Do concurso para ingresso dos 200 já desistiram mais de 40

      Anunciamos aqui esta última terça-feira (16JAN) a colocação oficiosa de 14 novos Oficiais de Justiça, de acordo com a divulgação da DGAJ, concedendo-lhes um prazo de oito dias para iniciarem funções após a publicação em Diário da República prevista para o dia de hoje.


      Estas novas colocações ainda são colocações tapa-buracos do concurso dos 200 do ano passado.


      E se hoje temos a publicação em DR desses novos 14 colocados oficiosamente em lugares que não correspondem à sua vontade, ontem tivemos a publicação em Diário da República da lista de exclusão de mais 10 candidatos que haviam sido colocados oficiosamente pelo Movimento Extraordinário de Setembro de 2023, mas que nem sequer compareceram à colocação.


      Recordemos que esse Movimento Extraordinário de 2023 visava colocar 25 novos Oficiais de Justiça, entretanto desistentes da colocação do anterior Movimento Extraordinário de Julho de 2023.


      Na altura da divulgação do projeto do Movimento Extraordinário de Setembro de 2023, em vez de se verem as 25 novas colocações tapa-buracos, já lá estavam 27, em menos de um mês, mais dois desistentes. Os tapa-buracos sempre a surgir.


      Nesse Movimento Extraordinário a colocações oficiosas eram 17, de entre os 27.


      No Movimento anterior, o de Julho de 2023, as colocações oficiosas já eram 7 no projeto, mas aquando da versão final já se contavam 13. Duplicaram em menos de um mês.


      Uma sangria sistemática de Oficiais de Justiça desistentes.


      O ano de 2023 não conseguiu fechar as 200 colocações; não conseguiu preencher os 200 lugares autorizados pelo Fisco.


      Nessa altura fomos contando as desistências e exclusões do concurso e contamos um total de 32 candidatos desistentes e excluídos a que se somam mais os 10 excluídos ontem publicados em Diário da República.


      Assim, pelo que conseguimos contar, sendo certo que não afastamos a possibilidade de nos terem escapado alguns, para as 200 colocações pretendidas já desistiram, pelo menos, 42 candidatos.


      Recordemos que estes desistentes e, portanto, excluídos do concurso ficam vedados a poder candidatar-se a novo concurso pelo período de dois anos. Quer isto dizer que se este ano houver um novo concurso para ingresso, estes 42 interessados não podem concorrer, apenas porque não quiseram ir para o lugar que lhes foi indicado oficiosamente ou mesmo, sendo uma das suas opções apresentadas, acabaram constatando que o vencimento, praticamente igual ao salário mínimo nacional, não era suficiente para viver nas áreas mais caras onde a DGAJ insiste em os obrigar à colocação.


      A carreira perde estes mais de quarenta interessados, não porque eles tenham perdido o interesse na carreira ou por não estarem preparados, mas apenas porque o mísero vencimento dos cerca de 800 euros mensais não se mostra suficiente para ser colocado longe dos seus domicílios.


      Aceitariam as colocações e não seriam desistentes nem excluídos do concurso, apesar do vencimento, se ficassem colocados na área da sua residência, mais ou menos perto, mas com transportes públicos que lhes permitissem o ir e vir diário a casa. Outros aceitariam ainda mais longe, mas com a possibilidade de a cada fim de semana poder ir a casa, mas tal dispêndio de tempo e dinheiro também não se mostra possível com o parco vencimento e as muitas despesas suplementares.


      E por isso desistem, e desistem frustrados e com grande mágoa, porque tinham depositado tanta esperança na colocação e na oportunidade de abraçar uma carreira que ambicionavam e para a qual se prepararam, durante uma formação específica de, pelo menos, três anos.


      A carreira perdeu esses e continuará a perder os sucessivos tapa-buracos, porque a carreira perdeu, ela própria, muito, tanto, estando hoje profundamente desvalorizada, o que faz com que ninguém no seu são juízo aceite submeter-se a sacrifícios com perspetivas futuras, porque tais perspetivas futuras também não as há, foram sendo eliminadas.


