Desvarios Disciplinares

      Na última informação sindical do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), relata este Sindicato uma originalidade disciplinar para punir Oficiais de Justiça, intitulando esta informação como: “Criatividade constante em relação à carreira”.


      E diz assim:


      «Bem bastava aos Oficiais de Justiça os deveres consignados no EFJ mas eis que este Sindicato, SOJ, se deparou com um novo entendimento, agora por parte do CSM, que levado à letra poderá ter consequências para a carreira. Desde logo, ao pretender aditar ao já extenso catálogo de deveres a que estão sujeitos os Oficiais de Justiça, novos deveres.


      Defende o CSM, no âmbito de processo disciplinar em que é impugnante uma colega Oficial de Justiça, para fundamentar a aplicação de sanção disciplinar, o seguinte:


      “Não se justifica, assim, qualquer consulta ao IGFEJ, uma vez que o que está em causa no presente procedimento não é saber se o ofício seguiu ou não, se era ou não necessária qualquer caixa de saída. Sabe-se, e isso já basta, que a impugnante elaborou o ofício mas que, por motivos que se desconhecem, este nunca chegou ao seu destino. Pode ter sido erro da impugnante na manipulação do sistema, ou não, isso é indiferente para o presente procedimento uma vez que não lhe é imputada qualquer falha a esse nível. A impugnante até pode ter procedido da forma totalmente correta e, por erro informático, o ofício não ter seguido”.


      “O que é imputado à impugnante é tão-somente não ter tido o cuidado que o seu dever de diligência impunha de, antes de remeter o processo… se assegurar de que o ofício a remeter à DGRSP tinha, efetivamente, seguido. É que erros informáticos por vezes ocorrem, o que aumenta a necessidade, por parte dos oficiais de justiça, de se assegurarem, dentro do possível e razoável, de que tal não ocorre nos atos por si praticados”.


      Assim, perante esta “interpretação” aos deveres dos Oficiais de Justiça, cumpre-nos alertar os colegas, denunciando a situação, e providenciar, recorrendo, para que o Plenário do CSM faça Justiça à carreira. A ser aceite o entendimento do COJ e do CSM, cada ato teria de ser minuciosamente verificado, num controle permanente às plataformas informáticas. Já basta de deveres, sem direitos!»


      Em alternativa, e perante este entendimento, se vingar, cada ato praticado pelos Oficiais de Justiça deverá ser comprovado. Por exemplo, se enviar uma carta pelos CTT, deverá consultar a página dos CTT para confirmar se efetivamente foi recebida para expedição e juntar tal comprovativo ao processo. Quando enviar um ofício eletrónico, deverá enviar outro de seguida a pedir a confirmação da receção daquele ou, a cada ato eletrónico, enviar cópia por carta dos CTT, porque nem sempre os sistemas informáticos funcionam como é alegado.


      O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) deverá informar os Oficiais de Justiça dos desenvolvimentos deste processo, pois, a vingar esse criativo argumento penalizador, será aconselhável que os Oficiais de Justiça se previnam enviando os ofícios eletrónicos, bem como outros atos, por duas vias, em suma, deixando de confiar na plataforma informática, uma vez que os erros desta se podem repercutir nos utilizadores, agora elevados à categoria de “Colaboradores”.


Negativo.jpg


      Fonte: “SOJ-Info”.

Comentários


  1. Acho bem!

    Depois de tantos cursos informáticos pagos pela tutela aos funcionários, depois de centenas de horas de formação a cada um deles... acho muito bem!

    Se se fossem mas era f***

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  2. Pois é, enquanto se discute o picar do ponto estas coisas vão sucedendo, pouco importa se a funcionária estava atolada de serviço, se calhar em sítios onde há mais magistrados que funcionários, enfim, o que conta é que a culpa, no que tange aos OJ, não morres solteira.

    Lastimoso e abjeto!

    Esperem até chegarem os famosos algoritmos anunciados pela sra Ministra da Justiça, e aí veremos os erros catastróficos do sistema, mas então já não haverá responsáveis para culpar! A não ser claro está a sra Ministra.

    É por estas e por outras que o foco deve ser a revisão da carreira e não a forma como se pica o ponto.

    Pergunto-me qual a intenção de se ter introduzido este tema secundário que subtraiu a discussão da carreira, esse sim um assunto de maior importância.

    Mais uma vez estamos a distrairmo-nos do essencial, somos manipulados e industrializados de forma subtil mas ao que parece eficaz..

    O estatuto continua na gaveta e desconhece-se a reforma silenciosa que o nosso PM mencionou.

    O Sr. Marçal, "amigo" partidário saberá certamente, mas não o quer dizer.

