De reunião em reunião até à desunião final
Hoje à tarde, em separado, o Governo reunirá com os sindicatos que representam os Oficiais de Justiça. Em representação do Governo estarão presentes a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e a secretária de Estado adjunta e da Justiça, Maria Clara Figueiredo.
A reunião com o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), está agendada para as 15H00 e a seguir, pelas 16H15, será a hora da reunião com o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ).
Depois destas duas reuniões em separado, as governantes reunirão – conjuntamente – com as três estruturas sindicais representativas do Corpo da Guarda Prisional, pelas 17H30 (Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional; Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional e Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional).
Estas reuniões não são para negociar nada e, muito menos, oferecer seja lá o que for, designadamente, valores de percentagens sobre algo, tal como ontem ocorreu com os Guardas e Polícias.
Depois da reunião de apresentação e cumprimentos, esta deve ser considerada a “Reunião Zero”, isto é, a reunião preparatória das reuniões que se lhe seguirão.
A ordem de trabalhos é a seguinte:
«.a) A definição e estabelecimento da metodologia e protocolo negocial;
.b) A apresentação dos pressupostos do âmbito e objeto para negociação entre as partes.»
Na semana passada, o SOJ divulgou nota informativa na qual deu a conhecer que reunira com o Grupo Parlamentar do PSD, conforme solicitado pelo Sindicato. Tal reunião “visou apresentar e debater matérias e problemas que se arrastam no tempo e exigem respostas do Governo ou do Parlamento”.
Refere ainda o SOJ o seguinte:
«Entre outras matérias, foram apresentadas as que constam do Caderno de Encargos apresentado ao Governo, mas também outras destacando-se, até para esclarecimento interno, as seguintes:
Prioridade das prioridades para este Sindicato, e isso mesmo apresentou também nesta reunião, é uma valorização da carreira através da revisão da Tabela Remuneratória.
Relativamente ao pagamento das horas extraordinárias, reivindicadas no Caderno de Encargos, importa referir que o SOJ defende a Agenda do Trabalho Digno e, consequentemente, o respeito pelos direitos, constitucionais dos Oficiais de Justiça, nomeadamente, e entre outros, o direito à família; ao descanso e lazer.
A disponibilidade permanente, que nos é exigida, enquanto carreira, deve circunscrever-se a assegurar Direitos, Liberdade e Garantias. O trabalho realizado nesse âmbito, fora do horário, deve ser remunerado como trabalho extraordinário, nos termos legais.
Julgamentos e outras diligências, fora do quadro descrito, devem ser encerradas ou adiadas antes das 17H00, respeitando-se, também assim, os direitos constitucionais dos Oficiais de Justiça.
As diligências devem iniciar-se a horas, para que os direitos de todos sejam respeitados.
A disponibilidade permanente dos Oficiais de Justiça é para assegurar Direitos, Liberdades e Garantias que estão, numa hierarquia dos direitos constitucionais, acima dos invocados antes.
Quanto ao pagamento do suplemento em 14 meses, essa reivindicação, ao contrário do que tem sido entendido por alguns colegas, talvez menos atentos, continua presente no caderno de encargos deste Sindicato. Todavia, também nesta matéria, há que ser racional: este é um processo cuja resolução tem sido adiada também por razões internas, aproveitadas pelos sucessivos governos.
Nos próximos dias iremos discorrer, neste espaço, sobre a matéria, pois a mesma exige uma reflexão séria e “descamisada” de cada um, em prol de todos.
Reunião com outros Grupos Parlamentares: O SOJ tem agendadas, para a próxima semana, reuniões com o PCP, CHEGA e Iniciativa Liberal.»
De reunião em reunião até à desunião final, seja a desunião promovida pelo Governo, seja a desunião requerida, até, por alguma estrutura sindical, com pretensões utópicas de transfiguração da carreira e a inexorável divisão dos Oficiais de Justiça. Necessariamente, nos próximos dias, voltaremos a abordar este assunto.

Fonte: “Justica.Gov” e “SOJ-Info”.
Somos mansos demais.
ResponderEliminarUns com aumentos de no minimo 300€ e nós só aumento de trabalho.
Por mim, enquanto assim for, faço o minimo dos minimos e nem dou um minuto a mais sequer.
