Os dois Marçais: antes e depois da reunião

      No dia de ontem, os Oficiais de Justiça assistiram na comunicação social às declarações do presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, antes e depois da reunião com a nova ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice.


      Já agora, a reunião consistiu numa mera apresentação e cumprimentos. Desconhecemos, no entanto, se houve chá, café e mesmo bolachinhas, mas acreditamos que não, dado o avançado das horas das reuniões, na manhã, em separado, sendo que a do SOJ decorreu já após o meio-dia, portanto, hora mais própria para o aperitivo.


      De relevo da reunião resulta que a ministra disse que iria se inteirar dos dossiês e que, oportunamente, haveria de marcar uma nova reunião. Para além disso, nada mais, nem mesmo se também iria iniciar um périplo pelo país para se inteirar “in loco” dos problemas das conservatórias e dos estabelecimentos prisionais, périplo esse que a anterior ministra andava a fazer, tendo deixado muito quilómetro por calcorrear.


      Afinal, é mais do mesmo.


      Disse assim Marçal à saída da reunião: ««Nada! Boa vontade, conhecimento da situação, a afirmação de que o Governo está empenhado em encontrar uma solução, mas a solução que nós apontamos – que é a tal solução de emergência e que se impõe para evitar o fecho de tribunais –, a senhora ministra disse que não tem ainda condições para assumir e ficou por designar uma próxima reunião de trabalho, que não tem data. Levar-nos-á a manter efetivamente a nossa luta».


      E disse ainda: «As greves estão para ficar enquanto o Governo quiser. Nós manteremos as formas de luta até haver, não uma alteração do discurso, mas uma alteração da prática. É isso que nós assumimos. Estamos disponíveis para ser parte da solução, para encontrar soluções que sirvam não só os interesses dos trabalhadores, mas os interesses do país e para que a justiça funcione melhor. Mas isso significa que da parte do poder político tem de haver uma ação concreta».


      E agora, relativamente aos próximos episódios, há uma nova ação de luta que, por estratégia contra as manhas e tramoias de alguns, só será aqui difundida na próxima segunda-feira, por uma questão de obter maior eficácia. Sejamos pacientes.


      Depois, resta apenas a proposta de lei do Bloco de Esquerda que, nos parece, há de ser discutida e votada no início de maio. Esta proposta relaciona-se com o pagamento do suplemento 14 vezes ao ano, o que, se fosse aprovada rapidamente, poderia representar desde logo que no próximo mês de junho todos os Oficiais de Justiça pudessem receber dois suplementos em vez de nenhum como, de momento sucederá.


      E depois disto nada mais resta, senão a continuidade das greves, sendo certo que o SFJ já anunciou uma nova greve, agora – finalmente – por tempo indeterminado, a começar a 07MAI, abandonando as datas finais que antes impunha às suas greves, uma inutilidade que sempre obrigou a constantes renovações. Haverá tempo para voltarmos a este assunto.


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      Quanto àquilo que hoje faz aqui título, “os dois marçais”, referimo-nos, claro está e em especial, às espantosas declarações de Marçal antes da reunião com a ministra.  Depois da reunião, já sabemos que as suas declarações foram no sentido que já abordamos, o nada e a continuação das greves, isto é, assumindo para a comunicação social o seu papel de dirigente sindical de Oficiais de Justiça. Já antes da reunião, portou-se como um moço de recados do Partido Socialista e ainda como um comentador político televisivo, tendo ignorado completa e gravemente a sua condição de Oficial de Justiça e, pior ainda, a sua outra condição de representante de muitos Oficiais de Justiça.


