“Com o que pagam compensava-me mais ir trabalhar para uma fábrica”

      Em edição do Público deste fim de semana (ligação à fonte no final do artigo), este diário deu grande destaque, e não é a primeira vez, à problemática da carreira dos Oficiais de Justiça, citando mesmo, mais uma vez, esta nossa página informativa, designadamente, o caso que destacamos no passado dia 06FEV, com o artigo intitulado: “O testemunho de uma desistente”.


      Em síntese, o Público aborda a questão das desistências dos novos Oficiais de Justiça ou dos candidatos que nem chegam a iniciar funções, designadamente, por via das colocações oficiosas (contrárias à sua vontade) nos locais onde não é possível sobreviver com o vencimento que é concedido a estes injustiçados profissionais da justiça.


      O título do artigo do Público é o seguinte: “Um terço dos novos oficiais de justiça desistiram ao fim de menos de seis meses” e em subtítulo, cita uma candidata de Braga que foi obrigada a ir trabalhar para Lisboa e desistiu: “Com o que pagam compensava-me mais ir trabalhar para uma fábrica”.


      Relata o Público que um terço dos 200 Oficiais de Justiça com que a ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, anunciou várias vezes ter reforçado os tribunais em setembro passado não aguentaram o baixo salário e já se foram embora, obrigando a tutela a fazer novos movimentos e mobilidades especiais para conseguir substitutos.


      Refere o Público que alguns nem chegaram a franquear a porta do tribunal, quanto mais entrar na sala de audiências, quando se aperceberam que iam auferir menos de 900 euros limpos como salário de ingresso, apressaram-se a avisar o Ministério da Justiça de que afinal não estavam interessados.


      Foi o caso de Ângelo Gonçalves, um bancário de 37 anos que mora em Tavira e também exerce como solicitador. “Sempre pensei que pagassem pelo menos o ordenado de técnico superior. Alguns amigos que são Oficiais de Justiça é que me avisaram que não”, explica, lamentando o tempo que perdeu a estudar para as provas de ingresso.


      Mas para muitos dos desistentes, que serão penalizados com a impossibilidade de se voltarem a candidatar nos próximos dois anos, o principal obstáculo reside no facto de terem sido colocados a centenas de quilómetros da sua área de residência, uma vez que de Coimbra para cima não abriram vagas para primeiros ingressos – o que implicaria tirar do magro salário dinheiro para alojamento em cidades e concelhos onde os custos das casas dispararam para níveis incomportáveis.


      Com 46 anos, Eneida Cardoso, residente em Braga, viu no anúncio dos 200 novos lugares nos tribunais uma oportunidade para escapar à instabilidade profissional da solicitadoria. Para seu espanto, calhou-lhe na rifa uma colocação em Lisboa, apesar das faltas de funcionários judiciais com que sabe confrontarem-se os tribunais bracarenses: “É uma desgraça, não conseguem dar vazão aos processos.” A própria ministra da Justiça já chegou a admitir, de resto, que as duas centenas de colocações não chegam para as necessidades.


      Mãe de duas crianças, uma de seis e outra de 12 anos, nem pensou duas vezes quando decidiu recusar a colocação na capital: “Com o que pagam compensava-me mais ir trabalhar para uma fábrica. É um salário muito baixo, tendo em conta a responsabilidade que se tem e a pressão a que se é sujeito.” Depois de ter declinado uma primeira vez a colocação, ainda lhe ligaram dos serviços do Ministério da Justiça a insistir, mas manteve a recusa.


      Residente nos Açores, uma das candidatas selecionadas foi parar a Cascais, e também não hesitou em dizer que não. “Não compensava, sendo ainda por cima Cascais uma zona tão dispendiosa”, justifica.


      Na caixa de comentários do blogue “Oficial de Justiça” surgiu recentemente o testemunho de outra desistente: “Sou mãe de um menino de três anos. Sou casada. Dei por mim a ser ‘coagida’ a trabalhar para além da hora, a perder constantemente a carreira num trajeto de quase quatro horas/dia de viagem, sem me pagarem as horas extras. Reclamei verbalmente e disseram que é assim! Portanto, serei fraca, terei perdido uma oportunidade e tinha de aguentar pouco mais de 800 euros/mês, quatro horas de transportes, e mais de duas horas/dia para além do horário laboral não pagas! Saía de casa às 6h para chegar, a maior parte dos dias, depois das 20h. Estava com o meu pequeno uma hora por dia!”


      Mediante a abertura de novos concursos, o Ministério da Justiça diz ter conseguido, entretanto, preencher 186 dos 200 lugares.


