As carências gravíssimas, a indignidade e a falta de resposta

      O Jornal de Notícias, neste último fim-de-semana, publicou uma notícia baseada no relatório anual do Ministério Público da Comarca de Setúbal, destacando aquilo que classifica como “as carências gravíssimas, que se acentuam ano após ano, de meios humanos, sobretudo de Oficiais de Justiça”, acrescentando que é uma situação que condiciona o funcionamento dos serviços do Ministério Público, atribuindo culpa aos vencimentos oferecidos aos Oficiais de Justiça, vencimentos estes que, lê-se no relatório: “roçam a indignidade”. Mas não “roçam a indignidade”, são a própria indignidade, não pelo seu valor em si, mas pela retribuição da prestação de trabalho que pretende compensar, nos locais e nas condições atuais, portanto, nessa relação, são vencimentos verdadeiramente indignos.


      O relatório anual do Ministério Público da Comarca de Setúbal aponta falta de magistrados para lidar com crimes complexos e de Oficiais de Justiça. O relatório, disponibilizado na passada sexta-feira, refere ainda a incapacidade de alguns Órgãos de Polícia Criminal (OPC) em lidar com cenários de crime. “Numa comarca em que a criminalidade, designadamente a violenta, mais aumentou em 2023, sendo a terceira cidade do país com maiores índices de crime”, lê-se no documento.


      Segundo o Ministério Público, há “cada vez maiores índices de criminalidade, traduzidos em aumento de entradas de processos-crime, a que corresponde um retrocesso da capacidade de resposta dos serviços do Ministério Público, por falta de magistrados e, sobretudo, de Oficiais de Justiça, bem como dos meios dos OPC, com decorrências negativas para o desempenho final da Comarca de Setúbal na sua globalidade”.


      No relatório, é apontado, entre outros aspetos, “A falta de capacidade de resposta de qualidade dos OPC, aliada às elevadas pendências sobretudo no DIAP e à falta de Funcionários (até no cumprimento dos primeiros despachos) leva a que os magistrados optem por assumir as investigações e fazer as diligências (em regra sozinhos, apenas com a colaboração do Funcionário para a abertura e fecho dos autos) sob pena de não conseguirem dar despachos finais e compensar, ao menos, as entradas mensais”, lê-se no documento.


      O relatório aponta “a situação mais grave” ao nível da GNR de Sesimbra, Grândola e Santiago do Cacém onde “os efetivos respondem com muita dificuldade às solicitações e evidenciam, na generalidade, falta de preparação para a investigação criminal”. Segundo a comarca de Setúbal, “são grandes as resistências à alteração de procedimentos desajustados e à adoção de novas práticas que lhes são propostas”, apesar das reuniões que têm vindo a ser feitas, por iniciativa da Diretora do DIAP ou dos Procuradores da República das instâncias locais.


      O Ministério Público da Comarca de Setúbal considera que o défice de Oficiais de Justiça nas procuradorias e DIAP só será colmatada com o recurso a Oficiais de Justiça das secções judiciais. “Se necessário, a proposta aos Conselhos Superiores e ao Ministério da Justiça de extinção de secções e/ou juízos cujas pendências não justifiquem a sua manutenção”, deve ser equacionada, “libertando recursos humanos para onde são mais necessários, quer ao nível de Oficiais de Justiça quer de magistrados judiciais e do Ministério Público”.


      No que diz respeito a objetivos para o ano de 2024, o MP considera que “são pouco ambiciosos em função de todos os constrangimentos, sobretudo da escassez de recursos humanos”, e que “pouco mais será possível conseguir que manter as pendências, no atual enquadramento, não obstante o esforço e a dedicação de magistrados e Oficiais de Justiça”.


      É este o estado em que está e em que fica a justiça, especialmente no que diz respeito aos Oficiais de Justiça, depois de 8 anos e pico de governo PS em que foram nomeadas duas diferentes ministras da Justiça que, no entanto, em relação aos Oficiais de Justiça, não existiram como ministras da Justiça, nem como nada.