Vão explorar a mãe deles.
É só parar os tribunais!
ResponderEliminarTão simples como isso!
Os sindicatos que não se esqueçam de avisar a Srª. ministra e restante "staff" de que os sócios irão (será?!) ter conhecimento das matérias discutidas!
ResponderEliminarJá agora, digam à Srª ministra que já gastou 1 mês e pouco dos 2 de que tem para pacificar o setor!
Abraço.
Quem pouco pede pouco tem.
ResponderEliminarO Marçal cada vez que fala só pede a imediata integração dos 10% o resto, lá para a frente.. quando o governo cair e voltarmos á estaca 0....
Santa ignorância.
Culpados somos nós que alimentamos essa gente
Podem levar as sentenças em que a DGAJ foi condenada, das declarações de ilegalidade de certas decisões, das dezenas de milhares de processos que estão por cumprir nos serviços do ministério público, das dezenas de milhares de papeis por analisar, das dezenas de milhar de queixas que estão por tratar, dos serviços que estão de porta fechada, etc, etc....
ResponderEliminarTambém podem questionar sobre se esta equipa da DGAJ é para continuar.
O atual Governo, à semelhança dos anteriores, caiu na "esparrela" de priorizar a revisão da carreira dos professores, polícias e médicos, sem olhar para o "resto do mundo".
ResponderEliminarEu sempre ouvi dizer que se começa sempre pelas pequenas coisas, e a partir daí ganha-se ânimo, arte e engenho para as "grandes indústrias".
Ora, se nas Conservatórias (IRN) já se iniciou um processo de recrutamento (para Conservadores e para Oficiais do Registo) nos Tribunais, como não se reviu o Estatuto, não houve qualquer recrutamento que se revelasse de utilidade - face às condições oferecidas mesmo quem teve a notação mais baixa, muitos deles não aceitaram ficar nos serviços.
Por estes dias vi o antigo líder sindical Carvalho da Silva (atualmente responsável pelo CES, polo de Lisboa) num programa (Tudo é Economia) onde defendia acerrimamente a qualificação e valorização dos serviços, mostrando-se preocupado com a taxa de desemprego dos jovens.
Eu pergunto-me como é que por aqui, pelos Tribunais, nem seque se atenta às palavras sábias deste senhor, com vasto conhecimento e experiência pessoal, e continua-se a secundarizar o nosso papel, o dos Oficiais de Justiça, insistindo-se numa carreira cada vez mais perto daquelas outras indiferenciadas com uma particularidade aqui e ali.
O mundo mudou e está em constante mudança, o Futuro está cada vez mais perto, encurtou a medida do tempo, e os avanços tecnológicos reivindicam outro saber outra visão que não pode mais continuar a ser aquela de 74 - naquele tempo havia 35% de pessoas no setor primário (agricultura e pescas) hoje há apenas 3% mas com uma capacidade de produção muitas vezes superior; no setor secundário, concretamente da indústria, éramos 35% e hoje somos cerca de 25%, e o setor dos serviços passou a representar agora mais de 70%.
Aquela ideia das férias judicias de Verão nos Tribunais, com cerca de dois meses a funcionar em termos mínimos, que para além de tudo o mais, servia para libertar as pessoas para as colheitas nos campos, servindo na Páscoa para as sementeiras, já não faz qualquer sentido.
Assim, as férias nos tribunais deveriam ser como as de todos os demais e não têm que ser articuladas com a dos magistrados como o são no presente - estamos condicionados às férias dos senhores doutores e a tudo o resto.
As alterações que se precisam não contendem só com o vencimento, com a carreira remuneratória, mas acima de tudo com a carreira profissional, o seu conteúdo (de cada categoria), o regime de mobilidade e a sua valorização e (re)qualificação.
Este Governo poderá vir a cometer o mesmo erro que os anteriores - o de governar para atos eleitorais tentando satisfazer e agradar a franjas maiores de insatisfação - e o resultado será estrondoso (já ninguém quer saber de tricas políticas aprendidas no tempo das marianinhas, como esta última do "... afinal as cotas públicas não estão como pensávamos ...".
Já ninguém vai nessa cantiga.
