Afinal o número de desistentes já vai em 87

      Ao longo de toda esta semana, temos nos debruçado sobre os partidos políticos concorrentes às eleições legislativas, cuja votação ocorre já no próximo domingo 10 de março, focando-nos em especial nos programas para a Justiça e para a Administração Pública de cada partido atualmente com assento parlamentar.


      De todos os programas previstos para apresentar estão, neste momento, ainda em falta a apresentação dos relativos a 3 partidos com assento na Assembleia da República, pelo que, seguindo a prática da apresentação de um programa por dia, estamos perfeitamente em tempo de os apresentar todos ainda antes do dia de reflexão que antecede o dia da votação.


      Por tal motivo, interrompemos hoje a divulgação diária dos programas políticos, para abordar assunto diverso mais concreto do mundo dos Oficiais de Justiça.


      Esta semana, saiu publicado no Diário da República um novo aviso da Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) no qual se dá conta da exclusão de mais 13 Oficiais de Justiça desistentes da carreira, todos colocados, ou indicados para colocação, nas mesmas três comarca de Lisboa.


      No mesmo aviso se dá ainda conta que, em face dessas treze desistências, são indicados para os substituir, com novas colocações oficiosas, seis candidatos ao ingresso.


      Sim, 6 para substituir os 13.


      Desta vez, os novos seis indicados já não se concentram só nas três comarcas de Lisboa, havendo um indicado para Évora e outro indicado para Setúbal. De todos modos, continuam a ser colocações oficiosas, isto é, contra aquilo que é a vontade das pessoas.


      O que nos deixa intrigados é a substituição por apenas seis candidatos. Já não há mais?


      Temos vindo a atualizar o número de desistentes do concurso dos 200 do ano passado e ainda no passado dia 23JAN aqui publicávamos um artigo no qual atualizávamos o número de desistentes da carreira de Oficial de Justiça, indicando que, de entre os que iniciaram funções e desistiram logo de seguida até àqueles que nem chegaram a iniciar funções, contávamos um total de 74 desistentes no universo do concurso que pretendia colocar os tais 200 novos Oficiais de Justiça.


      Ora, com este aviso publicado no Diário da República esta semana temos de atualizar o número, somando estes 13 aos 74, o que nos dá um novo total conhecido de 87.


      Perder 87 candidatos num concurso de 200 lugares, convenhamos que é um número muito considerável, mas saber que estão perdidos não só neste concurso de 2023, mas também em 2024 e em 2025 é bem pior, sendo mesmo péssimo quando sabemos que os candidatos passaram todas as fases para serem selecionados, designadamente a prova de conhecimentos que aprovaram, mostrando deter conhecimentos válidos para o exercício da profissão, a par do interesse em entrar para a carreira de Oficial de Justiça, para a qual até se prepararam, durante, pelo menos, três anos, frequentando curso habilitante para o efeito.


      Pior ainda, quando bem se sabe que ninguém vai ficar à espera pelo eventual concurso a lançar daqui a três anos, para correr o risco de passar por novo pesadelo igual a este, motivo pelo qual arranjarão outro emprego na área das suas residências e esquecerão este.


      E desistiram, afinal, porque, em síntese, se depararam com uma vida de escravatura, longe de casa e dos seus, sem dispor de um vencimento em valor suficiente para, no mínimo, viverem de forma condigna, e ainda porque não vislumbraram futuro que justificasse as privações do presente.


      Os desistentes são expulsos por dois anos, conforme prevê o atual Estatuto no que se refere à falta de aceitação dos lugares das colocações oficiosas, portanto, quanto à falta de início de funções, como dispõe o artigo 48º, nº. 5, do EFJ, acontecendo isto também porque a entidade administrativa governamental gestora dos recursos humanos teima em disponibilizar lugares apenas para uma zona restrita, que retira toda a vida aos Oficiais de Justiça, não lhes permitindo concorrer a lugares em todo o país, como se o resto do país não necessitasse de ingressos.


      Todos os desistentes não o seriam se pudessem continuar nos seus domicílios, com a sua família e sem mais despesas, como a do alojamento, ainda que tivessem de se deslocar em transportes públicos em viagem de mais de uma hora.