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      Fonte: "Jornal de Notícias".

Comentários

  1. Os vencimentos dos Oficiais de Justiça "são a própria indignidade, não pelo seu valor em si, mas pela retribuição da prestação de trabalho que pretende compensar", a sua especificidade técnica, bem como os muitos deveres ao mesmo impostos, dos quais se destacam o dever de permanência e o dever de residência que obrigam os Oficiais de Justiça a estar depois do horário laboral em funções, gratuitamente, até que o magistrado os dispense ou a habitar na comarca onde prestam serviço, sem qualquer ajuda ao custo acrescido.

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  2. Concordo com tudo e o muito mais que pode ser pensado mas deve, por decoro, ser dito, e por essa mesma razão e por favor, não nos volte a por a imagem dessa velha senhora, nunca mais! Obrigado e cumprimentos!

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  3. concordo com o comentário anterior

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  4. Falam, falam mas na verdade a falta de funcionários até lhes dá jeito.

    Não me venham com tretas pois eles têm muita força e bastava quererem e as coisas seriam diferentes!

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  5. A justiça tomada por dondocas!

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  6. Comento a foto!

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  7. Relatórios anuais, semestrais, estatísticas mensais, gabinetes e apoio aos órgãos de gestão, órgãos de gestão, coordenadores, dirigentes, administradores, presidentes, secretários, inspeções, conselhos superiores, muitas reuniões, muitos doutores, muitos licenciados e no final de contas não existe quem coloca a máquina a mexer.
    Pergunto: O que terá sido escrito nos relatórios e debatido nas reuniões?

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  8. Sem duvida.

    que foto é esta? vergonhoso.
    gente que foge depois do sucedido com a pj.

    gente sem vergonha

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  9. Os números trabalham-se.
    Os famosos VRP (índices ou indicadores do volume de trabalho
    adequado para cada juiz, ou seja, da produtividade que é possível esperar de cada magistrado, num determinado período de tempo) variam consoante estejamos perante um magistrado competente, que seja pragmático e imprima celeridade e ritmo no despacho, também pela sua experiência na área de atuação.
    De igual forma, é o que sucede com os funcionários - quanto mais qualificados e experientes, maior o seu índice de produtividade o qual é incrementado pela sua capacidade de trabalho e por isso precisamos de sangue novo como de pão para a boca.
    É premente acabar com a diferenciação de carreiras (judicial / MP) sendo antes importante respeitar as áreas de atuação (Penal/Cível e dentro destas: Fam. e Menores, Comércio, Execuções, etc.) preferindo a experiência na definição de quadros rígidos.
    Os quadros de pessoal vão ser - têm de ser - flexibilizados de acordo com os movimentos processuais por forma a dotar o sistema de capacidade de resposta.
    Nessa definição deve atender-se àquilo que comumente se designa de capacidade instalada ou economia de escala - o mesmo é dizer que tem de ser definido um quadro mínimo capaz de dar uma resposta satisfatória e que pode variar de acordo com as flutuações do movimento processual.
    Exemplifico com um exemplo:
    - uma empresa da construção civil que tenha nos seus quadros um determinado número de trabalhadores, segundo a sua especialidade (picheleiro, carpinteiro, trolha, pedreiro, etc.) e com uma determinada maquinaria é capaz de dar resposta e executar um certo número de obras que podem ser, por exemplo, entre 5 e 10 construções num ano.
    - esta empresa pode assim, com a sua capacidade instalada, responder às exigências de um mercado normal com poucas oscilações.
    - em casos excecionais, de um acréscimo anormal de serviço a empresa terá de reforçar os seus quadros ;
    - também nas situações em que se quer expandir e dar outras respostas - por exemplo variar a sua atividade para as infraestruturas rodoviárias - terá de aumentar a sua capacidade de resposta (contratar mais funcionários e adquirir maquinaria);
    - mas, caso decida ficar-se pela atividade para que esta mais vocacionada terá sempre de ter aquela capacidade mínima de resposta.
    - esta capacidade, ao nível do pessoal, só poderá ser alterada se for substituída por outra mais qualificada e capaz das mesmas tarefas (por exemplo através de maquinaria)

