“Não há mesmo nenhuma razão para arrastarmos os pés”
Na sequência das audições que o Presidente da República vem fazendo aos partidos políticos que saíram das eleições legislativas com representação parlamentar, foi ontem a vez do Partido Socialista.
No final, da audiência, Pedro Nuno Santos prestou alguns esclarecimentos aos jornalistas presentes no Palácio de São Bento.
De entre as suas declarações, releva a (re)afirmação da sua disposição para aprovar um orçamento retificativo ao PSD, desde que contemple os aspetos que são comuns ao PS e que foram apresentados no programa e na campanha eleitoral.
Nestes aspetos comuns está a reivindicação da recuperação da totalidade do tempo congelado, reivindicação que os professores lideram, mas que, como se sabe, é extensível, sem esforço algum, às demais carreiras especiais, como já o foi antes.
Embora os professores sejam o verdadeiro motor reivindicativo, o certo é que muitos outros vão beneficiar dessa firme e teimosa luta dos professores, são eles: os magistrados (judiciais e do Ministério Público), os militares das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana, os profissionais da área da saúde: os médicos, os enfermeiros, os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e, claro está, os Oficiais de Justiça.
Durante a campanha eleitoral muitos prometeram resolver a questão da recuperação do tempo de congelamento dos professores (e das demais carreiras especiais, embora nem sempre ou quase nunca nomeadas), pelo que, neste momento, existe um certo amplo consenso político-partidário para a recuperação do tempo que ainda falta obter para a subida de escalões.
No caso dos Oficiais de Justiça o tempo que falta recuperar, em termos genéricos, corresponde a 7 anos, 2 meses e 26 dias, isto é, corresponde a dois escalões e meio. Este tempo adicionado ao que está em curso, a decorrer, fará com que os Oficiais de Justiça (em termos genéricos) beneficiem de um salto de três escalões.
E quando ressalvamos, repetidamente, que a recuperação mencionada é "em termos genéricos", fazemo-lo porque bem sabemos que esta recuperação não se aplicará a todos, tal como a anterior, a dos 2 anos, 1 mês e 6 dias, também não se aplicou a todos ou, noutros casos, não se aplicou na sua totalidade.
O secretário-geral do PS disse estar disposto a solucionar esta questão da recuperação antes das férias do próximo verão e, para o efeito, disse que vai indicar dois nomes de representantes do PS para a intermediação com o PSD (e CDS-PP).
O facto da resolução do assunto poder ter como horizonte o próximo verão, não significa, no entanto, que todo o tempo possa ser recuperado até lá. O que vai ser resolvido é a forma da recuperação que será fixada num modelo faseado e projetado para acontecer no espaço de alguns anos, sem dúvida, pelo menos (se não for mais), em 4 anos.
Na anterior recuperação dos dois anos e pico, foram entregues aos Oficiais de Justiça oito meses de cada vez. Foi o Decreto-Lei nº. 65/2019, de 20 de maio, que estabeleceu a recuperação mínima desses dois anos e pico em prestações, também em dois anos e pico, tendo-se traduzido, a final, em cerca de três anos a efetivação desse tempo concedido.
Esta mitigação do tempo congelado permitiu a muitos Oficiais de Justiça progredir nos escalões mais rapidamente, mas também houve quem nada beneficiasse ou que beneficiasse de uma percentagem desse tempo atribuído, por terem sido promovidos entretanto.
Ora, sucede que esta situação dos recentemente promovidos também se poderá aplicar na atualidade, tanto mais que, recentemente, houve muitos Oficiais de Justiça que descongelaram nas promoções.
Por outro lado, há quem já esteja no último escalão, pelo que este descongelamento não servirá, para esses, para nada nesta altura, embora tivesse servido no passado.
Para os casos – e são muitos – em que os Oficiais de Justiça, na atualidade, não irão beneficiar desta recuperação, tal como sucedeu com o acima mencionado diploma legal (que hoje até está a ser denunciado como inconstitucional), impõe-se que, no mínimo, seja criado um sistema de compensação ou de reconstituição da carreira, uma vez que, sem isso, a recuperação do tempo de serviço congelado nunca será efetivamente conseguida para um vasto número de Oficiais de Justiça.

Vamos agora às declarações do secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, a que pode assistir no vídeo abaixo e também ler na transcrição que realizamos e que segue. Disse assim:
«Desde logo, ao longo da campanha, foi notório para todos que havia um largo consenso que extravasava, aliás, o próprio Partido Socialista e a AD, sobre a necessidade de valorizarmos as carreiras e as grelhas salariais de alguns grupos profissionais da função pública.
