Tribunal de Braga encerrou por infeção de 5 Oficiais de Justiça

      Foi ontem notícia em vários meios de comunicação, o caso dos cinco Oficiais de Justiça do Tribunal de Braga que testaram positivo à Covid-19, obrigando ao encerramento do tribunal nesta sexta-feira, para se proceder à desinfeção do edifício e ainda à testagem em massa de quem ali trabalha.


      A Renascença referia que a informação lhe foi veiculada pelo presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais António Marçal.


      “Depois de ter havido cinco colegas Oficiais de Justiça que testaram positivo para a Covid-19, a Administradora e o Juiz Presidente da Comarca de Braga resolveram, e muito bem, ativar o plano de emergência e encerraram todos os serviços do Palácio da Justiça de Braga”, explicou Marçal, concluindo que “estão a acionar também o programa para fazer a testagem de todos os Oficiais de Justiça, juízes e procuradores que lá prestam serviço e foi também solicitada a desinfeção de todo o edifício”.


      Este acontecimento é bem ilustrativo das condições de segurança vividas pelos Oficiais de Justiça com quem a tutela se despreocupou com a vacinação em detrimento de outros profissionais, dos mesmos locais de trabalho mas que até estão sempre muito, mas mesmo muito mais, refugiados dos contactos e, por conseguinte, dos contágios.


      Esta ocorrência no Tribunal de Braga acaba por constituir a imagem perfeita para o momento atual e para a eventualidade de, a “breve trecho” (como dizia a ministra da Justiça), em vez de termos Oficiais de Justiça vacinados, termos Oficiais de Justiça infetados, serviços encerrados mas magistrados vacinados e aptos para trabalhar sem o poder fazer por falta de apoio dos Oficiais de Justiça.


      Esta incongruência resulta da grande falta de atenção e de um verdadeiro cuidado que deveria existir num ministério voltado para os seus e seus assuntos.


      Trata-se de um ministério para o qual os Oficiais de Justiça não existem, pelo que até podiam perfeitamente passar para a dependência de um outro qualquer ministério, nem que seja o do Mar, aliás, até seria uma boa ideia porque os Oficiais de Justiça sabem bem nadar e se há anos se estão a afogar e ainda não afogaram de vez, é porque, de facto, sabem mesmo bem nadar, como peixinhos restringidos a um pequeno aquário.


      ATUALIZAÇÃO: No final da tarde, em declarações à Agência Lusa, o juiz presidente de Braga disse que, ao contrário das declarações de Marçal, são três os Oficiais de Justiça infetados, dois afetos ao Juízo Central Cível e outro do Juízo Local Cível. O jornal "O Minho" acrescenta que o Tribunal de Braga continua a funcionar e que fecharam apenas duas secções desinfetadas pelos bombeiros.


Aquario-5Peixes.jpg


      Fonte: “Renascença/RR”.


      Nota de Atualização: Fonte: “O Minho”.

Comentários

  1. Se o nosso primeiro não for um seguidista da nossa ministra, quinta feira havemos de ter conhecimento do projecto de estatuto.
    Eu cá para mim não acredito, pois acho que a ministra é seguidista do primeiro, como todos os outros, e a falta de verdade e a palavra fácil e o lema.
    É o que eu acho, mas a ver iremos.
    I

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  2. O TRIBUNAL NÃO FOI FECHADO.
    QUARTEL EM ABRANTES... TUDO COMO DANTES.

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  3. Ordem dos Oficiais de Justiça, já.

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    1. Concordo. A estrutura (COJ) já está montada. Falta a competência de gestão por pares OJ exclusivamente.

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    2. "A função das ordens profissionais
      As Ordens Profissionais são associações profissionais de direito público e de reconhecida autonomia pela Constituição da República Portuguesa, criadas com o objetivo de promover a autorregulação e a descentralização administrativa, com respeito pelos princípios da harmonização e da transparência.

      As Ordens Profissionais são criadas prioritariamente com vista à defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos e à salvaguarda do interesse público, o que é atingido pela autorregulação de profissões cujo exercício exige autonomia técnico funcional e independência, bem como capacidade técnica."

      Fonte CNOP

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  4. E como não existem na administração pública recursos humanos suficientes para fiscalização destas incoerências, aparentemente, tudo passa.

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