Os Oficiais de Justiça e o suplemento de 125,00 de outubro

      O Governo anunciou as medidas excecionais para ajudar as famílias, perante a cada vez mais difícil situação económico-financeira que vem afetando, entre tantos outros, também os cidadãos deste país.


      De entre as medidas anunciadas, ignoraremos todas e focar-nos-emos apenas numa, deixando as demais para outros locais, sendo essa medida a que abrange grande parte dos Oficiais de Justiça, embora não todos.


      A medida de entrega de € 125,00 no próximo mês de outubro ocorrerá a todos aqueles Oficiais de Justiça que aufiram até 2700 euros brutos de vencimento. Este teto parece uma utopia para os Oficiais de Justiça, todos dizendo que ninguém ficará excluído, porque a maioria mede o valor que aufere mensalmente – de cerca de mil euros há vinte anos ou mais –, não acreditando que haja algum seu colega que possa ficar excluído por deter tão elevado vencimento. Mas há.


      Dando uma vista de olhos para os valores da Tabela de Vencimentos dos Oficiais de Justiça (a tabela que elaboramos está disponível na hiperligação incorporada), constatamos que todos os Oficiais de Justiça, de todas as categorias, mesmo após percursos profissionais de 40 anos ou mesmo cerca de meio século, mesmo exercendo cargos de chefia, no último escalão da Tabela, nunca conseguem chegar àquele valor que o Governo fixou como teto.


      No entanto, vemos que há um único escalão – o último – da carreira de Secretário de Tribunal Superior e de Inspetor do Conselho dos Oficiais de Justiça que, note-se, nesse último escalão, auferem um valor de cento e tal euros acima do teto fixado.


      Quer isto dizer que, nesta carreira, nem todos os referidos Secretários de Tribunal Superior ou Inspetores do COJ atingem o teto, mas apenas uma meia-dúzia destes Oficiais de Justiça, em todo o imenso mar de cerca de 7500 Oficiais de Justiça existentes neste país e em Macau.


      Comparativamente, todos os demais profissionais da Justiça (com exceção dos demais Funcionários Judiciais) auferem valores superiores de vencimento mensal, superior ao teto – mesmo em início de carreira –, que só em sonhos, de entre os muitos pesadelos, podem julgar atingir.


      De qualquer forma, o referido teto será considerado pelo total dos rendimentos anuais, pelo que, para além do valor tabelado para o vencimento, se somarmos (como será somado) o valor do suplemento de 10% em 11 meses, muitos mais Oficiais de Justiça serão abrangidos. Desde logo todos os Secretários de Tribunal Superior, todos os Inspetores do COJ e os Secretários de Justiça que estejam no último escalão da sua categoria. Quer isto dizer que, em vez da mencionada meia-dúzia, poderão atingir este teto mais de uma dúzia, isto é, um número que, embora maior, continua a ser insignificante no universo destes profissionais da Justiça.


      Todos os Oficiais de Justiça gostariam de não receber a esmola dos 125 euros, apesar de ser uma boa esmola em face dos seus vencimentos.


      É claro para todos que um pagamento num mês não resolve os aumentos brutais, em tudo, mês após mês, a não ser que toda esta crise acabe já a seguir em novembro.


      Os 125,00 a dividir num ano de vencimentos (14 prestações), resulta num acréscimo de 8,93 euros; quase 9 euros em cada prestação do vencimento anual (no espaço de um ano, que é um prazo razoável e otimista de previsão para uma eventual resolução da crise).


      Todos os meses, os cidadãos e os Oficiais de Justiça verão como esses quase 9 euros serão derretidos na inflação sem qualquer impacto na vida das pessoas.


      Não é minimamente previsível que a crise acabe já depois de amanhã, pelo que podemos e deveríamos fazer uma previsão de, pelo menos, um ano. Nesse sentido, o Governo deveria ter adotado medidas de fortalecimento das economias das famílias, considerando-as verdadeiramente “em primeiro”, como propala a campanha de propaganda associada à iniciativa governamental.


      A esmola que vai ser dada a título pontual, não contribui para criar nenhum escudo de proteção das pessoas e das famílias, mas, tão-só, o continuar do trabalho precário a precarizar-se de forma acelerada.


      Os Oficiais de Justiça não têm margem de segurança para suportar esta (mais esta) crise e nem sequer têm conhecimento de qualquer fator que possa conduzir a uma previsibilidade dessa segurança.


