17F o Dia dos Oficiais de Justiça

      Num sábado assim, como é este dia de hoje, à tarde, pelas 14H30, estão agendadas 5 concentrações de Oficiais de Justiça em cinco localidades que pretendem dar cobertura nacional.


      Esta inédita iniciativa é da responsabilidade e organização de um pequeno grupo de Oficiais de Justiça e por isso é uma iniciativa inédita, porque não é organizada por nenhum sindicato e parte da iniciativa espontânea dos próprios Oficiais de Justiça.


      Como é óbvio, esta iniciativa não pretende dividir, mas unir, e, por isso mesmo, apesar de ter nascido à margem dos sindicatos, não se mantém à margem das organizações sindicais, motivo pelo qual foram endereçados convites aos dois sindicatos, apelando à participação na iniciativa e contributo para o engrandecimento da ação.


      Ontem, o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), que foi o primeiro a responder aos organizadores e a publicar na sua página uma nota informativa, manifestou o seu apoio à iniciativa, nos seguintes termos públicos:


      «O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) felicita todos os colegas pela iniciativa “Missiva para a classe”, em prol da união de todos os Oficiais de Justiça e com o objetivo maior de continuar a dar visibilidade à nossa causa.


      Acreditamos que só juntos podemos alcançar os nossos objetivos, pelo que cada um de nós deverá juntar-se às concentrações marcadas, nos locais anunciados, no próximo dia 17 de fevereiro.»


      Portanto, para aqueles que só seguem as orientações do seu sindicato, podem ficar agora descansados e elucidados de que podem (e devem) aderir à iniciativa em qualquer uma das cinco localidades, bem como a podem difundir sem ofender nenhum eventual preceito sindical.


      A nota sindical do SFJ diz mais:


      «Esta iniciativa, tratando-se de uma manifestação espontânea, demonstra o exercício do direito de manifestação previsto pelo art.º 45.º da CRP e no art.º 1 do DL n º 406/74, de 29 de agosto, direito que tantas vezes é negligenciado e que, neste momento, vai ter a sua concretização, em defesa de uma classe “invisível”.»


      E de seguida o SFJ reproduz os artigos que cita.


      O artigo 45.º da Constituição (CRP), que versa sobre o “Direito de reunião e de manifestação”, diz assim: «Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.»


      E não, não é necessária autorização, mas tão-só comunicação a informar os respetivos municípios, com uma antecedência mínima de, pelo menos, dois dias, nos termos previstos no velhinho Decreto-lei 406/74 de 29AGO, ainda em vigor após 50 anos.


      No artigo 1º deste mencionado Decreto-lei consta assim:


      «A todos os cidadãos é garantido o livre exercício do direito de se reunirem pacificamente em lugares públicos, abertos ao público e particulares, independentemente de autorizações, para fins não contrários à lei, à moral, aos direitos das pessoas singulares ou coletivas e à ordem e à tranquilidade pública.»


      O que o grupo espontâneo de Oficiais de Justiça está a fazer é um verdadeiro exercício de cidadania que só pode merecer todo o nosso apoio, sem qualquer tipo de clubite. Nesse sentido, o SFJ termina assim a sua nota informativa:


      «O Sindicato dos Funcionários Judiciais é solidário e, os seus dirigentes, enquanto trabalhadores, irão marcar presença nas concentrações, pelo que apelamos a que todos se juntem a esta iniciativa, porque só juntos seremos mais fortes!»


      Reservem, portanto, a tarde do sábado 17FEV para dar um saltinho, pelas 14H30, a um dos seguintes locais, o que vos ficar mais à mão:


      – PORTO – local da concentração: Palácio da Justiça do Porto;


      – LISBOA – local da concentração: Assembleia da República;


      – FARO – local da concentração: Palácio da Justiça de Faro;


      – AÇORES – local da concentração: Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores;


      – MADEIRA – local da concentração: Palácio da Justiça do Funchal.


      Vejam o documento desta iniciativa através da seguinte hiperligação: “O Dia da Concentração dos Oficiais de Justiça”.


      No documento pode ler-se assim:


      «A classe não deve estar simplesmente à espera que os sindicatos tomem a iniciativa de tudo, podemos e devemos ter ideias de formas de luta, agregar vontades e solicitar ajuda aos sindicatos. Sindicatos fortes fazem uma classe forte! Uma classe forte e com iniciativa faz sindicatos ainda mais fortes!»


      Esta iniciativa dos Oficiais de Justiça acompanha, aliás, o sentimento que está a invadir grande parte dos portugueses, com iniciativas espontâneas que acabam em grandes manifestações, sendo exemplo flagrante disso as manifestações dos polícias e guardas, bem como as últimas dos agricultores.


