Página do SFJ atacada já voltou

      No dia de ontem, a página do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) voltou a estar operacional, informando o SFJ o que se passou há dez dias atrás.


      Diz assim:


      «Como é do conhecimento público, a página institucional do SFJ foi, no passado dia 17.7.2020, pelas 11h47m, alvo de uma entrada indevida no servidor do sindicato, tendo a página www.sfj.pt sido “pirateada”.


      O SFJ apresentou queixa na Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica, estando o inquérito a correr termos no DIAP de Lisboa, 5ª Secção, com NUIPC 6840/20.7T9LSB.


      Reitera-se que neste ataque não houve acesso a dados pessoais ou profissionais dos nossos associados.


      Hoje, com um reforço das medidas de segurança, voltámos a estar on-line e esperemos assim continuar.


      Em outubro o SFJ irá apresentar a sua nova plataforma e também a nova página, com novas e melhoradas funcionalidades.»


      Portanto, informação pertinente, após dez dias de silêncio, com a afirmação de que não houve acesso a dados pessoais ou profissionais dos associados.


      Depois desta informação relativa ao ataque informático, o SFJ esclarece que desde a publicitação do projeto de Movimento, tem dado apoio jurídico aos associados “nas inúmeras pronúncias em sede de audiência prévia”, recordando que “corre termos no TCA-Sul um recurso, sobre o movimento ordinário de 2019, em que o SFJ pede o reconhecimento do direito dos oficiais de serem promovidos para os lugares vagos ou ocupados via substituição (artigo 49.º do EFJ) de escrivão de direito, técnico de justiça principal e secretários de justiça.”


      Na mesma informação sindical pode ler-se sobre os dois pesos e as duas medidas:


      «Os Oficiais de Justiça não compreendem que o Ministério da Justiça use dois pesos e duas medidas: quando se trata de promoções nas magistraturas, nunca existem impedimentos orçamentais, já quando se trata de promoções para os Oficiais de Justiça, existem sempre mil e um constrangimentos de natureza orçamental ou procedimental.»


      E segue-se um agradecimento:


      «Agradecemos já à Ministra da Justiça, os elogios que publicamente tem feito aos Oficiais de Justiça quanto à sua abnegação, colaboração e proficiência, mas, (re)lembramos, que as “palmadinhas nas costas”, não resolvem os problemas... é preciso agir e o tempo decorrido é demasiado.»


      E fica ainda mais uma promessa:


      «Em contacto telefónico havido com este Sindicato, o Chefe de Gabinete do SEAJ, informou-nos que o processo negocial sobre o EFJ teria início em setembro...» O SFJ termina esta informação com reticências.


      Quanto à possibilidade de se vir a realizar um segundo Movimento ainda este ano, diz o SFJ assim:


      «Recorde-se que a Diretora-Geral da Administração da Justiça, nas reuniões acima referidas, afirmou que seria realizado um movimento extraordinário, ainda em 2020, o qual consagrará as promoções, posição que reiterou em recente deslocação à Comarca de Leiria e após ter ali sido interpelada por uma dirigente do SFJ.»


      Portanto, na linha do que aqui já vem sendo divulgado das informações veiculadas pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), vindo agora o SFJ confirmar tal informação, parece-nos possível afirmar que antes do final deste ano, e desde logo depois de concluídas as colocações de setembro do Movimento em curso, será realizado um novo Movimento o qual contemplará promoções.


      Relativamente a quantas e a quais promoções, a informação sindical do SFJ não dá mais dados, dispondo apenas do número adiantado pelo SOJ: duzentas promoções e para as categorias de “Adjuntos”.


      Quanto às promoções para as demais categorias, de momento, não há mais indícios de que possam vir a ocorrer, embora ambos os sindicatos digam que estão a diligenciar nesse sentido.


      O SFJ refere-se ainda à planificação dos quadros para as alterações a implementar em setembro, “designadamente com os novos tribunais na jurisdição comum e a reorganização e especialização da jurisdição administrativa e fiscal”, em face dos mapas de pessoal estarem “desajustados e deficitários”, dizendo o SFJ que “não se compreende que não estejam a ser feitos os procedimentos necessários a garantir a admissão, urgente, de novos funcionários.”


