O evento d’hoje e a reunião d’amanhã

      Decorre hoje, a partir das 10H00, no auditório do Hotel Roma, em Lisboa, um evento organizado pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) intitulado: “Jornada da Justiça e seus Recursos Humanos”.


      O programa do evento conta com excelentes participantes, mas, infelizmente, conta também com um péssimo participante que é o juiz desembargador que foi diretor-geral da Administração da Justiça, de seu nome: Luís Borges Freitas, uma vez que enquanto diretor-geral da DGAJ revelou-se estar ao nível do pior daquilo de que temos memória.


      A visão do seu nome como participante no evento fez-nos recordar momentos passados, designadamente, aquele em que o atual presidente do SFJ  (por essa altura secretário-geral) lhe apresentou páginas impressas deste nosso blogue, denunciando os artigos aqui publicados, o que acabou por originar uma catadupa de participações contra o criador desta iniciativa, dando origem a um megaprocesso e outros processos de menor dimensão.


      Centenas de páginas, várias diligências e recursos depois, o criador desta iniciativa, depois de ter penado com sanção disciplinar, que cumpriu, e outras penalizações afins, acabou, em recurso decidido no Supremo Tribunal de Justiça, e só aí, por conseguir que lhe fosse dada razão, determinando-se o arquivamento do processo sem qualquer sanção, tendo acabado ressarcido não só pela DGAJ como até do então recorrido CSM.


      Mas a perseguição ao criador desta iniciativa, por esse ex-diretor-geral, não se ficou apenas por aí, pois toda a recolha e impressão de artigos e comentários aos artigos, esmiuçados diariamente, com sublinhados e notas à margem das folhas, com um cariz que já não era visto desde antes do 25 de Abril, resultou em anos de artigos impressos e comentários, mesmo os anónimos, e ainda em ter conseguido identificar outras pessoas e entidades, igualmente objeto de notícia e crítica, que poderiam eventualmente estar interessadas em participar e processar igualmente o criador e, para o efeito, ordenou, em despacho, que lhes fossem remetidas cópias dos artigos para que, querendo, igualmente agissem, o que, no entanto, sendo tais pessoas muito mais razoáveis, acabaram por compreender perfeitamente que esta iniciativa cumpria uma função de liberdade de expressão típica de uma publicação periódica, diária, de índole perfeitamente jornalística.


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      Portanto, embora o presidente do SFJ possa manter ainda hoje boas relações e boas memórias com tal pessoa, a nós, a simples visão do seu nome no programa deixou-nos perturbados, transtornados, nervosos, uma vez que era nome que muito nos esforçamos por esquecer, pois assistimos à grande pressão infligida àquele que foi o criador desta iniciativa, colhendo-o numa fase da sua vida, pessoal e profissional, cheia de alterações, algumas profundamente dramáticas, ao que acresceu toda essa ação dos queixinhas.


      Por estes dias tivemos a oportunidade de folhear algumas das centenas de páginas que o criador guarda digitalizadas dos processos, tendo recordado coisas do arco-da-velha. Fica como exemplo a seguinte passagem: a propósito de um artigo que criticava a ação da DGAJ em determinado assunto, um comentador anónimo expressou-se assim: “Sr. diretor-geral demita-se, era um favor que nos fazia” e, em resposta a tal comentário, o autor do artigo diria assim: “Não, não era um favor, era um ato de inteligência”. Ora, esta resposta ao comentário foi taxada com, nada mais, nada menos, do que com 15 dias de suspensão de funções do criador que se somaram aos outros meses de afastamento de funções sem qualquer vencimento. Em sede de recurso da decisão do COJ para o CSM estes 15 dias acabaram caindo, ficando intactos os meses.


      Este antigo diretor-geral da DGAJ acabou saindo sem sequer ter levado até ao fim a comissão de serviço na DGAJ. Rodinhas.


      Cessou funções a 19-11-2019, tendo cumprido uma comissão de serviço de 3 anos e, depois de renovada por mais 3 anos, acabou por durar apenas cerca de 7 meses, abandonando a casa onde durante tanto tempo (grande parte do seu percurso profissional), desempenhou funções; já desde o tempo em que era Oficial de Justiça.


