A luta continua, mas está em modo de mera autogestão

      Ainda ontem, a norte, a comunicação social acorreu a início de julgamento de político mediático acabando a constatar que, afinal, não havia julgamento nenhum porque os Oficiais de Justiça daquele juízo estavam ausentes por greve.


      A agência Lusa difundiu duas notícias: na primeira constava mera menção a Oficiais de Justiça em greve, já na segunda, mais tarde, foram reproduzidas declarações de um elemento sindical do SFJ que explicou a greve das manhãs e que havia uma clássica às quartas e sextas e outra à agenda às segundas, quintas e sextas.


      Este tipo de comunicação com os órgãos de comunicação social deve ser repensado.


      Comunicar aos “mass media” uma greve não é o mesmo que explicar aos colegas de profissão a mesma greve.


      Comunicar ao público e à comunicação social a greve tem de ser mais simples: bastava dizer que há greve todas as manhãs, sem mais pormenores, porque os pormenores são para os aderentes à greve, mas o ideal seria sair do armário do sindicato das manhãs e comunicar que os Oficiais de Justiça estão de greve todos os dias durante todo o dia e todo o dia, claro está, é também de tarde, apesar da greve das tardes ser de um outro sindicato.


      Para um Oficial de Justiça a greve do dia que faz não tem uma fronteira a meio e não faz uma porque é deste sindicato e a outra não por ser do outro, faz as duas indistintamente.


      Ainda esta segunda-feira o SFJ difundia na comunicação social a greve às horas “extraordinárias” – preferimos usar o termo de “greve fora de horas”, porque as ditas “horas extraordinárias” são entendidas como sendo pagas – nessa informação o foco foi essa greve, sem contextualização com as das manhãs e, claro está, muito menos, com a das tardes.


      Essa fragmentação das comunicações sindicais não ajuda à passagem de uma greve forte e simples de perceber, como isto: “todos os dias e todo o dia até ao dia do 50º aniversário do 25 de Abril” ou “quatro meses de greve diária, durante todo o dia”, etc. mensagens simples, simplificadas, que cheguem ao grande público e que os jornalistas compreendam e repliquem.


      A reprodução dos avisos prévios das greves e todos os pormenores das mesmas só confunde e o público não compreende, os jornalistas, muitas vezes preguiçosos e que se limitam a reproduzir o que lhe dizem, também não explicam e, por isso, preferem compreender as greves simples dos professores, dos médicos, dos comboios, etc. Percebem-se melhor, portanto, falam-se mais.


      Esta dificuldade de comunicação em fazer despertar o interesse do público e, consequentemente, dos jornalistas, deve ser preparada a nível central e difundida internamente a todos os elementos que representam os sindicatos em todo o país, com a comunicação-chave preparada, bem preparada, para que seja essa mensagem, até preparada por profissionais, a que tem de ser transmitida aos jornalistas.


      Evidentemente que, nessa mensagem preparada, há que ter em conta todas as lutas ativas dos dois sindicatos e a mensagem deveria ser comum, sem qualquer pejo por parte dos elementos do SFJ em referir a greve das tardes e vice-versa, os elementos do SOJ mencionariam também, com todo o gosto, a greve das manhãs do SFJ. Porquê? Porque ambas são dos Oficiais de Justiça, depois do aviso prévio lançado, deixam de pertencer aos sindicatos para pertencerem aos Oficiais de Justiça e são estes que devem ser defendidos e não o sindicato A ou B.


      Nesta nova estratégia comunicacional há que repensar muitos outros aspetos, como, por exemplo, o assunto do suplemento remuneratório.


      Está mais do que provado de que referir a reivindicação da integração do suplemento de 10%, defender o seu pagamento em 14 vezes ao ano, mencionar as promessas ministeriais ou as leis do Orçamento de Estado, é forma que não está a produzir nenhum efeito, portanto, há que dar a volta ao texto.


      O que os sindicatos devem passar a dizer à comunicação social é o mesmo, mas de outra forma. Por exemplo, por que não dizer que o Governo faz um corte no vencimento dos Oficiais de Justiça de 20% em junho e de 10% em novembro?


      Os Oficiais de Justiça andam o ano todo a ter um vencimento que é cortado nessas percentagens nesses meses, com perda desse rendimento.