    Quando é que os associados abrem os olhos e resolvem a vidinha a este senhor que risca diariamente no papel e nas reuniões que participa um rosto cada vez mais pesado e triste, também descontente, dos oficiais de justiça.

    Somos uns parvos ...

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  3. Preso por ter cão e preso por não ter, é que confirmar acto praticado pode ser considerado acto inútil.
    Em que ficamos, homens de m...@...

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  4. Eu quero ir embora.
    Estou farto de gente doida.

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  5. Por muito que esttanhemos os iluminados terão sempre razão e a plebe (neste caso os serviçais oficiais de justiça) nasceu para levar pancada. Aliás, como já nem trabalham, apenas colaboram, mantenham-se quietinhos e apanhem, apanhem, caso contrário não comem a sopita.
    Solução, tirem o curso de direito a noite ou de dia, metam-se num sindicato e mais tarde concorram a câmara respectiva. Como presidente ou aspirante a tal, já deixarão de apanhar.
    Abram a Pestana.

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  6. Também, melhor seria, se não fizerem nada não se enganam. Ou não será assim? Já não sei. Estou baralhado, quero ir-me embora, estou farto de gente ou doida ou preguiçosa.

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  7. "Sindicato dos Funcionários Judiciais denuncia violação da lei da greve no "Ticão""

    "Perante aquilo que considera uma violação da lei da greve, o SFJ pondera na segunda-feira avançar com um processo-crime, contestando um "atropelo à lei" de um despacho da administradora judiciária da Comarca de Lisboa que ordenou "o transporte de funcionários judiciais de um lado para o outro", de serviços diferentes."

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  8. "Feliciana Salgado requisitou dois funcionários judiciais que não aderiram à greve para se poder ouvir dois detidos no Tribunal Central de Instrução Criminal. Problema: estes dois funcionários são de outro tribunal e o sindicato entende que foram coagidos e que houve violação da lei da greve. “Segunda-feira, apresentamos queixa crime”, garante António Marçal"

    "Feliciana Salgado, oficial de justiça e administradora do Ticão resolveu o problema requisitando dois funcionários do Tribunal Local Criminal que não tinham aderido à greve e participaram nos interrogatórios. “É uma violação clara da lei da greve e a senhora administradora sabe-o porque conhece o acordão do Tribunal da Relação de Lisboa que proíbe expressamente que funcionários sejam deslocados de um serviço para outro para amenizar os efeitos da greve”, diz António Marçal, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais."

    "Feliciana Salgado é funcionária judiciária. “e até é sindicalizada e por isso mesmo não podia ter requisitado os colegas que não aderiam à greve”, argumenta Marçal. Por isso, “na próxima segunda-feira vamos apresentar uma queixa-crime no DIAP de Lisboa por coação e violação da lei da greve”, acrescenta o dirigente."

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  9. Um "Cavalo de Tróia"
    o seio da família dos Oficiais de Justiça.

    O SFJ tem sido utilizado como estratagema decisivo, utilizado pelo Ministério da Justiça para desmobilizar a classe dos OJ.

    A ambição política dos seus dirigentes, em integrar órgãos partidários do PS, levou-os a construção dum verdadeiro "Cavalo de Tróia",
    exibindo a sua ação desmobilizadora da classe dos OJ, junto da tutela, como um símbolo de vitória!...

    Desmobilizaram a classe de uma luta dura e longa, aprovada em plenário de trabalhadores, com uma prometida "bomba inteligente" que nunca apareceu.

    Um símbolo de vitória para exibir na família do PS!

    Promoveram uma caravana, para entreter os sócios, mas chegaram atrasados deliberadamente ao Parlamento para não causar incómodos.

    Mais um símbolo de vitória para exibir ao partido.

    Com o mundo a desabar devido a uma inflação galopante, com todas as estruturas sindicais a desencadear processos de luta em defesa dos seus representados, o SFJ lançou um inquérito e cinco festas de natal!...

    Uma anestesia coletiva da classe, e mais um troféu para exibir ao poder socialista!

    Um "Cavalo de Tróia" que se infiltrou na família dos OJ sem estes de aperceberem, que tem dominado os colegas levando-os á ruina!







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  10. O que é o SFJ? Quem é Antônio Marçal?
    O primeiro, levado pelas brilhantes ideias do segundo, fedica-se mais agora a actividades circenses e distribuição de brindes. É capaz de ser preparação para a vidinha que o segunda premedita para si

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  11. António Marçal e os atuais dirigentes do SFJ tão fortes e contudentes com uma colega e fraquinhos, fraquinhos e subservientes com quem administra a Justiça ou com quem tutela da pasta da Justiça!...

