O SFJ não pode herrar

      O Governo entrega hoje na Assembleia da República a proposta de Orçamento de Estado para 2022.


      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) queria entregar a sua papelada recolhida pelo país na “Caravana da Justiça” aquando da entrega da proposta de Orçamento, mas pensava que a entrega ocorreria no próximo dia 15OUT, tendo programado a “Caravana” para esse dia.


      Logo que a iniciativa começou, advertimos para o erro da data.


      Dizia o SFJ assim:


      «A informação recolhida será entregue ao Presidente da Assembleia da República, no próximo dia 15 de outubro, data em que se prevê ocorrer também a entrega pelo Governo da proposta de LOE para 2022.»


      Num dos nossos artigos publicados sobre a iniciativa do SFJ, como o nosso artigo aqui publicado a 29SET, intitulado: “Já rola a “Caravana da Justiça”, mas vai ter que acelerar”, dizia-se assim:


      “Consultada a página da Assembleia da República, relativamente à entrega da proposta de lei do Orçamento de Estado, lemos o seguinte:


      «O Orçamento do Estado (OE), instrumento de gestão que contém uma previsão discriminada das receitas e despesas do Estado, incluindo as dos fundos e serviços autónomos e o orçamento da segurança social, é da iniciativa exclusiva do Governo.


      A proposta de lei do Orçamento do Estado para o ano económico seguinte deve ser apresentada à Assembleia da República, até 10 de outubro de cada ano.»


      Portanto, o SFJ previa a entrega para 15OUT e a Assembleia da República afirmava que a entrega devia ocorrer até ao dia 10OUT. Ora, sendo o 10OUT domingo, a entrega salta para o dia útil seguinte que é hoje: 11OUT, como limite.


      É óbvio que o SFJ não consultou a página da Assembleia da República e convenceu-se que a entrega da proposta do Governo ocorreria a 15OUT porque no passado já foi essa a data limite.


      Um Sindicato como o SFJ, tão grande, tão antigo, com tanta representatividade na carreira, com tanta gente dedicada a tempo inteiro, não pode cometer este tipo de erro.


      Os Oficiais de Justiça não admitem que uma estrutura sindical como o SFJ deite a perder a programação de uma iniciativa tão abrangente, tão nacional, por um mero desleixo que ninguém foi capaz de verificar.


      No mencionado artigo aqui publicado a 29SET, dizia-se assim: “A dita “Caravana” do SFJ terá que se reprogramar e acelerar os carros, eventualmente passando de seis veículos para oito, ou mesmo mais, para que a entrega possa ocorrer a 11OUT-SEG e não a 15OUT-SEX como pensa e programou o SFJ. Se a ideia é fazer coincidir as entregas, a do ministro das Finanças e a do SFJ, então há que reformular a Caravana.”


      A Caravana não foi reformulada e o objetivo da entrega ficou perdido, pelo que, agora, entregar a papelada no dia 15OUT ou noutro dia qualquer já não faz diferença nenhuma. O simbolismo do dia de hoje está perdido. Assim, todos os dias são iguais e qualquer dia em que se entreguem as caixas será um dia qualquer.


      Um simples erro de falta de verificação, ou de reverificação, e o acreditar que tudo se sabe sem nunca se pôr em causa essa sabedoria pode deitar a perder todo um trabalho feito ao longo de todos estes dias e por tanta gente.


      Os Oficiais de Justiça esperam que erros assim não sucedam com a ação sindical, designadamente, com a negociação do Estatuto, uma vez que um erro deste género pode deitar a perder muito daquilo que se pretende.


      O presidente do SFJ não pode acreditar que sabe tudo e delinear tudo, porque não é um sindicato unipessoal, mas pedir ajuda, pedir que outros, também com disponibilidade a tempo inteiro, verifiquem tudo, porque, como todos bem sabemos, herrar é umano.


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      Fontes: “SFJ-Info-28SET” e “AR-Info-OE”.

Comentários

  1. Mais um tiro no pé.
    Pior é impossível.
    😞

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  2. São umas atrás das outras.
    Não sabem, não querem saber, não querem fazer.