      Em declarações aos jornalistas, antes de entrar para a reunião no Ministério da Justiça, António Marçal assumiu a sua preocupação, afirmando-se na pele “enquanto cidadão e funcionário do sistema”. Essas vestes de “funcionário do sistema” supomos que digam respeito à sua qualidade de Oficial de Justiça, sujeito aos deveres constantes do Estatuto dos Funcionários de Justiça (EFJ) e na Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas (LGTFP), porquanto nos parece que não respeitou esses deveres ao abordar publicamente e com efeito nacional questões  que põem em causa uma investigação pendente, isto é, um processo pendente sobre o qual os Oficiais de Justiça não podem tecer comentários, a não ser esclarecimentos aos próprios intervenientes se a isso forem solicitados e sob a direção do magistrado titular do processo.


      António Marçal, comentou a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa que rejeitou o recurso do Ministério Público sobre as medidas de coação do dito processo “Influencer”.


      «Concretamente sobre o processo “Influencer” e aquilo que levou à demissão do primeiro-ministro, então digo que não é natural. Agora, também será que a demissão de Antonio Costa é única e simplesmente devido à investigação do caso “Influencer?”», questiona Marçal.


      Aproveitou ainda para deixar outra pergunta no ar sobre o mesmo processo, desta feita com a Procuradora-geral da República, Lucília Gago, como destinatária:


      «Por que razão é que a PGR resolveu, num momento inédito, colocar um parágrafo numa comunicação sobre uma investigação em que António Costa não era arguido? A pergunta tem de ser feita à PGR. Mas convém lembrar aos cidadãos que a PGR é nomeada pelo poder político; é o primeiro-ministro que apresenta o nome ao PR e convém lembrar que António Costa propôs o nome de Lucília Gago quando toda a gente pensava que haveria uma recondução da anterior procuradora [Joana Marques Vidal].», frisou Marçal.


      Perante a questão do jornalista da CNN  sobre o processo de António Costa, onde o jornalista concluía que tal processo tem a ver com questões políticas e da PGR, Marçal respondeu inequivocamente que essa era a sua perceção, isto é, que o Inquérito do Ministério Público, é um processo político, defendendo ainda que, tal como sucede noutros países, disse, os titulares de cargos políticos não deviam ser investigados enquanto ocupam o cargo.


      As questões colocadas por Marçal, são, na realidade, afirmações críticas que deixam insinuações graves sobre o funcionamento da justiça à luz de um processo concreto, que afirma político, sendo certo que tais opiniões não aportam qualquer valor aos Oficiais de Justiça, pelo contrário, os Oficiais de Justiça sentiram-se muito mal ao ouvir essas declarações.


      A agência Lusa difundiu por todos os meios de comunicação social as declarações de Marçal, sendo estas reproduzidas a nível nacional por televisões, rádios e imprensa escrita, o que incrementa em muito a gravidade das declarações.


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      No Estatuto dos Funcionários de Justiça, no seu artigo 66º, que versa os Deveres dos Oficiais de Justiça, consta, no seu primeiro número que “Os funcionários de justiça têm os deveres gerais dos funcionários da Administração Pública”, portanto, remete inequivocamente, e como não podia deixar de ser, para a LGTFP. Já no segundo número do mesmo preceito legal, constam outros deveres e na sua alínea a) consta assim: “Não fazer declarações ou comentários sobre processos, sem prejuízo da prestação de informações que constituam atos de serviço”.


      Ora, como bem se vê, este dever foi completamente cilindrado pelo Oficial de Justiça António Marçal.


      Por sua vez, na Lei LGTFP, no seu artigo 73º, mostram-se elencados os demais deveres, como o da prossecução do interesse público, o da isenção, o da imparcialidade, o da informação, o de zelo, entre outros.


      No mesmo artigo, definem-se as características dos deveres da seguinte forma:


      “O dever de prossecução do interesse público consiste na sua defesa, no respeito pela Constituição, pelas leis e pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos”.


      “O dever de isenção consiste em não retirar vantagens, diretas ou indiretas, pecuniárias ou outras, para si ou para terceiro, das funções que exerce”.


      “O dever de imparcialidade consiste em desempenhar as funções com equidistância relativamente aos interesses com que seja confrontado, sem discriminar positiva ou negativamente qualquer deles, na perspetiva do respeito pela igualdade dos cidadãos”.