      Isto é uma forma diferente de transmitir a mesma mensagem. A perda dos 20% em junho deve-se ao corte de um mês dos 12 meses do ano e ao não pagamento junto com o subsídio de férias. E deve explicar-se que este corte deve-se à ideia do Governo de que os Oficiais de Justiça no mês de férias não precisam de receber tanto como nos outros meses, porque não trabalham, e por isso cortam esse mês de férias e fazem-no em junho, por ser o mês do recebimento do subsídio de férias, mês onde o corte fica disfarçado com o recebimento do subsídio de férias. É um truque. Quanto ao corte em novembro, corresponde ao corte no subsídio de Natal. Deve o Governo querer representar o corte como uma bela prenda no sapatinho dos Oficiais de Justiça.


      Quando uma mensagem não passa de uma maneira, não vale a pena insistir na mesma, tem de ser alterada para uma forma que se torne mais compreensível por quem está de fora da profissão.


      Mais uma vez há que saber distinguir os destinatários da mensagem: uma coisa é o público em geral e outra coisa são os colegas de trabalho.


      A comunicação para o exterior dos tribunais é fulcral e esta comunicação não tem existido, o que tem existido é, antes, a repetição da comunicação do interior para o exterior, a mesma, e isto está bem à vista de todos, não tem funcionado.


      Resumindo, há que pedir ajuda a profissionais da comunicação, como os do “markting” e da publicidade, elaborar uma mensagem comum aos dois sindicatos e difundir a nível nacional a mensagem adequada, numa campanha pensada e programada. Tudo isto, porque, até aqui, os erros comunicacionais são muitos e emperram a esforçada luta dos Oficiais de Justiça.


      Diariamente os Oficiais de Justiça continuam a esforçar-se em múltiplas ações, todas elas improvisadas e impulsivas. Esta espontaneidade dos trabalhadores é muito bonita e já foi objeto de muita filosofia, mas nos tempos que nos cabe viver, cabe-nos ser mais pragmáticos e, consequentemente, mais eficazes, tanto mais que as greves têm saído muito caras aos Oficiais de Justiça.


      Neste sentido, é também necessário que os Oficiais de Justiça espontâneos tenham noção de que os seus atos devem ser mais preparados, deter um texto escrito preparado para a comunicação social, que pode ser memorizado e dito, ou lido, ou entregue, ou tudo junto, bem como difundir todas as ações, seja através de imagens, vídeos ou simples informação. Neste aspeto, já sabem, estamos à disposição para a divulgação, seja através do nosso e-mail geral: OJ@sapo.pt, seja através da linha de WhatsApp que também mantém o Grupo Nacional de Oficiais de Justiça nessa rede: 96 877 29 29.


      Ainda ontem, na sua habitual coluna do Correio da Manhã, o presidente do SFJ deixava o seu comentário intitulado “Greve como única opção” e discorria sobre o absurdo que considera que haja trabalhadores no século XXI  que se vejam obrigados a recorrer à greve como única forma de fazer valer os seus direitos. Para além do século XXI, em Portugal devemos acrescentar o absurdo que é num país que vai comemorar os 50 anos da sua Revolução libertadora.


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      Fontes: notícias difundidas pela agância Lusa em vários órgãos, como, por exemplo, a primeira notícia no jornal “O Novo”, ou a segunda notícia na rádio “Record FM”, e artigo de António Marçal no “Correio da Manhã”.

Comentários

  1. As direções do soj e do sfj não tem spin doctor.

    Vivem no prec.

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  2. Ninguém liga a oficiais de justiça, a não ser aqueles que precisem dos tribunais. E mesmo esses, são muito críticos para os oficiais de justiça, a começar pelos advogados e solicitadores.
    Basta estar num secretaria judicial ou do ministério público para se sentir isso.
    Depois o excesso de greves e a forma atabalhoada do discurso sobre a razão das mesmas, é impercetível ao publico que não lida com a justiça.
    Até a coluna semanal do presidente do SFJ por vezes torna-se difícil ser interpretada pelo cidadão comum, que no final da mesma resumem a um lacónico, "estes querem é fazer pouco ou nenhum".
    Veja-se o caso das greves na CP ou dos professores, foram inúmeras e a maior parte da população passou ao lado e nem o governo se preocupou com isso.

