Mais de 90% aderiram à greve

      Sob o título de “Inequívoca manifestação de descontentamento”, publicava ontem o Sindicato dos Funcionários de Justiça (SFJ) uma nota sindical na qual afirmava o seguinte:


      «Poder-se-á afirmar de forma inequívoca que a adesão dos Funcionários Judiciais à greve realizada no dia 1 de setembro de 2021 foi esmagadora!»


      E por que razão foi esmagadora?


      Porque «Na maioria dos Tribunais e Serviços do Ministério Público a adesão foi de 100%, levando ao seu encerramento.»


      O SFJ explica:


      «Todos contribuíram, desde Trás-Os-Montes ao Algarve, do interior aos Açores e à Madeira. Pelos dados que ao longo do dia de ontem nos foram chegando, o SFJ pode assegurar que a greve dos Funcionários Judiciais ultrapassou os 90%.


      E, tal como se previu, pela importância da simbologia deste dia, tivemos ainda uma larga visibilidade nos meios de comunicação social através da divulgação de notícias sobre a greve em todos os meios de comunicação social, quer nacionais, quer regionais e locais, por todo o País.


      Os Oficiais de Justiça deste país, com esta gigantesca manifestação, disseram basta!


      Basta de desrespeito por uma classe que é fundamental na engrenagem do funcionamento da justiça!»


      O SFJ passa de seguida a elencar a motivação da greve:


      «Os tribunais encerram, porque:


      – Sem Oficiais de Justiça não há tramitação processual!


      – Sem Oficiais de Justiça, não há esclarecimentos aos cidadãos!


      – Sem Oficiais de Justiça, não há interlocutores entre os Advogados, os Juízes ou Magistrados do Ministério Público!


      – Sem Oficiais de Justiça, não se realizam sessões de julgamento!


      – Sem Oficiais de Justiça, não se realiza o serviço externo!


      Ainda restam dúvidas da importância desta classe profissional na realização da justiça?»


      A nota sindical prossegue assim:


      «Temos mostrado a nossa resiliência, pois a luta tem sido árdua. E, fica o aviso à Tutela, reiterando que queremos ser parte da solução e não do problema, mas, que só vamos parar a luta quando obtivermos o que merecemos e o que nos é devido:


      .1. A inclusão no vencimento do suplemento de recuperação processual, com efeitos a 1 de janeiro de 2021, ou seja, o pagamento do valor mensal nas 14 prestações anuais;


      .2. As promoções – com abertura de procedimento para acesso a todas as categorias cujos lugares se encontrem vagos: Escrivão e Técnico de Justiça Adjuntos, Escrivão de Direito, Técnico de Justiça Principal e Secretário de Justiça;


      .3. O preenchimento integral dos lugares vagos;


      .4. A regulamentação do acesso ao regime de pré-aposentação.


      Estas quatro reivindicações não estão dependentes de qualquer alteração estatutária, podendo e devendo ser concretizadas no imediato e, em bom rigor, cumprem o que, em sede de Lei de Orçamento de Estado (quer o de 2020 quer o de 2021) o Governo apresentou como regresso ao normal desenvolvimento e evolução das carreiras na administração pública e que o Parlamento aprovou.»


      Por fim, o SFJ, agradece assim aos Oficiais de Justiça:


      «O SFJ quer deixar uma palavra de agradecimento a todos os Oficiais de Justiça deste país que contribuíram para o sucesso desta greve, apesar de todos os sacrifícios pessoais que isso acarreta.»


      Sabemos que, para além dos Oficiais de Justiça, também houve muitas adesões à greve por parte dos demais Funcionários Judiciais, pelo que o agradecimento não pode limitar-se aos Oficiais de Justiça mas a todos os Funcionários Judiciais.»


Cara11.jpg


      Fonte: “SFJ-Info-02SET2021”.

Comentários

  1. Anónimo3/9/21 10:11

    CUMPRAM O PROMETIDO! ALDRABÕES DE GOVERNANTES SEM PALAVRA!

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  2. Anónimo3/9/21 11:07

    Movimento extraordinário já! para promoções!!

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  3. Anónimo3/9/21 13:18

    GNR e PSP já conseguiram o aumento do subsídio de risco de 31 para 100 euros mensais X 14...

    Nós?

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    1. Anónimo3/9/21 14:49

      Boa questão. Para uns há tudo e para outros nada.

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  4. Anónimo3/9/21 15:59

    Os sindicatos que exijam que se cumpra o artigo 38º do orçamento estado publicano no DR 1ª série, que comtemplava um mecanismo de compensação para os oficiais de justiça, relativamente à atribuição de um regime de aposentação diferenciado. Depois pensem na Revisão do Estatuto dos F.J. Por favor deixem sair os mais velhos, pois quando assinámos o nosso Termo de Posse, que agora já nem existe, disseram-nos que sairíamos aos 55 anos de idade e já vamos com mais de 60 e cá continuamos . Estamos a ficar exaustos!!!

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    1. Anónimo3/9/21 16:32

      Basta acrescentar uma alínea ao DL 4/2017...



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  5. Anónimo3/9/21 19:21

    Publico:

    "Governo propõe aumentar bolsas de estágio dos jovens licenciados para 878 euros
    Actualização prevista para 2022. Ministra do Trabalho leva hoje proposta à concertação social para subir bolsas dos jovens trabalhadores e aumentar tecto mínimo salarial dos estágios profissionais.

    Pedro Crisóstomo
    3 de Setembro de 2021

    Ana Mendes Godinho reúne-se nesta sexta-feira com os parceiros sociais para discutir a "agenda do trabalho digno" ENRIC VIVES-RUBIO
    O Governo quer aumentar o valor das bolsas de estágio dos jovens licenciados abrangidas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) dos actuais 790 euros para 878 euros no próximo ano, disse ao PÚBLICO a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho..."

    E os Oficiais de Justiça, muitos deles licenciados, que recentemente
    ingressaram na carreira ou mesmo aqueles que no futuro queiram ingressar?!!!







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