SFJ e SOJ apoiam manifestação dos polícias

      A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) anunciou esta segunda-feira a realização de uma Manifestação Nacional de Polícias para o próximo dia 24 de novembro.


      A ASPP anunciou que já conta com o apoio de outras estruturas sindicais, para a manifestação de polícias, entre elas os dois sindicatos ativos que representam Oficiais de Justiça: o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) e o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) que, de acordo com a ASPP “Já exprimiram vontade de participar na manifestação”.


      Na conferência de imprensa em que a ASPP anunciou a Manifestação, participaram também representantes da Federação Nacional de Professores, da Frente Comum e do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses – com lugares na mesa para Carlos Almeida, do SOJ, e para Francisco Medeiros, do SFJ –, todos manifestando solidariedade para com a luta dos polícias, afirmando que os problemas são comuns e reconhecendo a importância da polícia nos seus setores de atividade.


      A ASPP refere que a participação na Manifestação é um convite “também endereçado à população em geral”.


      Relativamente à Manifestação e Greve de iniciativa da CGTP para o próximo dia 18 de novembro, não são conhecidas as posturas dos dois sindicatos ativos que representam os Oficiais de Justiça, sendo certo que o SFJ, na qualidade de associado àquela estrutura sindical, deverá apoiar a anunciada greve.


      É verdade que os problemas dos polícias se relacionam e também afetam a atividade profissional dos Oficiais de Justiça, pelo que é correto que haja essa solidariedade anunciada por parte do SFJ e SOJ.


      No entanto, os problemas próprios dos Oficiais de Justiça mostram-se muito mais refletidos na postura da CGTP do que na postura da ASPP, pelo que seria desejável que os mesmos sindicatos que representam os Oficiais de Justiça anunciassem a sua postura perante a iniciativa da CGTP, designadamente o SOJ, associado que é da UGT que, como se sabe, assinou o acordo com o Governo para o parco incremento salarial a partir de 2023.


      Para além destas estruturas sindicais, já outras anunciaram iniciativas próprias relacionadas com os seus associados.


      Os Oficiais de Justiça impacientam-se com a falta de iniciativas por parte dos dois sindicatos ativos que representam os Oficiais de Justiça: SFJ e SOJ (os sindicatos inativos são o SNOJ e o SFMP).


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      Fontes: “Multinews” e “Notícias ao Minuto”.

Comentários

  1. Somos como que uma espécie de "Madre Teresa de Calcutá", com o devido respeito, damos apoio aos carentes, estamos "quietinhos" com os responsáveis e contentamo-nos com o que a vida nos dá, fazemos votos de pobreza e de obediência.

    MAS O QUE É QUE SE PASSA COM OS NOSSOS SINDICATOS? O QUE LHES FOI DITO PARA ESTAREM ASSIM, CALADOS?!

    (veja-se a mensagem plasmada na estrofe 97 do canto IV dos Lusíadas de Camões:
    «A que novos desastres determinas de levar estes Reinos a esta gente? Que perigos, que mortes lhe destinas, debaixo de algum nome preminente? Que promessas de reinos e de minas de ouro, que lhes farás tão facilmente? Que famas lhes prometerás, que histórias? Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?»)

    Todos nos lembramos dos relatos das viagens, dos marinheiros das naus e das caravelas que ficavam a definhar perdidos no mar e entregues à sua sorte, alguns eram acometidos de loucura e outros saltavam borda fora para encontrar no fundo do mar o descarrego eterno das dores.

    Embora de forma figurativa assemelham-se as realidades (a de hoje e a de outrora), muitos de nós saltam fora do barco e muitos outros saltariam não fosse a máquina devoradora do tempo.

    Quando se querem acalmar as "massas" passa-se a mensagem de que poder-se-ia estar pior - e há sempre quem esteja - e que nos devemos contentar porque trabalhar para a função pública é mais seguro e dá estabilidade, etc. etc. etc.

    Tudo para nos refrear o ímpeto da reivindicação, da luta por melhores condições de trabalho que são bem merecidas.

    Não se deixem iludir por vozes de "encantamento" nem por "emaranhamentos" devemos saber expressarmo-nos sem ser pela "boca" dos lideres das estruturas sindicais.

    Um qualquer movimento inorgânico pode sempre acontecer, aqui ou acolá ...

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  2. Estou de acordo! Porque é que os nossos sindicatos não têm iniciativa, pergunto-me eu! Todos reivindicam, todos sabem o que querem, todos pedem, exigem e os nossos sindicatos de que têm medo? Só sabem andar à sombra dos outros, por isso, não temos nada!
    Fora do poleiro e já!!

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  3. Greve nacional dos Oficiais de Justiça dia 25 de novembro, no dia da votação final do Orçamento de Estado e concentração/manifestação de OJ junto a Assembleia da República.

    Slongan: "As leis dos Orçamentos de Estado de 2020 e 2021 estão por cumprir."

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  4. Na greve de 2 dias em SETEMBRO eu fui apelidado por um colega de "amigo do regime" porque não concordava com a greve.
    O resultado das GREVES foi e será ZERO.

    Onde anda agora o dito colega?

    Sei que em novembro será descontado os 2 dias que tanta falta me fazem.