      Os sucessivos governos conseguiram destruir esta carreira e pretendem continuar a fazê-lo, aprofundando mais o desmoronamento e o desmembramento, ignorando todos os alertas dos Oficiais de Justiça, todas as chamadas de atenção, mesmo as que são emanadas de outras entidades.


      Veja-se, por exemplo, o projeto de estatuto apresentado em 2021 que mereceu pareceres muito críticos e chamadas de atenção sobre inconstitucionalidades, por parte dos conselhos superiores das magistraturas e outras entidades, já para não mencionar os Oficiais de Justiça. Seria suposto que a nova proposta de 2023 tivesse corrigido os erros de 2021, tanto mais que tanto demoraram a apresentar um novo projeto, mas não, mais coisa, menos coisa, o lamaçal acabou por ser o mesmo, só variando na cenoura apresentada para motivar os burros a persegui-la.


      E assim vai regredindo esta carreira.


      Mas sejamos corretos, houve uma evolução positiva que cumpre assinalar. Se no ano passado os ingressantes não dispuseram do prazo mínimo de dois dias estatutariamente fixado para se apresentarem, isto é, se a lei não foi cumprida, já este ano os novos tapa-buracos passam a dispor de oito dias para se apresentarem, portanto, um prazo acima dos dois dias mínimos.


      Será que a DGAJ considera que as desistências da apresentação se devem aos prazos tão curtos, abaixo dos dois dias, no ano passado estabelecidos e, por tal motivo subiu agora o prazo para os oito dias?


      Se considera isso, considera mal. Se é bem verdade que os prazos para iniciarem funções não foram minimamente suficientes para que os candidatos pudessem cumprir as suas obrigações profissionais nos seus empregos ou as suas obrigações familiares com a súbita mudança de vida e de residência, é também bem verdade que não vai ser pelos oito dias de prazo que a carreira se vai constituir como uma boa opção na vida desses candidatos.


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      Fonte: “Diário da República de 17JAN2024”.

Comentários

  1. Sem surpresas. Só no mundo virtual em que vivem os Srs da DGAJ é que se pode acreditar que nos dias de hoje iam continuar a encontrar escravos dispostos a todo o trabalho por um salário de miseria e em alguns casos sujeitos a morar em quartos tendo como vizinhos os novos imigrantes recem chegados da asia e africa.
    A coisa vai piorar, pois juntando a estas desistencias vamos ter elevada quantidade de aposentados nos próximos anos.
    Alguma coisa tem de ser feita para melhorar esta carreira, eles sabem mas estão a tentar esticar a corda o máximo que podem para poupar em salários. Vai-lhes sair caro.

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  2. Eles vão fazer com que os OJ desistam!

    As baixas psiquiátricas, os atestados autodeclarados e as greves (para todos os gostos) vão colocar a profissão e as respetivas tarefas de joelhos!

    A culpa é deles, MJ e Governo(s) de Portugal!

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  3. Desta vez, com estes futuros colegas, foram dados os 8 dias, como se diz e bem, mas não lhes foi permitido aceder às "barraquinhas" do SFJ para recolher as prendinhas e a ficha de associados.

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  4. Os verdadeiros culpados desta situação são os sindicatos e os bem instalados na profissão. Porque é que temos de estar sempre a ter em conta as " inconstitucionalidades dos magistrados"? Quem lucra com esta situação que se perpetua no tempo?

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  5. Quando temos falta de funcionários na nossa area de residência e somos colocados a kilometros de casa ou em ilhas longe de casa com o dobro das despesas como podemos ficar? Com o valor a que estão as rendas hoje não é possível por muito que gostemos, e se tivermos mulher e filhos então aí é para esquecer. Depois facilmente chegamos á conclusão que os arguidos têm mais direitos e regalias que os oficiais de justiça que são colocados longe de casa e só têm hipótese de ir para casa quando morrerem porque os mecanismos que podem usar para ficar mais próximo de casa são sistematicamente bloqueados por quem manda, ou seja somos funcionários que não podemos reivindicar estar perto da família. A constituição portuguesa é pura e simplesmente ignorada.