    Quem determinou a distribuição do inquérito sabendo que todos os funcionários tinham aderido a greve?!...

    Isso já não interessa saber?!...

    Os Magistrados que procederam ao interrogatorio não sabiam que estavam a ser auxiliados por dois funcionários de outro serviço porque todos tinham aderido a greve?!...

    Não sabiam que ao realizar aquela diligência, com aqueles funcionários, estava a ser violada a Lei da Greve?!...

    Enfim!

    Qual a razão porque os funcionários aderiram a greve? Estavam a ser maltratados e desconsiderados pelo governo do PS, partido do qual António Marçal é dirigente!

    Isso já não interessa!

    O SFJ não apresenta um pré-aviso de greve dos OJ, não adere às greves anunciadas pela outra estrutura sindical representativa dos OJ, o SOJ. Vai a reboque, empurrado pelas lutas da administração pública e depois, para se afirmar, faz esta triste figura na comunicação social.

    Estou solidário com a colega Feliciana Salgado, que provavelmente sentiu-se pressionada com toda esta situação, é uma pessoa de bem e não merecia isto.

    O SFJ, com esta postura, vai perder mais umas dezenas de sócios.




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  12. Que fixação doentia em falar nas festas de Natal do SFJ existentes há "montes" de anos...quando tantas outras organizações, empresas, o fazem! Só o despeito faz falar é o que parece.
    Depois, quem faz parte de sindicatos nāo pode ser prejudicado.Pode exercer política como qualquer cidadāo.
    E, ao contrário do que por aqui comenta quem não sabe, em janeiro de 2020, o dirigente do Sind. dos T. da Administraçāo Pública queixava-se que " o P.S. tem afastado do Parlamento os militantes que representam os trabalhadores e que " nos órgãos do Partido há sempre dificuldades em colocar dirigentes sindicais socialistas".
    E então: é vantagem ou prejuízo alguém que tem ambições políticas e quer ir mais longe porque tem e lhe reconhecem capacidades, ser dirigente sindical e defender os trabalhadores?
    Agora pensem... se quiserem.
    E porquê "batalhar" no PS e seus candidatos a....quando são sindicalistas? Não há em outros Partidos ou aí já há mais compatibilidade?
    Em março 2021 foi anunciado que o dirigente sindical de um sindicato da PSP, seria candidato à C.M.Amadora pelo Chega.Nada contra.

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  13. Já faltava a "sra" do brio e zelo
    😂🤣😭

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  14. Na perspetiva da representante do SFJ foi cometido um crime por violação da Lei da Greve, tendo como autora a Senhora Administradora Judicial.

    Mas, a ser assim, nada diz quanto aos Senhores Magistrados que, apesar disso, prosseguiram com o mesmo?!...

    Foi tão convicta em acusar uma colega pela prática dum crime mas, a ser assim, não teve a mesma coragem relativamente aos Senhores Magistrados acusando-os de cumplices?!...

    Enfim!

    Com tantos disparate façam um favor a classe.

    Demitam-se!

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  15. Ai sim, na dúvida vai electrónico e pelo seguro do correio. Tanto se fala na digitalização e depois temos COJ e CSM e se calhar outros conselhos a arrazar a colega. Erro muito grave no nosso EFJ (depender hierarquicamente da Magistratura.)

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  16. Delegação Local19/11/22 19:04

    Uma deixa para as delegações locais.
    Quando alugam delegação distrital ou nacional contactar V.Exas,
    náo atendam ou entam digam que sim e fassam o não do custume.
    Uma deleagação local ganha corpo com a fisionomia dum trabalhador.
    Um trabalhador não tem obrigação de prestar qualquer tipo de esclarecimentos, nem mesmo estatisticos em dia de greve.
    Mandem esse pessoal passear !
    Grande abraço aos auxiliares deste país.
    O serviço dos auxiliares tem uma dignidade que em termos de carreira não justifica a inércia do topo da nossa hierarquia institucional.
    Em democracia as exigências fazem-se de baixo par cima e não em contrário.
    A legitimidade de quem está de cima não passa por delegar as suas responsabilidades a quem está por de baixo, não os dignifica mais, porque está provado que também não querem fazer mais.
    É isso que os nossos sindicatos devem compreender e os seus papagaios do costume também !

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  17. Estaria tudo bem se o sindicalista agisse como tal e não como tapa buracos do partido a que se elegeu.
    Não sejamos demagogos e não misturarmos. O problema e mesmo esse, o Sr. De sindicalista não tem nada e ptejudica-noz a todos. Agora como político s apanhar um lugar ao sol, tem estado muito bem..... Para ele.

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