A problemática das promoções a Secretário de Justiça

      No dia de ontem, o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) lançou uma nota informativa intitulada: «“Só” porque “todos” são importantes».


      Em síntese, o que o SFJ comunica é que disponibilizará apoio jurídico a todos aqueles que não estão representados nas ações judiciais relativas às promoções de Secretário de Justiça, mas que tenham interesses semelhantes, ou paralelos, às partes, seja qual for a sua posição na demanda. Ou seja, o SFJ, por via deste apoio, diz apoiar tanto os Autores como os Réus.


      Na realidade, o apoio do SFJ não é de índole sindical, mas judicial, disponibilizando serviço de advocacia aos seus associados que litiguem seja lá em que posição for.


      É interessante esta postura, voltada para os interesses dos Oficiais de Justiça e não necessariamente para um interesse do Sindicato, por esta ou aquela postura.


      Para dizer isto, o SFJ utilizou uma extensa comunicação, num português salpicado de expressões de uma outra língua, que é a que a seguir se vai reproduzir.


      Ficamos sem saber, porque não é explicado, que acontecimentos ocorreram agora, ou recentemente, para motivar esta comunicação.


      E diz assim a nota informativa:


      «O SFJ ciente que a sua missão principal é a defesa dos seus associados, mas nunca descurando a o seu papel pedagógico junto da Tutela, alertou em devido tempo, aquando da “negociação” para revisão parcial do EFJ, em agosto de 2016, e conforme consta da ata da reunião, que se deveria aproveitar a oportunidade para retificar os regimes de ingresso e de acesso na carreira de Oficial de Justiça, sem prejudicar o direito de todos quantos reunissem as condições, “maxime” os que usufruem do acesso “per saltum”.


      Não fomos atendidos nessa nossa pretensão/advertência, pelo que não causa estranheza que o Tribunal Constitucional já se tenha pronunciado e que o Acórdão já proferido corrobore a posição que em 2016 tomámos.


      Confirmados, por sentença, os nossos receios de 2016, o SFJ tomou a decisão de, mais uma vez, tentar intervir junto da Administração para solucionar e regularizar uma situação que estava à vista de todos, menos daqueles que teriam a obrigação de antecipar este desfecho. E como estamos perante uma carreira especial com um estatuto que é integralmente definido por lei (“in casu” Decreto-Lei), defendemos que em face da decisão do TC, se deveria abrir o número de vagas necessárias a acautelar o interesse, e direito, de todos, não esquecendo que os Oficiais de Justiça já colocados como Secretários não podiam ser prejudicados por um erro da administração.


      E seria, será, uma solução fácil, sem grandes custos financeiros, que acautele as efetivas e reais necessidades destes profissionais e que, inclusive, o SFJ aceitava que “ab initio”, se indicasse que algumas das vagas seriam a extinguir quando vagassem.


      Mais uma vez, a Tutela considerou que o SFJ deveria ser afastado do processo de regularização.


      Todavia, estamos aqui para todos e, por isso, iremos prestar apoio jurídico a todos aqueles que não estando representados nas ações judiciais pendentes, tenham interesses paralelos aos AA e contrainteressados, pois todos são importantes, indistintamente, sem olhar ao interesse que cada um tenha na demanda.»


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      Fonte: “SFJ-Info”.

Comentários

  1. Mas afinal o que se passou?!

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  2. Parece que houve uma "negociata" na DGAJ, com a Srª Diretora-Geral, no sentido de os AA da ação desistirem da mesma em troca da própria promoção a Secretário. Isto independentemente da posição que ocupam na classificação final.
    Isto é o cúmulo, é uma carreira sem lei nem roque.
    Uma vergonha.
    E os Sindicatos tudo aceitam. Vou pensar seriamente em deixar de pagar quotas.
    Tristeza.

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  3. Pois assim é, asneira em cima de asneira.

