O Renegado?

      É estranho como o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) nada disse sobre a eleição de representantes eleitos pelos beneficiários ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE.


      Esta página informativa apresentou as sete listas e dessas defendeu a escolha de uma delas como a mais interessante (a Lista D), aqui a indicando pela análise que fez das suas propostas programáticas.


      Nessa escolha, como então dissemos, não foram tidas em conta as caras e nomes das listas, nem as suas ligações sindicais ou político-partidárias ou outras, mas apenas a letra das suas propostas.


      O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) também apresentou a eleição e a campanha em curso, apontando a lista da sua preferência por, como disse, “O SOJ, enquanto membro da FESAP, apoia a Lista E”. Tratava-se de uma escolha por esse motivo de filiação e tal afirmou claramente.


      O SOJ divulgou ainda a lista de todos os locais nas capitais dos distritos onde se poderia votar presencialmente, a par de outras informações sobre a votação.


      Perante esta realidade, que, queiramos ou não, acabará afetando o futuro dos Oficiais de Justiça e demais Funcionários de Justiça, que o SFJ representa, muito nos surpreendeu a total ausência de informação sobre o ato eleitoral e mesmo a ausência de indicação de apoio da lista que era publicamente apoiada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, entidade que tem ligação ao SFJ por via da sua associação à CGTP [SFJ é associado do Movimento Sindical Unitário (MSU) da CGTP], ao que acresce o facto de, nessa mesma lista, se encontrar como candidato o único Oficial de Justiça de todas as listas.


      Efetivamente, consta da Lista B um Oficial de Justiça, mas mais: não é um Oficial de Justiça desconhecido ou pouco conhecido, mas bem conhecido porque é um histórico do SFJ: o seu ex-presidente Fernando Jorge, atualmente vogal do COJ e presidente do Conselho Fiscal do próprio SFJ.


      Esta lista e este candidato foram perfeitamente ignorados pelo SFJ que, com tal ato de omissão parece renegar desse seu ex-presidente e membro do Conselho Fiscal, bem como desse seu alinhamento sindical.


      Ficamos surpreendidos, tanto que aqui destacamos essa surpresa plena de interrogações, para que os Oficiais de Justiça possam tentar responder e, assim, contribuir para o esclarecimento da motivação dessa surpreendente atitude de omissão.


ADSE-ListaB(eleicao2022).jpg


      Fontes: “SOJ-Info”, “DD-OJ #1”, “DD-OJ #2” e "Lista B".

Comentários

  1. Como já várias vezes disse, sobre outras matérias e também se aplica a está.
    O SFJ não sabe e não quer saber. Saber e querer saber dá trabalho e trabalho é coisa que o SFJ não quer. Viva o soninho.

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  2. A disputa por lugares com alguma relevância transformada numa "guerra de comadres"!...

    Espelho meu espelho meu!...

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  3. E prontos!
    As pessoas são livres de tratar da sua vidinha, e por isso não se deve cercear as suas ambições.
    Todavia, quando há interesses conflitantes é de bom senso evita-los e quando isso acontece é censurável.

    É claro que a atual situação dos oficiais de justiça é da responsabilidade da tutela.

    Mas quando as coisas estão mal e as estruturas sindicais não atuam da forma esperada torna-se corresponsavel.

    Por isso tudo o que vier em 2023 é a consequência do que foi e não foi feito em 2022.

    E em 2022 os sindicatos limitam-se a estar presentes as reuniões e não encetaram qualquer luta pela classe, apenas uma greve para prolongar as férias de verão (terá dado jeito a alguns).

    Foi pouco, é o que acho.

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  4. Somos aquilo que fazemos e quando fazemos pouco somos pequeninos numundo onde todos se agigantam ...

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  5. quantos vivem com o dinheiro do sindicato??
    deixem de pagar e acaba-se, assim como assim nada fazem...

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  6. Uma reflexão que gostava de ser feita por nós: que mais pode ser feito pelos sindicatos? Se existir mais que possam fazer de que forma nós podemos exigir que isso seja feito? Toda a gente diz muita coisa contra os sindicatos (eu inclusive) mas ideias concretas que possam construir alguma coisa é um zero. Estes sindicatos são os sindicatos dos of. justiça e não de outra classe profissional qualquer, representam-nos e representam-nos à imagem daquilo que somos. Basta olhar para outros sindicatos dentro do seio judicial e facilmente se percebe porquê tem maior influência, e pergunto o que podem os of. justiça fazer, construir, etc... é que se existirem ideias concretas e construtivas facilmente elas chegam aos sindicatos de uma maneira ou de outra? As nossas funções não é só abrir uma vista ou conclusão, também é refletir em que podemos melhorar pessoalmente e coletivamente. O Marçal e etc... podem ser isto e aquilo mas quem os mandatou para serem isso ou aquilo somos nós mesmo associados ou não, a diferença passa por nós, agora pergunto o que podemos mais fazer? Pois, notificar os mandatário de um despacho é mais simples...