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  3. Provavelmente é este tipo de lapsos (colocar a greve às horas extraordinárias no pré-aviso de greve de 1 e 2 de agosto; errar a data de entrega da proposta), que conta para o "curriculum" de colocação de membros do SJF em determinados concursos, como por exemplo, ONU, colocação preferencial em listas partidárias... enfim... erros que acontecem... (e males que vêm por bem para alguns, claro!)
    Como é bom viver à custa do esforço de quem paga as cotas!

    Talvez haja quem esteja a olhar para a negociação do estatuto como uma grande oportunidade de promoção pessoal.
    Deveríamos estar mais atentos ao discurso para perceber quais as reais intenções e a quem servem os sindicatos; será para proteger os Oficiais de Justiça ou para de forma encapotada e com benefícios particulares, permitirem e pactuarem com o constante desprestígio e empobrecimento da classe?

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    1. Todas as ações levadas a cabo pelo SFJ são, claramente, "para inglês ver". Assim, por um lado, os oficiais de justiça ficam satisfeitos e, por outro lado, não se afronta quem lhes assegura o "tacho". Fica-se bem na fotografia de ambos os lados. Só não vê quem não quer ver.

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    2. Só é abusivo o amealhar 750000€/ano em quotas para tão fraco desempenho.

      Ora, se cada 100000€ no banco dão um retorno a prazo de 500€/mês, é muito dinheiro em caixa para tamanha inoperância e falta de eficiência sindical.

      4000€/mês, vitalícios, por um ano de quotas!!!

      A multiplicar por 20 anos.

      São 80000€/mês de liquidez por conta da aplicação das quotizações, vitalícios.

      E sempre a aumentar, o "porquinho".

      Até cheira a esturro, certamente dá gasolina a ser queimada à pala da minha quota mensal!


      P. S.

      Ao menos dessem umas boleias aos deslocados.

      Pareceria menos mal.

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    3. Já sem falar nas colocações na Madeira de dirigentes que são colocados às escondidas e depois surgem em DR ultrapassando todos, com a conivência da dgaj, e sem falar nas promoções de dirigentes sindicais que concorrem a nível nacional, sabendo que continuam no mesmo lugar, no sindicato.

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    4. SEM DÚVIDA VERGONHOSO ESSE FACTO! PASSAREM À FRENTE DOS OUTROS DE FORMA DESONESTA SEM DÚVIDA! FOOOOOOODDDDDDDDDDD

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  4. Classe? a classe dos Oj´s já foi

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  5. Mais uma vez esta enganado a caravana foi delineada pelos Secretários Regionais e Coordenadores das Comarcas e no terreno estão as pessoas do tempo inteiro.
    O SFJ esta a ouvir as e a reter todas as informações junto dos colegas e este Sindicato ouve-se sempre como um tudo.
    Gabriela.

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    1. Como um todo, Gabriela, então o herro é desse todo e não de um só. Afinal a coisa é pior do que parecia...

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    2. Ai Nossa Senhora.

      Isto é melhor que o Big Brother!

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  6. Um todo de meia dúzia, que decidem sem ouvir os representados e mesmo quando os ouvem, alteram uma deliberação de um Plenário Geral de Trabalhadores, que se sobrepõe a qualquer sindicato. O sindicato convoca, a partir dai perde todo o poder, a decisão é dos trabalhadores sindicalizados ou não. E é a representatividade dos próprios per si, não por delegação.

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  7. ÚLTIMA HORA:
    O ministro das Finanças, a esta hora, ainda não entregou a proposta de Orçamento.
    Fontes dizem que pediu a Ferro Rodrigues adiamento até sexta para permitir ao SFJ acabar a recolha do estado dos edifícios, das impressoras, etc.

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  8. que povo este! fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão..."

    Miguel Torga

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    1. É o medo de bulir.

      Zé Povinho.

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  9. 2022 vou-me aumentar 0.75%.

    Mais vale comido e bebido.

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  10. Ora falemos de coisas sérias.

    Então há por aí Magistrados sem relógio biológico?

    Não é que se esquecem que o boleguim tem de almoçar?!