    Já me preparei para intentar a competente ação caso se venha a confirmar a tal "negociata" pois ainda acredito que vivemos num Estado de Direito Democrático onde há regras a ser cumpridas.

    Todas as situações materialmente abrangíveis devem ser consideradas numa qualquer "solução final", e ninguém deve ser preterido.

    Mais devo informar que uma qualquer transação no processo que lhe ponha fim não é viável porque ilegal e de recurso obrigatório para o Ministério Público que tem/deve recorrer de uma eventual decisão de homologação da transação.

    A desistência do processo pelos - por todos os - autores, seja por acordo extrajudicial ou o que quer que seja, essa sim põe fim ao assunto com manifesto prejuízo para os mesmos pois perdem "pau e bola".

    Ou seja, o imbróglio adensa-se a cada momento que passa e só o novo EFJ pode resolver o problema de forma justa.

    No momento em que se iniciou o processo de revisão da CRP não podemos desconsiderá-la, os seus mais elementares princípios, e torná-la num "livro de anedotas" que já ninguém respeita e prossegue, nomeadamente o Governo.

    Onde ficará o princípio da justiça, da confiança, da igualdade, numa solução como a anunciada aqui (de negociata), o assunto é demasiado vergonhoso e sério para ser levado de ânimo leve.

    A casa da justiça (e a DGAJ também a integra) deve dar uma imagem, precisamente, de justiça aos cidadãos pois quer-se uma justiça de "mãos limpas", pelo que é preciso estarmos atentos a estas e outras alegadas "negociatas".

    Eu vou estar atento.

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  4. Empossado o novo dirigente do PCP, Paulo Raimundo, já se anunciam as greves esperadas, a primeira já no dia 18 de novembro.

    É verdadeiramente aberrante que as lutas dos trabalhadores sejam muitas das vezes instrumentalizadas e se confundam com lutas partidárias.

    Greve, assim, sem significado pessoal, que não seja a perda de um dia de remuneração tão importante nos dias que correr, para que é que nos serve, a nós OJ!

    Estou farto desta triste vida e lamento o tempo da minha vida dedicado à causa da justiça pois que decorridos mais de 20 anos tudo parece estar igual ou ainda pior.

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  5. responsabilização criminal para quem abusa do poder discricionário nos movimentos dos Oficiais de Justiça, já e depois
    continua! e na casa da justiça! TENHAM VERGONHA NA CARA


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  6. É realmente muito triste ver o principal sindicato ter uma postura destas, a meter-se num assunto em que não é chamado, demonstrando um comportamento puramente populista, prometendo o impossível e lançando lenha para a fogueira, sem explicar sequer o porquê desta infeliz manifestação.
    Mais um tiro no pé!

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  7. Que confusão vai pra aí, caro colega.
    Não faço ideia do que se passa já que o SFJ nada explica, mas um acordo é ilegal, a não ser que todos os autores desistam da ação!!??
    Então, se os autores não estivessem todos de acordo, não havia acordo, certo?
    Além de que a sentença, a transitar um dia, só se aplica às partes do processo, por isso, um acordo apenas antecipa o final do processo, que tudo indica, os autores irão vencer.
    Na minha a opinião, o arrastar destes processos só prejudicam toda a gente, porque os anos que durarem, serão os anos em que não haverao promoções com recurso à famosa forma.
    A não ser claro, para escrivães de direito, porque aí já interessa que conte o tempo na categoria, não é?

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  8. Mais um sabio a dar informações.
    Este é o país dos peritos!
    Enfim

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  9. MAIS NADA!

    A TUTELA E O SEU PODER DISCRICIONÁRIO DEVIA E DEVE PAGAR PELOS ERROS

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  10. Acrescentar que na situação em concreto, tratando-se de uma ação em massa, de litisconsórcio voluntário, pode cada uma das partes acordar individualmente.

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  11. Auxiliares e Adjuntos para trabalhar é que nada ...

