Aposentação 2024: mantém-se idade mas continua a subir o fator de sustentabilidade

      Os Oficiais de Justiça podem continuar a aposentar-se mais cedo em 2024, tal como em 2023.


      Calma, é só um bocadinho, um par de meses.


      Na passada sexta-feira foi publicada em Diário da República a Portaria que determina a idade normal para acesso à pensão de velhice.


      Portanto, não se trata de nenhuma iniciativa de concessão de um regime diferenciado de aposentação, mas tão-só do ajuste de acordo com o indicador da esperança média de vida aos 65 anos, indicador este que é anualmente divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística.


      “Tendo em conta os efeitos da evolução da esperança média de vida aos 65 anos verificada entre 2021 e 2022, na aplicação da fórmula prevista no n.º 3 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, a idade normal de acesso à pensão em 2024 será de 66 anos e 4 meses.


      Recorde-se que a idade de acesso normal à pensão de velhice foi subindo até à pandemia, tendo atingido o seu valor mais elevado, de 66 anos e 7 meses, com a Portaria 53/2021 de 10MAR que fixou a idade normal de acesso à pensão de velhice para 2022 nos referidos 66 anos e 7 meses e ainda fixando o fator de sustentabilidade em 0,8446.


      Logo depois, pela Portaria 307/2021 de 17DEZ, a idade considerada normal passou a ser, para o ano 2023, a de 66 anos e 4 meses, descendo, pela primeira vez, 3 meses. Esta mesma Portaria fixava, no entanto, o fator de sustentabilidade num valor mais elevado: 0,8594.


      Portanto, esta última publicação vem fixar para 2024 a mesma atual idade normal de acesso à pensão de velhice já fixada para 2023 (66 anos e 4 meses), continuando, no entanto, a alterar, em alta, o valor do fator de sustentabilidade para 0,8617.


      Claro que mais 3 meses, ou menos 3 meses, para quem tem 66 anos de idade, é algo que, apesar da muita pressa em largar isto, após 40 anos de trabalho, já se tornam irrelevantes.


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      Fontes: “Portaria 292/2022 de 09DEZ”, “Portaria 53/2021 de 10MAR” e “Portaria 307/2021 de 17DEZ”.

Comentários

  1. Nada de novo. É a continuação do paradigma capitalista e escravisante de sugar as energias de um ser humano através do trabalho, até ao limite e quase ate ao ultimo suspiro.

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  2. Último suspiro, que exagero!
    Com a esperança média de vida a aumentar e com taxas de natalidade a diminuir, até acho cedo demais. Qual dia levamos 50% do salário na reforma.
    Mas é a lógica do socialismo e do trotskismo, que venham direitos e despesas com fartura, sem fonte de financiamento indexada, que depois as próximas gerações pagam a fatura.

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  3. Nao tem nada a ver com esquerda ou direita. É uma questão de visão e modelo de sociedade que a narrativa actual incutiu nas pessoas e com sucesso. Com o desenvolvimento tecnológico e automatização nao há razão nenhuma para se trabalhar até tao tarde na vida. Nos anos sessenta e setenta havia a utopia e o acreditar que o homem iria ser libertado de tantas horas de trabalho graças ao desenvolvimento que se assistia. E assim, poderia ter mais tempo para actividades criativas e familia.
    Era um sonho que acabou pois a ganância do lucro sobrepôs. Convenceram que nao existe sustentabilidade para isso. Mentira. Temos de trabalhar mais anos para alimentar as guerras e riqueza das multinacionais. O modelo a seguir para todo o mundo já esta desenhado. É uma coisa parecida com o que se vê na china. Não acreditam? Ate ao fim desta década vamos ver.
    Nao sou crente nessa moda das teorias de conspiração mas sei ler a história e ver intenções.

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  4. As atuais e as próximas gerações já estão a pagar este glamour do socialismo de caviar!

    "Eles comem tudo e não deixam nada"!

    Rapazinhos recém licenciados nomeados para gabinetes Ministeriais a auferirem 4.000,00€ mensais, presidentes de entidades reguladoras a 16.O00,00 € mensais, distribuição de prémios de centenas de milhares de euros a administradores de empresas públicas com resultados negativos, um verdadeiro festim!...

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  5. Então com as novas tecnologias, não querem dispensar os oficiais justiça mais velhos, façam como fizeram os bancos, só ficaram os funcionários mais novos. Não querem saber de nós.

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  6. Muito bem. Essa é que era a verdadeira reforma digital. Nas parece-me que só sabem dizer frases feitas e a ministra tem que as decosra antes, pois para além das palavras não sabe o que são ideias

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  7. Pois é. Revolução digital mas para funcionarios sexagenários, a quem querem por a aprender as novas tecnologias. São liricos estes dirigentes do ministerio da justiça. Alem de nao haver aposentação diferenciada ainda por cima nao entram funcionarios novos. Tenho colegas com mais de sessenta anos a fazerem julgamentos. Nao sei como aguentam aquele ritmo. Mas, olha se para a cara deles e diz tudo. É um sofrimento diario. Depois quando ja nao aguentam metem baixa e sao os outros que ainda aguentam e quase da mesma idade a fazerem o trabalho de dois. É uma expiral de razia e queima psicologica e fisica de funcionarios que nao querem entender nem resolver. Depois, para animar e motivar ainda mais as pessoas apresentam o cronus.

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  8. Anónimo8/4/23 16:01

    Este irei bazar!!!... ou seja por-me ao fresco que já ando farta de tanta injustiça na justiça...

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