      Com uma carreira em suspenso há tantos anos, atacada por projetos macambúzios com gritantes ilegalidades e inconstitucionalidades, a par de tantas e reiteradas desconsiderações, faz dos profissionais desta classe aquilo que Fernando Pessoa escreveu um dia, um “cadáver adiado que procria”.


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Comentários

  1. Anónimo7/9/22 11:20

    Trata-se do maior corte salarial e de pensões desde que tenho memória. Por um lado. O Estado enche os bolsos como nunca, em menos de metade do ano superou a receita prevista para o ano todo. Pelo outro não aumenta salários ou as pensões, nestas até consegue com muita "lata" diminuir no futuro dizendo que está a aumentar no presente, vi nos tribunais muita gente julgada por ser aldrabão e mentiroso com menos descaramento e apenas por ser menos astuto.
    Sempre a falarem do tempo da troika em que não havia dinheiro e se cortaram salários e pensões para além do exigível e AGORA que não estamos na há a rota e a receita do Estado está como nunca, tivemos até um superávit, mas com uma inflação como há muito não se via, não mexem nos vencimentos cortam as pensões para o futuro e enchem os bolsos desinvestindo até na saúde. Onde é que fica o princípio da distribuição da riqueza que subjaz também á cobrança dos impostos. Neste socialismo fica na gaveta. Eu que sou apartidário lembro hoje às sábias palavras de Mário Soares a década de oitenta: socialismo assim não obrigado meto-o na gaveta (na altura tinhamos a assistência do FMI). Esperamos agora pelo OE2024 a discutir já no próximo mês onde certamente "vão dizer que estão a dar muita coisa " para repor parte do que a inflação nos roubou e o Estado se locumpletou - no ambiente jurídico chama-se enriquecimento sem justa causa pois o Estado beneficia de uma conjuntura sobre a qual não atua embora também não tenha criado. Não vejo grandes Estadistas apenas "funções espertos" a que alguns atribuem astúcia política. Não me servem nem acho que estejam á altura das exigências do nosso país.

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  2. Anónimo7/9/22 11:25

    Só para retificar onde se diz " funções espertos" queria dizer "Chico espertos" e onde se refere ... há rota" queria dizer "banca rota".

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  3. Anónimo7/9/22 11:51


    34 cents. p/ dia...

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  4. Anónimo7/9/22 12:30

    Simplesmente não percebem que todos os paradigmas económicos que seguem religiosamente, estão ultrapassados e que os tempos nunca serão iguais depois de 2020.
    É altura de esquecer déficits e rigores económicos baseados em procura constante de endividamento, financiado por grandes grupos privados e interesses obscuros.
    Tem de haver uma rotura total com essa realidade.
    A cultura económica posta em prática nos anos oitenta acabou, estoirou!! Não serve os povos e aí está a triste realidade, globalmente.
    Só não vê quem está arreigado a partidos ou ideologias.

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  5. Anónimo7/9/22 12:37

    Entretanto, os milhões do PRR estão a ser desbaratados pelos diversos ministérios.

    No nosso ministério está a ser um fartote.

    Andamos todos distraídos com as lutas por uma melhor carreira, com as contas para pagar, com os juros a subir e com a inflação galopante mas nos gabinetes de diretores gerais, de secretários de estado e respetivos lambe botas, gastam-se milhões e milhões em contratos sem obrigação de escrutínio público.

    Os tais milhões do PRR que muitos analistas e economistas do burgo criticaram por serem na sua grande maioria canalizados para o aparelho do estado, deixando as empresas e a iniciativa privada de fora, estão a entrar pelo Estado mas seguem direitinhos para os mesmos de sempre.

    Vejam este programa informático de brincar para controlo de assiduidade e pontualidade nos Tribunais.

    Era necessário recorrer a uma empresa privada para fazer aquilo??

    Agora somos colaboradores??

    Quanto custou ao Estado/ministério da Justiça aquela coisa??

    Não havia ninguém no ministério da Justiça capaz de fazer aquilo??

    Em que é que aquela coisa vai melhorar o sistema de justiça ??

    Agora multipliquem por todas as ideias luminosas e as mentes brilhantes que circulam pelo ministério e façam a conta.