      Portanto, tal como já antes divulgamos, mais concretamente nesta última quarta-feira, 31JAN, no artigo aqui publicado com o título: “Concentrações de Oficiais de Justiça a 17FEV”, o que faz falta, o que faz falta, como diria Zeca Afonso, é animar a malta, isto é, passar a palavra, agendar e comparecer.


Calendario-Fevereiro=17.jpg



      Fonte: “SFJ info 02FEV2024”.

Comentários

  1. Anónimo3/2/24 09:40

    Gostaria de voltar ao artigo de 1.2.2024 e dizer que o MP de Benavente é irrecuperável, e mais da comarca de Santarém caminham para a ruptura. Não há milagres.....

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  2. Anónimo3/2/24 10:03

    O que os sindicatos não querem é serem eles a marcar as manifestações ou o que quer que seja senão, são despromovidos dos futuros poleiros! Servem para quê? A desperdiçar, mais uma vez, tantas oportunidades ocasionadas pela situação política!

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  3. Anónimo3/2/24 10:15

    É intencional.

    Eles querem a justiça parada.

    Eles sabem o que se passa por esse país fora e nada fazem, o que me leva a crer que é intencional.

    Há imensos núcleos que brevemente vão ficar com um número tão reduzido de funcionários que vai ser impossível funcionarem.

    Já não se trata de ter serviço atrasado.

    Trata-se de os serviços paralisarem por falta de funcionários.

    O Presidente da República devia ser alertado.

    O Estado de Direito está ameaçado e admira-me o Ministério Público, como garante da legalidade democrática, nada fazer e assobiar para o lado.

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  4. Anónimo3/2/24 10:19

    Ontem ainda tive esperança de ver, nos muitos directos que fizeram depois das 17h à porta do TIC no Porto, algum sindicalista com uma bandeira ou cartaz com a mensagem a dizer que ali dentro havia funcionários a trabalhar àquela hora, obrigados e não remunerados.

    Confesso que tive esperança de ver.

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  5. Anónimo3/2/24 11:55

    Verdade Magistraturas assobiam para o lado!
    Não só a Minsterio Público, mas tambem também a do Judicial!

    Só me leva a concluir que o dinheiro os silência.

    TENHO CADA VEZ MAIS VERGONHA DE TRABALHAR NESTA JUSTIÇA

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  6. Anónimo3/2/24 11:56


    Vergonha mesmo, o silêncio reinante, quando estamos no charco

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  7. Anónimo3/2/24 13:23

    Sim, eu também sou de opinião que este deixar afundar e bloquear da justiça é intencional. Durante uns tempos ainda pensei que seria por razões economicistas mas agora com superavites não ha duvida que é um plano do poder politico.
    O pior é o silencio de quem ainda tem algum poder, os juizes. E também o presidente da republica e os partidos politicos. Os jornalistas também parece que receberam pwlo seu silencio.
    Afinal uma justiça a funcionar não interessa a ninguem. Pra que é que vamos nós estar a chatear?

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  8. Anónimo3/2/24 14:22

    Quanto á manifestação.
    Sou de opinião que o sindicato mais rico, ao invés de ter o dinheiro investido, que deve ser muito, poderia gastar algum, disponibilizando transportes para os oficiais de justiça
    Eu vou, com ou sem transporte, mas vou gastar mais de 80 euros para ir a Lisboa, que dista da minha residência 390 km outros haverá que não Irão, por causa também da despesa.
    Se o SFJ dispinibilizasse transpor se e apelasse, a sério, a participação, a grandiosidade da mesma seria outra
    Nas, enfim, parece que a tacanhez é clara continuar

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  9. Anónimo3/2/24 14:37


    Logo, cumprir escrupulosamente o horário. Nem mais um minuto.

    Afinal hoje a nota inspectiva serve para quê?!!!


    É deixar afundar!!!

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  10. Anónimo3/2/24 15:27

    SAPO 24:

    "...Elementos das forças de segurança exibiram hoje cartões vermelhos ao secretário-geral do PS, à chegada a Vila Franca do Campo, nos Açores, onde hoje participa num jantar comício da campanha socialista às eleições legislativas regionais..."

    Dia 17 de fev, vamos todos levar cartões vermelhos para expulsar estes dirigentes do Ministério da Justiça!

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  11. Anónimo3/2/24 19:07

    O caos instalado na cidade do Porto por falta de policiamento.

    Jogo do Sporting - Famalicão adiado por falta de condições de segurança.

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  12. Anónimo3/2/24 19:29

    Acabou de ser adiado o jogo Famalicão-Sporting por falta de polícias que de repente, ficaram doentes, estando destacados. Vão haver processos disciplinares, mas para já conseguiram mais visibilidade para a injustiça. Podiam não adiar, destacando elementos da PJ para lá ????
    Os interrogatórios da outra operação, por seu lado, lá continuam, mesmo fora de horas, no Porto e não há gratificados como na polícia. Das greves em vigor pouco se fala, bem como dos problemas dos Oficiais de Justiça, mas a uniāo da classe também deixa muito a desejar.
    Enfim...Só visto.