Havendo vontade, nós temos essa vontade, achamos que não há mesmo nenhuma razão para arrastarmos os pés nesta matéria. Nós, hoje, o governo ainda em exercício, deixou-nos numa situação económica, financeira e política que nos permite dar esse passo em frente e o Partido Socialista quer ser parte dessa solução e, para isso, estamos disponíveis para encontrarmos com a coligação vencedora e com o governo uma solução que permita que, até ao verão, estes profissionais tenham a sua situação resolvida.
Estamos a falar dos professores, das forças de segurança, dos profissionais de saúde, não apenas dos médicos, e incluímos também os Oficiais de Justiça.
Tendo em conta que pode ser necessário alterar limites de despesa, nós estamos disponíveis para viabilizar um orçamento retificativo que esteja limitado às matérias de consenso.»
Ora, perante estas declarações, conhecendo a realidade das reivindicações, designadamente a amplitude das mesmas, nas demais carreiras, e, bem assim, as limitações que a AD detém e quer impor a nível orçamental, para além da mitigação dos anos de congelamento, a conceder de forma faseada, contar com mais do que isso, como a reformulação de carreiras e grelhas salariais, no curto prazo, antes do verão, parece-nos que não deverá acontecer, embora se possa acordar em reuniões ou grupos de trabalho para analisar esse outro aspeto. Por isso, parece-nos mais factível que o governo PSD opte no curto prazo apenas pelo acordo compensatório para a recuperação do restante tempo por descongelar.
Ataque à jugular de Montenegro !!
ResponderEliminarParfait !!
Se não fizer o que prometeu...já foste!!
Não o vou chamar de otário, mas talvez merecesse que o adjetivasse de faccionário, de tribalista e com patologia oftalmológica para não dizer outra coisa.
ResponderEliminarEntão em quase 9 anos, e no que aos oficiais de justiça diz respeito, há mais de 20 anos, que prometeram e nada fizeram, ou melhor tudo o que fizeram foi um autêntico ultraje à classe.
Agora, quando se sabe que o próximo governo - o de Montenegro -será ainda mais breve que o de Santana Lopes, pois que tem a morte anunciada para outubro, impinge-se quase que uma obrigação bem se sabendo que a previsão orçamental tem de ser ajustada para o efeito.
Ou seja, como tinham condições para fazer o que não fizeram, o que aconteceu apenas porque não quiseram, e para ficarem associados a este aumento generalizado, em carreiras especiais da função pública, que bem sabem votaram expressivamente no partido do CHEGA, o que sucedeu de forma manifestamente incompreensível, e que não foi apenas por revanchismo.
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ResponderEliminarSr Bloguer,
Pode informar se quem foi promovido recentemente a adjunto, mas estava no 3º escalão de auxiliar, pode vir a beneficiar de tempo a recuperar até por exemplo ao 5º escalão de auxiliar?
e, assim, na altura da promoção em vez de partir do 3º escalão de auxiliar, partir do 5º?
Obrigado se puder esclarecer
Tenham em atenção o seguinte:
ResponderEliminarUma coisa são aumentos salariais decorrentes da "erosão" provocada pela terrível inflação dos últimos anos, e é isso que temos direito de imediato.
Outra coisa, é a recuperação do tempos "congelado".
São duas coisas distintas e são cumulativas.
Outra coisa ainda é um novo estatuto, com valorização profissional e, consequentemente, salarial!
Portanto, a profissão OJ vai ter aumentos até às férias, tal como outras profissões da administração pública.
A isto, somar-se-á aumentos decorrentes da progressão nos escalões pela recuperação do congelamento dos salários.
Mais tarde, aquando de um novo estatuto, poder-se-á ainda pensar, em caso de um aumento das exigências das nossas tarefas, de uma nova tabela salarial que espelhe essas exigências.
Estarei a pensar mal?!!
Abraço.
ResponderEliminarPor agora só paleio de politico.
E disso ando farto há 20 anos.
Só vendo para crer.
Até lá,
Fazer o mínimo que é o que me têm dado.
Mínimo e desprezo por mentirosos!
Acho muito bem que faça o mínimo mas também acho bem que seja avaliado em conformidade com um suficiente e a perda do suplemento.
ResponderEliminarAbaixo do mínimo o medíocre. Julgo que quanto a isto ninguém tem dúvidas.
