O prenúncio da mudança a 13 e a 16 de março de 1974

      Luís Neto foi trabalhador da indústria vidreira antes de se tornar Oficial de Justiça, agora reformado. Com vários livros publicados, o autodidata, que tem investigado a História do concelho da Marinha Grande, sustenta que a greve geral dos vidreiros da Marinha Grande, em março de 1974, para exigir um aumento salarial de 100 Escudos (cinquenta cêntimos de Euro) para todos os operários, está por valorizar no contexto da Revolução do 25 de Abril.


      Em 1974 a Primavera de Liberdade anunciou-se com a greve dos vidreiros da Marinha Grande, iniciada com o plenário de trabalhadores a 13 de março, a que se seguiu a Intentona das Caldas de 16 de março, com os militares a sair do quartel e a frustrar-se aquilo que no mês seguinte, melhor planeado, acabaria por correr bem.


      “A greve foi menos falada e dissecada, não pelo impacto do 25 de Abril, mas, sim, porque no último dia” ocorreu “a chamada Intentona de Caldas da Rainha de 16 de março”, refere Luís Neto.


      De facto, a importância daquele ato corajoso dos vidreiros ficou secundarizado pelo súbito sair das tropas para intentar um golpe de Estado, tendo mobilizado os elementos da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) para as Caldas da Rainha.


      “A importância dessa greve está por valorizar. É um facto indesmentível”, afirmou Luís Neto à agência Lusa, referindo que a paralisação demonstrou aos vidreiros e a outros trabalhadores que, “afinal, valia a pena lutar e arriscar as represálias do regime e das polícias, além da superação dos reformismos sindicais”.


      A importância deveu-se também ao facto da greve ter sido “decretada por tempo ilimitado”, até à satisfação da reivindicação principal, que era “a obtenção do aumento salarial de 100 escudos (€ 0,50), para todas as categorias profissionais”.


      Na madrugada do dia 16 de março (o terceiro dia da greve), militares do Regimento de Infantaria n.º 5, em Caldas da Rainha, avançaram para Lisboa, com o objetivo de derrubar o Governo, mas a tentativa de golpe de Estado, cerca de um mês antes da Revolução de 25 de Abril de 1974, falhou.


      No livro “Luta Constante. Orla da Mata – 3”, publicado pela editora Hora de Ler, no capítulo dedicado à greve geral na indústria vidreira, Luís Neto escreveu que “após a chamada Conciliação, relativa ao contrato coletivo de trabalho da indústria vidreira, em junho de 1972, os vidreiros encontravam-se em luta por aumentos salariais”.


      A este propósito, assinalou haver dois aspetos essenciais: “Os industriais arrecadavam grandes mais-valias ou lucros, com boas encomendas; os operários tinham salários baixos e com diferença substanciais entre as várias categorias”.


      “Já em junho de 1973, os Sindicatos do setor vidreiro tinham enviado ao Grémio Nacional da Indústria Vidreira uma proposta de alteração das tabelas salariais”, mas o acordo não foi alcançado. Houve também uma tentativa de conciliação, sem sucesso, lê-se no livro.


      Ainda na mesma obra, o autor refere o plenário de operários vidreiros no Sport Operário Marinhense, em 13 de março de 1974, e a decisão de “partir para a greve por tempo ilimitado até à satisfação das reivindicações, em todos os setores da indústria vidreira, reivindicando-se um aumento salarial igual para todos, o que foi, e ainda é, um acontecimento importante”.


      “Tudo indica que foram os operários” da Vicris/Crisal a dar início à paralisação, lê-se no livro, explicando que, “na noite de 14 para 15 de março”, na Crisal, “a PSP tentou entrar nas instalações da fábrica, mas os polícias foram impedidos por jovens operários que empunharam canas com vidro quente”.


      Também na Ivima ocorreram episódios semelhantes, “com ameaças de que vinha até lá a PIDE para prender os grevistas, mas estes não cederam às provocações”, escreveu o autor, para sublinhar que “a greve verificou-se, no seu final, praticamente a 100%”.