      Durante o período em que exerceu funções à frente da Direção-Geral da Administração da Justiça, viveram-se os momentos mais árduos, por parte dos Oficiais de Justiça, com greves, manifestações, plenários nacionais, vigílias… De tudo um pouco e de forma completamente inédita, com ações nunca vistas. Foram greves por dias, por horas e até por minutos; foram greves por especialização, por data e foram greves gerais. Nunca se tinha visto nada assim.


      Os Oficiais de Justiça viveram, durante esses três anos os momentos mais inéditos. Houve ainda muitos processos nos tribunais, uma queixa à Organização Internacional do Trabalho, um abaixo-assinado e um pedido de sindicância à atuação da Direção-Geral da Administração da Justiça.


      A tudo isto somou-se ainda o ineditismo do diretor-geral ser, ele próprio, o participante ao Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ), órgão que presidia, para a instauração de processos disciplinares por artigos e comentários publicados nesta página.


      Ao longo do tempo fomos dando notícia dessas participações, com cópias das atas disponíveis na página do COJ, tendo também publicado reações, como a do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) que se insurgia sobre tais participações da seguinte forma:


      «A matéria em causa, pela sua relevância, foi apresentada, ontem, antes do início da discussão do estatuto, pelo SOJ, na reunião com o Ministério da Justiça.


      O SOJ considera, que, caso exista, eventualmente, matéria passível de procedimento disciplinar, compete, efetivamente, ao Conselho dos Oficiais de Justiça o seu apuramento.


      Contudo, e desde já se regista, nunca este sindicato conheceu, nesse espaço, qualquer artigo que possa fundamentar condenação, mesmo que moral.


      Por outro lado, e isso mesmo declarou, ontem, o SOJ na reunião com a Sra. Secretária de Estado Adjunta e da Justiça e na presença, entre outros, do Sr. Diretor-geral, agiremos em conformidade se se vier a verificar que esses processos resultam de uma reivindicação, feita por colega nosso, Oficial de Justiça, em reunião em que o SOJ estava presente e em que foi “exigida” uma ação do Ministério da Justiça contra esse blogue.


      O SOJ, nessa reunião, datada de 31 de agosto de 2016, afirmou que não admitia a instauração de processos a Oficiais de Justiça, pelo simples facto de emitirem opinião contrária aos sindicatos ou à administração da justiça.


      Imperou, em resposta, e nessa reunião, o bom senso do Chefe de Gabinete da Senhora Secretária de Estado, Dr. João Freire, que, nessa altura, recusou instaurar qualquer processo a esse blogue, como havia sido requerido por colega nosso, Oficial de Justiça.


      Ao longo dos anos foram escritos diversos artigos, nessa página, que o SOJ, perante o trabalho que tem desenvolvido, considerou e considera injustos.


      Contudo, todos nós – sindicatos, blogues, administração… –, estamos sujeitos à crítica. É assim que funciona o regime democrático.»


      Mas a controvérsia não se limitou aos Oficiais de Justiça, por exemplo, em artigo do Público, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), à época, Manuel Soares, afirmava que o diretor-geral da Administração da Justiça teria, repetidamente, por cinco vezes até, referido que os juízes teriam faltado à verdade, ou seja, que eram mentirosos e o presidente da ASJP, com tais declarações dizia que o diretor-geral da Administração da Justiça, Luís Freitas Borges, “ultrapassou todos os limites da decência”, considerando a atitude como uma “gravíssima falta de respeito institucional” e até “inédita”, concluindo assim: “Não digo que o diretor-geral da Administração da Justiça devia ser demitido, porque isso me é indiferente”, adiantando, no entanto, que deveria ponderar fazê-lo.


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      Virando a página, amanhã pelas 10H00 está marcada reunião dos sindicatos (SFJ e SOJ) com a nova e atual ministra da Justiça: Rita Alarcão Júdice.


      Deste primeiro encontro a expectativa não é elevada, no entanto, há quem se atreva a especular sobre a possibilidade de algum dos sindicatos sair da reunião com uma declaração de compromissos, desconvocando greves, cedendo a pedido nesse sentido. Teremos oportunidade de desenvolver e esclarecer a pertinência desta hipótese nos próximos dias.


      O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) tinha uma greve marcada para o próximo dia 29ABR mas, em face da marcação de reunião com a ministra da Justiça, foi a greve desconvocada. No entanto, o fundamento desta greve era a falta da marcação da reunião, pelo que, mostrando-se marcada, a desmarcação é o resultado óbvio. No entanto, as greves dos Oficiais de Justiça não têm o mesmo propósito.