Este comentário é a prova viva do triste resultado que dá emprestar um teclado a um chimpanzé !!
ResponderEliminarEstivesse ele privado de tal instrumento, e divertir-se-ia a atirar as suas próprias fezes ao ar, como é normal fazer.
ResponderEliminarpara 20.03.2024 às 11:03
O teu algodão não engana, pá
és mais um chefezinho da treta que se acha bem pago, pois conseguiu chegar sem cortes ao topo da carreira.
Ou estarás numa comissãozinha com a tal cunhazinha?
Não prestas, vives de parasitar.
Uiii.. que medo. Já lá vai o tempo que essas ameaças tinham algum efeito.
ResponderEliminarAgora vamos todos aguardar, que sindicatos e companhia limitada, que voltem a recusar aumentos e a valorização da carreira.
ResponderEliminarEm prol dos ridículos 10 por cento.
ResponderEliminarVerdade, ameaças de quem sempre foi parasita a ameaçar e coagir. a viver da exploração dos colegas.
Ninguém pode esclarecer isso. O novo Governo elaborará um decreto-lei com as condições e então, nessa altura será conhecida a aplicabilidade da mitigação do tempo congelado.
ResponderEliminarSe se fizer como se fez em 2019, não teria direito a nada.
Este comentário é a triste prova de que há humanos bem menos capazes que um chimpanzé. Há quem lhes chame atrasados outros adiantados, outros alinda alienados.
ResponderEliminarRidículo é você ainda andar por aqui. Não representa os licenciados, nem os seguranças dos tribunais
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ResponderEliminarObrigado pelo esclarecimento.
Mas quem recusou aumentos?
ResponderEliminarpor acaso alguma vez os governantes propuseram mexer na tabela salarial?
Por nunca terem proposto e mexerem na tabela salarial que é miserável, é que não conseguiram nem conseguem gente que queira ingressar nesta carreira.
Convençam-se que se não pagarem bem no inicio de carreira ninguém vem e quem vem desiste como tem acontecido.
É só conversa para adormecer meninos.
ResponderEliminarComecem por pagar aquilo a que a sua DGAJ foi sentenciada.
Já nem se fala na recolocação de escalão que já, há muito, deveria ter ocorrido.
E já agora também, não esquecer do congresso do SFJ para dar lugar a outros!
O meu mínimo dá para suficiente e como tal o chantagista suplemento também entra no bolso!
ResponderEliminarDeixo de ser é muito bom, pois para nada vale.
Trabalho por dinheiro que vai fazendo falta, pois, caso contrário, não trabalharia.
Casa está paga, carro também, filhos; o divórcio; fruto de ter "casado", estupidamente enganado por carreirismo, com o tribunal; levou-mos para longe, portanto, escarrado, com respeito pela atividade inspectiva, pois estão a. fazer o seu papel, a nota não me interessa, desde que no fim do mês lá esteja o dinheiro.
... e isso dá azia a tanta gente companheiro(a).....
ResponderEliminarTorna-se imperioso a criação de pelo menos mais dois escalões em cada uma das categorias, para que ninguém fique em definitivo para trás.
ResponderEliminarExistem já um elevado número de auxiliares e de adjuntos que já atingiram o último escalão da tabela remuneratória, que não devem ser prejudicados mais uma vez;
No que se refere aos escrivães de direito e aos técnicos de justiça principais, é muito provável que existam já alguns casos, e que também não devem ser esquecidos;
Abraço colega!
ResponderEliminarConcordo e nunca me tinha lembrado. O que a classe precisa é de mais escalões. Já agora não esquecer dos secretários.
ResponderEliminarA necessidade de serem incluidos mais dois escalões em cada categoria ja eu disse aqui à uns meses atrás.
ResponderEliminarIsso devia ter sido feito e negociado logo após o governo Sócrates ter aumentado a idade de aposentação. Mas já nessa altura os sindicatos comeram e calaram. E durante este tempo todo nunca tentaram puxar o assunto na tutela.
Eu defendo mais 5 escalões, com subidas de 2 em 2 anos e porque sim. E sem qualquer mudança nas inspeções porque as subidas têm de ser automáticas e não depender de qualquer tipo de avaliação.
ResponderEliminar.... à contrário, um trabalhador entra numa carreira e termina-a a ganhar o mesmo?
ResponderEliminarPor esta razão foram criadas as dioturnidades que parece andarem esquecidas na administração pública!