Preparem-se para abandonar a cadeira depressinha e escusam de se preocuparem pois não terão poiso nela durante muitos anos - os vossos atos assim o vão determinar.
Eu acreditei, mas depressa fui desacreditado e por isso não contem comigo para novas aventuras - é hora de se castigar quem promete e não cumpre como se fez no passado assim será no presente e futuro (não servem, pois venham outros).
É hora de deixarmos de ser os "otários" do costume - vem uma equipa e diz que vai resolver o problema, mas não resolve, depois vem outra e começa tudo de novo, com o argumento que precisam de se inteirarem dos assuntos pedem tempo e, logo depois, resumem o problema ao dos magistrados (pensando que os problemas dos Tribunais se resolvem satisfazendo as suas reivindicações) , secundarizando o problema dos funcionários.
ResponderEliminarPois bem, o problema da eficiência dos serviços (leia-se dos magistrados) é não terem uma classe verdadeiramente preparada para os auxiliarem e enquanto não se compreender que por detrás de grandes resultados estão equipas de trabalho profissionais e competentes e não apenas magistrados em desarticulação com os serviços de apoio das secretarias - sem que exista uma simbiose - não se incrementará celeridade e tão pouco eficiência.
Vamos ver o que sairá hoje da "casa dos segredos" onde foram chamados "ao confessionário" os seus dois únicos participantes. Qual será a estratégia dos concorrentes, qual será a estratégia da "Casa", qual dos dois concorrentes será mais favorecido e se deixará influenciar para ganhar este "jogo".
Talvez seja como no futebol, há sempre surpresas ... e nem sempre ganha o melhor!
Quero dizer que, por certo, vai ganhar quem reivindicar menos .. - será a integração dos 10% em 14 meses e logo todos se calam, ficando tudo praticamente na mesma, num marasmo inacreditável pejado de frustração se expetativas de carreira e cada vez mais desanimados !
ResponderEliminarSerá preciso muito mais que isso, será imperioso encetar-se a revisão do estatuto dos Oficiais de Justiça.
Quem pretende ver uma aumento de 20 por cento como aconteceu no ano passado a todas as carreiras da função pública que meta a cara de um sapo a rir.
ResponderEliminarQuem prefere receber os 39 euros por mais três meses ou seja o famoso ridiculo suplemento que meta a cara de um sapo com a língua de fora.
Aguardo as respostas.
É preciso parar os tribunais!
ResponderEliminarTão simples como isso!
Este governo não chega ao Natal.
ResponderEliminarNão esperem absolutamente nada destas reuniões.
Vai tudo ficar exactamente na mesma.
Não criem expectativas nem ilusões.
ResponderEliminarIsso mesmo, espetar-lhes na cara com essas decisões.
e com essa estatística de falência completa de serviços.
ResponderEliminarNem 20% nem 10%.
Ainda não pereceste que os 20% eram um embuste que te obrigada a não ter vida depois do horário normal?
Então, diz 20% sem obrigação permanente, ao menos.
Acorda!
os sindicatos são os chamados "mansos", ou é parar os tribunais uma semana ou nem vale a pena perder tempo....
ResponderEliminarO presidente do SFJ trai os OJ se só pedir a integração do suplemento no ordenado X 14!
ResponderEliminarE chamo a isto traição porque os OJ esperam muito, muito mais!
Não esqueçam a terrível inflação dos últimos 3 anos.
É preciso uma valorização salarial muito, mas muito significativa!
Pedir apenas mais 30 euros por mês é uma traição!
Reparem que os polícias chamaram de migalhas a 70/80 euros por mês!
ResponderEliminarMas o que é isto de "protocolo negocial e apresentação dos pressupostos da negociação entre as partes"
ResponderEliminarAndam a gozar connosco?!!!!!!
É preciso alerta a Srª Ministra que tem menos de 30 dias para resolver alguns dos problemas dos OJ.
ResponderEliminarSe assim não for, talvez nem aqueça a cadeira, porque os tribunais vão parar!
Tenho a certeza disso!
Marquem reuniões semanais!!!!!
ResponderEliminarEstas reuniões vão servir apenas para empatar.
ResponderEliminarTodos sabemos que não nos vão dar absolutamente nada e que a desculpa vai ser adiar tudo para o estatuto.