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  10. (cont.)
    Ora, nos tribunais a lógica é exatamente esta e é por isso que, acreditando que a informática e as novas tecnologias tudo resolvem, no sentido de exigir menos recursos humanos, estão à espera que, com o tempo, os quadros se ajustem de forma natural.
    Não é isso que vai acontecer.
    A capacidade instalada - segundo a tal economia de escala - já começa a não ser capaz de dar uma resposta cabal às demandas impostas à justiça.
    A cegueira ideológica e a crença no desconhecido ignoraram que com a evolução tecnológica vêm, por arrasto, novos problemas que exigem uma resposta diferenciada (a criminalidade informática e económica, as burlas, etc., não merecem o mesmo tratamento que uma simples injúria ou até ofensa física - a investigação agora é muito mais complexa).
    A sociedade mudou e onde se discutia a falsificação de uma assinatura corporizada numa letra ou livrança ou meso cheque, muitas vezes associada a um crime de burla, agora temos os perfis falsos, as assinaturas eletrónicas, os roubos de identidade, as buras informáticas e as burlas com a utilização de meios informáticos .... e por aí fora.
    Quando entrei para os tribunais não existia a vigilância eletrónica, os meios de interceção das comunicações circunscreviam-se aos telefones fixos e depois aos telemóveis. Agora abrangem todo um leque de comunicações desmaterializadas - correio eletrónico, conversações via WhatsApp, etc.
    A mobilidade de cidadãos entre Estados membros da UE era escassa, assim como eram as questões respeitantes às relações comerciais - hoje qualquer um de nós pode ir um fim de semana a França ou à Alemanha ou comprar um qualquer produto ou celebrar um contrato de trabalho ou outro deslocalizado - atualmente a resposta que é exigida ao sistema, também no âmbito da cooperação europeia e internacional não se coaduna com funcionários nos tribunais só para executar tarefas eminentemente indiferenciadas.
    Não é nem tem de ser assim.
    Devemos exigir mais qualificação e o reforço do quadro de pessoal em ordem a poder dar resposta às demandas da justiça.
    E não é com 20% de subsídio para trabalhar fora de horas que se resolve o problema - hoje já não temos capacidade de resposta, os serviços não estão providos de quadros mínimos para funcionar.
    Quem deitou a justiça ao abandono foi o PS e António Costa.
    Lembro que no tempo da troika, de má memória, ingressaram 600 funcionários nos tribunais. Desde que o PS assumiu o cargo, volvidos 9 anos, quantos entraram?
    Que alterações fizeram nos serviços para lá de operações de cosmética (como o balcão mais + ou a justiça mais + próxima) que serviram apenas para satisfazer as exigências dos magistrados - mais lugares em juízos centrais que são melhor remunerados - e as reivindicações políticas ao nível autárquico (que reclamavam mais competências para os municípios).
    Foi feito muita coisa e outra tanta ficou por fazer.
    Todos nós ignoramos o futuro e não vemos o presente - mesmo que a realidade nos atropele diariamente.

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  11. Muito bem,

    Esquecem os funcionários, e deixam afundar tudo

    quando dão conta já vão tarde.

    e quem fica está em burnout, não vai aguentar.

    isto é de matar as pessoas.

    quem puder fuja disto.

    O estudo da Raquel Varela servirá para quê?

    Fujam, que a vida é curta, quandod erem conta a vida passou e vocês doentes.

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  12. Mas será que, ao contrário do que se diz, ainda não se aperceberam que a justiça ainda assim está a funcionar muito melhor do que alguns esperariam, tudo fazendo com ela cada vez fique mais disfuncional?!!

    Uma justiça célere, dotada de bons meios e profissionais, é um perigo para a criminalidade, para a corrupção e o amiguismo!

    Há muita gente tratada por "senhor doutor" que devia estra presa, com penas pesadas e efetivas.

