      Os sindicatos andam entretidos com questões que dizem respeito às autoridades de saúde pública e, nesta matéria, apenas têm que denunciar e exigir as condições determinadas por esta.

      O que é verdadeiramente importante passou a secundário!

      O esforço, a mobilização e as lutas dos Oficiais de Justiça, que se verificaram nos últimos anos, para dignificar a carreira, foram esquecidas.

      Queixas à OIT e à Provedora de Justiça, congressos, greves, quiosques de protestos, bandeiras, lutos e resultados zero!

      Tudo em vão.

      Agora entramos numa nova fase, distribuição de máscaras, anúncios, promessas e prazos.

      Tudo na mesma, mesmo com a Lei do Orçamento de Estado em vigor, que já se percebeu que não vai ser cumprida relativamente aos oficiais de justiça, que mais uma vez podem esperar.

      Sindicatos e Secretaria de Estado da Justiça confinados até finais de Julho?!...

      Seguem-se as férias e mais uma cativação no orçamento de estado.

      Como sempre, quem são os visados?

      Os Oficiais de Justiça!






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