    Daqui a uns anos, quando já houverem inquéritos/processos nos Tribunais relativos aos dinheiros do PRR que "voaram", que obviamente não vão dar em nada e perguntarem a esta gente que entretanto vai estar a trabalhar nas empreses com quem contratualizaram os milhões, vão responder que o problema é que os portugueses são burros.

    E bem vistas as coisas, somos mesmos burros.....

    FF

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  6. Anónimo7/9/22 13:06

    É uma questão de prioridades. Em primeiro lugar deveriam estar as condições de trabalho, continuamos com espaços insalubres, etc., só depois ou mesmo contemporaneamente poderiam ( mas não deviam)pensar em "policiar " os serviços o que só acontece porque ousamos divulgar o trabalho fora de horas não pago. Em contrapartida a tutela, talvez por ter na DGAJ pessoa provinda da DG Saúde, quer-se fazer o mesmo que fez aos médicos e enfermeiros. Estou certo que o resultado vai ser o mesmo com uma grande diferença, a ruptura está já aí á porta e não "pica o ponto". Enquanto no PRR se prevê mais de 250 M boa parte para o digital na justiça (tribunais, conservatórias, etc.) preve-se para os PEPAP cerca de 80 M, e quando o foco vai para a infoexclusao mas deveria ser também para a requalificação e renovação dos quadros sendo este o verdadeiro impulso das reformas (de pouco valerá desenvolver sistemas quando os operadores não foram preparados para os operar).Observamos mesmo a olho nu que há políticos que o termo governar é gerir dinheiro e por isso desatendem á sensibilidade humana e social, parecem serem meros números numa tabela de Excel. Oxalá me engane, rezo para que seja assim, mas nem sempre as orações são atendidas !

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  7. Anónimo7/9/22 13:25

    Ao que parece, quando o dinheiro circula, paga o seu transporte e, pelo caminho, emagrece no seu volume, e quando chega ao seu destino, já bem emagrecido e deputado, pouco de si fica para se usar. Está cetose leva á falência de uns e ao enriquecimento injustificado de muitos. O Estado põe e dispõe das suas receitas sem que proceda como um bom pai de família pois parece que se afeiçoa mais a uns que a outros descriminados. Temo que nós os OJ somos irrelevantes e insignificantes para muitos responsáveis. Estamos moribundos e a os cancros da doença já se espalharam sem possibilidade de reversão. O óbito já está declarado faltando apenas datar e assinar o seu certificado.

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  8. Anónimo7/9/22 13:33

    Estamos em pleno retrocesso civilizacional. Numa RACE TO THE BOTTOM.

    Fazem lembrar aqueles martelos marchantes do The Wall, impondo tudo à força.

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  9. Anónimo7/9/22 13:47


    Muito bem apreciado!

    GOVERNANTES DA TRETA, SÓ ALDRABÕES SEM EXCEÇÃO

    POBRE DO POVO

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  10. Anónimo7/9/22 13:55



    canalhada que nos governa

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  11. Anónimo7/9/22 15:21

    Com esta coisa do "cromos" é que nem mais um minutinho ...

    E entretanto, mais uma horinha e começo a arrumar a ferramenta ...

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  12. Anónimo7/9/22 15:56

    E se alguém tem dúvidas quanto à importância dos sindicatos e da sua ação, pesquisem estudos a nível global que confirmam, desde o início do século passado que, quanto mais fracos estes, maior a iniquidade, desigualdade salarial e pobreza de quem trabalha.
    É uma relação proporcionalmente inversa, claro!!
    Ora, desde os anos 80 que se gerou esta onda de crítica generalizada aos sindicatos, apelidando-os de comunistas e de nada quererem fazer.
    Este discurso foi música para os ouvidos de políticos de direita e seus patrocinadores ricos, que a fomentaram com agrado.
    Eis os resultados desde então. Luta laboral praticamente inexistente ou irrelevante a nível global, com perda paulatina de direitos e salários e...fortunas como nunca se viram, chegando já aos biliões!!
    Hoje, quem luta pelos seus direitos laborais é um comunista apoiante dos Russos e imbecilidades do género.
    Quanto a mim, a Rússia está hoje mais próxima do capital pela via da oligarquia/cleptocracia vigentes, do que do comunismo em si.
    É quando vejo a direita muito preocupada e indignada quando se pondera taxar quem teve e tem lucros extraordinários como já se faz em outros países, atendendo ás dificuldades que se avizinham para quem trabalha e populações em geral...uiiii...
    Eu cá sei bem quem não vai ter o meu voto!!