      Com os valores atuais dos vencimentos dos Oficiais de Justiça não é possível mais. Antes, já muito antes, quando os vencimentos dos Oficiais de Justiça representavam mais do dobro do ordenado mínimo nacional (sim, mais do dobro) e os arrendamentos não eram tão caros como hoje, a par do elevado custo de vida em geral, os Oficiais de Justiça aceitavam as colocações em qualquer ponto do país, mesmo sem as vias de comunicação e os transportes que hoje existem, porque os seus vencimentos eram suficientes para levar uma vida minimamente digna e suportar todas as despesas.


      Atualmente, com um vencimento praticamente idêntico ao salário mínimo nacional, já não se consegue ir para qualquer local e os que vão, fazem-no porque têm outros recursos, outras fontes de rendimento e, ou, outros apoios, sendo o apoio mais comum o dos seus pais que continuam a pagar mesada para complementar o vencimento. Ou seja, os Oficiais de Justiça, especialmente os que estão em início de carreira, têm um suplemento mensal extra pago pelos seus pais e aqueles que não têm este suplemento ao vencimento são obrigados a desistir.


      A falta de Oficiais de Justiça em todo o país está a ser objeto de notícia todos os dias, designadamente nos relatórios anuais das comarcas, e todos os dias também se comprova e confirma que a gestão dos recursos humanos por parte do Governo não existe na verdadeira aceção do termo e função, uma vez que se limita a gerir, e mal, a catástrofe sem tentar resolvê-la ou sequer tentar antecipar-se à mesma. Pior impossível; ou melhor: pior impossível?


DesistirPersistir.jpg


      Fonte: “Diário da República”.

Comentários

  1. Anónimo3/3/24 08:10

    Haja coragem para desistir e sair dos tribunais! Abaixo este nosso comodismo ao mau que tem gradualmente destruido e muito os tribunais!

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  2. Líder dos licenciados3/3/24 10:39

    Colegas existe algo de muito sinistro nesta classe.



    muitos colegas sugerem a outros para sairem dos tribunais, para mudarem de profissão, ficam preocupados com as desistências.
    Mas esses mesmo que sugerem, são os mesmos que não se mexem e ficam caladinhos a ver os novos colegas explorados e mal tratados . Dá que pensar bem?

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  3. Adolfo Dias3/3/24 11:07

    Não me admira e é natural que aconteçam mais saídas.
    Mostra que são de facto bons profissionais e que pensam pela sua cabeça e sabem que fora dos serviços judiciais, existem melhores opções.
    No fim quem perde somos todos nós que desperdiçam esta gente qualificada e, segundo se vê nestes 87, com cabeça para saberem o que não querem.
    Curioso é ver o candidato do partido que nos governa a dizer que quer reter talento em Portugal.
    No jornal de noticias de hoje, vê-se que irá ganhar as próximas eleições.
    Não nos podemos queixar, afinal, a maioria gosta do estado em que o país está.
    Bom domingo a todos.

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  4. Anónimo3/3/24 11:14


    Quanto pior, melhor. Não é ó socras?!!

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  5. Anónimo3/3/24 11:17

    Outrora uma profissão de prestígio.

    Actualmente, uma condenação a trabalhos forçados num campo de trabalho soviético.

    Que comam os 854€ guisados com batatas!

    Exploradores!

    Preocupam-se com os imigrantes das estufas mas não querem saber dos oficiais de justiça que também são explorados com um salário miserável colocados a centenas de km das famílias.

    Um salário que mal dá para comer minimamente bem!

    Tenham vergonha.

    E não digo mais nada, por ora!

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  6. Anónimo3/3/24 11:33

    Um adjunto que cumpre uns meros despachos ou da entrada a papéis e ganha cerca de 2 mil paus acham que está mal pago?

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  7. Anónimo3/3/24 11:37

    Mas o PS continua na mó de cima...
    Somos sadomasoquistas...
    Gostamos de sofrer ...
    Atiram-nos com o medo do fascismo para impor um autoritarismo quando temos uma solução de mudança sem radicalismos.

    Com pessoas que se afastam da verdade nunca mais...

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  8. Anónimo3/3/24 11:39

    Tem razão.
    Mas esqueceu aqueles que ganham pouco mais que o salário mínimo e trabalham que se farta, fazem investigação e contribuem para uma boa decisão.
    É preciso uma reforma isso é certo.