      “O dever de informação consiste em prestar ao cidadão, nos termos legais, a informação que seja solicitada, com ressalva daquela que, naqueles termos, não deva ser divulgada”.


      Por fim, “o dever de zelo consiste em conhecer e aplicar as normas legais e regulamentares e as ordens e instruções dos superiores hierárquicos, bem como exercer as funções de acordo com os objetivos que tenham sido fixados e utilizando as competências que tenham sido consideradas adequadas”.


      Posto isto, poderá António Marçal ter infringido cinco dos deveres gerais previstos na LGTFP e um dos previstos no EFJ.


      E não se pense que estas infrações disciplinares são menores ou não podem ser aplicadas, uma vez que a LGTFP prevê que são graves e podem perfeitamente ser aplicadas apesar de não se encontrar em funções judiciais ou judiciárias.


      No artigo 186º da LGTFP, aborda-se apena disciplinar da Suspensão, isto é, o afastamento do exercício das funções, por determinado período no tempo, o que neste caso não tem aplicação prática, mas já tem no que se refere ao corte do vencimento durante esse mesmo período.


      Consta assim no mencionado preceito legal:


      “A sanção disciplinar de suspensão é aplicável aos trabalhadores que atuem com grave negligência ou com grave desinteresse pelo cumprimento dos deveres funcionais e àqueles cujos comportamentos atentem gravemente contra a dignidade e o prestígio da função, nomeadamente quando:” – e passa a constar as situações, de entre elas, esta:


      “d) Demonstrem desconhecimento de normas essenciais reguladoras do serviço, do qual haja resultado prejuízos para o órgão ou serviço ou para terceiros;
      e) Dispensem tratamento de favor a determinada entidade, singular ou coletiva;
      f) Omitam informação que possa ou deva ser prestada ao cidadão ou, com violação da lei em vigor sobre acesso à informação, revelem factos ou documentos relacionados com os procedimentos administrativos, em curso ou concluídos e
      l) Violem, com culpa grave ou dolo, o dever de imparcialidade no exercício das funções”.


      Posto isto, somos da opinião de que alguém tem de instaurar um processo disciplinar ao Oficial de Justiça António Marçal, em face das suas gravosas declarações.


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      Fontes: “Info SFJ 18ABR”, “CNN”, “RTP”, “DN”, “Notícias ao Minuto”, “Sapo Notícias”.

Comentários

  1. Estou absolutamente de acordo com o que diz hoje o OJ sobre a intervenção de Marçal à entrada para o Ministério da Justiça.
    A pessoa que não resolve nem sabe resolver os problemas dos OJ acha-se tão importante ao ponto de opinar publicamente sobre o dito parágrafo e suas consequências?
    Cada um que tire as suas conclusões e que veja se esta figura é digna de continuar a representar os PJ!

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  2. Mas este Sr. Marçal esteve ontem a falar com os jornalistas como presidente do SFJ ou como membro de um partido politico (PS)?!!

    Comentários sobre a Procuradoria?!!!!!

    Ele, ontem, representava os OJ, e nada devia ter comentado, além, claro, das questões relacionadas com o estatuto, valorização salaria e da carreira!

    Começo seriamente a pensar que devemos mudar em massa para o SOJ!

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  3. Também eu ontem estava a almoçar e a ver as declarações do sr. Oficial de Justiça Marçal e não me engasguei porque de há muito sei que o sr. Marçal é um moço de recados e um boy com agenda própria. Daquilo que mais nos interessa, estou triste, que é para não dizer mais, com esta situação mas também acho que não é a marcar uma grevezita reactiva de um dia aqui e de um dia ali que se vai lá. E este SFJ já tem demonstrado ao longos dos anos ser uma entulheira que me nunca inspirou confiança. Por ora, por aqui me fico.

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  4. Só com greve geral é que vai...... já estou a ficar doente.