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  13. Anónimo3/2/24 19:34



    Verdade

    Ojs na mrd‐‐ mesmo
    Por culpa propria
    Mas não vivo com mal dos outros.
    Por isso
    Força policias que mostram ser unidos contra este sistema podre




    Força aos que têm união e se fazem ouvir



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  14. Anónimo3/2/24 19:37

    Zeca Afonso teria vergonha da luta dos OJs

    Por não ser luta nenhuma e se deixarem comer pelo sistema

    Vergonha de ser oj

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  15. Anónimo3/2/24 20:33

    Os oficiais de justiça destacados para o tic do porto que estão a trabalhar estas horas todas fora do horario não ficam doentes tambem como os policias nos estadios????
    Assim nao vamos lá. Ha muita covardia nos oficiais de justiça.
    Os policias protestam e incomodam mesmo causando adiamentos de jogos. Nos tribunais tudo a correr bem, com os meninos e meninas bem comportados.
    Tenho vergonha desta classe que nao sabe protestar por medo. Parwce que levaram uma lavagem ao cerebro.

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  16. Anónimo3/2/24 20:46

    Quando temos dirigentes do SFJ candidatos a deputados está tudo dito!...

    Infiltrados numa organização sindical aleados do poder!...


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  17. Anónimo3/2/24 20:52

    Comparando com as policias, temos de ver que uma das razões do fraco poder reivindicativo dos oficiais de justiça é a sua força de trabalho ser constituida em cerca de 70% de mulheres, que por sua natureza são pacificas, mais resignadas e com espirito de sacrificio.
    Não tem grande predisposição para fazerem greve nem vir para a rua protestar. A tutela sabe disso e sabe que os protestos nos tribunais nunca passaram de um certo limite.
    É a minha opinião e o que tenho constatado.

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  18. Anónimo3/2/24 21:00

    O Zeca Afonso deve dar voltas no túmulo com os OJS que somos, de tão mansos. Quando ele se fartou ee lutar.
    Aconselho os OJS a estudar a vid do Zeca para despetarem.

    Mas quando a educação foi fraca já pouco há fazer

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  19. Anónimo3/2/24 21:02



    Força policias, medicos enfermeiros, professores.

    Ao menos ouvimis falar de vocês!!!

    Grande Zeca Afonso!
    Quem mais ordena???

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  20. Anónimo3/2/24 21:25

    Tem razão. Um núcleo da comarca de Santarém, que não revelo, uma magistrada obriga a cumprir uma quantidade de processos para um único dia o que faz com que o oj fique após as 17.00 . Com medo o oj cumpre há alguns dias para alem das 17.00, sem invocar Greve. Isto é revelador de que manda na justiça.

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  21. Anónimo3/2/24 21:54

    O que faz falta é fazer piquetes de greve junto de DIAP's que estão " disponíveis" ao domingo!

    Aproveitar os media presentes para Dragões e companhia!

    Cambada.

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  22. Anónimo3/2/24 21:57

    Tem de a invocar.

    Fácil.

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  23. Anónimo3/2/24 21:58

    Verdade!

    Vergonha de fincionarios

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  24. Anónimo3/2/24 21:59

    Zeca perdoa estes mansos.

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  25. Anónimo3/2/24 22:00


    Continuem sevos.

    Quando derem conta, a vida já foi e não lutaram por nada.

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  26. Anónimo3/2/24 22:11

    É exactamente isso.

    Os magistrados não querem saber do estado dos tribunais por que quanto menos processos lhes chegarem para despachar, melhor para eles.

    O ideal seria mesmo não terem nada para despachar.

    Ou seja, pelo que vejo, os únicos que andam preocupados com o estado dos tribunais somos nós os oficiais de justiça pois mais ninguém quer saber.

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  27. Anónimo3/2/24 22:35

    É mesmo . Funcionários borram-se todos, mesmo sem quadros preenchidos cuja culpa é dos governos.
    Classe de medrosos.

    Eu vou juntar-ne à luta dos policias. Por identidade de luta.
    Oj perdeu identidade.

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  28. Anónimo4/2/24 07:29

    Nomes?

    Caso contrário o que afirma é uma ignomínia e uma narrativa constitutivas de uma cabala!

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  29. Anónimo4/2/24 08:40

    Eu venho a dizer isto desde sempre, eles querem uma justiça lenta, com os seus decisores bem pagos. Nomeadamente juizes, e agora até os inspetores da PJ (tudo tem uma razão). Não são os GNR e os PSP que investigam crimes de colarinho branco, ora essa!

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  30. Anónimo4/2/24 14:59

    Consulte a página Oficial do PS e aí pode ver a lista de candidatos.

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