      Os dirigentes dos dois sindicatos do setor já adivinhavam este cenário. “Desses 200 candidatos iniciais não sobrarão sequer cem, quando chegarmos ao verão”, prevê o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), Carlos Almeida. “É um falhanço completo”, corrobora António Marçal, principal dirigente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ). A criação de um subsídio de fixação para quem é colocado nas cidades mais caras do país foi uma sugestão que apresentou, sem sucesso.


      A confrontarem-se com carências de pessoal tremendas, os tribunais de Sintra e de Cascais estão neste momento a tentar recrutar 22 Oficiais de Justiça. No anúncio destinado a prover estes lugares, a Direcção-Geral da Administração da Justiça admite que a medida visa “dar uma resposta urgente a uma situação em que não é possível assegurar o funcionamento dos serviços”.


      Para não desfalcar outros tribunais, apenas foram aceites candidaturas de Oficiais de Justiça que exerçam funções em comarcas cujo défice de pessoal seja inferior a 17%, que é a média nacional de défice, segundo a DGAJ.


      Estimativas sindicais dão conta de que faltam 1200 a 1500 destes profissionais nos tribunais portugueses.


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      Na sua conta no Facebook a bastonária da Ordem dos Advogados, deixava um comentário com um “emoji” perplexo, dizendo isto: “Chego à conclusão de que as minhas preocupações com a justiça afinal não têm fundamento. Até ao momento, em nenhum dos debates eleitorais foi abordado esse tema, pelo que devo concluir que afinal está tudo muito bem e recomenda-se...”.


      De facto, não há candidatos nem programas que se proponham solucionar os problemas da justiça e, muito menos, este problema concreto da carreira dos Oficiais de Justiça que está a perturbar o periclitante equilíbrio nos tribunais e o já manifesto desequilíbrio em tantas unidades dos Ministério Público.


      No mesmo diário e artigo do Público, pode ler-se ainda a notícia das concentrações de Oficiais de Justiça marcadas para o próximo sábado 17FEV. Consta assim:


      «Um movimento inorgânico de Oficiais de Justiça promove no próximo sábado concentrações em cinco cidades do país: Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada. Contando com apoio dos dois sindicatos do setor, que apelaram aos seus sócios para participarem na iniciativa, o protesto está marcado para as 14h30 (hora do continente) e visa pressionar os partidos que concorrem às legislativas para que se comprometam com a resolução dos problemas com que se debate a classe.


      Além da melhoria das condições salariais, que passa pela integração no salário-base de um suplemento salarial que neste momento só é pago 11 vezes por ano em vez de 14, do caderno reivindicativo faz parte a exigência de contratação de pelo menos mais mil funcionários judiciais.


      Os manifestantes reclamam ainda melhores condições de trabalho, queixando-se de que em muitos tribunais chove e não há ar condicionado: “Existem coberturas em risco de ruir e até episódios em que cidadãos desmaiaram por calor excessivo nas salas de audiências”, recordam.


      O movimento reclama ainda um subsídio de risco, baseado no facto de os funcionários judiciais lidarem de perto com os arguidos nos tribunais, “maioritariamente desacompanhados, sozinhos perante um concidadão que não conhecem de lado nenhum, em salas de tamanho reduzido”.


      Em Lisboa o protesto terá lugar defronte do Parlamento.»


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      Fonte: "Público #1" e “Público #2”.

Comentários

  1. Quem me dera trabalhar numa fábrica

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  2. O que se deve exigir é a revisão da tabela salarial!

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  3. Os licenciados concorrem a pensar que os ordenados correspondem aos de técnico superior e têm razão! Os não licenciados devem consciencializar-se de que se fizerem a sua requalificação os ordenados sobem para todos! Além disso, há os não licenciados que não precisam de fazer essa requalificação. Essa é a grande aposta para a classe passar a ser mais respeitada, além de outras...

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  4. Este Marçal é mesmo mesquinho.

    Em vez de pedir salários condignos pede subsidios.

    quem te paga?

    Vai-te embora.

    Pede a demissão.


    Rua Marçal.

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  5. Somos tão mansinhos

    quem puder que fuja

    em já não acredito em nada

    em 20 anos nem a integração dos 10% se conseguiu

    por agora a minha luta baseia-se nas 9h-17h nem mais um minuto

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  6. Isto está a ir de mal a pior.
    Os politicos só vão acordar para a situação em cima do prejuizo e já numa situação de bloqueio da justiça.

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  7. Eu quero é mais salário! Não quero subsídios. Quando forem as eleições no sfj, se ainda cá estiver, (e espero que não), vou-me inscrever (se me deixarem) nesse sindicato, só para votar contra esse senhor, que nos representa a todos e em quem eu não me revejo!