Abram os olhos!!
E quanto mais greves mais satisfeitos eles ficam.
A justiça não é uma prioridade.
A corrupção instalada pugna pela inacção e inactividade dos tribunais.
Vejam o manifesto ontem apresentado e tirem as vossas conclusões.
Nunca acreditei no governo PS e este novo governo PSD já começou com a história de sempre de que não há dinheiro.
Cambada de pulhas.
Os únicos que poderiam dar um murro na mesa e exigir são os srs magistrados mas até esses têm interesse, parece-me, que a justiça seja lenta. Lenta, lentinha, quase parada.
Quantos menos processos nos gabinetes para despachar, melhor!
Pagar 14 vezes ao ano o suplemento não vai acrescer nada por mês, nem 30 nem 40... Nada mesmo!
ResponderEliminarPagar 14 vezes ao ano, em vez dos atuais 11 pagamentos, vai servir para apenas isto = no mês de junho receber dois suplementos em vez de nenhum como sucede hoje e no mês de novembro mais um.
Em média, os Oficiais de Justiça poderão receber em junho mais cerca de 200,00 e em novembro mais cerca de 100,00. É apenas isto e isto não é nenhuma valorização salarial, é apenas uma correção que é necessário fazer, mas que não se esgota nela, pois há outras reivindicações que vão além da correção mencionada. É importante não confundir a correção com a valorização salarial.
Sem greve que sugere?
ResponderEliminarA lógica dos últimos governos tem sido aquela que ..."visando a máxima redução possível da intervenção e do aparato estatal, na convicção de que deve ser a eficiência e não a igualdade material o objetivo a perseguir; o mercado, e não o Estado, o instrumento que deve realizar o bem-estar dos cidadãos"...
ResponderEliminarTodas as últimas alterações legislativas, por exemplo, no apoio judiciário ou no âmbito do processo executivo foram o resultado de uma procura induzida pressionada pela advocacia, na tentativa de estimular novos mercados jurídicos num período de saturação de profissionais forenses.
Eu sou daqueles que compreendo a “distribuição” de justiça como estando intimamente ligada à qualidade dos serviços jurídico-legais prestados e, neste circunspecto, somos um fracasso.
Eu pergunto-me como é que o sistema pode responder à procura crescente do sistema de justiça na área digital, do cibercrime, etc., quando os seus quadros estão preenchidos com pessoas do tempo da máquina de escrever, do uso dos formulários ...
Se nos compararmos, por exemplo com a lógica do mercado aberto, por exemplo a diferença entre uma mercearia e um super ou hipermercado depressa se vê o quanto estamos desatualizados - a inovação e diversificação daquilo que nos oferecem e colocam ao nosso dispor não tem paralelo, as mercearias são agora um remedeio para a ocasião e assim são os Tribunais atualmente, um mero remedeio ...
Fruto de um maior acesso à informação jurídica, o que facilita um processo de decisão mais racional, a demanda dos Tribunais é muito maior e diferenciada - seja na representação dos incapazes (veja-se os doentes de Alzheimer ente outras demências), seja na reposição da paz social (veja-se a criminalidade informática e toda a conexa) seja na defesa dos interesses gerais (veja-se os abusos nos mercados globais).
Destarte que os tribunais devem passar a ser frequentados por pessoas habilitadas a responder às ditas demandas, sem se orientarem unicamente pela eficiência mas antes por uma resposta efetiva, para além de eficiente, que efetivamente reponha a normalidade da vida de qualquer cidadão e não se baste com a prolação de uma decisão - muitas das vezes injusta e, apesar disso, irrecorrível.
Por uma qualificação e valorização dos serviços esse deve ser o mote!
Reparar que no meio disto tudo estão os Oficiais de Justiça que , por enquanto, ainda não se consegue substitui-los por autómatos, pela A.I. ou pelos algoritmos.
ResponderEliminarPerceber que ao lado de um Juiz ou de um Procurador deve estar um funcionário bem qualificado para o auxiliar nas suas tarefas eminentemente mais administrativas ou até processuais é meio caminho andado para valorizarem a nossa carreira e incrementar qualidade nos processos e nas próprias decisões a que aqueles conduzem.