      «Exigimos ser recebidos para resolver o nosso problema, não é para falar sobre ele» afirma o SNCGP.


      «Toda a gente que trabalha no setor conhece os problemas e não vale a pena estarmos com reuniões de apresentação de cumprimentos. O que esperamos da ministra são respostas imediata aos problemas que toda a gente conhece». O desabafo é de Carlos Almeida, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça.


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      Fontes: “SFJ”, “Expresso” e artigo com as ligações nele incorporadas, publicado a 20NOV2019, intitulado: “Passados cerca de 3 anos e meio, cessa funções o diretor-geral da DGAJ”.

Comentários

  1. Reunião de amanhã. Café, bolachas, dois beijos, uma carrada de elogios e, até depois que se faz tarde

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  2. Mas também a presença de um ex administrador judiciário, que foi sempre um agente funerário da carreira, diz muito do que pretende o SFJ.

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  3. É um autêntico grupo de amigos.
    Quase 40 anos depois, e os nomes/entidades são quase sempre os mesmos.
    Pode ser que aproveitem a ocasião para esclarecer o resultado negativo do relatório de contas de 2023.

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  4. Líder dos licenciados17/4/24 09:49

    Apartir do momento que falei em organização de eventos e etc já me roubaram a ideia

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  5. A ver se entendo:

    Então o Sr. Juiz também é licenciado em RH? É isso?


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  6. Ainda há pouco tempo fez o soj uma conferência e aqueles que o criticaram, fazem agora uma? Não se entende nada disto.

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  7. Num painel de 17 oradores e à primeira vista, há um que tem conhecimento académico e científico para falar do tema.


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  8. Fiquei agora a saber que "andam" por aqui, neste blog, Juízes, alguns dos quais com responsabilidades governativas ou de índole disciplinar.

    É absolutamente vergonhoso que assim seja!

    Este blog, como o nome indica, penso ser destinado ao oficiais de justiça, e, embora se possa admitir que outros, "curiosos" ou aderente às nossas causas, possam também consultar ou opinar, não deixa de ser lamentável que quem tem funções de grande responsabilidade faça uso deste meio de comunicação social.

    Se querem ficar a par dos sentimento ou reivindicações dos oficiais de justiça deverão faze-lo através dos canais oficiais, com os sindicatos, ou até ouvindo os próprios funcionários respectivas secretarias.

    Tudo o resto é lamentável!




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  9. Qual o problema nisso?

    Até a Sr.ª da limpeza pode vir.

    O importante é não pertencer à PIDE

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  10. O problema é terem responsabilidades governativas ou inspetivas e andarem a fazer um "varrimento" de um blog de uma classe profissional, não falando com os representantes dessa classe, nomeadamente os sindicatos.

    E quando "falam", apresentam uma proposta de estatuto que muitos, até de fora da classe, pensam ser vergonhosa...

    Quanto aos que têm responsabilidades de ordem inspetiva, deveriam visitar as secretarias judiciais e aí verem in loco as dificuldades pelos OJ sentidas, devido à multiplicidade de tarefas e aos reduzidos recursos humanos disponíveis.

    Tirando isso, que é muitissimo, nada contra!

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  11. Huuummmm...e como ficou a saber??

    Quer ver que também tem acesso ao IP´s??

    Julgava que era coisa exclusiva e confidencial do blogger.

    Se calhar, não é bem assim como julgamos.

    De todo modo, sendo espaço onde se exerce a democracia e liberdade de expressão, não vejo porque e como evitar o acesso a todo o cidadão.

    Há, sim, é que perceber que liberdade não é libertinagem e não se pode nem deve vir para aqui com posturas como se vêem, por vezes, que em e tudo prejudicam os OJ´s, tanto na sua dignidade como carreira, como até no próprio processo negocial com a tutela.
    Refiro-me a brejeirices e conversas de vão de escada.

    Agora expressar preocupações com a carreira, dar ideias construtivas e soluções para problemas, não vejo que isso possa ofender nehum magistrado ou dirigente. E se ofende, é porque não percebe mesmo o contexto em que exerce funções e está a mais na estrutura, pois vê-se como o Deus Sol que não pretende ouvir ninguém e que acha que assim é que está bem.