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  6. Vou lembrar que no IRN, decorre concurso a que se propuseram vários colegas e, pelo menos durante um ano, poderão experienciar em comissão de serviço deixando os tribunais ainda mais desfalcados.

    Lembrar ainda que por ali a carreira foi valorizada e é cada vez mais prestigiada, não são meros paus mandados dos conservadores, ganharam autonomia e mais responsabilidades, resumindo o caminho foi bem diferente.

    Nos tribunais isso é uma impossibilidade, as magistraturas reagem como virgens ofendidas sempre que se põem a "bulir" no que dizem ser da sua responsabilidade exclusiva, apenas quando se trata de funcionários.

    Mas depois, quando se retiram competências para as conservatórias, etc., os tribunais nem sequer conseguem com menos serviço fazer mais, serem mais eficientes.

    Nas conservatórias dos registos o défice de funcionários é tão gritante como nos tribunais se não for pior, mas o problema é fácil de resolver porque há muita procura e interesse em ingressar por tudo e mais alguma coisa.

    Nos tribunais é fugir e a correr!

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  7. O conteúdo do artigo de hoje devia ser encaminhado para toda a comunicação social!!

    E a quem compete fazer isso é aos sindicatos que, na verdade, nada fazem!!!

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  8. Voltando ao assunto de ontem, não existe nada em lado nenhum que proíba a adesão comentada, mas tal nem era preciso pois que o 25 de abril de 74 serviu também para acabar com a instrumentalização política dos sindicatos que era feita pelo Estado - que se servia dela para refrear os ânimos dos descontentes - sucede que os sindicatos foram ou deixaram-se capturar pelos partidos de esquerda, o que foi bem tolerado pelos ditos de direita, permitindo desta forma uma ponte de diálogo, sucede que agora estão presos às suas ideologias, às suas amarras, aos seus ideais políticos que não correspondem aos dos sindicalizados, apenas terão correspondência em matéria laboral e já não em quase tudo o resto. Resumindo confunde-se a atividade sindical com a política de um ou até mais partidos.

    A instrumentalização dos sindicatos como força de bloqueio em governos mais à direita deixou de fazer sentido com governos de esquerda passando apenas a mecanismos de refreio do descontentamento - tal como sucedia no Estado novo

    Perderam a sua vocação e não se soube operar uma mudança nas lideranças sindicais - hoje não se precisa de um "boneco ou marioneta" do PCP tampouco do BE na direção do sindicato antes deve existir uma pessoa interessada em resolver os problemas da classe.

    E foi assim que surgiram, e estão a proliferar, movimentos inorgânicos ou organizações sindicais desprendidas dos partidos, sem marionetas, muito embora os seus representantes tenham filiação partidária, como qualquer cidadão - foi o que sucedeu com os professores e isso levará à obtenção do que se julgava impossível, era difícil de acreditar, mas vai acontecer ao que tudo indica!

    Todavia, noutras bandas, o SFJ parece um cassique em que os lugares são ocupados quase que por sucessão dinástica ... parecendo não importar se são ou não (in)competentes - isso não interessa pois o requisito é ser-se marioneta do respetivo partido - , depois admiram-se dos resultados inócuos (conseguimos ZERO, repito ZERO).

    Todos esperavam o céu na terra, quando o PS assumiu o Governo pois dizia-se agora, com a esquerda a apoiar o governo, é que vai ser...! e foi ... um valente ZERO à esquerda!

    Eu não sou de direita, confesso-me ao centro, mas tenho de admitir que em quatro anos de troika fez-se uma reforma nos tribunais (negociada com a troika, com a criação de tribunais que nem sequer existiam como o d Concorrência, que foi uma imposição), presentando-se os magistrados é certo, mas apesar das restrições, conseguiram o recrutamento e providenciar pela abertura de concursos para promoções.