Valorizar e qualificar é a palavra de ordem - a que se deve associar uma carreira digna e justa!
Claro que te obrigava a ficar fora do horário? Querias os 20% para quê, para ter horário das 9h às 17h como os demais FP?
ResponderEliminarÉ por isso que perdemos direitos, o que vejo é que alguns querem ter vidinha de assistente técnico com direitos de Juiz.
Como queremos ser carreira especial sem disponibilidade permanente? Somos tão pequenos, quem puder que fuja o mais rápido possível desta carreira.
Na PGR, Tribunal Constitucional, etc pagam suplementos de 20% para compensar a disponibilidade permanente (com exceção dos OJ e dos magistrados a quem é vedada esta regalia)
ResponderEliminarPara eles funciona e compensa! Como é óbvio ninguém ia ficar todos os dias até à meia noite... Só que, como somos muito pequeninos dissemos logo que não.
O que os OJ querem é uma carreira do regime geral a nível de obrigações e uma carreira especial a nível de direitos mas lamento informar, a tutela sabe o que sabe dentro dos tribunais... Alguns nem o horário cumprem, quanto mais horas extra... Temos o que merecemos.
Até digo mais, alguns querem ter o grau 3, até aí tudo bem, concordo. O problema é querem estarem no mesmo patamar para efeitos de progressão que os licenciados, mestres e até eventualmente doutorados que investiram o seu tempo, dinheiro e queimaram as pestanas, sem quererem fazer qualquer tipo de formação ou curso.
ResponderEliminarEm qualquer carreira decente a licenciatura ou o mestrado já é fortemente valorizado e conta para efeitos de promoção a nível quantitativo, como é óbvio...
Quando lá vem uma inspeção aos serviços ... adivinhem de quem é a culpa pelos índices quantitativos e qualitativos apresentados ... os mesmos de sempre ... mesmo que sejam poucos ou pouquíssimos para o volume de serviço ... ninguém quer saber da pressão vivida ou dos problemas familiares, somos entendidos coo uma peça de mobília multiusos que temos de ali estar para responder a tudo e para todos.
ResponderEliminarÁs vezes dou por mim a pensar: ai, como eu gostaria de ter uma profissão que desse para eu levar os filhos à escola e ainda ir ao ginásio até as dez da manhã, almoçar no vegetariano e, se houvesse tempo, dar uma perninha no "domus iustitia" lá da rua ... antes de umas aulas de yoga ou assim ...
Atenção há 99,99% de gente que não tem vida, aliás dedica toda a sua vida à causa, com manifesto prejuízo para a família e amigos e convém lembrá-los sempre nestas ocasiões para que se não tome o todo pela parte nem a parte pelo todo ...
Nada de lamúrias!
ResponderEliminarÉ entrar sério na reunião com a Srª Ministra e dizer-lhe que o ministério e o governo sabe sobejamente quais são as reivindicações dos OJ.
Depois, é marcar uma reunião para terça ou quarta feira para se saber do que o governo tem a dizer, e se vale a pena continuar...
Caso as respostas não nos sejam favoráveis, até se pode antecipar uma greve geral por tempo indeterminado, a começar ainda este mês de maio ...
É fácil, mas é preciso ter verticalidade e capacidade de decisão!
Abraço.
".a) A definição e estabelecimento da metodologia e protocolo negocial;"
ResponderEliminarPura perda de tempo. Ontem o governo iniciou a sua queda com a abolição das portagens nas scut.
Nada de simpatias, nada de filosofias, nada de desesperos, nada de agressividade, nada de adiamentos, nada ... de tretas!
ResponderEliminarCheguem à reunião, cumprimentem a Srª ministra e o seu staff, ouçam o que esta tem a dizer, se algo tiver ... e marquem uma derradeira reunião, já para a próxima semana ...
Sem ameaças, sem estados de alma, digam-lhe o que acontecerá caso a tutela insista na inação!
Falem com os OJ e digam-lhes o que se passou, e o que se vai passar a seguir!
Se fizerem assim, acredito em vós, senão não!
Não sou politico mas sei que nas anteriores propostas - todas aquelas que foram ao Parlamento - o PS do sr. PNS votou contra a abolição ou até redução das SCUTs.