    Alguns até se passeiam nos átrios dos tribunais e nas salas de "teatro" e são tratados por ilustres!

    Abraço.

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  13. "Chegou a hora de iniciar o trabalho árduo, com determinação e foco, para construir um futuro melhor para todos."

    Marçal, in CM


    Sim, sim, O Marçal vai trabalhar



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  14. Que belas palavras ...



    Parecem proferidas por aqueles coaches de motivação pessoal que na verdade mais parecem vendedores de banha da cobra

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  15. E até aqui esteve a fazer o quê? A pastar a "toira"?

    É preciso ter lata --- » chegou a hora é de se pôr na alheta e dar o lugar a quem defende a classe e apresenta soluções independentemente da cor partidária do governo!

    Se nada conseguiu junto dos "seus amigos", camaradas, quer agora conseguir junto dos inimigos, assim classificados por estes últimos que decidiram agora formar um "bloco" à esquerda.

    Se tivessem concretizado e dado respostas aos problemas dos portugueses isso é que era bonito.

    vêm agora criar "forças de bloqueio" quando não foram capazes de resolver praticamente nada, cobraram impostos e abateram a dívida pública e .... e pouco mais.

    Custava muito, na justiça, reconhecer a especificidade da carreira e valorizá-la, com a requalificação dos seus quadros!

    Não tiveram vontade política e agora querem paralisar a vontade dos outros - como dizia Salgado Zenha o que verdadeiramente querem é que os outros não sejam melhores que eles ...

    Cegueira ideológica e atavismo político ... é o que é.

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  16. A justiça podia estar melhor. Podia. Faltam funcionários por todo o País. Os que estão a trabalhar perdem mais tempo nas redes sociais do que a trabalhar. Vejam aqui os extensos comentários à hora de expediente. Quantos processos podiam ter sido cumpridos nesse tempo. Há muita gente trabalhadora, mas também há quem não faça um alho.

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  17. Será verdade o que diz?
    Saberá se o seu autor está ausente ao serviço de forma justificada, seja por doença ou outro motivo?
    Será que esperou pela hora do almoço para responder ao comentário que leu a meio da manhã?

    Não sabemos e por isso - faça como eu - abstenha-se de comentário da caca.

    Aconselho-o a "focar-se" no texto do blog ou então no seu trabalhinho ...

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  18. Pois, o novo governo AD vai ter de pegar no assunto da justiça e tribunais e fazer alguma coisa.
    E ai é que eu tenho duvidas do tipo de medidas que vão aplicar. É sabido que a direita não gosta de funcionários publicos nem gosta de serviços publicos, assim não estou a ver essa tão necessária renovação de quadros de funcionários nos tribunais.
    Será que vão insistir nas receitas arcaicas do tempo de Passos Coelho de aumentar a jornada de trabalho para 40 horas de forma a aumentar a produtividade e evitar novas contratações?
    Numa altura em que a norma é o teletrabalho e se fala na jornada de 4 dias semanais.
    Os tempos mudaram e as formas de trabalho evoluiram desde o tempo da troika.

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  19. E que andas tu aqui a fazer? estás em comissãozinha de serviço? com a cunhazinha do costume? lindos olhos que tens.

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  20. Agora que temos cá o cheginha, vai ficar tudo resolvido.
    Têm 25 mil milhões de promessas para dar prazer a toda a gente.

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  21. Paula Teixeira da Cruz 2.0

    Título do filme:
    "Acabar de vez !"

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  22. Atenção que "os nossos interesses" são reivindicados há muitos anos!

    Agora vem a PSP + Professores + G. prisionais + etc, etc ...

    Os nossos problemas têm anos e anos de atraso, e não devemos dormir !... senão ...

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  23. Estar em casa sentadinho a mandar cartas e notificações eletrónicas é que se está bem não é ? Já andar no serviço externo e fazer diligências é que tá quieto !

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  24. Então caros votantes do Chega, estão a gostar das declarações do vosso líder agora que já vos enganou a quase todos?
    Última pérola: "A imprensa é o tumor da democracia" .
    Percebem o que isto quer dizer? Não vos afeta seus tolinhos?
    Siga, deem-lhe força!