      Luís Neto considerou no livro que “também a perigosidade desta luta é de realçar, devido às possíveis prisões – que na maior parte dos casos eram feitas sem culpa formada e sem libertação à vista –, sendo que os dirigentes da greve, membros ou não do Sindicato, tomaram atitudes firmes e corajosas”.


      A greve obrigou o patronato a negociar “até que passados três dias de luta, se obtiveram aumentos de 60 Escudos (€ 0,30) para todas as categorias, exceto para os aprendizes (menores de ambos os sexos)” e para as empalhadeiras, adiantou o autor.


      Lembrando que “só os vidreiros da Marinha Grande fizeram greve”, apesar de terem tentado que esta “se efetuasse a nível nacional”, o livro adianta que “a polícia de choque começou a abandonar a Marinha Grande no sábado de madrugada, portanto ao terceiro dia de greve, 16 de março, pressupondo-se que, devido à chamada “Intentona das Caldas”, as forças do regime eram mais necessárias noutros pontos do país e, ou, em prevenção”.


      O aumento salarial "naquele tempo era uma coisa fora de série” e as greves estavam fora de questão, não existiam, refere Etelvina Rosa que, na altura tinha acabado de entrar para a indústria vidreira, com mais cerca de 20 raparigas, apanhando-as a greve de surpresa.


      “Lembro-me de estarmos todas sentadas na secção, em vez de estarmos a trabalhar, e quando saímos, à hora de almoço, ficámos cheias de medo”, referiu, recordando que a Praça Stephens estava com polícia a cavalo. A PIDE estava acampada no matadouro municipal.


      Assumindo que a situação assustava, comparando-a aos “filmes antigos do faroeste”, a antiga sindicalista declarou que o grupo de mulheres permaneceu firme, mas sempre com o receio “Ai se a PIDE entra aqui”.


      “Havia períodos em que até estávamos de mãos dadas”, referiu Etelvina Rosa, de 68 anos, notando que, embora nos dias de hoje esta situação pareça “muito simples”, vivida àquele tempo era algo “mesmo tenebroso”.


      Passado pouco mais de um mês, ocorreu a Revolução de 25 de Abril de 1974, que foi “uma explosão a todos os níveis na vida dos portugueses”, como refere Etelvina Rosa, passando-se a falar desta conquista e das conquistas que todos tínhamos de fazer no pós-revolução.


      Evidentemente, todos os grevistas não sofreram quaisquer consequências repressivas do regime porque este caiu logo de seguida.


VidroSopragemMarinhaGrande.jpg


      Fontes: "Lusa/TVC", “RTP Notícias” e “RTP Ensina”.

Comentários

  1. Por comparação.
    Aguardemos 10 dias após a posse do novo governo.
    Marquemos uma greve de um mês a terminar a 15 de julho, mesmo antes do começo das férias
    As coisas acontecerão.
    E a maior oportunidade que teremos.
    Á atenção dos srs. Marçal e Almeida

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  2. O utente que se fornica com as greves17/3/24 11:32

    O melhor mesmo e nem por os pes no trabalho...

    Eu sinceramente não sei se querem trabalho ou emprego, ou se o dinheiro não vos faz falta...

    Sempre com a palavra greve. greve-

    Greve ja fazem muitos na hora do trabalho.

    Atentamente
    Um gajo que tem um processo ha mais de 10 anos para ser resolvido e que quando vai ao tribunal o funcionario nem levanta o cu da cadeira para falar, prefere gritar do fundo da sala....

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  3. Em homenagem a todos aqueles que lutaram e caíram pelo 25 de abril, devemos marcar forte presença na marcha pela liberdade em 2024.
    Agora com motivos reforçados dada a ascençao do fascismo em Portugal e quando existe 1 milhão sem discernimento suficiente para perceber a MSG e conteúdo de discursos populistas, como um vídeo do ventura, em que os representantes dos vários partidos políticos vão caindo à medida que levam com a colher de pau que irá limpar o país, até que reste o tão almejado partido único.
    Que burros!!