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  13. Anónimo7/9/22 16:33


    Muito bem apreciado!

    E óbvio que a rússia e china

    nada têm a ver com comunismo

    são simplesmente DITADURAS

    E POR AQUI POUCO FALTA PARA O SERMOS

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  14. Anónimo7/9/22 18:27

    Gosto muito de maçãs e quando vou ao mercado compro a não ser que estavam podres. Com os sindicatos e a mesmíssima coisa, aprecio os fins que prosseguem mas atento a natureza de quem os lidera e se vir no carácter das pessoas podridão não compro as ideias que vendem. Quero lá saber de política ou quem está no governo quero é saber se são honestos a cuidar de todos ou apenas pensam em si, ou "nos seus apóstolos" como se percebem em alguns comentários. Antes as cidades mais ricas fortificavam-se para não serem saqueadas pelas vizinhas mais pobres, hoje são países (como a Rússia) a saquear outros.
    Hoje é muito difícil para um político fazer o que deve ser feito - mas ainda há alguns , a Úrsula van der leien sugeriu a taxação dos lucros excessivos chamando-lhes "contributo de solidariedade" que se impõe aos mais ricos - por cá apenas a extrema esquerda se lembrou mas não como decorrente dessa obrigação de solidariedade mas como pena ou castigo. Enquanto não nos desprendermos de ideologias bacocas e passarmos a ponder as nossas decisões com bom senso estaremos a servir demagogos oportunistas egoístas e hipócritas, enfim todos aqueles que só querem saber de si e dos seus.

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  15. Anónimo7/9/22 18:50

    Em complemento dizer que da mesma forma que se impõe um contributo dos mais ricos (das empresas de energia entre outras que lucram com a crise) também se impõe uma melhor redistribuição dos impostos arrecadados pelo Estado. Todavia, não parece ser o caso pois nas previsões atuais o Estado arrecadará até ao final do ano o dobro do que vai gastar nas medidas conhecidas e não estará mal se explicar porque o decidiu fazer. Não vivemos na China nem na Rússia, ... vivemos num MARASMO regido por pseudo-iluminados, alguns deles narcisistas e egoístas, propondo-se medidas diferentes das de outros apenas numa lógica de força partidária, sem se ponderar o seu virtuosismo, sem apelarem á razão, e também ao que parece de discutível honestidade.

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  16. D.Santos7/9/22 19:01

    Poderá ser tudo menos "apartidário" o primeiro comentador de hoje e nesse afã de maldizer até já fala no OE2024, quando esse ainda vem longe.Até lá....
    Das pessoas ouço, que todo o apoio dado às empresas e às famílias durante 2 anos de pandemia( e esta nāo acabou) não seria dado se o governo fosse de direita. Agora, é a mesma coisa.
    Quando se viveu com juros bancários altíssimos, em que os empresários se viam aflitos para trabalhar; em que só quem tinha muito dinheiro e o depositava nos Bancos auferia grandes lucros tais os juros; em que a inflaçāo era bem alta: os vencimentos baixos; aí não houve as ajudas que há hoje por poucas que sejam.
    Nessa altura, os ricos sempre ricos, os pobres que pagassem a crise.
    Terminando:
    Ninguém é apartidário.Ao demonstrar uma opinião, tecer comentários, demonstra logo de que lado está.
    Nāo sou de direita, nāo voto à direita.Estas medidas sāo bastante positivas.Mas critico o facto deste Governo nāo olhar para a classe média ( vencimento médio de 1.000 Euros a 1.200 líquidos) que tem vindo a ficar para trás, relativamente aos ordenados mais baixos, sendo que, igualar por baixo, nāo é estratégia.
    Cortem sim nos vencimentos exorbitantes relativamente à média, porque nāo se compreende que haja um fosso tāo grande nessa área em Portugal e só um governo de cariz socialista pode fazer mudar isso!

