O Apagão que não o foi e que era um problema de comunicação
Volta e meia, os Oficiais de Justiça ficam parados sem poderem trabalhar devido à inoperacionalidade de algumas plataformas e, ou, da totalidade da rede judiciária (Intranet).
Se é certo que as paralisações duram momentos, horas ou mantêm-se instáveis durante todo o dia, até durante vários dias, esta semana, na terça-feira, assistimos a uma paralisação total e muito abrangente que durou muitas horas. Mesmo antes de ser detetada durante o dia nas horas de expediente, já a inoperacionalidade era bem patente na noite anterior de segunda-feira.
O jornal “Público” chamou-lhe o “Crash” que afetou não só os tribunais, mas também as conservatórias e até os estabelecimentos prisionais, refere o jornal.
O Ministério da Justiça disse que se tratava de “um problema de comunicação” que estava a ser resolvido.
A meio do dia já havia notícias de alguns locais onde já era possível usar novamente os telefones e aceder às aplicações informáticas, mas só ao início da noite, o Ministério comunicou que o problema tinha sido “superado”, aguardando-se a “retoma total da normalidade”
O Ministério da Justiça confirmou a existência de dificuldades, negando no entanto tratar-se de um apagão. “Há um problema de comunicação que está a dificultar o acesso ao sistema, e que está a ser resolvido”, descreveu uma porta-voz do Ministério da Justiça, acrescentando não existirem indícios de que se possa tratar de um ciberataque.
Não foi um apagão, foi um problema de comunicação. Na Rússia de Putin também se diz que não há guerra com a Ucrânia, há apenas uma operação especial.
Esta linguagem "russófona" torna-se caricata no seu uso em qualquer situação, mas, para além desse caricato uso, há, como todos bem sabem, um perigo pela mentalidade de quem usa e abusa desses disfarces, considerando enganar os recetores da comunicação, o que, infelizmente, sucede com alguns.
Claro que houve um apagão, porque tudo estava inacessível, apagado, desligado, inoperacional… e durante muitas horas; não foram minutos, mas muitas horas. Se isso não é um apagão, o que será um apagão?
O Público cita uma dirigente da Associação Sindical dos Conservadores dos Registos que dizia o seguinte: «Os trabalhadores das conservatórias não têm acesso a nada a nível nacional. Estamos sem qualquer tipo de sistema»; «Está tudo “off”».
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado, Arménio Maximino, disse que o “crash geral” se vem juntar ao pandemónio diário gerado pela falta de trabalhadores nas conservatórias.
“Estamos sem Internet, sem e-mail e sem aplicações. Os utentes estão a ser prejudicados em serviços essenciais”, lamentava, acrescentando que enquanto o discurso oficial do Ministério da Justiça dá conta de uma revolução digital em curso, na realidade o dia-a-dia nas conservatórias é enfrentado com equipamentos obsoletos e aplicações informáticas datadas.
Também o Ministério Público e os tribunais se depararam com o mesmo apagão. “Deixou de ser possível ter acesso ao sistema informático Citius e ao e-mail profissional a partir da meia-noite de hoje e a nível nacional”, contou uma fonte da magistratura.

Fonte: “Público”.
Certamente fruto da perplexidade que provoca ao sistema judicial a entrevista ao Público da ex ministra da justiça, para quem;
ResponderEliminar"a total ausência de compromisso com a verdade" é, vejam bem, o "cúmulo da miséria"!
Só neste país.
Neste Portugal pergunto se a desmaterialização total não está associada a estes crashs? Antes haveria o suporte papel como salvaguarda, não terá sido por isso que se avança totalmente para a digitalização? Para ser possível que algumas coisas se realmente percam para sempre?
ResponderEliminarE os presidentes dos sindicatos dos OJ o que disseram? Queixaram-se, aproveitaram para dizer o que vai mal no reino dos tribunais?
ResponderEliminarCoitados dos Senhores. Nem podem ir a banhos!
EliminarTanta luta deram a defender os interesses ( ainda se irá saber de quem)...
Há cá pessoas, pá...
Estavam todos os oficiais de justiça a querer recuperar trabalho atrasado quando a plataforma "crashou". Portanto a preocupação com o problema era dos oficiais de justiça que deveriam logo alertar os portugueses para as dificuldades sentidas e, se necessário, se disponibilizarem junto da ministra da justiça para resolver o problema. Lol. Por outro lado os poucos juízes que andavam pelos tribunais foram fazer compras, talvez para descontrair de tão estressados que ficaram com o apagão lol
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EliminarJuízes/magistrados trabalham no conforto das suas casas se quiserem
Esta "nova" era de oficiais de justiça veio trazer o que não havia nos tribunais como não trabalharem fora da hora de serviço nem aos fins-de-semana. Como certos velhos do restelo o fazem. Pena que estam e iram todos ou quase todos embora.
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