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  7. Pelo que li, o candidato de quem se fala, é o último dos 4 suplentes da lista B, que tem 4 candidatos efetivos.
    Além do mais a candidatura é pessoal, não é do Sindicato . Se este candidato ou os seus colegas de lista nāo fizeram campanha eleitoral, problema deles; o sindicato é que nāo tinha que o fazer, acho.
    Só tinhamos que ler com atenção os programas e esquecer eventuais indicações de voto.Estava lá tudo nas listas.
    P. ex. quem defende alargamento a cônjuges, ascendentes, e talvez o cão e o gato, não concordo, a não ser que o titular desconte igual por esses beneficiários tal como desconta por ele próprio.Se desconta 3,5%, com o cônjuge descontaria 7 %. É justo!

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  8. Boa reflexão.

    O que podemos fazer, pergunta-se!

    Bem desde logo respondo com o que não devemos fazer que é ficar de braços caídos.

    Quando existe um compromisso da tutela e é constantemente adiado, o que é que se pode fazer?

    Marcar a nossa posição e exigir respostas e não empurrar o assunto com a barriga mais para á frente.

    Não se pode ficar com as vidas adiadas as eternum, ou assumem a reforma pretendida, qualquer que ela seja, ou, não o fazendo, devem ter a resposta que merecem com as paralisações dos serviços.

    Por outro lado sabemos que há serviços onde os magistrados são mais que funcionários, onde há cerca de mil, dois mil, e até mais, despachos por cumprir nomeadamente nas SEIVD. e não vemos os sindicatos a atuar.

    Enfim, podemos mudar de atitude.

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  9. Hoje e provavelmente nos próximos dias está a decorrer um interrogatorio no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, na sequência das detenções efetuadas, na mega operação de combate a fraude fiscal europeia.

    Espero que os nossos representantes sindicais, desta vez, tenham uma disponibilidade permanente, para se solidariezarem com os colegas, que provavelmente vão trabalhar até altas horas da noite, sem qualquer compensação.

    Os médias vão estar presentes e os nossos sindicatos não podem estar ausentes!...


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  10. Tão distraído anda que ainda não teve tempo de ler o artigo sobre a greve depois das 17:00

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  11. 😄😁😆🤣!....

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  12. Não entendo por que é que o TIC do Porto está a ouvir arguidos num feriado que não "cola" com fim de semana...

    Não entendo como é que ontem entraram arguidos e polícias no TIC do Porto após as 16 horas...

    Tanto quanto sei ou o expediente e intervenientes dão entrada até às 16 horas ou fica para o dia seguinte. Resulta do horário das secretarias judiciais...

    A única situação de excepção, que me lembre, é o acto eleitoral mas esse fica consignado em Lei...

    Não entendo como é que os colegas do TIC do Porto querem que algo mude para melhor se não se declaram em greve a partir das 17h de cada dia...

    Não entendo porque é que o MP, defensor da legalidade, permite e colabora nestes atropelos à Lei.

    Onde estão sindicatos, CSM, CSMP, COJ e afins???

    Onde está a Provedora de Justiça?

    Onde está o Presidente da República?

    Vergonhoso!



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  13. E a queixa-crime?
    Já foi apresentada?

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  14. Isto é surreal. Sendo que há uma greve declarada a partir das 17h00, e havendo com frequencia estes casos mediáticos de inquirição pela noite dentro, então é porque estão lá funcionários.
    Eu pergunto: Não querem saber da greve? Estão lá de boa vontade ou obrigados? Estão a receber pelas horas extra? Que tipo de compensação tem?
    Ainda estou para ver como vai ser a aplicação do registo electronico de assiduidade, e os seus termos, agora que já está em execução em algumas comarcas.
    Vai haver banco de horas? Nada ainda foi explicado, mas parece ser um horário rigido.
    Pelo que estou a ver, a preocupação foi só estabelecer um maior controle sobre os funcionários de uma forma fria, ignorante e rigida. Por aqui já dá para ver o calibre da personalidade dessa gente que decidiu implementar o cronus.

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  15. Temos que salvaguardar sempre os direitos dos supostos criminosos, que se sobrepõem sempre aos direitos dos oficiais de justiça. Talvez se houvesse nessa comarca uma administração firme que estivesse ao lado dos OJ estes não pudessem negar-se a ir trabalhar num dia feriado.

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