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  4. Quem levou o Chega a ter a votação que teve foi o abandono dos trabalhadores e de quem paga impostos por parte do PS e PSD a favor do lucro das grandes empresas. Eu não condeno os votantes do Chega.
    Apesar de achar que esse partido é mesmo um perigo.

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  5. "ascensão do fascismo"



    Descreva aí, por palavras suas, o que é o fascismo.

    Mas sem ir ao Google, por favor.

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  6. Antes do utente se fornicar com a greve, fornicam-se os que a fazem, com corte total do seu salário por utilizarem um meio (que ainda é legal neste país) para protestar pelo estado em que têm de trabalhar e levar com gajos que têm processos há 10 anos ou mais e que nada fazem a não ser apontar o dedo àqueles que se queixam precisamente de que não pode haver justiça se não houver quem nela trabalhe. As greves, caro utente, são em defesa dos utentes e contra situações destas. Quando se reclama gente suficiente para que os processos não estejam parados é a favor de quem? Quando se reclama um salário que permita arrendar um quarto e viver nas zonas para onde ninguém quer ir, é para que haja gente que queira ir e fazer andar processos como o seu.
    Devia aplaudir cada greve dos Oficiais de Justiça em vez de dizer cheganices.
    No que diz respeito ao atendimento de um indivíduo, não o tome pelo todo. Peça o livro de reclamações e registe esse atendimento que o desagrada. Se nada fizer tudo continuará na mesma, se fizer algo abre a possibilidade de obter algo, tal como fazem os Oficiais de Justiça, tentando mudar.

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  7. Acha mesmo que vou perder horas a fio a tentar explicar aquilo que você não conseguiu perceber antes de votar, mesmo depois da campanha eleitoral com mais análise política de que ha memória?

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  8. És da dgaj, só pode.
    Estas bem instalado/a
    Com uma cunhazinha, ne? E cagas-te para quem está iu entra a ganhar uma miseria.

    Teu discurso não engana.

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  9. Sabe lá o que é fascismo a sério.... já comunismo a sério sei eu bem o que é. E ainda se intitulam como "democratas" e que "somos pela paz"

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  10. Este sr de esquerda usa o meio de informação da china, o tiktok

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  11. O senhor Oficial de Justiça é paranoico com as greves e nunca faz uma reflexão séria sobre o resultado das mesmas. Não tem mais nada para apresentar? Uma qualquer mudança de estratégia?

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  12. Tem razão senhor comentador. Mas contamos com a sua sabedoria para nos apresentar uma estratégia de eficácia absoluta.

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  13. Sr bloguer,

    Esse tipo ou tipa é da tutela, ou um administrador chefe que é um tentaculo da dgaj. está bem instalado na vidinha.
    A parasitar à custa de quem dá duro no dia a dia dos tribunais.

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  14. O senhor é que tem responsabilidades editoriais. Comece pelas suas e comprometo-me a apresentar as minhas(nossas), sem qualquer expectativa de eficácia absoluta, pois não me assiste um qualquer sentimento de superioridade percetiva.

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  15. Lá vem este com a sua democracia wue não respeita wuem vota contra a sua cor.

    Faz um tapete com a tua cor politica que inda servirá para limpar botas.

    Pseudo democratas que não respeitam o seu vizinho.

    Vai-te catar com o teu paleio democrata à la putin.

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  16. Agora descobriste a democracia que te convem.

    Não podes publicar os teus financiadores tambem?
    O teu putin, o teu chavez o teu erdogan o teu Hitler?

    Quem finsncia o teu ps, psd, cds, bloco, livre, lv??

    Tens palas?

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  17. Saiba que responsabilidades editoriais é algo que nada tem a ver com responsabilidades sindicais, embora rime.
    Lamentamos que não detenha estratégia alguma para apresentar nem qualquer noção do que diz, mas compreendemos perfeitamente ser fruto dos tempos que vivemos que em vez de permitirem comentários inteligentes apenas permitem cheguices.

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  18. Asseguro-lhe que estou a trabalhar no batente, ou seja nas secretarias dos tribunais e assim, não estou em qualquer comissão de serviço, na dgaj, sindicato, secretário de inspeções ou num qualquer órgão de gestão. Talvez alguns que por aqui se arrogam à razão andem por esses sítios.