    Dizem que a reforma roubou muitos lugares de chefia - nomeadamente de Secretários mas também escrivães de direito - talvez seja assim, mas havia uma intenção de valorizar as carreiras, todavia este governo sucedeu-se e preparava-se para acabar com ainda mais cargos de chefia, cargo que deixava de ser de carreira e passava a ser desempenhado em comissão de serviço e com coordenadores de unidade que podiam concentrar todas as áreas7secções (cível, crime, etc.) e várias unidades(núcleos).

    Ou seja, além de cercearem a carreira, que destruíam para sobre era erigir duas bem distintas, cerceavam lugares e com isso expetativas desvalorizando e desqualificando indiferenciadamente todos os funcionários (licenciados e não licenciados).

    Não adianta tentarem mudar o assunto de ontem com outro considerado mais apelativo, o de hoje, porque o que se passou é grave de mais.

    A adesão do SFJ à campanha partidária do BE não pode passar em branco, os seus responsáveis têm de assumir as consequências dos seus atos.

    A demissão é condição necessárias mas não suficiente , é preciso esclarecer que o SFJ personifica a luta por melhores condições de trabalho e não carrega ideologias partidárias aos seus ombros.

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  9. Ao que parece, antes havia o interesse no ingresso para depois se dar o salto para outros sítios, hoje esse argumento perdeu validade, pois que é preferível ser tarefeiro na autarquia lá da terra do que ser escravo longe dos seus.

    Mas haverá alguém com juízo que venha para um tribunal onde logo de rajada lhe atribuem centenas de processos atrasados, em risco de prescrição, vivendo diariamente com uma espada a pender sobre a cabeça, desconhecendo os alçapões deixados por outros.

    Claro que nas secções cíveis a coisa é bem diferente, mas não muito, pois que a pressão dos objetivos obsta à eficiência dos serviços - esta mede-se pelo serviço prestado (vertente qualitativa e quantitativa) e não apenas (também é) pelas metas a que se propuseram.

    A cultura nos tribunais é anti-sociável, incute-se a ideia de que temos de ser mais produtivos que o vizinho, mas não é assim que se alcançam resultados, estes só são atingidos quando há uma boa divisão das tarefas, não há sobrecarga do trabalho, existe um apoio na direção do serviço e o ambiente externo é sadio. De tal sorte que o objetivo de uma unidade só se alcança quando todos e cada um os também consegue concretizar numa simbiose perfeita.

    Temos dirigentes que não dialogam com os subordinados, se calhar têm medo que lhes perguntem algo que não saibam, temos subordinados que não partilham o que sabem com os colegas, com receio que estes os superem, e não existem expetativas de carreira apenas um desiderato inócuo qual seja o "objetivo processual".

    Parece ridículo para é o retrato que tiro dos tribunais e não me admiro nada que fujam daqui para fora e noutros tempos as desistências seriam ainda maiores, só o não são hoje porque a exigência é mínima!


    Enquanto os sindicatos passarem a vida entretidos com a política em lugar de procurarem defender a carreira, nada vai melhorar!

    Fujam dos tribunais enquanto puderem!

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  10. Há quem diga por aí que era preferível apenas dois dias para a aceitação do lugar e ter a honra de conhecer o dirigente sindical que alegadamente mais conseguiu para a classe ...
    sim conseguiu que a classe continuasse sempre em perda, de direitos, de efetivos, de valorização ... e com enormes ganhos ... de maior carga de trabalho e sem condições.

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  11. E como se apercebem que a "nata" da classe não quer mudar, não quer um novo estatuto apenas querem 10% integrados e aguardar/arrastar até à reforma... Mais vale irem mesmo....
    Só lá vamos com um estatuto imposto...
    Infelizmente é isto...

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  12. Da consulta da lista de aposentados da CGA, só neste mês, foram mais 25 Oficiais de Justiça que se aposetaram!...