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  9. Líder dos licenciados3/3/24 12:00

    Aí está o verdadeiro problema, existe um desfasamento brutal de salário na classe tanto existe um adjunto a receber o valor que menciona , como existe os novos a receber entre 800 euros e mil e poucos....reforma do estatuto já e com celeridade...

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  10. Sniper da Sé3/3/24 12:03

    Eu estou longe da minha família já tem 8 anos e já fiz pedidos de destacamento para perto da minha área de residência a expor a minha situação pessoal e financeira, e os órgãos de gestão de comarca de onde estou sabem perfeitamente a minha situação e não deferem o mesmo, da dgaj até já disseram informalmente que se não estou bem que me mude, e para onde eu peço o destacamento existe também falta de funcionários. O que vai acontecer mais dia menos dia é que vou renunciar e seguir a minha vida noutra profissão e depois andam a tentar contratar oficiais de justiça quando não tratam bem os que têm...

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  11. Anónimo3/3/24 12:15

    A geração do imediato, esquece é que esse adjunto também já foi auxiliar e já tem muitos anos de OJ para agora ter esse vencimento.

    Parece que há 30 anos não havia colegas a partilhar quartos a 300kms de casa.

    Quantos hoje partilham um quarto?

    É indigno? É escravidão? Usem os termos que quiserem, é geracional!


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  12. Sniper da Sé3/3/24 12:30

    Atenção que esse adjunto não ganha bem, está um pouco melhor que os auxiliares, porque o problema é que todos os oficiais de justiça ganham mal, mas depende do escalão alguns ganham mais um pouco mas também geralmente têm muitos anos de serviço, que é preciso valorizar.

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  13. Anónimo3/3/24 13:04

    “os candidatos passaram todas as fases para serem selecionados, designadamente a prova de conhecimentos”. Escrito assim, até parece que há mais fases… na verdade, e infelizmente, trata-se de uma única prova para aceder à profissão. E de cruzinhas. Depois venham cá exigir grau 3 e dizer que as funções são muito complexas. Em tese, um candidato que coloque cruzes à sorte pode ter 9,5 e entrar para a carreira. Não há entrevista, não há provas psicológicas, nada.

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  14. Anónimo3/3/24 13:12

    A verdade é que agora são uns desgraçadinhos que não conseguem viver durante UM ano com o vencimento de provisório. Mas está tudo doido? Sempre foi assim. Quando eu entrei ganhava uma miséria. Não desisti porque fiz das tripas coração. Mas sempre com o pensamento: é só um ano! Quando concorremos, sabemos os valores. Ninguém é enganado. Sabemos que podemos ficar colocados a kms de casa. Não querem, não concorram ou desistam. Fazem muito bem. É um direito. Agora não façamos disto um acontecimento porque sempre assim foi.

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  15. Sim, há mais fases e não apenas a prova escrita, embora essa seja a fase mais visível.
    Na primeira fase, os candidatos começam por ser selecionados de acordo com as suas habilitações, experiência profissional e demais condições que, logo nessa fase exclui grande parte dos candidatos. Na segunda fase, a da prova, excluem-se os muitos que não atingem o valo mínimo dos 9,5 valores, e, por fim, há a fase de superar, ou não, o Movimento e as colocações, fase esta que elimina mais candidatos, mesmo os que são colocados oficiosamente.

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  16. Anónimo3/3/24 14:11

    Para as funções que exerce ganha muito bem. E não está um pouco melhor que os auxiliares. Está bem melhor! O problema é que são estes tais que não querem qualquer mudança na classe porque tá-se bem. Os que começam que se lixem. São a geração do imediato, dizem. Se forem os filhos queixam-se. Se forem os colegas, aguentem. Tristeza

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  17. Anónimo3/3/24 14:12

    Quantos anos tem de carreira? Se foi antes de 2000 o ordenado não era tão miserável comparativamente e a expectativa era ficar como auxiliar uns 4 ou cinco anos e se assim não quisesse tinha grandes possibilidades de se aproximar de casa. Tenha a honestidade para perceber que hoje entra para a carreira e a perspetiva em ficar 20 nos no mesmo sítio e categoria e com um ordenado que não dá para nada. Há que valorizar a carreira e começando pelo ingresso.