    E o desgrassado fica sem o tacho e como o tolo no meio da ponte!

    Isto de andar a sandes...

    Abençoado o de Coimbra que sacou da lancheira a meio da audiência que já entrava pelas 13.14 horas no silêncio de um depoimento.

    "Compreendam V. Exas. que eu tenho de me alimentar. E, por falta de OJ's na Secção, não posso alargar a minha, devida, hora do almoço que constantemente me é subtraída".

    DESPACHO (Azedo)

    Bom, vamos interromper a audiência para suprimento das necessidades fisiológicas do Sr. funcionário (OJ).

    Isto é que vai uma crise... de valores e saber estar do camano, para não dizer a do alho. As necessidades são do OJ!!!

    Claro. O que esperar de quem marca continuações, constantemente, para as 14h que só começam, com sorte, lá para as 14.30h/15.00h (dada a benevolência aos atrasos dos mandatários e almoços mais refastelados), quando a entrada é às 13.30h.

    E medidas correctivas para isto?

    Não há.

    São como as horas extra, não existem!

    "Caput"

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    1. E depois admiram-se que OJ's dotados se dediquem à indústria cinematográfica para adultos.

      Chulados por chulados, que ao menos dê prazer e encha a conta bancária.

      Para os dotados/as interessados/as a produtora portuguesa de filmes para adultos paga 25€ por cada cinco minutos de uma boa demo digital, caseira ou mais profissional.

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    2. Isto faz-me recordar um programa desportivo de TV que há uns anos era líder de audiencias, no qual, pela noite dentro, um grupo de OJ's fazia figuração para completar os já nessa altura baixos ordenados.

      Moral da história sindical?

      Só mudaram as moscas!

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  11. Acredito que por vezes o insucesso e a falta de clareza e de ideias acabe por partir para ignorância onde as críticas apenas e só são depreciativas.
    Francamente gostaria que existisse uma união maior entre todos nós, onde as sugestões seriam sempre uma mais valia. Quero acreditar que ainda é possível, já que a nossa maior luta deveria ser com quem quer terminar com a Carreira que todos nós abraçamos.
    Gabriela

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    1. Gostava de acreditar num Sindicato, em que o único propósito era a defesa da classe e sócios e não dos seus dirigentes.

      Gostava de acreditar num Sindicato que quando um OJ se queixa ao este não fosse a correr e informar o Administrador.

      Gostava de acreditar ...mas...
      a realidade é outra.

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    2. Ó Gabriela, por favor, se acredita nessas coisas, fique tranquila com essa crença.
      Não percebo bem o que diz mas, com algum esforço, penso perceber que diz que o insucesso, isto é, os erros e os herros, resultam em críticas ignorantes apenas depreciativas.
      Parece que é isto que quer dizer.
      E diz bem.
      É natural que perante os insucessos e a falta de clareza das ideias que se expõem, isto é, perante o caos, o nada e o absurdo, surjam criticas, e é natural que essas críticas não sejam positivas.
      Agora, classificar de ignorantes os críticos e não os que erram e herram, ó valha-me o Santo Ambrósio, é coisa que já não consigo perceber.

      Francamente, Gabriela, gostaria que existisse uma união maior entre todos mas essa união, Gabriela, não pode suceder com gente crítica, com gente que consegue ver o mau desempenho e com gente que ambiciona algo de mais eficaz. Já, por outro lado, uma união de cegos, surdos e mudos, seria o ideal, mas, a realidade demonstra-nos que, nem todos somos cegos, surdos e mudos e, muito menos, desprovidos de cérebro.
      Assim, terá que ser a Gabriela a esforçar-se por merecer a atenção e o respeito por uma atuação digna e responsável e não por uma atuação desleixada, atabalhoada em que todos permaneçam mudos.
      Faça merecer-se pelos atos e não pela omissão da crítica.

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  12. O SFJ nas redes sociais é isto, um herro. Fora das rede sociais é o mesmo. A colega Gabriela que não conheço, não percebe a imagem que (não) transmite?

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    1. É da condução em caravana, tem de ir atenta e não larga o telemóvel.

      Cuidado, não lhe vá alguém "entrar" por trás!

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