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  5. Quanto ao figurante do post de hoje....nem vou perder o meu tempo.

    E digo figurante, na meddia em que o concreto e importante do todo, não é, decerto, Marçal.

    Começa por ser o facto de ser perceptível desde já, que também a Ministra Júdice não pretende melhorar nada na carreira.
    E digo isto porque,estando já aprovada a inclusão dos 10%, uma vez mais e de forma transversal a qualquer governo e partido, a medida não é para ser levada a sério e muito menos implementada.

    O sinal está claramente dado. Mais do mesmo, adiar, protelar constantemente e nada fazer.

    Começam as mudanças este ano, mas é para professores e polícias - que é o que se parcebe desde já. E mesmo essas, sem qualquer pressa.

    E depois, admiram-se com resultados eleitorias fruto de um voto de protesto pela inépcia dos governos democráticamente eleitos.

    Os partidos do arco do poder, neste país e por todo o lado, não percebem ou não querem perceber que as pessoas estão no seu limite, a todos os níveis.

    E que isso leva a medidas extremas.



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  6. ue entrarambemdepoisd e mim19/4/24 10:02

    Ouvi e também não gostei e achei profundamente despropositado.
    São comentários que só nos desprestigiam ena senda de muitos outros feitos por tão peculiar figura que, de forma vaidosa, quer sempre ir mais além e demonstrar que domina todas as matérias.
    Infelizmente, para nós, a única que parece não dominar e a que mais lhe devia dizer respeito, a de sindicalista e de bem representar a classe. Porém, ,esta já se viu que não está á altura.

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  7. Eu ouvi e considero absolutamente vergonhosas!!!

    Ele falava no âmbito das negociações entre o novo governo e o SFJ, ou não é assim?!!

    Ele, procurando criticar a Procuradoria e defender o anterior governo (PS), cria necessariamente árticos com o novo governo (AD).

    Ele apenas devia falar dos nossos problemas (OJ) e nada mais!

    Quando convidado a opinar sobre quaisquer outros assuntos, devia-se ter reservado para outras instâncias!

    Fiu mau, mau mau!...

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  8. "árticos" = "atritos"

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  9. Marçal, o comentador.
    Marçal, o estadista.
    Marçal, a inteligência parda.
    Marçal, o cachorro Labrador dos muchachos do PS.

    Com este, não vamos a lado nenhum.....

    Espero mais do SOJ.
    O SFJ já foi, está sequestrado por esta malta.

    Está na altura de sermos nós, OJ's a resolver esta coisa.

    PS. O Ministério Público meteu-se com os poderes instalados neste país e agora leva pancada de todo o lado.


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  10. Duas verdades inconvenientes para uma grande percentagem dos que aqui vêem:
    - Sendo certo que concordo que seria melhor ter estado calado, o Sr. sindicalista, na medida em que se achou um comentador e não nas suas verdadeiras funções, a verdade, verdadinha é que caíu um governo democraticamente eleito por força de rebuscadas teorias conspirativas e da atuação de quem vê ilegalidade em tudo o que faça o cidadão. Não é de agora. É escola profundamente enraizada nas estruturas de investigação neste país. Uma doutrina inquisitória que, associada à realidade atual de media sedentos de notícias bombásticas, deu no que deu e dá, na maioria das vezes, no julgamento público e de forma irremediável de pessoas, mesmo antes de serem formalmente acusadas seja do que for. Há que pôr termo a esta forma de estar pois colide frontalmente com direitos fundamentais de qualquer cidadão e no caso em concreto, prejudicou sem base acusatória sólida, todo o processo democrático em curso.

    - Em segundo lugar, temos um governo agora eleito, com base numa permissa e promessa de campanha repetida por várias vezes, de que a descida de IRS, seria no valor de 1.5 biliões de euros. Foi este o mote de campanha, associado à descida de IRC. Secede então e agora, que afinal, foi tudo uma questão de semântica e que não se pretendia dizer isso, que afinal, o valor referido já incluia o valor de 1,3 biliões já inscritos no orçamento anterior.