    Não farei mais greve.

    Envergonha ver a maioria dos colegas grevistas atacarem ferozmente os sindicatos neste blog mas continuam a pagar as quotas.

    Nunca seremos uma classe de respeito e seremos sempre escravizados.

    Não me interessa se a PSP, GNR, Professores etc façam greve.

    Eu farei a minha greve de zelo,e sem um minuto a mais.




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  5. Então o que é que propõe como forma de luta contra o desprezo que a tutela tem tido pela carreira de OJ e contra a miséria de ordenado que pagam, pelo menos a quem iniciou funções de há 20 anos para cá? (pois os mais antigos ainda conseguiram algo mais)

    o que propõe como LUTA além dessa dita greve de zelo?

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  6. então não há movimento extraordinário para promoções e ingressos?



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  7. Não fui eu que disse que não fazia greve( com todo o respeito por quem o afirmou), mas TÊM DE IR PARA AS TELEVISÕES COMO FAZEM OS OUTROS EXPOR O QUE ESTÁ MAL! TRABALHAR!
    MANIFESTAÇÕES EM LISBOA! MOSTRAR AS MISÉRIAS (infelizmente).

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  8. Pela escrita inconsequente, aparvalhada mas maldosa, desconfio que sei quem és...
    A rainha das redes sociais anda meio desaparecida.
    Mudou de tática?
    Qual é a agenda, agora??
    Matar meia dúzia de sindicalistas e outra meia dúzia de políticos??
    Julgamento sumário e condenação eterna para quem não concorda consigo?
    Diga ao que vem realmente, menina. A esta hora já todos sabemos que tem andado a inundar este blog com a mesma conversa de sempre, dia após dia, deitando abaixo quem nos representa de toda a forma possível e imaginável.Mas...e soluções? O que tem para trazer de valor à luta?
    Quer tomar de assalto a representação de classes legalmente prevista? Quer criar uma claque organizada de OJ´s? Não regulamentada e não legislada?
    A sua frustração é primitiva, não tem foco nem pés nem cabeça. É apenas disparar para todo lado.
    Comigo não conte. Com todos os defeitos que tenham e têm os sindicatos, nunca poria numa pessoa tão desfocada, irracional, imponderada e frustrada a negociação da minha vida profissional, acredite.
    Você faz lembrar o imbecil sem formação ou educação cívica, política e social que diz no café alto e bom som, que se mandasse, mandava colocar uma bomba no parlamento.
    Já lhe faltou mais.

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  9. O seu comentário é o exemplo do "emaranhamento" que referi (cujo significado pode ser: «... um indivíduo que coloca mensagens ou comentários provocadores, maldosos ou violentos em páginas de discussão pública on-line, com intuito desestabilizador....»).

    Quando há serviços com mais magistrados que funcionários, quando temos colegas que têm de recorrer a medicação para tratar a ansiedade que se vive nos tribunais ou têm AVC's provocados pelo stress devo denunciar a situação, é um imperativo ético e moral.

    Para o colega parece que está tudo bem, mas deve estar é tudo muito mal pelos verbos que utiliza (matar, colocar uma bomba ...???!!!).

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  10. O colega tem bem refere (....) a representação da classe legalmente prevista.

    Mas engana-se quanto à pretensão da tomada de assalto.

    Eu não quero uma espécie de rainha/rei de Inglaterra a representar-me (e tão pouco a representar a dita "classe" que refere) quero antes alguém que exerça efetivamente o poder que detém e para o qual foi mandatado e quando o não exerce então temos de procurar vias alternativas, não temos de nos resignar e baixar os braços à espera que a vida nos sorria.

    Temos de fazer pela vida (sem qualquer tom literário belicista ou reacionário!) dentro dos condicionalismos constitucionalmente previstos (v.g. o art.º 21.º da CRP).

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  11. resignar não, mas mudar de rumo parece-me melhor que resistir contra um sistema de m.................

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  12. Alguém acertou na mouche !!!

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  13. É sempre bom recordar, para que não restem dúvidas!...

    Resolução aprovada em plenário dos Oficiais de Justiça em julho:

    "...Pelo exposto, os Oficiais de Justiça decidiram em Plenário Nacional, realizado a 15 de julho, exigir ao Ministério da Justiça, o seguinte:

    1. A abertura de um movimento extraordinário, que garanta também promoções, como é de lei, a publicar antes do dia 1 de setembro e tendo como prazo de candidaturas até à segunda semana de setembro, nos termos da alínea b) do n.º 4 do artigo 19.º do EFJ;

    2. Integração do suplemento, nos termos determinados no n.º 2 do artigo 38.º da Lei 2/2020, de 31 de março, até 15 de setembro;

    3. Apresentação, até 15 de setembro, de um regime de aposentação diferenciado, para os Oficiais de Justiça, como compensação pelo dever de disponibilidade permanente da carreira;

    Os Oficiais de Justiça deliberaram ainda, mandatar o SOJ para desencadear todas as ações de luta necessárias para se alcance a dignificação e valorização da carreira e, bem assim, promover a realização da justiça, enquanto pilar fundamental do Estado de Direito Democrático

    Lisboa, 15 de julho de 2022

    Continuamos a espera!...


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