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  17. Anónimo7/9/22 19:21

    Não há aqui intenção nenhuma de pena ou castigo, como refere. Redistribuir riqueza é avanço civilizacional.
    Ganhá-la com esforço acrescido, não remunerado e sofrimento de outros, é ganância primitiva, imoral.
    Contudo, importa perguntar-lhe se acha que os lucros gerados o foram de forma inocente, sem querer.
    Por acaso vê inocência na forma como corporações obtêm os seus lucros nos dias de hoje? Acredita na mão que tudo regula??Apoia buybacks? Apoia offshores? Apoia a não taxação de lucros obtidos na bolsa?
    Acha normal o estado ambiental, económico e social a que chegámos nesta era, globalmente?
    Quantos gestores sérios e comprometidos com a sociedade envolvente você conhece?
    Mexias? Bavas? Granadeiros?
    E a nível global? Murdoch? Trump? Bezos? Musk? Gestores de ativos género Blackrock e Carlyle? Ou o grupo russo que já tem o seu próprio exército de mercenários?
    O que há assim de tão insultuoso para que todos possam ter uma vida digna, se trabalharem?
    Acha normal milhões por esse mundo fora terem emprego e mesmo assim necessitarem de ajudas do estado, enquanto o seu patrão enriquece exponencialmente como é o caso de Bezos, a família dona da Walmarkt e muitos outros ? Onde está então aqui o bom senso que preconiza?
    Porque haveremos como cidadãos informados, de ter bom senso, quando quem nos gere e nos rouba o não tem?
    Não é caso ideológico realmente. Concordo. É de bom senso, apenas.
    Cuidado com as maçãs que anda a comprar...anda por aí uma qualidade que é muito bonita por fora, mas depois...


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  18. Anónimo7/9/22 20:41

    Não existe no código do trabalho a figura jurídica do "colaborador".

    Pode ser que o costume faça lei, à força, neste caso!

    Anda aí um grupo de amigos a brincar aos ministros!

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  19. Anónimo7/9/22 20:51

    Meus caros, o então "informático" Sardinha quando criou o Habilus e recentemente o "aprimorou" no mesmo inseriu o controlo de assiduidade.

    Atentem ao texto constante no topo da janela da "gestão processual".

    Portanto. o que anda o Tribunal de Contas a fazer para avalizar semelhante despesa pública em um novo sistema de controlo de assiduidade na Justiça?

    Qual foi a derrapagem, em euros, ocorrida na consignação de tal empreitada?

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  20. Anónimo7/9/22 21:00

    Todos somos culpados

    - Como permitimos arredondamentos em três casas decimais?

    - Como aceitamos que a fatura de bens essenciais veja desdobrada em IVA's distintos sobre o mesmo produto?

    .... e por aí fora....


    ....mas....

    O Glorioso que ganhe o campeonato de futebol e aí está a população toda nas ruas do país a manifestar-se


    É um problema social/cultural que perdura desde Viriato.

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  21. Anónimo7/9/22 21:07

    Plenário dia 3 de outubro e greve dias 6 e 7 de outubro.

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  22. Anónimo7/9/22 21:07

    É com enorme pesar, dada a presente conjuntura, que aqui comunico necessidade de proceder à suspensão do pagamento da minha quota sindical.

    (X12 meses, pago o seguro do carro)

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  23. Anónimo7/9/22 21:18

    Não se vai arrepender colega.



    É mais bem empregue.

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  24. Anónimo7/9/22 22:58

    Devo ser caso único mas não tenho partido, seja á direita, esquerda ou ao meio, não sou seguidista ou trbalista. Mas sou, como escreveu Sócrates (o filósofo grego) político tenho pensamento próprio e não faço concessões nomeadamente de valores. A verdade e a honestidade é imperativa em quem gere a coisa pública. Dizer que respeito quem tenha ou pertença a um partido mas não me merece grande apreço quem tome partido de um partido político assim por assim - só porque é desse partido.

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  25. Anónimo7/9/22 23:02

    Não é costume mas vem sendo usual e esse sim é juridicamente relevante ...

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  26. Anónimo7/9/22 23:21

    Pode parecer incrível mas concordo com quase tudo do que disse/escreveu mas apenas dizer que a solidariedade é para mim uma obrigação e não é de caridade é de justiça. Daí o bom senso, o contributo há muito que deveria ser considerado por quem permitiu esse lucro exagerado. Lembro o imposto "Robin Wood" quando a Galp ganhou milhões com a variação de preços (autorizou-se a prática e taxou-se esse valor) - ouvi um dia alguém dizer que ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão.

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  27. Anónimo7/9/22 23:23

    Não devemos desistir devemos exigir e insistir por respostas.

