“É sempre esmagada pela bancada do Governo”

      Na coluna quinzenal que o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) assina no Correio da Manhã, podia ler-se ontem o artigo que a seguir se reproduz.


      «Se dúvidas houvesse sobre a falta de Oficiais de Justiça e sobre a iminente rutura de alguns tribunais, desvaneceram-se com a mais recente notícia de que, em Lisboa, o Juiz Carlos Alexandre adiou diligências em processos mediáticos e, só por isso, vieram parar à comunicação social, uma vez que essa falta é crónica, e não meramente pontual, disso dão conta todos os relatórios anuais das 23 Comarcas do país.


      Estamos perante uma classe profissional, onde o drama se instala, com a falta de novos ingressos (faltam cerca de 1100), o dia-a-dia torna-se demasiado tortuoso, onde um funcionário tem de trabalhar por dois ou três sem ser remunerado em conformidade, para além de não receber retribuição pelas horas extraordinárias, ainda temos a sua maioria há mais de vinte anos na base da carreira, a receberem uma média de mil euros mensais, muitos a viverem deslocados nas grandes cidades em alojamentos precários e a preço de ouro.


      Achamos que falta uma visão profunda da vida quotidiana destes profissionais para se perceber o drama em que muitos vivem.


      De cada vez que é apresentada uma proposta de lei na Assembleia da República que traga algum alento a esta classe, é sempre esmagada pela bancada do Governo.


      Ficam-se pela inovação tecnológica, é a única coisa que apregoam. Afinal que justiça querem para o país?»


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      Fonte: “Correio da Manhã”.

Comentários

  1. E o Sr. Comentados do CM, o que quer? O que quer para a classe? O que propõe? Como se propõe alcança-lo?
    Estamos todos fartos de bitaitez
    Assuma o que é, ou não é?
    Representante sindical? Tenho dúvidas.

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    1. E os trabalhadores, o que estão dispostos a fazer?

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    2. Se a casa cair, deixa que caia, amanhã irá, certamente, nascer um novo dia!

      Saem uns, entram outros...isto sim, é uma "gandaia". A "gandaia" da política à portuguesa.

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  2. Ora aí está o que ninguém quer ver!!


    temos a sua maioria há mais de vinte anos na base da carreira, a receberem uma média de mil euros mensais, muitos a viverem deslocados nas grandes cidades em alojamentos precários e a preço de ouro.


    hão de arranjar ingressos hão de ! é fugir dos tribunais nestas condições e ainda por cima fora da zona de casa



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  3. O ano passado faltam 1.500, há dois anos, três anos, 4 anos... faltavam 1.500 oficiais de justiça. Ora, qual milagre, há dois dias faltavam 1.000 afirmava uma dirigente do SFJ da região de Aveiro ( talvez 100 não precisem de papel higiénico) e agora surge o presidente do sindicato a falar em 1.100. Todos os meses há colegas que se aposentam mas o SFJ passa de 1.500 para 1.000 ou 1.100 confirme o gosto do freguês. É o completa incapacidade...

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  4. será o articulista um ex candidato ao OJ?

    ou é um candidato atual a magistrado ou assessor de magistrado?

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  5. Nem sou muito de comentar por aqui, mas já que quer que contradiga o "rapazito" (nome adequado por sinal para o individuo em causa), basta dizer-lhe que não se pode dar nenhuma credibilidade a um "rapazito" que acha que por se trabalhar sentado a uma secretária nada de prejudicial pode advir daí para a saúde dos respetivos trabalhadores. Penso que está tudo comentado quanto à aberração de artigo de opinião invocada por si e não merece mais conversa nem comentários.

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    1. Bem visto, deveria vir mais vezes comentar, que vale a pena, sim!

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  6. Intlectualmente desonesto esse senhor jurista. Peca por patente desconhecimento da realidade das secretarias judiciais onde o registo biométrico de ponto não é aplicado pela tutela para não fazer vir a lume o escândalo das horas extras praticadas por OJ. Pior ou igual ao que sucede nos hospitais.

    Nem banco de horas existe.

    E só uma greve em vigor respalda os OJ de serem ainda mais abusados no seu descanso.


    Vejam-se os criminais, Diap's e locais.

    Esse Sr. jurista estará encomendado? Parece! Tamanha a verborreia. Até quanto ao risco dos OJ.

    Estão na berra os "despejos" de habitações sociais. Aqui, sem qualquer risco para o OJ.

    As retiradas de menores aos progenitores. Aqui, sem qualquer risco para os OJ.

    O pós audiências criminais e algumas cíveis, onde o OJ é "incomodado" e "restringido" de movimentos na sua vida privada e familiar. Aqui, por não existir qualquer risco em à saída de funções ser agredido.

    Em arrombamentos. Aqui sem qualquer risco para o OJ que, quando a porta é aberta pelo serralheiro, é o primeiro a entrar e a levar o empurrão, o insulto, a faca ou caçadeira apontada.

    O OJ que numa unidade processual com três magistrados e projetada para 6 OJ, desenvolve a sua tarefa com apenas outro OJ, portanto, 2 OJ.

    Caro Sr. jurista, mais honestidade intelectual e isenção é o que se espera de um comentador "Observador".

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    1. Muito bem analisado! foi encomendado, sem duvida, só pode!!!!

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  7. Apoiado, bem dito, somos muito mal tratados pelos nossos governantes face à nossa dedicação para com a causa pública!

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  8. Donzilia Santos15/6/22 18:44

    " um funcionário TEM de trabalhar por dois ou três sem ser remunerado...". Era o que faltava. Também só se fosse super- herói ou se os tais dois ou três nada ou pouco fizessem, que também os há!
    De qualquer forma não TEM! Ninguém é obrigado a ficar fora de horas a trabalhar, a trazer trabalho para casa, desprezando o seu descanso e a vida familiar.
    Quem o faz, lá sabe porquê.Ou está a tentar compensar o que não fez durante as horas de trabalho por "converseta", por dor de cabeça, por aí.... Ou então, do excesso de trabalho, não sabe reclamar, não sabe escrever, queixar-se junto de quem de direito, apresentando elementos de facto, não tem voz ativa em nada. Deixa andar.Tudo aceita. Não adere a greves.Quem quiser que as faça.
    De vez em quando, verbalmente, lá se queixa..... aos colegas.

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  9. Os meirinhos estão danados com o artigo do Sr. Jurista ...

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  10. Começa a ser constrangedor perceber que os colegas continuam a picar a minhoca. Ao governo interessa dar palco a estes articulistas, colocar em discussão, entre nós, questões colaterais e lá vamos nós correndo picar a minhoca. Este artigo interessa zero, o artigo anterior, do candidato ao TC interessa zero, mas vamos sempre atrás da minhoca. Daqui a dias surge um comunicado, vamos avançar com processo crime ao articulista, por ofensa a todos nós e toda a gente fica contente e satisfeita. A mim, que ainda penso, só ofende quem considero e a este e outros não considero... Somos cada vez mais alvo de risota e a culpa é nossa, pois gostamos muito de ser enganados.

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