Divulgação de programas eleitorais: hoje o da CDU (PCP-PEV)

      No seguimento da apresentação dos extratos dos programas eleitorais dos vários partidos que concorrem a estas eleições legislativas (dando prioridade àqueles que têm assento parlamentar), na parte em que podem interessar diretamente aos Oficiais de Justiça, hoje apresentamos um extrato do programa da Coligação Democrática Unitária (CDU) (PCP-PEV).


      Recapitulando, já aqui vimos no programa do PS e do PSD que a dedicação aos Oficiais de Justiça consiste no tema da formação, para ambos esses partidos, acrescentando o PSD preocupações de caráter disciplinar (como se hoje não existissem), apontando a possibilidade de submissão de queixas por parte dos cidadãos e a possibilidade de punição pelo presidente da comarca, acrescentando ainda a obrigação de integrar equipas de recuperação.


      Vimos também que, no que diz respeito aos Oficiais de Justiça, o Bloco de Esquerda não menciona nenhuma daquelas medidas do PS e do PSD, indicando antes outras no seguintes termos: «Respeito dos direitos dos Oficiais de Justiça, através da inclusão do suplemento de recuperação processual nos 14 meses de vencimento, com efeitos a 1 de janeiro de 2021; da abertura de concursos para acesso a todas as categorias; do preenchimento integral dos lugares vagos e da regulamentação do acesso ao regime de pré-aposentação.»


      Hoje vamos ver o que nos diz a CDU.


      «– Aumento do investimento na Justiça, em recursos humanos, infraestruturas, equipamentos e outros meios, e o efetivo cumprimento do Plano Plurianual de Investimento na Investigação Criminal, proposto pelo PCP e aprovado no OE para 2021» e


      «– Valorização das carreiras dos profissionais da justiça.»


      Ou seja, a CDU diz defender, dessa forma genérica, a “valorização das carreiras dos profissionais da justiça” e defender um aumento em recursos humanos. Como é uma forma genérica, é possível que os Oficias de Justiça estejam incluídos na menção mas, claro, também é possível que não.


      Em concreto para os Oficiais de Justiça, nada é mencionado no programa da CDU.


      Quanto aos demais pontos do programa relativos à justiça, a CDU defende os seguintes pontos:


      «– Revisão urgente do regime legal das custas judiciais, baixando significativamente o seu valor e alargando os critérios para a sua isenção;


      – Regulação das relações laborais dos advogados em regime de trabalho subordinado e a atualização justa da tabela de honorários das defesas oficiosas;


      – Dotação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal das condições necessárias para uma resposta eficaz na luta anticorrupção;


      – Revalorização da Polícia Judiciária, através do reforço do quadro de Inspetores e de especialistas e das condições de trabalho de todos os seus profissionais;


      – Proibição do recurso à arbitragem como forma de resolução de litígios que envolvam o Estado, em matéria administrativa e fiscal, nomeadamente em matéria de contratação pública.»


      Defende a CDU, em título, “Uma justiça independente e acessível a todos e o combate à corrupção”, apresentando a sua motivação da seguinte forma:


      «A avaliação que os portugueses fazem da situação da justiça e das políticas para esta área é particularmente negativa. É gritante a falta de respostas atempadas e adequadas por parte do Governo, que mantém um continuado subfinanciamento da justiça, com precárias condições dos parques judiciário e prisional, a carência de meios de investigação e de recursos humanos em todas as áreas, com falta de condições de dignificação profissional.


      Agravam-se as dificuldades e o incomportável custo do acesso dos cidadãos aos tribunais e à justiça, à míngua de apoio judiciário.


      A manutenção de dispositivos legais que prejudicam a prevenção e o combate à corrupção, bem como a falta de investimento nas entidades responsáveis pela sua investigação, são um registo constante na área da justiça.»


      Pode aceder e ver todo o programa eleitoral apresentado para estas eleições legislativas de 2022, pela hiperligação que segue: “Programa CDU”.