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  12. Já adivinho um recuar do SFJ... estarei enganado?

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  13. Como é que fiquei a saber?!!! Lendo o artigo!

    Também concordo em parte com o que disse das "brejeirices e conversas de vão de escada" mas, pensando melhor, há algo que o proíba!

    O humor e o sarcasmo não fazem também parte do ser humano e da sua maneira de encarar a realidade?!

    Ou será que só podemos comentar de fato e gravata?

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  14. O bocage e ate o Camões vivessem hoje e seriam censurados pelo poder.
    Teriam conta bloqueada no face e redes sociais.

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  15. Em que sentido?!!

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  16. Esses cagavam de alto para a censura e sem medo de os borrarem mesmo

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  17. Conferências deste género organizadas pelas magistraturas nunca têm oficiais de justiça convidados, muito menos como oradores ...

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  18. Agora o colega disse tudo. Não é por acaso que o presidente de um dos nossos sindicatos era levado pela mão, para visitar tribunais na Europa e defender a divisão da carreira, pois o que importa é ter assessores e os outros que se lixem...

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  19. bem haja pelo seu trabalho e dedicação, eu não tenho estofo nem teria tanta coragem e determinação

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  20. com festas e bolos se enganam os tolos....aumento das condições de vida para os OF, novo estatudo nada .... conversas e reuniões são eles bons..

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  21. Desconhecia esses factos.
    Sou OJ desde 1999.
    Sou sócio do SFJ desde 2006/7.
    Se foi assim, e não tenho razões para acreditar no contrário, tenho vergonha do que aconteceu.
    Conheço o Marçal.
    Não confio nele.
    Pura e simplesmente não consigo confiar nele.
    É daquelas coisas.
    Estive uma vez numa reunião qualquer do SFJ e alguém falou neste Blog.
    Todos os presentes fizeram de conta que não se passava nada.
    Agora percebo.
    Da minha parte as minhas sinceras desculpas.
    Venho aqui todos os dias e incentivo os colegas mais novos a fazerem-no.
    É de leitura indispensável.
    Um abraço ao Colega que pelos vistos passou pelas ....

    PS. Não confio no Maçal.
    PS2. O SFJ precisa de mudança, urgentemente.

    Abraço.

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  22. Também não discordo!

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  23. Vergonhoso, completamente vergonhoso.

    Conhecia parte da história por já ter lido aqui e ali, em outras ocasiões.

    No entanto desconhecia essa parte, e nem vou dizer qual por que não vale a pena.

    A ser verdade, e eu acredito que é verdade, é de uma baixeza inqualificável!

    Portanto, depois disto agora ser conhecido entende-se muita coisa ...

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  24. Gostava de perceber como um simples print duma publicação anónima leva a abertura de um processo disciplinar. Como provam a autoria?

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  25. A única coisa que mudou foi a cor do lápis. De "azul" passou a "rosa"!...