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  3. É urgentíssimo substituir estes representantes sindicais. São uma nódoa e levam esta classe para o abismo. Acham que comunicar as greves para a Rádio Observador é meter uma lança em África. Mandar fazer greve resume o seu trabalho. Só lá continuam, porque são sustentados pelos dinos desta profissão e não só. Quanto mais baixo é o nível de instrução nesta classe mais dificuldade há em elevá-la e aposta-se nisso fortemente.

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  4. Ora, os agentes da PSP e da GNR, não ficaram parados e, em face dos resultados dos sindicatos, decidiram tomar a iniciativa de reivindicarem, abstendo-se de inutilidades e partindo para a ação, com uma atitude muito digna, se não lhes oferecem as mesmas condições (comparativamente à PJ) então, denunciando as condições de trabalho que têm, imbuídos num espírito de solidariedade entre todos, recusam executar o serviço por falta de condições de operacionalidade e com toda a legitimidade (a PSP não é a GHNR

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  5. Neste momento, já todos deveríamos ter percebido que apenas haverá mudança quando houver efetivamente vontade política de mudar.

    Não será o barulho e greves constantes que irão fazê-lo.
    Aos governos atuais, tanto se lhes dá que se façam greves ou não. Em nada os prejudicam. Vejam o nosso caso.

    A mudança terá de ser ideológica, uma mudança de perceção de que não existe verdadeira democracia ou liberdade sem dignidade de vida para quem trabalha.

    Tem de caír o paradigma ridículo de que só se podem aumentar salários consoante a produtividade. É uma falácia anexar estas variáveis quando uma delas está intimamente e diretamente ligada á inflação e outra não.

    E mesmo assim e desde 2000, os salários descolaram da produtividade em valores record, tendo aumentado esta e diminuído drasticamente os primeiros. Até essa argumentação cai por terra quando vemos estes indicadores.

    Pelo que, como nada é coincidência, terá de haver uma mudança drástica de paradigmas na sociedade global que atualmente se tem deixado dominar pela ganância de alguns e respetivos lucros exorbitantes, que controlam grupos económicos que dominam todos os setores, dominando assim a opinião pública de que não somos suficientemente produtivos e semelhantes alarvidades.

    Os governos já se habituaram a viver com a contestação constante. Tanto se lhes dá.

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  6. O importante é o pessoal ter umas formações para se sentir bem formado, qualificado e valorizado.

    Subsídios, suplementos e essas coisas é para pobres!

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  7. E uma pena que este blog só veja a integração dos 10% como objetivo, independentemente dos discursos. Ah...e mais promoções e ingressos, qd sabemos que nada disso irá acontecer. Mas somos pobres de espírito. Que tal, de uma vez por todas pugnarmos por um novo estatuto com a valorização da carreira e que verdadeiramente nos eleve não só perante a sociedade em geral mas principalmente junto da tutela, magistrados, advogados e afins. Somos assim tão limitados? Porque será que não queremos mudar? Basta deste situacionismo.

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  8. Este blogue não vê só esse objetivo como afirma, pelo contrário, vê todos os objetivos, embora perceba que não se deve querer tudo ao mesmo tempo, porque não é possível com o tipo de gente que tem estado nos governos, havendo necessidade de tentar conquistas escalonadas, isto é, primeiro isto e depois aquilo, seguindo-se aqueloutro.

    No artigo de hoje, o blogue não se foca nos 10%, foca-se no aspeto da comunicação para o exterior e o assunto do suplemento é um exemplo, um bom exemplo de como se pode comunicar/lidar com a comunicação social. O aspeto comunicacional é fulcral e por isso se apresentam exemplos.

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  9. Este blogue também adora incentivar a fazer greve. Basta informar e cada um procede como quer.

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  10. Certo. O que se colocou em reflexão foi exatamente o foco subjacente à sugerida comunicação. Não obstante, e por muita obstinação que exista, já se percebeu que os diversos governos, independentemente do "tipo de gente" que os represente, têm uma visão para a classe que não passa por essas conquistas escalonadas. Contudo, nada invalida que, de uma vez por todas, sejamos nós a efetivamente exigir um estatuto que nos valorize e, seguidamente, irmos lutando por outras e melhores condições. Ou seja, o discurso que temos há vários anos está gasto, ninguém nos liga e é demonstrativo de uma classe pouco ambiciosa. Enquanto assim for, não chegaremos a lado nenhum.