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  18. Sim, sempre foi assim, mas o custo de vida e das vidas é hoje muito diferente para pior. Ao mesmo tempo há quem tenha mais vida de si dependente o que dificulta os esforços que os sozinhos, solteiros, sem filhos e independentes, não têm.
    Por fim, dizer que aquilo que "sempre foi assim", se calhar já não deveria ser assim.

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  19. Anónimo3/3/24 14:21

    Já temos assistentes operacionais que fazem o serviço, acesso a tudo, mas sem os deveres inerentes à profissão, tudo com a conivência de todos.

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  20. Anónimo3/3/24 14:26

    Para além dos Assistentes Operacionais dos tribunais, que também são Funcionários de Justiça, pior ainda são os Funcionários Municipais emprestados pelas câmaras que vão desempenhando todas as funções, mesmo fazendo julgamentos e outras diligências.

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  21. Anónimo3/3/24 14:26

    Se não houver um novo estatuto só resta um concurso interno onde alguns ou muitos lugares de oficiais de justiça serão ocupados por assistentes técnicos ou até operacionais. Lembra-se de há uns anos em que entraram para a carreira cozinheiros vindos de outros organismos do estado? e os sindicatos em nada se opuseram. Temos o que merecemos.

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  22. Anónimo3/3/24 14:26

    Para recordar os mais esquecidos:

    Foi pelo Decreto-Lei nº. 229/2005 de 29DEZ que a aposentação dos Oficiais de Justiça passou para o regime geral. Este Decreto-Lei foi aprovado num governo do PS, sendo primeiro-ministro José Sócrates.

    Foi por um governo do PS liderado por António Costa que fomos discriminados em relação aos funcionários dos Registos e Notariado.

    Foi por um governo do PS liderado por José Sócrates que perdemos o direito aos Serviços Sociais da Ministério da Justiça na assistência médica.

    Foi por um governo do PS, liderado por José Sócrates, que perdemos mais alguns dias de férias no verão, que nos eram atribuídos como forma de compensação do trabalho extraordinário não remunerado, quando reduziu o período de dois meses de férias judiciais no verão.

    Foi com um governo do PS, liderado por António Costa que fomos discriminados no processo de vacinação no período da pandemia COVID
    Os Magistrados foram considerados prioritários, apesar de terem abandonado "o barco", os Oficiais de Justiça continuaram a estar presentes nas instalações sujeitos a um risco acrescido.

    Chegamos ao ponto de que um assistente técnico, no início de carreira, aufere mais 7 euros do que um Oficial de Justiça também em início de carreira. Este último, ainda sujeito a trabalho extraordinário não remunerado!

    Com este PS, chegamos ao ordenado mínimo no ingresso da carreira!...

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  23. Anónimo3/3/24 14:44

    Os Magistrados, quando têm que acumular funções por falta ou ausência do titular, são remunerados.

    Os Oficiais de Justiça, cada vez em menor número de efectivos, são obrigados a cumular funções, de forma gratuita!...

    Ao que chegamos, com este PS.

    E Pedro Nuno Santos tem a desfaçatez de dizer que com este PS ninguém fica para trás!...

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  24. Anónimo3/3/24 14:52

    Estou ver que as propostas do chega é que iam salvar isto.
    Não sei se os 25mil milhões que custam aquelas promessas milagrosas vêm dos financiamentos ilegais da seita, mas se arranjou o guito temos que votar nele.😁
    E por acaso aquela menina que o acompanha sempre até levava um voto.

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  25. Anónimo3/3/24 15:02

    Esses colegas são explorados há décadas.
    Por isso aconselham os colegas mais novos que ainda estão numa idade em que a mudança não tem as consequências que porventura tem alguém com 40/50/60 anos.
    Esses colegas mais velhos por terem uma experiência de vida maior e muitos e muitos sapos engolidos ao longo de uma carreira sabem que as únicas elites nos Tribunais são, sempre foram e sempre serão os senhores magistrados e que os Oficiais de Justiça com licenciatura para eles são iguais ao litro e está para vir o dia em que tratarão esses funcionários por Doutores.
    Esses colegas mais antigos sabem muito bem que até se podia "aproveitar" esses colegas para retirar serviço dos senhores magistrados mas "eles" preferem não ter que dar satisfações a funcionários mesmo sendo beneficiados na redução de tempo a decidir coisas sem importância nenhuma.
    Esses colegas mais velhos mesmo sem licenciatura sabem muito bem interpretar os Pareceres do CSM e CSMP relativos às duas propostas de estatuto apresentadas pelo senhor Costa e seus Muchachos, e para quem tem tanta sapiência e anda por aqui a exibir uma licenciatura é constrangedor não perceber o " meio" onde está e não entender que no nosso país quem manda são as Elites..
    FF