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  26. O que é, é!
    Se devemos exigir e criticar construtivamente quando é preciso, devemos reconhecer publica e expressamente o mérito e parabenizar quem merece.
    Alguns de nós, onde me incluo, criticaram severamente o amorfismo da classe pela falta de apoio a uma meritória iniciativa espontânea de OJ.
    Outros, até criticaram o facto de os líderes das estruturas sindicais não manifestarem a sua solidariedade, quer presencialmente, quer através de comunicado. Até terão razão, mas….
    Mas a história é uma coisa lixada.
    Quer pelo especial momento em que vivemos, quer pela forma, quer pelo conteúdo, o SFJ organizou, no dia de hoje, aquele que pode ter sido (ou até continuar a ser) o maior evento da sua existência.
    Quando saí de casa para assistir às “Jornadas da Justiça e seus Recursos Humanos”, tinha apenas curiosidade e interesse na participação de mais um evento organizado pelo meu sindicato.
    Ainda que as expectativas não fossem muito elevadas, estas jornadas tinham algo de novo. Um evento organizado por OJ, sobre e para AS VÁRIAS PROFISSÕES DO JUDICIÁRIO, algo que já advoguei aqui e que alguns iluminados disseram ser impossível.
    Talvez espicaçado por um outro evento, certo é que o SFJ colocou várias pessoas do judiciário a falar de um problema comum sem aquele endeusamento e borburinho que muitas vezes mina este tipo de iniciativas.
    Durante um dia, Juízes, Procuradores, Advogados, Oficiais de Justiça, Academia e representantes dos vários grupos profissionais expressaram abertamente as suas visões sobre o futuro da Justiça e, nesse contexto, o futuro dos seus profissionais.
    A determinada altura dei comigo a pensar nas expectativas que tinha quando saí do Congresso do Fundão. Até porque, curiosamente, um dos protagonistas era o mesmo. O tempo deu-lhe razão e, sem descortesia para com os demais, fez uma intervenção com a propriedade que lhe reconheço.
    No que aos OJ respeita e ainda que existisse uma convergência quanto à importância e precaridade da classe dos OJ, a verdade é que as ideias foram divergindo relativamente ao futuro da classe e ao seu conteúdo funcional. Curiosamente, todos souberam ouvir (ou quase), aceitar as divergências, mesmo aquelas que são ab initio menos populares.
    Dei comigo a pensar: “Foi uma pena não estar presente a Senhora Ministra da Justiça. Muito trabalho teria sido poupado.”
    Mas o que foi verdadeiramente notável e especial nestas jornadas foram as conclusões espontâneas de alguns dos oradores que iam ao encontro do desejo de alguns participantes mais interessados, e que foram sabiamente sintetizadas e lembradas pelo colega Daniel Pires da Costa ao encerrar os trabalhos ao manifestar o desejo de este ser o primeiro de muitos encontros sobre justiça. Ganha a justiça, ganham os seus profissionais e, acrescento eu, ganha o Direito.
    Parabéns ao SFJ.
    Termino como comecei: “A história é uma coisa lixada”
    O auditório estava composto, mas ainda havia muitos lugares vazios. Onde estavam os OJ?
    Falar apenas por falar vale pouco.

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  27. A verdade é como o azeite, vem sempre "ao de cima"!

    A propósito de verdade, encontrei uma ex-Oficial de Justiça que, ao fim de 15 anos de trabalho longe dos seus, farta da itinerância "fixa", propositada é a contradição escrita, foi prestar trabalho para a Mercadona perto de casa.

    Ficaram traumas, até porque não se terá conformado com a falta de oportunidades e de evolução na carreira para a qual se considerava habilitada (entretanto mestranda em Direito) e desconsiderada.
    Até mesmo mal tratada, vexada, por magistrados e advogados, sem qualquer consequência para esses. E só porque sim! Por lutar. Por aderir às greves.

    E aqui fica uma opção, entre muitas, para quem ande há 15 anos nos Tribunais a ser "forçado" à subserviência com ameaças veladas de participações ao COJ e de retirada de ordenado.

    Dando continuidade ao seu projecto de expansão em Portugal, a espanhola Mercadona já está a contratar para novas lojas que abrirão este ano. Formação inicial, contrato de trabalho e salário superior a mil euros brutos mensais são alguns dos benefícios.

    A empresa conta já com mais de 5000 colaboradores portugueses e pretende continuar a reforçar a sua equipa ao longo deste ano, com a abertura de novas lojas em Oliveira de Azeméis, Porto, Coimbra, Guarda, Évora e Leiria.

    E encontra-se também a recrutar para o futuro Bloco Logístico de Almeirim, que estará operacional a meados deste ano.

    As vagas em aberto são principalmente para operador de supermercado, auxiliares de manutenção e operador de armazém (bloco logístico) com um contrato de efectividade desde o primeiro dia, com um salário de entrada anual de 13.791,61€ brutos e possibilidade de progressão a 18.861,84€ (inclui subsídios de férias e Natal). Acrescem a estes valores o subsídio de alimentação diário e outros subsídios, como de domingos e feriados."

    De facto, 18000€ só ao fim de 20 anos de tribunal!

    É uma verdade (como o azeite)!

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  28. Muito bem dito! Na mouche!

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  29. O giro da questão, é ainda haver oficiais de justiça que acreditam no Pai Natal, e continuam a pagar para estas "festarolas"!

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  30. Relativamente à sentença do TACL, seria bom que o Sindicato dos Funcionários Judiciais pensasse em executar a sentença, porque tardam em chegar as indeminizações a quem de direito. Nomeiem à penhora a sede da DGAJ, do Ministério da Justiça e o recheio da DGAJ, a ver se o dinheiro não aparece.

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