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  8. Tony Beirão14/2/24 10:53

    Boa questão a que coloca.
    O que sugere/propõe em termos de requalificação dos não licenciados? Ou seja, na prática o que deveriam fazer para obterem essa requalificação?
    Isto porque se olhar a média de idades dos não licenciados a trabalhar nos tribunais, verifica que está, seguramente, acima dos 50 ou mais anos e esse fator poderá ser decisivo para a estagnação na carreira.

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  9. Ou seja, é uma chatice haver tantos O.J. não licenciados acima dos 50.
    Os tais que aguentam "isto" desde os anos 90.
    Ainda bem que os novos e recentes OJ são licenciados senão era o caos.
    Os velhos OJ nem um despacho sabem cumprir...
    Se calhar deviam ser os novos e recentes OJ licenciados a requalificar os velhos e ignorantes OJ.
    Realmente é vê-los nos juízos e Secções a produzir...
    É um regalo......

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  10. Nāo, não representa todos.Há sócios sim, que pagam quotas, participam da vida do sindicato, nomeadamente elegendo os seus representantes.
    Com este esforço financeiro dos sócios, há alguém que entāo junto dos políticos e em nosso nome (sócios) tenta obter algo de melhor relativamente ao que o "patrão" dá.
    Todas as eventuais benesses concedidas, são depois para todos, todos, sócios dos sindicatos ou não.Que acha disto?
    Está a começar na carreira e ainda não entende?Será preciso fazer um desenho colega oficial de justiça?

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  11. Tony Beirão14/2/24 11:54

    Posso ter explicado mal a minha questão e, desde já peço desculpa.
    Não é uma chatice e esse é o verdadeiro capital humano que está, não só a aguentar os tribunais, como muitos outros serviços de justiça, como inspeções, informática, administradores, formadores, secretários de inspeção, CEJ, seções de apoio aos Conselhos, enfim, uma vastidão de funções praticadas por não licenciados, desde há muitos anos.
    O que quero dizer é, como motivar alguém com mais de 50 anos, que está na sua cidade, com a vida organizada, a ter de ir estudar para obter uma requalificação.
    Politicamente vê-se o que querem fazer com a carreira dos oficiais de justiça.
    Não esquecendo que muitas cidades do interior não possuem universidades, politécnicos ou escolas superiores, nem meios de transporte e redes viárias e ferroviárias para se moverem com facilidade.
    A titulo de exemplo, veja a que horas tem de sair de Portalegre, Castelo Branco ou Guarda, para estar em Lisboa por volta das 9 horas da manhã.

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  12. Há cursos que podem ser ministrados à distância. Haja vontade de se requalificar.

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  13. Numa fábrica de fogões.

    A fazer bicos todo o dia...

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  14. Pode-me fazer um desenho, por favor; o que quer dizer com "Com este esforço financeiro dos sócios, há alguém que entāo junto dos políticos e em nosso nome (sócios) tenta obter algo de melhor relativamente ao que o "patrão" dá."?

    E, já agora, quanto foi esse esforço financeiro e que resultados é que já obteve????

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  15. A requalificação deverá ficar contemplada no estatuto e pode ser feita on line e, eventualmente, com uma ou outra sessão presencial. Tudo deve ser estudado previamente.
    Fazer uma requalificação não é um rebaixamento é uma adaptação a novas realidades.

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  16. que conversa vazia, tantas palavras para não dizer nada

    é isso que fazem os dirigentes sindicais: nada

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  17. Líder dos licenciados14/2/24 15:03

    Na qualidade de líder venho ordenar a todos os oficiais de Justiça que no dia da manifestação sigam as seguintes regras:

    1 levar correntes e algemas para se prenderem uns aos outros.

    2 Cantar o hino oficial dos oficiais de justiça criado por
    mim (que mal te fiz eu).

    3-Levar colunas de musica com bluetooth para se ouvir musicas de protesto.

    4- irem vestidos com trajes de prisioneiros para representar o trabalho escravo.

    5- Levar cartazes de protestos com as reivindicações essenciais.

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  18. Expresso:

    " O juiz de instrução criminal, Jorge Bernardes de Melo, libertou o ex-presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado, e os dois empresários, Avelino Farinha e Custódio Correia, que tinham sido detidos pela PJ numa mega-operação policial a 24 de janeiro. Ficaram os três em liberdade com a medida de coação mais leve, o termo de identidade e residência. Ou seja, estiveram privados de liberdade durante três semanas.

    Uma fonte judicial disse ao Expresso que o juiz concluiu que não há indícios dos crimes de corrupção por parte dos três suspeitos. “Consideramos não existir nos autos um qualquer elemento probatório que permita indiciar, muito menos indiciar fortemente, a sua prática”, pode ler-se num documento judicial.