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  25. Não tenho comichão nem olhos bonitos - não sou definitivamente uma pessoa bonita (sou baixo, careca, mirrado e desdentado, vejo mal e mal sei falar) mas atrevo-me a dizer que o senhor é uma pessoa feia, ainda mais que eu, e não o sabe apenas porque não olha ao espelho.

    Bem haja.

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  26. Líder dos licenciados13/3/24 17:54

    Desafio todos oficiais de justiça que são contra os licenciados para uma luta corpo a corpo.

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  27. Eu também não gosto de muito do funcionalismo público, da forma como ele funciona, o que não quer dizer que não goste dos funcionários públicos.

    Se me dessem a oportunidade de regredir e de poder optar novamente estava no setor privado, era o que escolhia.

    Por cá, no funcionalismo público só se pensa no final do mês e o resto, o serviço público que se presta, não interessa a ninguém.

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  28. Se fores mulher eu aceito ... conheço bons lugares e, garantidamente, dou boa luta.

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  29. Tal acontece por não existirem ordenados motivadores e compensatórios para as obrigações conexas que por vezes, quase sempre, escalam o racional conteúdo funcional.

    O autocarro leva gente, mas é limitado em lotação e tara.

    Que se arrasta hiperlotado e hipercarregado? Sim, o autocarro arrasta-se, mas não rola na perfeição e os passageiros ficam mal servidos.

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  30. vai dormir que estás com sono

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  31. Depois de a DGAJ pagar o que foi sentenciado?

    Até te mando dar uma volta oh esperto líder.

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  32. É sabido que a direita não gosta de funcionários publicos nem gosta de serviços publicos, assim não estou a ver essa tão necessária renovação de quadros de funcionários nos tribunais."

    Lamento que existam Oficiais de Justiça que ainda sofrem do "sindroma do papagaio"!...

    Uma mentira repetida muitas vezes não a torna verdadeira!...

    No mandato de Paula Teixeira da Cruz foram admitidos mais Oficiais de Justiça que nos 8 anos de Francisca Van Dunen e de Catarina Sarmento!

    Para isso, basta consultar as listas de antiguidades dos Oficiais de Justiça, disponíveis na página da DGAJ, e ver quantos Oficiais de Justiça ingressaram em 2013 a 2015 e os que ingressaram de 2016 até hoje.

    A mentira tem perna curta, e é lamentável que Oficiais de Justiça sustentem as suas afirmações "no diz que disse" por razões ideológicas, e não em elementos probatórios, como as listas de antiguidades oficiais disponíveis na página da DGAJ.

    O sindroma do "efeito papagaio" tem cura, e não é irreversível, basta parar para pensar e consultar os dados Oficiais.

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  33. pobre da cuca13/3/24 20:44

    Esta foto de hoje era dispensável.Tanta alegria no ar porquê? Parece que ganharam a sorte grande. Será porque vão embora ? É que, os resultados da permanência para os oficiais de justiça foram....tudo na mesma .
    Vamos ver se num próximo governo aparece nomeada uma maioria de pessoas, reconhecidas pela sua competência e não colocadas por clientela política, pessoas que podem ser muito ilustres, têm muita teoria, lutaram sempre para o crescimento de seus partidos, mas têm dificuldade em gerir recursos humanos e seus problemas, além de outros.
    A "dança" de nomes nas listas para deputados que podem vir a ser eleitos é já um exemplo do que é o" jogo" interno dos partidos e é a compensação do trabalho político. Não do profissional. Depois, como cada voto nos partidos é pago....
    Enfim , o regime não é perfeito, mas nada é perfeito .

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  34. "Chegou a hora de iniciar o trabalho árduo, com determinação e foco, para construir um futuro melhor para todos."

    Marçal, in CM.

    Um trabalho árduo com uma candidata a deputada do PS, dirigente do SFJ!...

    🤣😫💪😎



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