SOJ marca Greve para dia 22ABR

      O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) acaba de anunciar o início de “uma luta para a qual somos impelidos, a partir do dia 22 de abril – Greve –, por melhores condições de trabalho, pela dignificação e valorização da carreira”, lê-se na sua informação sindical.


      «Este Sindicato [SOJ] sinalizou, com clareza, que pretende discutir de imediato as matérias respeitantes ao movimento ordinário. Estamos conscientes de que há muitas outras matérias que merecem discussão.


      Contudo, colocar em discussão, numa primeira reunião, todas as matérias que precisam de ser reavaliadas ou revistas é a melhor forma de nada se fazer. Daí a necessidade de priorizar as matérias e definir uma calendarização negocial, para os próximos dois anos.


      O SOJ relembra que o Governo terá de aprovar, durante este ano, dois orçamentos de Estado e, consequentemente, diversas “vicissitudes” se perspetivam, uma vez mais, para adiar a vida de milhares de Oficiais de Justiça e suas famílias.


      Este Sindicato não aceita o “adiamento” da vida de milhares de Oficiais de Justiça que, com sentido de responsabilidade, têm garantido o funcionamento do Órgão de Soberania “os tribunais”.


      É verdade que, enquanto carreira, não temos alcançado grandes ganhos, mas também é verdade que nunca alcançamos nada sem lutar.»


      Na mesma informação sindical explica o SOJ a cronologia dos acontecimentos que resultam neste impulso para um novo momento de luta.


      E diz assim:


      «O XXIII Governo Constitucional tomou posse, dia 30 de março. Concluída a posse, e de imediato, o Sindicato dos Oficiais de Justiça requereu uma reunião a Sua Excelência a Senhora Ministra da Justiça para apresentação de cumprimentos, como é de praxe, mas também para se apreciar e discutir questões relacionadas com o movimento ordinário, único e anual, cujo prazo decorre até ao final do mês de abril.


      Antes, o SOJ havia requerido à Senhora Diretora-geral a sustação do despacho, em que se determinam os critérios para a realização do movimento, até que a nova Ministra da Justiça se pronunciasse sobre tal matéria. O despacho foi publicado, após a tomada de posse da Ministra da Justiça. Perante este ato, o SOJ contactou, dia 1 de abril, o Gabinete da Ministra da Justiça, para afastar quaisquer equívocos. Ficou compromissado que o Sr. Chefe de Gabinete, Dr. Rui Ferraz, entraria em contato com o SOJ, o que nunca se concretizou.


      Salientar, uma vez mais, que para este Sindicato é irrelevante a mudança de rostos ou de currícula. O relevante é garantir a mudança de políticas, tornando efetiva a realização da justiça, bem como a valorização e dignificação da carreira de Oficial de Justiça.


      Contudo, começa a criar-se a convicção de continuidade das más políticas que vinham sendo desenvolvidas e que o atraso no agendamento da reunião assenta numa estratégia simples e conhecida de todos.


      A boa-fé negocial não pode ser confundida com ingenuidade. A reunião com os Sindicatos, caso ocorra até ao dia 21 de abril, permitirá que a carreira apreenda, com clareza, se o atual movimento já tem, ou não, a “marca” da atual Ministra da Justiça. Se tem, não será alterado e, assim, haverá clareza de posição: a atual Ministra da Justiça também não cumpre as Leis do Orçamento de Estado.


      Mas, caso a reunião ocorra na última semana de abril, ou posteriormente, poderá conduzir, uma vez mais, ao engano de toda a carreira. Os sindicatos poderão ser informados, e isso mesmo transmitir, que a nova Ministra da Justiça se mostra solidária com a carreira, reconhece a nossa razão e vai ponderar a realização de movimento extraordinário. Mais uma vez “tudo estará em aberto”, nenhuma matéria se encontrará fechada.


      O mais fácil, perante o exposto, seria reproduzir tudo isso. Contudo, e é bom que se entenda, os Sindicatos não são caixa-de-ressonância de governos. São representantes de trabalhadores, mesmo quando alguns não se dão ao respeito. O SOJ nunca foi, nem será, caixa-de-ressonância de governos.


      Oportunamente, tornaremos pública a razão da nossa greve. Este é o momento de informar a carreira.»


      E assim termina a informação sindical que deixa já marcada a greve de 22ABR, dois dias depois da tardia cerimónia de início de ano judicial que vai acontecer no Supremo Tribunal de Justiça (20ABR).