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  28. Anónimo7/9/22 23:51

    Lembrar que o Estado somos nós e também que muitos dos que nos governam quererão o melhor para todos, não vejo o mundo numa lógica diabólica em que todos andamos a fazer mal uns aos outros mas apenas acredito que muitos de nós não desempenham um bom papel, o esperado pelos outros, muitas das vezes apenas porque não fomos capazes e não por nos faltar vontade, o que não é censurável. Como não somos anjos e por vezes esquecemos a condição humana e deixamo-nos endeusar por um elogio, uma critica, ou apenas pelo poder devemos estar atentos e alertas sabendo que por vezes somos injustos no que dizemos ou fazemos e por isso um cuidado acrescido quando escrevo qualquer palavra que aqui deixo. Mais uma vez dizer que não tenho intenções politicas apenas de contribuir para a melhor defesa dos -de todos os - funcionários que trabalham na justiça/tribunais. Haverá por certo pessoa mais habilitada mas todos temos direito a opinião (cada um que pense por si). Temos e de nós respeitamos uns aos outros e isso é o mínimo exigível. Por isso deixo de escrever neste lugar.

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  29. Anónimo8/9/22 00:33

    Para que fique esclarecido no comentário não defendi a governação da troika, muito pelo contrário, como também não defendo ou deixo de defender a governação atual, apenas comentei as medidas estabelecendo um paralelismo para dizer que se poderia ter feito mais quanto aos salários e muito mais quanto aos pensionistas, o que estou certo irá acontecer já na discussão do próximo OE2023 ( e não de 2024 como antes referi por mero lapso de escrita). Não haja confusão de ideias, quando nos deixamos enredar por fações e deixamos de ser críticos das mesmas, e isto não é uma censura é uma opinião, poderemos estar prejudicados no pensamento. Quando falo nas diferentes propostas de medidas a tomar o que se censura é o facto todos estarem a ver quem são os primeiros a tomar a iniciativa, preocupados sobre se é igual à do outro, quando o foco deveria ser a medida de maior eficácia, a mais justa possível independentemente da sua proveniência.
    De facto não se pode dizer mal de medidas que não nos vão diretamente à carteira, como aconteceu no tempo da troika, mas também não podemos ficar impávidos quando nos vão à carteira por outras vias (inflação ou o que quer que seja) e quem deve reagir não faz o suficiente. E no caso exige-se mais um pouco e tal vez mais rapidez mas aceito quem aceite ou autorize a mexer na carteira desde que não seja pelas mãos do Estado que por sua vez pode não se ter mexido o suficiente para o evitar.
    Temos o exemplo da saúde e da justiça no que toca ao tempo de fazer, embora quanto a esta a morosidade seja caracteristica.

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  30. Anónimo8/9/22 01:01

    Disse que deixo de escrever neste lugar apenas porque pressinto que prejudiquei a atividade sindical embora não o quisesse ter feito.
    Acho que dizer sempre que "sim senhor", de forma curvada, com o torso virado para a frente, é meio caminho andado para autorizarmos a fazerem o que quiserem (sem pudor). Daí que o expressar do desagrado encerra em si mesmo um valioso contributo, qual seja o da perceção da opinião, do sentimento de quem porventura não se sente bem representado ou os seus interesses bem defendidos e os reais motivos.
    Em setembro/outubro é costume ir em peregrinação/passeio a Fátima.
    Não acredito que os sindicatos reunissem ao quartel general sem dar continuidade à greve para programarem um passeio a tal local.
    Mas se o fizeram como sucedeu antes de férias judiciais, saibam que deram um bom contributo pela paz pois ficaram-se pelo faz de conta numa luta que deveria ser mais aguerrida (se ficou algo de bom com a greve foi a pacificação e a resignação, o que em si parece ser boa coisa).
    Acordemos para a realidade, pelo menos que continuemos a ser livres de espírito e de pensamento, mesmo que ela seja dura e violenta, há sempre uma paz provinda de cima que nos acalenta.

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  31. Anónimo8/9/22 09:18



    LUTA DURA CONTRA OS DESPOTAS QUE NOS GOVERNAM

    QUE NÃO SÃO GENTE SERIA

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  32. Anónimo8/9/22 15:10

    Diria pontualmente conveniente, pois, relevância jurídica tal terminologia não possui nenhuma.

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