“Enquanto estiver no Governo, estarei com a cabeça no Governo”

      No programa “Grande Entrevista”, da RTP, a ministra da Justiça disse o primeiro-ministro lhe pediu para assegurar a pasta da Administração Interna até ao período eleitoral “num contexto que era de alguma dificuldade, sendo certo que seria dos membros do Governo, pela natureza da pasta que ocupava e pelo percurso profissional daqueles que mais afinidades poderia ter com esta área”.


      Confrontada com os casos que envolveram o seu antecessor e que culminaram na sua demissão, Francisca van Dunem afastou a ideia de estar a assumir a liderança de um ministério "desgastado" e promete fazer tudo ao seu alcance para que estes dois meses corram dentro das "expectativas".


      "Eu não sei se o ministério está desgastado na perceção dos portugueses. Aquilo que sei é que assumi esta função com muita honra e sobretudo muito impelida com uma ideia de cumprimento de dever e trabalharei na Administração Interna com o mesmo nível de empenho com que assumo as minhas responsabilidades na área da Justiça. Portanto, estou convencida que, ao longo destes dois meses, as coisas irão correr de acordo com as expectativas", respondeu, assumindo que, basicamente, o que vai fazer é uma manutenção da pasta.


      "Nós temos, neste momento, um programa do Governo que separa completamente as missões da Justiça das da Segurança. Portanto, o programa está definido, não vai ser alterado, obviamente, a dois meses das eleições", esclareceu, acrescentando que as vozes que criticaram a junção dos dois cargos “desconhecem parte da realidade subjacente” destes dois ministérios. “Não consigo sequer perceber essa ideia de conflito”, atirou ainda sobre o mesmo assunto.


      Questionada sobre a entrevista em que admitiu ter pensado em abandonar o Governo, Francisca van Dunem salientou que não se trata de se ter "cansado" do Ministério da Justiça, explicando porque não o fez.


      "Estamos a falar de tempos diferentes. Em 2019, quando inicio funções para este Governo, num segundo mandato, é um segundo mandato em que a expectativa que tenho é de não cumprir até ao fim. A grande expectativa que tinha era de cumprir a presidência portuguesa na UE [...] e mantive-me também por essa razão e a expectativa que tinha era que, uma vez terminada a presidência portuguesa, era possível eventualmente haver uma alteração. Essa era uma expectativa pessoal que eu tinha. No entanto, a situação mudou", relatou, recordando que os seus planos foram adiados pela chegada da pandemia.


      "Há uma alteração completa das condições em que estávamos a operar e há uma necessidade de o Governo estar todo a 100% e haver uma continuidade para ser possível enfrentar as dificuldades que a pandemia nos trouxe. Portanto, as expectativas que tinha foram alteradas pelas circunstâncias", clarificou.


      Apesar disso, Francisca van Dunem garantiu que não ficou "no Governo com a cabeça fora do Governo".


      “Nunca estive em nenhum posto com a cabeça fora desse posto. Enquanto estou no Governo, estive no Governo e enquanto estiver no Governo, estarei com a cabeça no Governo, fixada nas missões que me são apontadas para realizar no Governo”, rematou.»


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      Fonte: “Notícias ao Minuto”.

Comentários

  1. Equanto estiver no Governo, estarei com a cabeça no Governo, fixada nas missões que me são apontadas para realizar no Governo”!...

    As missões que lhe foram apontadas para realizar no Governo, designada pela Assembleia da República, em duas Leis do Orçamento de Estado, não foi para "atirar bitaites" como aquele que todos nós nos lembramos - "o sindicato mais representativo da classe quer tudo ao mesmo tempo".

    Missão cumprida: Queriam tudo ao mesmo tempo, não levam nada!...

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  2. caso procurador europeu

    caso processos dos angolanos

    caso no IGFEJ

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