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  26. Anónimo3/3/24 15:10

    Caro Colega.
    Folgo saber que há adjuntos a ganhar 2000 euros.
    Eu não conheço nenhum.
    Conheço 5 ou 6 escrivães de direito que chegam lá perto mas já tem uma porrada de anos...
    O mais interessante é ver as tabelas remuneratórias dos OJ.
    O caro colega deve estar a ver tabelas imaginárias , ou então é b.....
    Sabe, mesmo que se aproximem dos 2000 euros, depois tem os habituais descontos que levam o líquido lá para baixo.
    Os adjuntos só cumprem despacho....
    Se calhar cumpria só despachos o caro colega e os adjuntos iam fazer aquilo que não lhe apetece.
    Pensando bem, até devia ser o colega a gerir a secção e o escrivão ía fazer aquilo que o colega não quer...
    Pode ir sempre para as redes sociais choramingar..
    Realmente, onde já se viu, adjuntos a cumprirem despachos.......
    FF

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  27. Anónimo3/3/24 15:15

    Tem toda a razão, líder dos licenciados..os que tem 30 anos de carreira deviam receber tanto como os que tem 6 meses disto..
    Já agora, líder dos licenciados, onde posso encontrar essas tabelas onde os adjuntos recebem essas fortunas....
    E são líquidos???
    Que injustiça..
    Os adjuntos não descontam IRS,CGA, ADSE e outros...
    Caramba...os adjuntos deviam ser chamados a malta dos 2000 euros...
    FF

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  28. Anónimo3/3/24 15:19

    Esses colegas mais antigos são mesmo a melhor bolacha do pacote. Basta vermos onde chegámos.seja honesto.

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  29. Anónimo3/3/24 15:20

    Caro colega.
    A pensar assim, para as funções que os novos OJ ganham, então está também assim muito bem...
    Não percebem de porra nenhuma.., andam sempre colados aos telemóveis..., fazem uns julgamentos e parece que é o fim do mundo..
    Passam o dia a choramingar..
    Porventura, 800 paus para começar não está assim tão mal...
    Eu quando comecei ganhava bem menos...
    É a vida....
    Segundo a sua lógica, claro está....
    FF

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  30. Anónimo3/3/24 15:22

    O FF é adjunto no último escalão. Quando se fala em ordenado é obviamente o bruto. Faça as contas e diga lá se não são 2.000 euros?!

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  31. Anónimo3/3/24 15:23

    Agora compreendo porque o governo de Costa deixou a justiça bater no fundo. Sabe-se que anda a tirar uma pós graduação, para ser mediador nos tribunais arbitrais, onde as grandes empresas vão mediar os seus conflitos e o mediador ganha à percentagem. Aquele senhor tem sempre uma cartada na manga.

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  32. Anónimo3/3/24 15:37

    Concordo, mas enquanto nós, maioritariamente, anda anos com a casa às costas, será justo o AO ficar colocado num lugar e ser transformado em OJ?

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  33. Anónimo3/3/24 16:22

    O que muita gente nesta profissão quer, inclusivamente os sindicatos, é pré-reforma e reforma aos 50 anos! Para eles, isso e muito mais importante! Como aquilo que ganham, pelo visto, já lhes basta, vão viver dos rendimentos! Fora com eles!

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  34. Anónimo3/3/24 16:37

    O custo de vida subiu. Mas o salário de ingresso também. Mas pronto, só agora é que é impossível. Há uns anos, pelos vistos, era tranquilo.

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  35. Anónimo3/3/24 16:42

    Cumprir ou não os requisitos para se poder concorrer, não é uma fase. São requisitos de candidatura. A única fase é a prova de conhecimentos. Se depois aceitam ou não, também não é uma fase do procedimento concursal. É uma opção de vida. Mas pode escrever o que quiser, naturalmente. O blog é seu.

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  36. Renato Pimenta3/3/24 18:18

    Bem vistas as coisinhas acho que são 2.500.000!
    Vai-te tratar.