CDU-CapaProgramaLegislativas2022.jpg

Comentários

  1. Meu caro divulgador...
    Não se esqueça do Chega, e ele tem um conjunto estruturado de propostas para a ...segurança...da justiça talvez força e mão pesada para certas minorias e amnistias para certos presidentes de clubes de futebol porque atuaram na defesa intransigente das respetivas "instituições" sobretudo a que o Chega mor andou a defender nos e anos no CM.
    Saiba, vossa senhoria, que se o não o fizer vai sofrer um ataque cerrado, talvez desmascarem tudo e todos, da grande defensora do Chega nas redes sociais, ex. atriz e agora comentadeira!

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    1. Puoooorrrraaaaaaa !!!

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    2. Caro comentador Etan Cohen, o programa do Chega não será divulgado aqui. É censura propositada, porque desprezamos completamente aquelas ideias e aquelas pessoas.

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    3. ue começar a demninstrar ao que vamos25/1/22 11:05

      APOIADO, A 2000 POR CENTO. AQUILO NEM SEQUER CHEGA A SER GENTE.

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    4. eheheh, baixai as calcinhas aos mesmos de sempre

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    5. Está mal. Tem o poder de o fazer, mas não devia. E além do mais ao divulgar o programa do Chega, todos, mesmo os que não nos interessamos por nada que dali venha, poderíamos ficar mais elucidados. Ou será que aquilo é mais foguetório e afinal o programa não é assim tão diferente dos outros, será isso? Fica a dúvida...

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    6. Oficial de Justiça: tem todo o direito de o fazer, afinal o Blog é seu e só seu e não, como eu pensava, dos Oficiais de Justiça... Não deixa no entanto de ser irritante e injusto pensar que 66.468 portugueses seus concidadãos, (os necessários para eleger o seu deputado) e que segundo as últimas previsões serão actualmente muitos mais milhares, sejam tratados como mentecaptos, idiotas, fascistas, ignorantes e outros adjectivos piores ! Quer o blog goste quer não 6 ou 7, ou 8 por cento dos portugueses apoiam o Chega e as sua ideias. O que o leva a menosprezar tantos milhares de portugueses ? Serão as verdades que são incómodas ? Será o facto de dizerem públicamente o que a maioria tem vergonha de dizer em voz alta ? Incoerências todos as têm, falsas promessas todos as fazem, racistas e discriminadores (envergonhados ou assumidos) todos nós somos. Estou farto de após 50 anos de democracia, ao fim de 36 anos na União Europeia, ao fim de biliões e biliões de euros de apoios, continuemos a ser um dos países mais pobres da Europa, ultrapassados anualmente por mais um pequeno e "insignificante" país recém chegado à UE. O que foi feito pelos partidos que o blog tanto reverencia a tanto dinheiro, a tantos fundos, a tanto apoio? Porque não dar oportunidade, por 4 anos que sejam, a quem pode trazer algo de novo, de diferente, de provocador a este marasmo,em vez de fazerem o tristemente banal e habitual : sempre a elogiarem as "conquistas de Abril" da "Liberdade", da derrota do "fascismo" e da "censura" (que continua, nos dias de hoje, como o blog assume), das "melhorias da situação dos trabalhadores" da luta contra o grande capital "(como bem se vê pelos biliões injectados em Taps, Novobanco, CGD, PPP´s e outros, muitos outros. Lamento mas a partir de hoje deixarei de ser leitor do site, não por ser simpatizante do Chega, que não sou, mas porque não suporto hipocrisia, pretensiosismo e discriminação e censura encapotadas. Para esse peditório já dei e infelizmente vou continuar a dar por muitos e longos anos...Se é assim que pensa defender Portugal como poderá defender os direitos e interesses dos Oficiais de Justiça?

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  2. Chega-te chega!

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  3. Pois eu quero ver aqui o programa do chega divulgado, quero decidir em consciência, além do mais quero que o meu país seja um país democrático, e quem não é... aprenda a ser.

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  4. Se o PSD ganhar, preparem a vaselina ...

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    1. Ou como se diz no Norte, a báseline ...

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    2. Nao haverá perigo, pois a rapaziada muda de casaca, como se mudou em anteriores legislaturas, para ficarmos sempre na mesma. O sfj coloca os candidatos nas listas do ps, sao eleitos por essas listas, depois pedem reunioes ao PSD para garantir o futuro sindical. O pan nao faz melhor

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