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  12. Deu para perceber que não estudou, mas utilizar estes fóruns para lançar opiniões sem fundamento, em assunto tão fraturante, não me parece sensato.
    Que se saiba o MP não requereu em devido tempo para intervir como parte principal, logo não é parte de eventual transação no processo.
    Ou seja, sem prejuízo das suas competências processuais, não é parte ativa ou passiva, por falta de legitimidade.
    Aconselho-o a ser bem representado em eventual impugnação, numa estratégia de médio prazo, pois está visto que as várias ações pendentes ao longo de todos estes anos, servindo apenas o Ego de alguns, em nada beneficiaram a maioria dos OJs, principalmente a degradante e repugnante Petição Pública lançada à época, sem quaisquer tipo de escrúpulos.
    É desejável que todo este imbróglio se resolva o mais rápido possível, pois enquanto existirem processos pendentes, com fundamento na famosa fórmula de graduação em VIGOR, não haverão certamente quaisquer tipo de promoções.

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  13. quem puder sair disto que saia enquanto tem vida

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  14. É só pessoal a mandar.



    Pessoal para cumprir processos e ir para a sala, está quieto!!!


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  15. Não tenho quaisquer ação pendente, não sou parte no processo (autor ou contrainteressado), não assinei quaisquer petição pública ou o que quer que fosse, e o meu ego, estou certo, não é tão grande como o de outros colegas.

    Permita-me dizer que, porque atentou ao meu alerta para a necessidade de um estudo mais cuidado da questão, fez bom uso das suas palavras, talvez por ser parte no referido processo uma vez que até sabe que o MP não usou da prorrogativa prevista no art.º 85.º n.º 2 do NCPTA (facto que eu desconhecia).

    Todavia, devo referir que o papel do Ministério Público no contencioso administrativo julga-se reforçado, exigindo-se que todas as decisões, mesmo não sendo parte (ativa e/ou passiva), lhe sejam tempestivamente notificadas, precisamente para fiscalização e controlo da legalidade e isto vale também para as decisões homologatórias das transações (atente-se, além do mais, ao disposto na al. q) do art.º 4º do EMP).

    Também não sou sindicalizado (já fui), pelo que, caso entenda agir judicialmente, não interferirei nos gastos das quotas que paga (ou administre, se for o caso).

    Comungo da opinião que é desejável que todo este imbróglio se resolva o mais rápido possível, mas não é pelo facto de servir a alguns que outros tantos se resignem.

    Atente que caso exista acordo e os colegas, autores na ação, sejam considerados na categoria de secretários de justiça, durante uns bons anos, provavelmente para os anos restantes da minha carreira, não haverá promoções a secretário.

    Ora é legítimo que mesmo os colegas que por qualquer circunstância não tenham sequer concorrido se sintam prejudicados por ver coartada essa possibilidade, o que é profundamente injusto como já o é para todos os que frequentaram o curso com aproveitamento 8sejam licenciados e não licenciados).

    Penso que concordará comigo, pelo menos nesta última parte.


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  16. Devo acrescentar ainda que depois de uma decisão do TC que declarou a inconstitucionalidade da norma em questão, na sequência do recurso da decisão interposto pelo MP (porque obrigatório), só por si, não justificará um qualquer acordo no processo, e já agora dizer que tal acordo a ser alcançado poderá também escapar à fiscalização.

    Pelo que pude perceber, poderia haver uma solução que abrangesse todas as situações materialmente subsumíveis ao caso mesmo que os mesmos não fossem parte na ação e se encontraria no novo EFJ.

    S.M.O., A solução noticiada e agora circulada (não sei se verdadeira) vem trazer ainda um maior sentimento de injustiça à que já se verificava, defraudado as expetativas de muitos colegas.

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  17. Já agora, alguém sabe dizer em que estado da ação - Procedimento de Massa proveniente da 1.ª Unidade Orgânica do Tribunal Administrativo de Círculo (TAC) de Lisboa com o n.º 1718/18.7 BELSB.