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  11. Colega, ainda não percebeu que toda esta situação de impasse favorece muita gente através das substituições? Ninguém faz provas e são colocados sem critérios a substituir os escrivães de direito e secretários. Os auxiliares é que não têm direito a nada. Por isso é que interessa só os 10%. Tudo o mais é para empurrar com a barriga.

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  12. Não, lamentavelmente, este blogue não adora as greves, tal como não adora nada, melhor adorasse, porque quando se adora não se vê mais nada e essa ignorância aporta paz de espírito e uma vida tranquila sem sobressaltos.

    Coisa diferente é abordar o assunto das greves, nas suas múltiplas variantes, vicissitudes e complexidades, para que todos compreendam o assunto e possam decidir, por si, de forma consciente e responsável, ao mesmo tempo que se deve maximizar o efeito para que não haja necessidade de uma vida inteira com tantas greves que só aportam prejuízo aos trabalhadores.

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  13. Vá, inscrevam-se mas é nas formações e esqueçam lá isso.

    Atenção que o prazo está quase a terminar!

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  14. Somos todos uns grandes otários!

    Até parece que este blog ou porventura alguns autores dos seus textos gizaram um plano para, com arguto, nos perscrutarem, sentirem as nossas pulsões, e assim delinearem uma tomada de posição ao nível sindical, ora se servindo a refreios dos nossos ímpetos ora incitando ao descontentamento, semeando aqui e ali uma ideia para a partir dela se desenvolver uma ação ou inação, ou ainda para passarmos de convincentes a convencidos a propósito de uma concreta validação de opinião.

    É um caso a ser estudado: Qual o real interesse de quem vem a este blog expressar as suas frustrações? Serão elas genuínas? Serão elas instrumentais e manipuladoras de opiniões? Ou serão puras e este blog é apenas e só um lugar de discussão livre?

    Por estes dias, perdeu-se o discernimento parecendo e onde muitos encontraram as suas frustrações outros querem agora encontrar as nossas soluções.

    Então o BE e o PCP não estiveram seis (6) anos, primeiro quatro com a geringonça e depois dois num governo minoritário, e não trataram de nada, nem dos 10% nem de coisa nenhuma, tendo-se antes preocupado com outros assuntos que consideraram mais relevantes - a (re)nacionalização da TAP e ao que parece dos CTT, etc. - e agora querem-lhes confiar o nosso destino, assim, sem mais.

    Sempre ouvi dizer que tão bom é o que vai à horta como o que fica à porta!

    Quando a geringonça assumiu funções estava em curso o concurso para escrivães de direito e técnicos de justiça principais aberto no governo da coligação PSD/CDS, em 2015, e havia sido preparado o concurso para secretários que se iniciou logo após as eleições desse mesmo ano (de 2015).

    Desde essa altura que nada, mesmo nada foi feito, que mais não fossem autênticos e monstruosos imbróglios jurídicos criados por quem não teve competência para, em antecipação, os evitar.

    Agora querem uma deriva e confiança em quem comprovadamente não nos soube defender e se despreocupou - digo isto porque qualquer partido sabendo que estão votadas ao insucesso, e por isso desresponsabilizados, submetem todas as propostas e mais algumas que possam agradar o eleitorado.

    Volto a insistir: SOMOS UNS OTÁRIOS

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  15. Na PSP, quando não conseguem a mudança, mudam eles próprios de atitude e, substituindo-se aos sindicatos, em movimentos inorgânicos não têm receio de se manifestarem.

    Os OJ precisam de um movimento igual, ou de soluções aproximadas, por exemplo se em cada comarca fosse providenciado, entre todos, uma manifestação em frente ao MJ ou ao Parlamento num sábado, estou certo que, mesmo sem o apoio dos sindicatos, tal movimento teria repercussão.

    Para esse desiderato é apenas preciso tomar a iniciativa e poderia ser programada para o período da campanha eleitoral com convite a todos os órgãos de comunicação social a estarem presentes.

    Exorto a que quem se quiser associar à iniciativa se manifeste ...