    No mesmo documento, o juiz considera que “não se encontrando indiciada a prática de qualquer crime..."

    Dois aviões da força aérea e mais de uma centenas de inspetores da PJ ?!....

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  19. A DGAJ/ Ministério da Justiça/ Tutela já mistrou várias vezes não serr "pessoa" de bem.
    Uma das mais recentes é não cumprir/ obedecer a uma sentença judicial condenatória há muito transitada em julgado.
    Apesar disso "o povo permanece sereno"!???

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  20. O número de Oficiais de Justiça em exercício de funções cai vertiginosamente mês a pós mês.

    Na última lista de aposentados da CGA, (fev de 2024) publicada no DR, foram mais 27 OJ.

    No mês anterior já tinham sido 25.

    Alguém tem que ser responsabilizado pelo caos que se avizinha por falta de recursos humanos.

    A solução não pode ser a mesma de sempre "quem vier que feche a loja"

    Só nos últimos dois meses foram mais 52 OJ que se aposentaram!...

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  21. Faltam aí os que "embarcaram"

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  22. Exactamente.

    Faltam aí os soldados que tombaram em combate.

    E desses quase nunca ninguém se lembra e nos últimos tempos têm acontecido com alguma frequência.

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  23. Há uma Comarca que vai orgulhosanente e sem qq consequência na frente desse campeonato.

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  24. É mesmo isso .
    Tanta parra para tão pouca uva.
    Há então quem utiliza recursos para distribuir palha.
    Só come quem quer, mas lá que é indigesta, é.

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  25. Colega, diga-nos qual pf.

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  26. Caríssimo(a),

    Se sustento, há mais de 30 anos, com o meu trabalho, a ação da justiça requalificar o quê se o desempenho técnico especializado que desempenho é funcional, prático e aplicado à matéria laboral?
    Mais uma regra de jogo alterada a meio do jogo?
    Por um papel certificativo?
    Quem entra de novo, sim, deverá ser licenciado pois é muito técnica a carreira de Oficial de Justiça e mesmo assim a faculdade de Direito ou Solicitadoria pouca práxis judicial ensinará e, em estágio, eventuais estagiários dessas licenciaturas terão profissionais, não licenciados, como tutores tal o seu conhecimento técnico/teórico da práxis forense.

    Quanto ao resto, dizem por aí os políticos que de Lisboa ao Porto bastarão 90 min com a nova linha ferroviária.

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  27. ... e depressa.

    Já vais tarde.

    Incompetente!

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  28. Um milhão de euros/ano em quotas X 20 anos = 20 milhões de euros!

    Para....

    Portanto, comidos e bebidos tem-me sabido bem melhor a despesa desde que larguei o "sindicato" !

    A título de exemplo:

    1- Casa do Oficial de Justiça, não saiu da primeira pedra!

    2- Serviços sociais para todo o agregado familiar, foi-se!

    3- Reforma aos 55 anos, compensatória da inconstitucionalidade das horas extra trabalhadas gratuitamente, foi-se!

    4- 25 dias de férias, foram-se!

    5- limitação do período dentro do qual o Oficial de Justiça pode gozar férias, mantém-se!

    6- Inclusão dos 10% do subsídio de recuperação processual, que na base são aproximadamente 100€ e pagam pouco mais de 15 horas mensais do dever de permanência, não ocorreu!

    7- Aumento da tabela remuneratória face à atual efetiva especialidade da função, mais um flop sindical, que ao invés insiste em ruídos estatutários serventes de interesses difusos!

    Entre muitas outras incompetências para quem sorve tantos milhões ao longo dos anos,sem trabalho notório e servente dos interesses da classe.

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  29. Grande Sindicato!!!!

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  30. Contas mal feitas. São muitos mais os anos de existência do SFJ e se são esses os milhões é porque tem sócios que pagam.Todos são livres de sair pois desde 2013 se não me engano têm outra opção, o SOJ.
    Ou então saiem e esperam que os outros paguem por eles para terem um,dois, sindicatos que fazem a intermediaçāo junto dos governos .

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  31. Curiosa decisão, não é?!

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  32. Andas atrás de tacho oh "instigador de manifs".

    Passa a ser esse o teu nome.

    Instigador de manifs!

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  33. ?!

    Estou com burnout mas ainda sei quanto tempo fui sindicalizado!

    Eu sei é mesmo ruindade sua em não aceitar a verdade da incompetência sindical a preços caríssimos para todos nós!

    Mas olhe, aceite que dói menos!

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  34. Se não obedecem à lei, vão obedecer a uma sentença de um seu funcionário?

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