      Por fim, o SFJ diz que “em face da mais que previsível “segunda vaga” da COVID-19”, “solicitámos reuniões com vista a perceber, e dar o nosso contributo, para a elaboração de planos de funcionamento de contingência”, “designadamente, saber se já foram desencadeados os procedimentos para aquisição de equipamentos informáticos em quantidade, e qualidade, necessária para distribuir pelos oficiais de justiça. É importante que a aprendizagem deste primeiro semestre seja aproveitada e, com tempo, para desenhar planos de funcionamento locais que, garantindo e salvaguardando a saúde de todos, permitam o funcionamento, o mais “normal” possível, dos tribunais e serviços do MP.”


      Conclui o SFJ que «Destas nossas preocupações iremos dar nota ao Presidente da República.»


      Pode ver toda a informação sindical aqui resumidamente transcrita, através da seguinte hiperligação: “SFJ-Info-27UL2020”.


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Comentários

  1. Quanto à integração do suplemento no vencimento nem uma palavra. Já passou!

    Já para não falar do regime diferenciado para a aposentação.

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  2. Nova reabertura do site, o mesmo discurso.
    "nem lá vou, nem lá faço nada...."
    Sobre a integração do suplemento no vencimento e o regime diferenciado de aposentação - nada, nem uma palavra.
    Duas grandes conquistas, tratadas com desprezo pelo SFJ.
    Nada se exige, nada se confronta, nada se planeia.
    Que pobreza franciscana.

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  3. Então não tinham sido sequestrados? Muito gosta este blog do semear confusão.

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    1. 10 dias de sequestro. Felizmente os sequestros não duram toda a vida... Ou duram?

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    2. E não foram?!...

      Sequestrados pela subserviência a este Ministério da Justiça em prejuízo dos Oficiais de Justiça.

      Um apagao de ideias e de reivindicações que faz corar qualquer representante sindical.




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  4. Supostamente em setembro haverá o tal telefonema, igual ao de Maio, lembram-se?
    Mais conversa de embalar, aguardemos até meados de outubro que estas coisas demoram e setembro tem 30 dias.
    Depois vem o fim do ano e o natal, época de paz e harmonia e não propicia a confrontos.
    Assim se vai desandando, desencantados com quem nos governa mas também por quem se propôs representar-nos.

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    1. Representar-nos? Retiraria o "nos".

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  5. Sempre a "encher chouriços".

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  6. Abandonemos os sindicatos, a acção popular, neste caso, terá melhores resultados.

    Mais uma multa para o Estado Português, desta feita, com o "alto patrocínio" da Exma. Sra. Ministra da Justiça.

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    1. É um assunto a debater na próxima tertúlia.

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  7. Começam a ser frequentes os telefonemas do gabinete da SEAJ para o SFJ.

    Que novidade!...

    Portam-se sempre muito bem!

    Até conseguiram subverter uma deliberação democrática do congresso dos Oficiais de Justiça.

    A bomba inteligente que nunca apareceu!

    Mas o mais incrível disto tudo é que apesar de uma maioria parlamentar reconhecer as reivindicações dos Oficiais de Justiça é o SFJ continuar a persistir numa estratégia atrelada ao Ministério da Justiça.

    A dúvida persiste e é legítima.

    A bomba inteligente deflagrou sobre os Oficiais de Justiça!

    Posicionaram-se do outro lado da trincheira.


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  8. Amigos, vamos ser realistas....Quem conseguiu alguma coisa antes da pandemia, conseguiu. Quem não conseguiu, não vai conseguir nos próximos anos.
    Vejam o rombo nas contas públicas, no défice, devido aos apoios ao lay-off, subsídios de desemprego e outros e a quebra da receita/impostos.
    Pensem no que vai ser a partir de Outubro, com o aumento de casos, com o mais que certo "novo confinamento".
    Se agora há pouco turismo, nessa altura não haverá nenhum.
    As empresas estão "ligadas à máquina" com os apoios do Estado, mas quando a máquina começar a ser desligada vão disparar as falências e o desemprego.
    Se não existirem cortes, dêem-se por muito satisfeitos. Quanto ao resto, esqueçam nos próximos anos. Não se iludam.
    Por isso é que tinha sido muito importante "bater o pé" no tempo das vacas gordas, como muitos fizeram, inclusive na área da justiça.
    Cumpts.

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    1. Tem toda a razão mas com os representantes que temos e que tanto sofrem de miopia, nada .aos vamos ter para além de,........ mais trabalho, mais trabalho, mais trabalho e..... Pontapé no ..

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