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  16. Dependendo do local o transporte por empresa do setor ficaria mais barato que um dia de greve - quiça bastaria o subsídio de refeição para suportar a despesa.

    Ao mesmo tempo uma carta aberta nos principais jornais nacionais e nos meios noticiosos.

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  17. Só quando os velhos do Restelo ( representam grande parte da classe , sindicatos inclusive) forem para a reforma é que se consegue fazer alguma coisa digna.... A classe ainda é pouco instruída... Vai ser uma substituição natural e ainda um pouco demorada( 10 amigos) só aí se conseguirá algo digno.... Até lá continuam com a patetice dos 10%....

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  18. Anitos não amigos

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  19. Então andámos todos contentes porque fomos notícia nos jornais, televisões com entrevistas dos almeidas e marçais, sentimos o ego mais cheio do que nunca, embora passando muitas vezes a imagem de coitadinhos, as redes sociais eram só likes e corações e manifestações de júbilo e o resultado foi 0. Este blogue fartou-se de enaltecer as manifestações, as adesões, as aparições e o resultado foi 0. Não haverá aqui qualquer coisa de estranha que nos possa estar a ultrapassar e que faz com que não nos liguem nenhuma? Aceitam-se palpites

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  20. Mais dez anos nisto?!


    😱😱😱😱😱😱

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  21. CONCORDO....POUCO INSTRUÍDA, POUCO AMBICIOSA...
    QUER AS COISAS MAS, NÃO LUTA POR ELAS

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  22. Só nos vão levar a sério se lutarmos a sério.
    Se o PSD formar governo, marca-se em Abril uma greve de um mês a partir de 01 de Setembro.
    Se o PS formar governo, marca-se uma greve de um mês a partir de 01 de Junho e anunciar também em Abril.
    É fácil, aliás, super fácil.
    Só é preciso que os senhores doutores sindicais, pelo menos tentem e não se riam dos iletrados, que, podem não ter formação académica superior, mas ideias e intelecto superior, talvez tenham e pelo menos pensam, não têm preguiça de pensar.
    Só não agem porque os senhores doutores do sindicato não lhes dão a hipótese de agir e preferem as grandes greves das mijinhas, sem comunicação e sem alvoroço.
    A única forma que temos de lutar é a greve.
    A greve tem que ser sentida.
    Te que ter consequências.
    Tem que atrasar.
    Tem que incomodar.
    Não temos que pedir desculpas por tal, como já vi um dirigente sindical fazer.
    Tenham juízo e ajam. Ajam que estamos todos fartos e à espera.
    Se o não fizerem demitam-se e deixem outros tentar. .

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  23. Estas greves em curso estão a ter uma adesão e um sucesso brutal...


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  24. Mais um que só pensa em greves. Então porque não propõe a greve aos atos?

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  25. Quanto à nossa situação que se luta à anos e anos a fio e sem se ver luz ao fundo do túnel... só existe uma forma de contornarmos a situação se metermos atestado de médico por um mês veremos se eles não resolvem os nossos problemas



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  26. Os nosso dirigentes sindicais têm que fazer um estágio junto das nossas polícias.

    O tratamento desigual e discriminatório de que são alvo, em relação a PJ, é o mesmo que os Oficiais de Justiça sentem em relação aos Oficiais de Registo!...

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  27. Disse hoje um senhor Juiz Conselheiro, no que eu entendi como um aviso ao estado deste país, sobre a seriedade de quem decide das nossas vidas, da banalização da mentira da falta de ética e de eventuais tentativas de interferência no que respeita á justiça.

    Para um bom entendedor meia palavra basta, pois eu revejo alguns candidatos á liderança das nossas vidas na caracterização/avaliação que foi feita.

    Só confia em mentirosos quem for ainda mais mentiroso.

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  28. Comunicado do SOJ:

    "O SOJ requereu, dia 19 de junho, à Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. Lucília Gago, fosse pedida a fiscalização sucessiva da constitucionalidade do Estatuto dos Funcionários de Justiça.

    A Senhora Procuradora-Geral da República, respondeu, dia 26 de junho, informando este Sindicato, SOJ, de que o requerido foi transmitido, para apreciação, ao Senhor Magistrado Coordenador do Ministério Público junto do Tribunal Constitucional ..."

    Carlos Almeida, continuamos a espera de uma resposta!...

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