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  13. Os que vêem para os tribunais que sejam bem vindos. Espera-se que venham com vontade de aprender e de serem bons profissionais. Aproveitem o conhecimento de alguns que ainda vão existindo nos tribunais e não liguem muito ao barulho de fundo de muitos porque alguns desses é só isso que sabem fazer. Depressa irão perceber. Quanto à profissão ela encerra muitas dificuldades mas também oportunidades. Actualmente estão disponíveis uma série de lugares para administradores que irão ser ocupados por oficiais de justiça.

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  14. Carrega CGA!!!


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  15. "Nata" ... Azeda!!

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  16. Vontade de aprender?
    Por apenas 800€?! Isso mal dá para matar a fome!

    Oportunidades?
    Onde?!

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  17. Só se for a oportunidade única de ficar 25 anos na base da carreira!!

    Se for essa, há que aproveitar!!!

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  18. Quer vossa excelência dizer que existem oportunidades para quem tem o cartão certo não é verdade!

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  19. É deixar andar que vai bem .. mal e devagar ou, em alguns casos, até parado!

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  20. Também estão disponíveis para os licenciados que se sentem mal por aqui, 35 lugares de técnicos superiores na DGAJ.Ou serāo mobilidades para outros funcionários de outros serviços, nāo podendo neste caso os oficiais de justiça licenciados aceder?
    Penso que poderão mas haverá entendimento contrário.

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  21. Os licenciados estão a mais e os menos instruídos estão bem na profissão...

    Não há defesa possível para tal argumento

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  22. O Oficial de Justiça só recebe subsidio de almoço, contudo, trabalha para além da hora, até às 00.00/1.00 da madrugada, porque a lei o obriga, sem qualquer remuneração extra.
    E, não auferindo, também, subsídio de jantar, tem de ir buscar o jantar pago pelo Estado ao preso!

    Portanto, paguem condignamente ou a minha ( e de outros OJ) greve de zelo continuará.

    Ganho hoje pouco mais de 800€ limpos, estou junto ao 30 anos, e não estou preocupado em perder este " emprego" ( trabalhar de borla só porque alei manda! INCONSTITUCIONAL) e já o disse a um inspector do COJ que veio com uma conversa estranha de classificações, mas que acabou por compreender o meu ponto de vista, com alguma humanidade, devo referir.

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  23. Atos praticados é o que interessa.

    A qualidade dos mesmos que se fo...sca.

    E vamos ser sinceros, 1000 euros mês, está cada vez mais fácil de conseguir em qualquer lado sem aturar presunçosos e sem trabalhar de borla, porque a lei manda! Dasse!

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  24. Mas diga-se que há muito que não trabalho fora de horas, sempre que tentam, dá -me um desarranjo intestinal e vou embora!

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  25. Indignação!

    Hoje os professores receberam, com retroativos, os valores das acelerações salariais ... mais de uma até duas centenas de euros mensais e os burros dos oficiais de justiça a alongar ... com a albarda.


    Estou transtornado frustrado desiludido ... Só me apetece dizer palavrões e partir para a estupidez ... Fujam da minha frente que até já tenho atestado de psiquiatria... Marçal toma cuidado ...

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  26. Sinto que a vida é uma porcaria ...
    A vida tornou-se para mim aborrecida e miserável e os culpados podem ser nomeados ...

    Depois estranham as ações de algumas pessoas ...

    Pensam que gozam com a vida das pessoas mas não é bem assim, tudo tem um preço e ele paga-se cá, na terra, não é no céu. Atento que as nossas decisões podem precipitar o julgamento de Deus se é que ele existe ...

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  27. Estava a brincar ...mas acho que alguém se terá assustado. Se for o caso apaguem as palavras sendo certo que a ideia fica sempre ...!

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  28. Mas será que ninguém consegue por cobro a todas estas situações? Os poucos e bons quadros que existiam na dgaj foram todos embora desde que lá estão as senhoras. Outros chegam e não aguentam dois meses. O que se passa?

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  29. Ganhar ordenado mínimo com as exigências que se tem e aturar o que se atura.
    Além de ser tratado como escravo.

    Fujam

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  30. Pois, os tribunais até hoje subsistiram devido ao trabalho dos licenciados nas secções ao longo das décadas.

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