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      Fonte: “SOJ-Info”.

Comentários

  1. Terá sido tentado o alinhamento com o outro sindicato?
    Juntos seríamos mais fortes.
    Ou, tudo como antes no quartel de Abrantes.

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    1. O relevante é tentarmos inverter o caminho ou alinhamentos? Andamos sempre a tentar discutir acessório.

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  2. Greve na sexta com feriado na segunda, presume-se que a aderência vá ser grande, mas a msg transmitida ao governo nem por isso.

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    1. Nota: Aderência têm os post-its, Adesão têm as greves.

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    2. Mas mesmo assim conseguiste perceber.
      É notável!

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  3. Concordo com a posição de não dar o benefício da dúvida à nova ministra.

    Os Oficiais de Justiça estão fartos de ser enganados e por esta altura já devia estar agendado um plenário nacional para o dia de abertura do ano judicial.
    Temos que ser proativos, duros e se for necessário somos uns ordinários.
    Nos últimos anos fomos tratados como cães sem dono e eu acho que é assim que temos que nos comportar.
    Acabar com a finesse.
    Somos mão de obra barata num sistema que tem sempre dinheiro para os do costume.
    Está na altura de deixarmos de ser anjinhos e fofinhos e adoptar uma linguagem mais agressiva.
    Está também na altura dos sindicatos serem uma imagem verdadeira e fiel dos seus associados e não uma versão ligeira e amorfa dos Oficiais de Justiça.
    Nós, os peões que andamos pelos Tribunais a aguentar um sistema há muitos e muitos anos, mal pagos, mal tratados, desprezados e muitas vezes humilhados estamos Fartos disto tudo.
    E é isso que os nossos representantes devem transmitir aos governantes.
    Nada de falinhas mansas, níveis 3 e 4 e 5, e o papel do Oficial de Justiça no século XXI e isto e aquilo.
    Disso já estamos todos fartos.
    Isto aplica-se principalmente aos líderes do SFJ que parece nunca quererem estalar o verniz.
    Estão com medo do quê ??
    Pior não fica, como diz o outro..
    FF

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    1. Nem mais! e tal dinheirinho e consideração, tal trabalhinho! minimo para o minimo que nos dão

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    2. Não podiam nem podem estalar o verniz porque constavam da lista de deputados do partido do governo para as legislativas!

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  4. Bom dia,
    Mais greves??? Alguém deve ganhar dinheiro com isto.
    Acabem com isto de uma vez por todas. O que vale é que para mim isto tudo está a acabar.
    Tristeza.

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    1. Bom dia! "está quase a acabar" e no topo da carreira, seguramente. Tem razão, tristeza mesmo...

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    2. Então o que sugere como forma de luta??? ideias??

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  5. Compromissar? Onde é que isto existe? Nas catacumbas?

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    1. Faz-me rir, como diz o outro. hehehe... E que tal no dicionário?

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  6. Atenção! Propor a reforma aos 60 anos com 40 de serviço, para os sindicatos, é algo de que não prescindem. Se lhes disserem que não, eles já não querem saber de mais nada! As ideias para negociação desaparecem completamente! Não comparecem às reuniões e deixam os OJ, mais uma vez, estagnados! Mais uma greve junto a feriados? Mais uma cilada! O dinheiro não lhes sai do bolso! Não estão deslocados, com o dobro das despesas! Tem de haver OJ que tratem dos seus problemas diretamente com as tutelas!

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    1. Notável, conseguiu ler na informação que estava a ser colocado em agenda 60 anos e 40 de serviço. A campanha começou cedo...

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    2. "Não comparecem às reuniões"!!!!??? Isto mais parece relato de drogado/a e é demais. Em algum momento consta relato de algum dos sindicatos deixar de comparecer a reuniões, nos últimos anos? Criticar, tudo bem, mas sem drogas, se possível...

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  7. O orçamento de estado de 2021 ainda está em vigor e atitude correta é exigir para já o cumprimento das normas que dizem respeito aos Oficiais de justiça.

    Integração do suplemento no vencimento e regime diferenciado da aposentação.

    Força SOJ.

    Uns prometeram-nos uma luta dura e longa, mas a única que conheço é aquela que infelizmente está a ocorrer na Ucrânia!...

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  8. A debandada continua!...

    Começa a ser alarmante a quantidade de jovens Oficiais de Justiça a abandorar a carreira!...

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    1. Fazem eles muito bem. Também eu faria o mesmo se fosse mais novo. Desilusão total ...

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