ResponderEliminarE, pasme-se, até no atual orçamento de Estado proposto e aprovado pelo PS nada era previsto.
Agora, por mero capricho mas não só, aprovaram uma redução de receita que terá necessariamente de ter resposta em redução da despesa, o mesmo é dizer que por tacticismo politico "coartaram" a possibilidade de melhorias salariais mais substanciais nas negociações em curso.
Resumindo - o PS, de forma ardilosa "roubou" espaço de manobra, ou seja encurtou a disponibilidade financeira (ao cortar receita de mais de 150 ME) para, por exemplo, nos aumentarem os vencimentos.
Ao mesmo tempo que, em sede de IRS, se continua a castigar a classe média ao não aceitarem a medida da AD que prevê uma abrangência maior a quem, nos últimos anos, tem visto os salários cada vez mais próximos do salário mínimo, paga impostos e não tem isenções, subsídios ou outras assistências (seja na escola, na saúde ou na habitação).
É preciso também que quem governa não venha com as "tagarelas e bagatelas" de sempre, apresentem as contas do impacto financeiro das medidas que propõem nas negociações com as classes profissionais, concretamente com os Oficiais de Justiça.
Falem com verdade e sejam sérios ou perdem toda a credibilidade.
ResponderEliminarSem os 20% tens ordenado da treta.
E vê os exemplos dos que concorrem e se vão embora porque ordenado é de merda.
Esses 20% seria uma forma de ter ordenado atrativo para a carreira, para atrair ingressos.
Ou será que com o que estão a pagar vão conseguir gente?
Está visto que não atraem ninguém sem pagar de jeito.
Passe bem, Sr.ª Doutorada.
ResponderEliminarTudo para assessor a ganhar uma porcaria
Querem licenciados a ingressar com ordenado que estão a pagar?
eheh
só de rir
ResponderEliminarPor continuarem a aldrabar é que o chega ainda irá subir mais, não tenho duvida.
Srs. António Marçal e Carlos Almeida,
ResponderEliminarFica aqui uma pequena, mas sincera, sugestão:
Entrar na reunião, cumprimentar a Srª. ministra e a sua "equipa" e dizer:
"Srª. ministra, as nossas reivindicações são conhecidas de diversos governos, dos operadores da justiça, e dos órgãos de comunicação social.
Nada mais temos a dizer...
Têm até 2 de junho para nos apresentarem, propostas imediatas às nossas revindicações.
Se nada for feito por Vª. Exªs até data agora enunciada, este sindicato disso informará os seus sócios, e tomará as medidas que tiver por adequadas."
E mais nada haverá para falar! (digo eu)
Abraço
Pelo que vi na tv o presidente do SOJ exprime-se muito melhor que o Marçal, com ideias mais claras e a saber transmiti-las. Afastai o Marçal dos microfones que ele NÃO diz nada que se aproveite!
ResponderEliminarQuem quer apostar que vai sair nova reunião lá para o dia 25 deste mês? Para tratar da agilização das eventuais propostas e do porquê das moscas terem asas.
ResponderEliminarSeria um ultraje!
ResponderEliminarVAI TUDO FICAR BEM
ResponderEliminarJÁ PASSOU, JÁ PASSOU... JÁ PASSOOUUU-U !
VAI FICAR TUDO BEM
Alguém já sabe alguma coisa da reunião com o SOJ ?
ResponderEliminarHoje estou muito feliz se conseguirmos a integração do suplemento por mais 3 meses ou seja os 30 euros, já vou poder comprar um kilo de cebolas e uma saca de batatas.....grande vitória que vamos conseguir.
ResponderEliminarQueria comprar bacalhau e um garrafão de vinho só que é muito caro e já ultrapassa o aumento dos 30 euros....
Se és doutorado em Direito e ainda andas pelos Tribunais não deves ser nada de especial....
ResponderEliminarPara uns estudarem os outros alombam na sala de audiências..
Tu queres é ser chefe..
Os magistrados não querem doutores /funcionários a darem palpites...
Cresçam e apareçam..
Tanto estudo e tão pouca inteligência..
Já está! Já está!
ResponderEliminarTomás Taveira in "It´s a sony"
ResponderEliminarSuplemento pago 12 meses...
Nova reunião a 17...
