SFJ relata experiência de solidariedade de OJ com povo ucraniano

     Com o título "Experiência", saiu publicado, esta última terça-feira, o artigo de opinião subscrito pelo presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) no Correio da Manhã (CM), na sua habitual coluna, onde opina, denominada "Correio da Justiça".


      Esta semana, António Marçal, reproduz o relato de uma Oficial de Justiça que foi até Varsóvia (Polónia) em missão de solidariedade para com o povo ucraniano.


      Ontem mesmo, discursou na Assembleia da República o presidente da Ucrânia que vem assumindo uma posição difícil, mas muito digna e exemplar, de defesa do seu país e, claro, dos seus concidadãos. Aliás, é isso mesmo que se espera dos presidentes, sejam eles de países ou de qualquer outra coisa.


      Diz assim o artigo do CM:


      «Um excerto da experiência de uma Oficial de Justiça.» E passa a reproduzir o relato da Oficial de Justiça.


      «Sensível à evolução dramática da situação a que vamos assistindo, e a qual não deixa ninguém indiferente, prontamente acedi a integrar a Missão. Chegamos a Varsóvia, onde fomos confrontados com uma realidade brutal: uma multidão a deambular por ali, de olhar vazio, sem objetivos ou esperança.


      Consigo traziam apenas os familiares que conseguiram sair da Ucrânia. Para trás deixaram maridos, pais, irmãos... deixaram, também, as suas casas, as suas vidas.


      A história mais marcante foi a de Katia, muito jovem, que se dirigiu a mim, no interior da estação de camionagem, e que questionou se eu era portuguesa, apontando para a bandeira nacional exposta na minha farda.


      Questionou se estávamos ali para retirar refugiados e, na afirmativa, e entre lágrimas, questionou se a poderíamos trazer connosco para Portugal, porque estava sozinha, sem rumo nem destino, e o marido havia ficado na Ucrânia, a combater, e tentou a todo o custo colocá-la em segurança.


      E nestas alturas é difícil lidar com as emoções, porque o sentimento é de impotência absoluta, restando-nos a empatia para conseguirmos alguma segurança e tranquilidade. E, sim, a Katia veio connosco e foi encaminhada. Nas horas em que lá estivemos, conseguimos reunir 44 refugiados e dois cães.»


Bandeiras=Portugal+Ucrânia.jpg


      Fonte: “Correio da Manhã

Comentários

  1. Muito bonito, mas não resolve os nossos problemas!

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    1. Não resolve os problemas profissionais dos OJs, mas torna-os um pouco relativos num contexto de guerra neste continente.

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  2. Muitos de nós também andam a deambular por ali (pelos tribunais), de olhar vazio, sem objetivos ou esperança...

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    1. TRISTE REALIDADE A APOSTA NO CAVALO ERRADO

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    2. Verdade!!!

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  3. Espero que os sindicatos na reunião de 2 de maio exijam à Senhora Ministra da Justiça o cumprimento da Lei do Orçamento de Estado ainda em vigor, sob pena de uma "luta dura e longa".

    Não existe margem para mais adiamentos.

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  4. A proposta de Orcamento de Estado para 2022 prevê uma redução da despesa com pessoal em relação à estimativa até final de 2021.

    Significa isto que estão a contar com o apertar do cinto aos mesmos de sempre.

    Disponibilidade permanente e acumulação de funções não remuneradas?!...


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  5. bonito, mas será que tem feito o mesmo a quem precisa dentro deste país onde ainda há gente a passar fome??

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