    Fico agradecido.

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  18. Ups, o que pretendia saber era se foi já proferida decisão pelo tribunal de recurso (TCA Sul) e/ou pelo STA, ou decorre ainda o prazo para o trânsito em julgado.

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  19. Todas as dúvidas que têm sido levantadas por vários colegas sobre a legalidade da aplicação de registo de assiduidade crohonus, designadamente sobre a proteção dos dados pessoais, devem colocadas
    a Encarregada da Proteção de Dados do Ministério da Justiça, a Mestre Inês Oliveira Andrade de Jesus, consultora da Direção-Geral da Política de Justiça.

    Tem como missão, monitorizar a conformidade do tratamento de dados pessoais com o RGPD e outras disposições de proteção de dados da UE.

    A Encarregada de Proteção de Dados do Ministério da Justiça pode ser contactada através do e-mail: encarregado.protecao.dados.mj@dgpj.mj.pt

    Qualquer questão relativa a dados pessoais e a confidencialidade dos mesmos deve-lhe ser colocada.

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  20. Nenhuma decisão transitou e ainda se está a anos luz de se recorrer ao STA.
    Precisamente por isso é do interesse de todos, incluindo da tutela, que a situação se resolva o quanto antes, para que finalmente se possa desbloquear o acesso a promoções.

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  21. Um pequeno esclarecimento : a DGAJ não errou, cumpriu a legislação em vigor.
    Lamentável uma afirmação dessas tb vir do próprio sindicato.

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  22. O meu muito obrigado colega.

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  23. Provavelmente até desconhece a existência da aplicação e da sua gestão por uma empresa privada?...

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  24. Sabe como é... quanto mais se sobre, mais se ganha e menos se faz. Por isso todo este interesse. Se fosse para trabalhar, aposto que não havia tanto alarido

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  25. Chefe dos Secretários15/11/22 21:27

    "O jovem secretário"

    Era uma vez um jovem recém diplomado num curso de formação profissional.
    Esse rapaz decidiu candidatar-se a secretário de um escritório de advogados.
    Após uma longa entrevista com o "chefe" do escritório, teve a felicidade de aproveitar a sua primeira oportunidade no mundo do trabalho.
    Tudo lhe corria muito bem.
    Um dia foi surpreendido com a grande simpatia e beleza de uma, não propriamente colega, mas sim advogada estagiária no escritório onde exercia funções.
    Pode-se dizer que ficou encantado com ela.
    Mais tarde, e após algumas diligências, a jovem Doutora conheceu um advogado oriundo de um outro escritório que ficava no outro lado do quarteirão.
    Esse mesmo Doutor apareceu no escritório do "nosso" rapaz com um lindo ramo de flores, contendo um perfumado bilhete.
    Dirigiu-se ao "nosso" rapaz, como quem fala para um pombo correio, "ordenando-lhe" que as entrega-se à linda jovem Doutora do escritório.
    O nosso rapaz fez uma vénia e abanou a cabeça cordialmente.
    Assim que o "intruso" Doutor saiu do escritório, o "nosso" rapaz mandou o bilhete para o lixo, e fez questão de oferecer pessoalmente as lindas flores à jovem rapariga do seu escritório, dizendo:
    "Gosto de ti !"

    Moral da história.... Ela fez questão de convidar o "nosso" rapaz para almoçar e ... jantar em casa dela também !

    Tentem perceber uma coisa, a nossa formação é adequada, e ... um dia os bilhetes acabam mesmo !!!!!!

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  26. Já não tem condições para continuar a presidir a direção do SFJ !...

    Demissão e congresso extraordinário já, para eleger novos dirigentes.



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  27. Toda a formação é adequada, dependendo das intenções
    Eheheh

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  28. Acho que vou deixar o STJ. Lamento mas se o Marçal lá continuar, e comprometido como está com o PS, nada a fazer.
    É assim...
    Abraço a todos.

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