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  37. Líder dos licenciados3/3/24 18:38

    Em primeiro lugar quero esclarecer que não me acho mais do que os colegas antigos por não terem licenciatura.
    Contudo também não aceito que ninguém queira desvalorizar os estudos e licenciaturas.

    O futuro da profissão de oficiais de justiça para que seja reconhecida passa sim por funcionarios que detenham curso superior.

    Este será o único caminho para se acabar com esta postura de escravatura e desvalorização da profissão, acabando assim com os sapos engolidos que muitas vezes rossam o assedio no local de trabalho que é crime e pode ser punido criminalmente.
    Que se acabe com o pacto de silêncio que existe nos tribunais, que se dei formação a procuradores e juízes como lidar com os funcionários e recursos humanos.

    Não estamos preocupados com o reconhecimento de juízes e Procuradores, estamos preocupados em sermos pagos para as funções que exercemos e trabalhar sem assédios.

    Esta profissão pode ser linda desde que seja respeitada.

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  38. Líder dos licenciados3/3/24 18:53

    Mas alguém está a comparar o custo de vida de agora com antigamente, parem com os trocadilhos baratos e sem lógica...

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  39. Líder dos licenciados3/3/24 18:56

    Você consegue viver com 800 euros em Lisboa? Ou porto tenha vergonha, e honestidade , o custo de vida está muito alto atualmente, nada tem a haver com o passado,desapareça desta profissão você é uma vergonha , pensa pequenino por isso é que não passamos de uma desgraçados.

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  40. Líder dos licenciados3/3/24 18:57

    Ninguém disse isso, óbvio que devem receber o que recebem contudo você não pode desejar que um colega receba a miséria de 800 euros todos devem receber mais.

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  41. Líder dos licenciados3/3/24 18:59

    Tenha honestidade intelectual mas algum dia pode comparar o custo de vida do passado com o atual?? Vergonha

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  42. Líder dos licenciados3/3/24 19:06

    Para todos os colegas que recusam a alteração do estatuto e são contra os licenciados coloco a seguinte questão?

    Quantos de vocês escreveram teses sobre a profusão de oficial de justiça?

    Quantos de vocês publicaram livros sobre a carreira de oficial de Justiça?
    Quantos de vocês efetuaram trabalhos acerca de oficiais de justiça?

    Pois esses trabalhos passam por ser elaborados por licenciados, estudantes, para que a profissão ganhe poder e passe a ser respeitada...acordem seus analfabetos.

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  43. Anónimo3/3/24 20:17

    Trata-te

    Estás doente
    E além de doente és vaidoso e invejoso e isso mata-te aos poucos.
    Não te trates não licenciado.

    ResponderEliminar
  44. Para além das demais fases que igualmente filtram os interessados, desde os bancos da escola do curso profissional até ao período probatório, normalmente de um ano, podendo ser prorrogado até mais seis meses, em que o candidato é novamente avaliado e, também nesta fase, ou passa ou não passa.
    Ou seja, em todos os momentos, ou fases, se realizam filtragens e se vão afunilando os candidatos. O número inicial de interessados vai caindo ao longo das fases, até que, a final, o número que ultrapassa todas as fases é substancialmente menor.
    Acreditamos que há muitas fases e em todas elas há requisitos necessários para ultrapassar.
    Não se trata de este blogue ser de A ou de B e o A dizer o que quiser, trata-se de ter uma opinião, uma interpretação e apresentá-la de firma explicada.
    Não concorda? Ótimo, ainda bem, seja bem-vindo, pois cada discordância acaba por produzir reflexão e pluralidade.

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  45. Anónimo3/3/24 21:49

    Líder,
    Diga-me onde é que esses estudos/trabalhos andam ????
    Há 40 anos que desejo ver uma coisas dessas (não "bocas", mas trabalhos).
    Concordo, no entanto, que melhor habilitação/formação é fundamental.

    ResponderEliminar
  46. Anónimo3/3/24 22:23

    765€/mês limpos!

    Colocada, obrigada, em Lisboa, quando me aliciaram no concurso público como colocação nacional!

    Por isso desisti e recomendo a desistência.

    Perdi dinheiro e tempo de qualidade.

    Agora, não posso aceitar a demagogia de alguns escritos que aqui li.