    Em conclusão, temos um governo deitado abaixo por força de uma investigação de série policial americana, (isto no que toca a Costa, pessoa em quem nunca votei na vida, refira-se), e um outro governo eleito com base numa mentira vergonhosa, apenas ficando como verdadeiramente assente nas suas intenções, a descida de IRC pois as coitadas das empresas dos amigos andam a gerar poucos lucros, como todos sabemos. A banca, a EDP chinesa (é bom que tirem o P da sigla, pois de Português já não tem nada), a GALP...

    Estamos então e uma vez mais, bem entregues.



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  11. Respeitando de forma democrática todas as opiniões, não posso deixar de lembrar que tem sido o António Marçal com a sua equipa que tem tirado esta classe do anonimato. Nunca, no passado, os OJs tiveram relações e apoios instituições tão importantes como atualmente. Disso foi testemunha o que se passou na Jornada da Justiça, que, logo que possível, será publicado vídeo. Por isso, é compreensível que a sociedade queira saber a opinião do representante dos OJs. O Marçal, se ouvirem as suas declarações na íntegra, defende, de forma intransigente o MP.

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  12. * quero dizer apoios "institucionais"

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  13. Claramente estas declarações beliscaram fortemente deveres profissionais e não deviam acontecer
    Mas que tem toda a razão tem.

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  14. Capa do Jornal Económico de hoje:

    Oficiais de Justiça ficam para 2025.

    Sai p.f. uma greve a actos!!!



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  15. Nem deve criticar, nem deve defender!....

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  16. A ser verdade meu caros colegas, GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO!

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  17. Postura do Presidente do SFJ iníqua, parcial, de subserviência a um determinado partido político, provavelmente para procurar colher os bons grados dos atores políticos da sua área de atuação em calendários eleitorais que se aproximam.
    Para além das diversas consequências afloradas neste artigo, fica a má imagem colada aos funcionários judiciais que representa. Lamentável e inaceitável.
    Espero que os órgãos internos do SFJ funcionem, pelo menos por uma vez face à gravidade da situação.

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  18. Tinha sido bem mais importante para os OJ ele ter perguntado à Rita se ela e Mónica não se falam...!


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  19. Alguém tem o email do CHEGA ?
    É para um amigo

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  20. O Marçal nem sequer saiu de lá com uma data agendada para início de conversações como aconteceu com outros sindicatos! Tanta importância e nada!

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  21. "anonimato"? Tomara que nós não fôssemos falados pelos atuais motivos, mas para isso era preciso que nas últimas décadas não tivéssemos perdido muita coisa e acima de tudo, prestígio. Essa de andarmos nas televisões e jornais porque acabámos por ser uns miseráveis devia ser motivo de vergonha e não dessa suposta importância mediática que a alguns encanta. Conhece a presidente do sindicato da pj, dos registos e notariado, e de outras classes que muito têm conseguido sem terem de andar a fazer greves nem com a dita notoriedade? Porque será?

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  22. ue entrarambemdepoisd e mim19/4/24 12:19

    Antes dos senhores desembargadores outros senhores juízes analisaram e disseram haver indícios, ou, não sendo assim, não tinha havido escutas, não tinha havido buscas, não tinha havido detenções, não tinha havido primeiros interrogatórios judiciais.
    Caso não saiba, devendo saber, todos estes atos processuais têm que ser ordenados por juiz, com apreciação de haver, ou não, indícios suficientes.
    E agora? Quem tem razão? OS Senhores Desembargadores, ou os outros Senhores Juízes.
    Não foi o MºPº.
    Abram a pestana, trabalham no meio.

    i VIDO BUSCAS,NÃOMTINHA HAVIDO DETRENǺOES, NÃOTINHA HAvido presenças a primeirosinterrrogartórios judiaisNTES DOS SENHORES DESEMBARGADORESS

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  23. Avance o SOJ com uma greve geral por tempo indeterminado!