Estas não dependem de classificação, mas, do reconhecimento do tempo dedicado à profissão.
No privado o ACT dá castanhadas de mais de 5000€ a quem não cumpre. Já o Estado, manda tudo para o aumento de competências/produtividade.
O que nos leva à questão do tratamento discriminatório, pois um OJ com 67 anos de idade, por exemplo, em serviço externo ou em secção criminal, não terá naturalmente predisposição para produzir tanto como outro de 28 anos de idade. E por isto vai ser penalizado?!
O PNS foi inteligentíssimo ao tomar a iniciativa de convidar a AD, a aprovar estas medidas, neutralizando e dispensando os cretinos do chega.
ResponderEliminarÉ esta a tarefa a levar pelo menos nos próximos dois anos: ostracizar e mostrar a inutilidade do chega, apesar dos 50 neantherdals lá sentados.
AD e PS devem demonstrar que sabem resolver os problemas das pessoas e empresas, demonstrando a asneira que foi votar nos atrasados mentais dos cheganos.
Se assim for, e houver acordo com o PS para aprovar pelo menos dois orçamentos, os macacos serao quase todos expulsos da casa da democracia.
Explique lá essa de no privado a act dar castanhadas de mais de 5.000€.
ResponderEliminarPergunto a cada um de vocês: por que ignoram as pessoas que denunciam um crime com provas???!!! Digo isso pelo seguinte: aqui no Brasil é assim, matam nossos familiares, e todos ignoram, como se fosse um COMUNISMO mesmo!!! Em que todos é para calar a boca!! Em qualquer lugar que se denuncia, não existe policia de nenhum lugar, “justiça” que faça algo. A tática deles é MATAR AS PESSOAS POR DESPREZO Até que comecei a denunciar nos seus paises, e vejo que se comportam da mesma forma. Muitos paises da Europa, Estados Unidos sabem a respeito da minha denuncia, ou seja, ignoram!!! Sendo que trabalho, não tenho o nome sujo em dividas e tenho familia Por isso mesmo que pergunto: por que tentam matar as pessoas dessa forma???!!! Deixando elas como se fossem REFENS DE ASSASSINOS, porque é assim que me sinto a meses. Por quê???!!! Não entendo a falta de humanismo, solidariedade humana e até de paises estrangeiros
ResponderEliminarDá prazer sexual de ver o sofrimento das pessoas assim a meses e ninguém fazendo nada???!!! Dá??? Porque não entendo tanta crueldade assim com quem trabalha
Torna-se imperioso acabar com a distinção escrivão/adjunto... A todos os níveis....
ResponderEliminarE nivelar os ordenados por cima claro ...
Aumentos e revisão da carreira o mais rápido possível...
O trabalhador "auxiliar de limpeza" da empresa "Xlimpex" descontente com o facto de em 16 anos de efetividade de funções ganhar o mesmo, apenas acrescido dos ocasionais aumentos governamentais, solicitou melhores condições de ordenado à empresa que tal recusou. O trabalhador deslocando-se ao seu sindicato profissional foi instruído em reclamar por dioturnidades e expor ao ACT que entendeu aplicar a "castanhada".
ResponderEliminar19.46h
ResponderEliminar"As diuturnidades são um valor que é acrescentado ao salário do trabalhador com o propósito de valorizar a sua permanência na empresa, quando não existe possibilidade de aumento de ordenado ou de progressão entre categorias profissionais."
e o seu não cumprimento dá lugar a castanhada no privado.
Já no Estado, é uma festa na aldeia, tudo depende de produtividade/competências.
Um funcionário, pelo Estado ganharia daqui a 40 anos o mesmo ordenado que hoje aufere.
E o curioso é existirem para aí uns idiotas que acham isto normal!!!
Uns tais tecnocratas das selfies e cabeleireiros chiques!
Parabéns ao novo primeiro ministro e ao sentido de estado do PNS, ao demonstrem vontade política para, em conjunto, combaterem a cheganice que ainda aspira poder instalar-se no poleiro.
ResponderEliminarOs milionários que financiaram a campanha do venturinha é que devem estar a começar a chorar o dinheirinho investido.
Chupem palhaços!
Uuuiii... Tanta raiva colega.... Não pense assim. Faz-lhe mal ao coração.
ResponderEliminarIsso é tudo azia?
ResponderEliminarEntão e sabes quem financia o teu ps? e o teu psd?
ResponderEliminarPor gente como tu é que o teu ps e psd têm os dias contados
engole que te custa menos