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  19. Hum...agora fiquei desiludido, Sr. Oficial de Justiça. Para os mais desatentos a sua resposta até pode colher, mas somente lhe dei a oportunidade, com toda a propriedade, para elencar a sua opinião acerca do que defende efetivamente para mudar a Classe. Pois, passar a bola tem tb um diagnóstico que seguramente V.Exa. melhor determinará. Mas vá lá, diga uma ou duas mudanças que preconiza para a classe. Se o fizer, exponho o mesmo número de ideias.

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  20. Muito agradecemos ter-nos concedido tal oportunidade, sem a qual não nos seria possível continuar a suportar o fardo diário de levar até si os acontecimentos do dia a dia.
    Saiba que não nos compete apresentar programas, reivindicações em avisos prévios, etc. A nossa função passa por apresentar notícias e, se for necessário ou possível, complementar essas mesmas notícias com sugestões para os sindicatos aproveitarem. Ai longo dos anos temos constante e insistentemente apresentado inúmeras sugestões. Repare, esta semana demos a notícia do ex-Oficial de Justiça preso e aproveitamos para problematizar o assunto e defender um ponto de vista na perspetiva de defesa dos Oficiais de Justiça. É assim que vamos andando ao longo dos anos, é este o propósito desta iniciativa, ainda que alguns queiram nela ver coisa diferente ou aqui descarregar as suas frustrações.

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  21. Muito obrigado pela atenção! Efetivamente deu um contributo, se assim o podemos considerar. Mas o que gostaríamos mesmo de saber, se assim o entender e detiver argumentos, era mudanças efetivas e significativas da Classe. Muitos de nós não consideram este espaço como meramente opinativo , mas também com potencial de crítica construtiva. Vá lá, seguramente terá uma (ou várias) ideia(s) de futuro para os Oficiais de Justiça. Continuamos à espera.

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  22. Muito bem, aguarde pelos artigos de cada dia.

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  23. Se tivesse palas era chegano, votava com base em slogans populistas para enganar otarios e não prescindia de alguém que pense por mim para ultrapassar dificuldades de apreciação da realidade.

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  24. Sim, é o principal veiculo de informação que o teu partido usa para enganar otários abaixo dos 30 anos.
    Pelos vistos recorre a produtos da pátria comunista.
    Se o único problema que viste naquele vídeo é esse, então está explicado porque votaste naquele traste .
    Mas já vi que não vale a pena perder tempo a falar com paredes ocas.

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  25. Para quem apregoa democracia que não respeita is votantes, pessoas, do chega, desejo que continuem na merda em que este paus está há 50 anos.

    Eemocratas à la novo riquismo que só pensam no show off speswr do pais estar na lama há décadas.

    Tem o que merecem.

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  26. Mais nada!

    Quem continua a votar nis mesmos de sempre e estando o pais como está, com os serviços publicos todos estoirados. E com os grandes grupos económicos com lucris molionarios, só têm o que merecem.

    Miséria. Masoquistas.

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  27. Que lindo. Todos atiçados uns aos outros cada um a defender a sua dama, como quem diz a sua cor partidaria. A classica estratégia de dividir para reinar bem aplicada aqui por alguns infiltrados.

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  28. "Devia aplaudir cada greve dos Oficiais de Justiça em vez de dizer cheganices."😁

    O homem viu tanta cheganice por aqui, que pensou que estava no TikTok do venturinha.

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  29. Continuai a aplaudir os mesmos de sempre.
    Tristes, os ricalhacos mais ricos e is pobres mais pobres.

    Força. Têm o que mereceis.

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  30. QUANDO É QUE OS VIGARISTAS PAGAM O QUE DEVEM??

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  31. Estamos no final de Março e nada.
    Não pagam o que nos devem.
    Sindicatos, atuem por favor.
    Estamos a pedir o que é nosso.

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  32. Tem a greve da parte da tarde, ainda quer mais greves.

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