    Está na altura de outros assumirem o papel que caberia ao presidente do sindicato mais representativo.

    Vamos para a greve colegas!

    E deixem-se de comentários "bota abaixo" - Não há alternativa!

    Abraço.

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  24. 3 a 4 euros por mês de aumento, com a mentira da descida de IRS !!
    Fantástico, melga !!!

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  25. Sim, verdade MIKE!

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  26. pobre da cuca19/4/24 13:59

    Lembrar alguns deveres dos Oficiais de Justiça, transcrevendo-os, é um dos méritos do texto de hoje. Muitos os desconhecem. Sabem alguns deles de nome, mas nāo em que se traduzem e daí...
    Penso que as declarações do SFJ não traduzem o pensamento dos Of.Justiça. Trabalha-se com processos. Os de natureza política são lá para os políticos e fora dos Tribunais.
    O processo é desencadeado por supostos indícios de factos criminais e o M.P. na investigação nāo os terá ainda conseguido documentar, pois tanto o Juíz de I. Criminal como a Relação entenderam que nāo existem.
    Agora, chamar ao processo de político é forte. E por acaso , " je suis Costa". Acho que este só aproveitou o momento para sair e o resto é conversa. E a paciência para aturar tudo, e tudo e tudo, esgotou...
    Vamos ver até onde chega também a paciência de Montenegro.
    Outra coisa é uma Chefe de Gabinete deste governo, ser Desembargadora.Aqui há mistura. Quando é que se acaba com isto?




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  27. A parte divertida da entrevista foi o Marçal dizer que tinha dezenas de anos de experiência nos tribunais na área criminal.
    Tem 5 anos, CINCO ANOS, repito, nas antigas varas criminais de Lisboa como escriturário judicial.
    Desde então está no SFJ, já lá vão 24 anos...

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  28. O governo caiu porque o primeiro-ministro pediu a demissão na sequência de um comunicado da PGR onde informa que é suspeito de pelo menos um crime.

    O MP não deitou o governo abaixo.
    O MP está a fazer uma investigação onde por acaso são suspeitos pessoas com ligações ao ex-primeiro ministro e um ex-ministro.

    Eu como cidadão deste país quero que o MP investigue os alegados crimes praticados desde o sem abrigo do Martim Moniz ao primeiro ministro.

    Não quero exceções.

    É o que se exige de um Estado de Direito.

    Se a investigação está mal feita, se as conclusões são erradas se as pessoas não sabem o que andam a fazer, no final, após o trânsito é que vamos apurar.

    Quem anda a ver conspirações onde elas não existem são os verdadeiros conspiradores.

    Quando o senhor juiz de instrução deu cabo do processo do Sócrates arrasaram o MP.

    Agora a Relação arrasou o senhor juiz e ninguém diz nada.

    Nós, melhor que ninguém sabemos que cada cabeça, sua sentença.

    É esperar para ver como acabam os processos.

    Demoram muito??

    Até agora, o senhor ex primeiro ministro não se preocupou muito, basta ver a nossa situação.

    Quem semeia ventos, colhe tempestades.

    Se tivessem um sistema de justiça com as pessoas suficientes, com os meios suficientes para investigar e mais bem apetrechados se calhar não demorava tanto.

    Deixem-se de politiquices......

    Abraço

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  29. Devia sair um comunicado para a comunicação social, ainda no dia de hoje, onde todos nós nos desmarcássemos daquelas infelizes declarações.

    À atenção do SOJ!

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  30. Marçal deveria ser exonerado, a partir do momento que pede esclarecimentos à PGR, por causa de um político, de um determinado partido.
    Só não esteve mal, como pôs em causa toda uma classe que ele representa.
    Para mim era já exonerado!

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  31. O que se passa é PATÉTICO!