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  47. Anónimo3/3/24 22:26

    Caro líder, você é estrebaria.

    Para líder está fraquinho.

    Uma licenciatura não dá saber estar, apenas especificidade em determinada matéria.

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  48. Anónimo3/3/24 22:30

    Auxiliares existem que há uns anos "meteram o Xico" e avançaram para o último escalão de adjunto, renunciando à evolução na carreira, beneficiando o Estado.

    Uma carreira a várias velocidades, com prejuízos já mais reparáveis para quem já passaram 25 anos disto

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  49. Anónimo3/3/24 22:32

    Caríssimo, seja honesto nas suas ideias.

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  50. Anónimo3/3/24 22:34

    Pondere e saia enquanto é tempo.
    Enquanto as dividas não acumulam e a família se desfaz.

    Força e um abraço.

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  51. Líder dos licenciados3/3/24 22:36

    Esses trabalhos não existem mas é o caminho que tem que ser trilhado.

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  52. Anónimo3/3/24 22:37

    ... e um Passos que desmembrou tudo com a Paulinha

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  53. Anónimo3/3/24 22:41

    O caríssimo é intelectualmente desonesto e muito, bastante até.

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  54. Líder dos licenciados3/3/24 22:58

    Caríssimo/ilustre/diretor etc....apenas sugeri uma ideia básica para que as coisas mudem ou seja junto das faculdades começar a se desenvolver trabalhos, estudos, teses, livros acerca da profissão. Este trabalho é óbvio que só poderá ser desenvolvido por licenciados, mestrandos doutorandos.

    Está é a única forma de dar dignidade a todos os funcionários e elevar a profissão.

    Enquanto eu sugiro ideias você nada diz...a não ser caríssimo e bla...bla ...bla....

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  55. Anónimo4/3/24 00:27

    Psicopata mesmo.

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  56. Anónimo4/3/24 00:30

    Intelecto retorico não te falta.
    Menininho. A vida vai-te ensinar quanfo menos esperares.

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  57. Anónimo4/3/24 09:12

    «rossam» ????
    Vê se voltas à escola líder analfabeto

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  58. Anónimo4/3/24 10:50

    Existem outros partidos em que é possível votar... Votam sempre nos mesmos e depois queixam-se. Enfim....

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  59. Anónimo4/3/24 10:51

    Muito bem "líder dos licenciados"

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  60. Anónimo4/3/24 10:53

    Tudo começou a cair quando o Fernando Jorge entrou como provisório para presidente do SFJ até agora com o seu sucessor que vai pelo mesmo caminho.

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  61. Anónimo4/3/24 11:09

    O concurso foi aberto com caracter Nacional.
    Estes excluídos deveriam impugnar tal decisão, com o fundamento de não serem residentes nas regiões onde foram colocados oficiosamente, no caso de terem concorrido para serem colocados nas regiões onde habitam ou próximo.
    No aviso de abertura não havia qualquer advertência que as colocações seriam apenas de Santarém para baixo...

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  62. Anónimo4/3/24 20:50

    Caríssimo autoproclamado líder, vamos lá, só entre nós os dois, colocamo-nos no sítio.

    O caríssimo saberá, se for da velha guarda, o que custou queimar as pestanas, a não ser que tenha tirado o seu curso na "privada" ( não confunda com o brasileirismo), durante cinco anos, com orais obrigatórias, perante sumidades do direito como Castanheira Neves, Santos Justo ou Orlando Carvalho.
    Mas com prazer lá terminei com média de 16 que me motivou a uma pós graduação com Mário Frota como referência. Já nos tribunais e colocado em Lisboa, oficiosamente, lá acabei o mestrado.
    25 anos depois, como Oficial de Justiça, digo-lhe mais, Escrivão Auxiliar, consegui doutorar-me "com unanimidade".

    Moral da história, guarde as suas frustrações para si, pois o Estado aos Oficiais de Justiça destruiu uma carreira e as suas legítimas espectativas.

    Levante a cabeça e seja homenzinho, não um catraio, intelectualmente falando, claro está!

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  63. Anónimo8/3/24 12:29

    Não há adjunto algum a ganhar 2000 "paus" (diga-se em abono da verdade que desconheço tal terminologia, mas penso que se refere a euros)!!!!! Ou será que fale em rendimento bruto?!??!

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