    Os sindicatos têm que imediatamente dar conhecimento à bancada do PSD da suposta impreparação do governo em relação a matérias que são exigidas e apoiadas por essa e outras bancadas há anos e anos!

    Não é o encolher de ombros e dizer que a luta continua - não é suficiente!

    PATÉTICO!

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  32. Estou a pensar seriamente desvincular-me do SFJ e passar para o SOJ.

    E não digam que são todos iguais por que não o são, e a postura do SOJ parece, sem dúvida, mais coerente e séria!

    Seria sempre positivo que houvesse maior equilibro entre os dois sindicatos!

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  33. João Gomes19/4/24 16:09

    O estranho de tanta azia para com o António Marçal é que os arautos da dignidade não passam de anónimos. Nada de novo com alguns campeões que por aí andam!

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  34. ventura_salvador_da_patria@chega.pt

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  35. Trabalhou nos tribunais ainda no tempo das máquinas de escrever

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  36. Caro João Gomes o que é que a azia de tantos tem a ver com o seu anonimato?

    Não serão muitos desses comentários anónimos válidos, justos e pertinentes?

    Não se falou tanto de dignidade mas sim de competência!

    E você, o que pensa do desempenho de António Marçal?

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  37. A greve aos atos é a nossa única hipótese...
    Se não tivermos medo e fizermos todos....
    Conseguirmos rapidamente aquilo que queremos.
    Agora a medi fazem o que querem de nós.
    Acordem... Não há outra hipótese

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  38. Tudo muito lindo, mas, "O despedimento do trabalhador candidato a corpos sociais
    das associações sindicais, bem como do que exerça ou
    tenha exercido essas funções há menos de três anos, presume-se feito sem justa causa."

    artigo 410 CT.

    O Sr. em causa atua num plano sindical em que tais obrigações/deveres, como lhes queiram chamar, sofrem uma espécie de suspensão, encontrando-se o mesmo, quando em acção sindical, livre do crivo das mesmas.

    Ou não será?!

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  39. ... sem sombra de dúvida.

    Ah e tal vamos agendar para o dia tal a tentativa de conciliação ou a audiência de julgamento... e nesse dia e hora ... o Oficial de Justiça ... está de greve a esse ato, mas na secção a cumprir o que tenha para cumprir ou até mesmo em casa.

    Caía o céu e a terra!

    Afinal, Secretário Judicial é Oficial de Justiça,:ou não é?

    Na falta da categoria inferior deveriam os magistrados solicitar os mesmos para os julgamentos!

    Porquê não o fazem?

    Curioso.

    Iam ver como a adesão à greve aos atos seria de 100%.

    É o erro do português.

    Do lugar ao sol, depois de atingido, não se desce à sombra. A função, essa, que se lixe!

    Mentalidades.

    Estará nas mãos dos magistrados o sucesso de tal greve aos atos.

    Faltam Escrivães Auxiliares, Adjuntos ou de Direito? Avançam para a sala de audiências os Secretários de Justiça, também eles Oficiais de Justiça!

    Resultado?

    100% de adesão à greve aos atos.

    Mas, já sabemos o que a casa gasta!

    Secretário Judicial nos tribunais = proto político, uma espécie de "sim patrão", salvo raras e honrosas excepções que já vão sendo poucas, cada vez menos.

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  40. Gabriela Mota20/4/24 10:10

    Vamos precisar de ajuda de todos nestes dias.
    Já partilhei alguns grupos o que o SFJ vai fazer.
    No Porto vamos juntar-nos junto ao palácio de justiça com a nossa t-shirt e um cravo vermelho na mão.
    O SFJ esta a pedir a colaboração de todos nós para conseguirmos dia 24 de manhã mostrar que fechamos as portas dos tribunais e que nos mostramos ao longo de todo o país como somos importantes.
    Vamos mostrar que a luta pela liberdade passa pelo respeito e reconhecimento da nossa classe.
    Nós fazemos parte e ajudamos a que a democracia seja defendida todos os dias.
    Todos juntos conseguimos

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