Não quiseram os 20%, agora tomem lá 1,66% e já vão com sorte!
ResponderEliminarAi não queriam 20% e que tal 11,66 e pelos vistos também subordinados a disponibilidade permanente..
ResponderEliminarBem eu disse em bom tempo que perdemos uma oportunidade de ouro...
Com um governo de direita já IDEs ver o que é bom para a tosse...
Nunca mais na vida teremos outra oferta como aquela!
ResponderEliminarAgora chorem ...
Afinal o anterior projecto de novo estatuto não era assim tão mau...
ResponderEliminarÉ claro que vai sempre aparecer aqui quem diga que este 1,66% é melhor dos que os 20% ...
Não digam palermices!
ResponderEliminarÉ fazer greve, sem tretas de horários ou actos.
GREVE - Fechar sem anúncio de abertura!
Quem não quiser aderir que não adira, que coma a m.rda dos outros!
Vamos à luta!
Não se preocupem, este governo não vai longe.
ResponderEliminarE eu a pensar que podia comprar um saco de batatas a fina nem bacalhau nem batatas....ridiculo 1,6 por cento vergonha,..
ResponderEliminarE agora os defensores de perder os 20 porcento o que dizem pois é.... já foi acabou
ResponderEliminar...adeus aos 20 por cento...acabou...
Penso que ainda vamos perdoar a Catarina
ResponderEliminar
ResponderEliminar"A proposta do Governo para o novo suplemento de missão da PSP e GNR implica uma perda de 517 euros no ordenado do diretor da Polícia, enquanto o maior aumento na carreira não vai além dos 196 euros."
Eles votaram AD...
ResponderEliminarDass
É obvio que era mais prudente aceitar os 20% (e continuar a luta). Um pouquinho de inteligência ajudava.... e agora ???
ResponderEliminarA ver vamos...
ResponderEliminar1,66% e mais greves
ResponderEliminarNunca mais teremos uma proposta como a anterior mas como feriram as susceptibilidades das vacas sagradas rejeitaram...
ResponderEliminarAgora aguentem....
Somos uma classe envelhecida com uma mentalidade igualmente envelhecida..
Portanto é isto... Nunca nos voltarem a fazer uma oferta como aquela....
Perdem todos, os mais velhos que estão no último escalão a não progridem mais .... Podiam ter 20% agora ficam com 11, e perdem sobretudo os mais novos (o que para muitos é satisfatório o suficiente)
Perdem os mais novos e os que ainda iram entrar na carreira.... O Sr.dos comentários do "Sr. Doutor deve estar aí a aparecer..."
A defender esta proposta em detrimento da anterior....
Correção "Iriam entrar na carreira".
ResponderEliminarEsse do "Sr. Doutor" hoje não vai aparecer, ficou sem NET ...
ResponderEliminarOh Sr. não era 20%, mas sim 10%. É obra, como é que consegue interpretar despachos!!!
ResponderEliminarDevíamos juntarmo-nos aos policias e aos guardas prisionais e todos fazermos uma enorme manifestação!
ResponderEliminarA luta é a mesma - a da valorização salarial.
Ficaríamos a ganhar com a enorme visibilidade
Nesta altura seria muito útil encostarmo-nos a eles.
A partir da próxima semana até à próxima reunião e parar os Tribunais
ResponderEliminar..
Ação rápida já
E agora é 1,66 %, é obra a interpretação de despachos
ResponderEliminarHá empresas onde existem trabalhadores a receber 20% pela disponibilidade permanente e outros optam por não a ter, porque não aqui também? Eu optaria pela disponibilidade e compreendo que outros não queiram já com a vida feita e sem necessidade/vontade de tal....
ResponderEliminarPorque não igual nos Tribunais?
então mas o suplemento de fixação já não é reivindicação imediata? então as promoções? entrada de mais oficiais de justiça? acho que andamos um pouco perdidos
ResponderEliminarO Montenegro ainda vai ameaçar estas classes de funcionários públicos que fazem mais barulho com o regresso da troika se não aceitarem o que os respectivos ministros propõem.
ResponderEliminarAceitem, olhem que pode ainda ser pior. Ficarem outra vez sem os subsídios de ferias e natal.
Não gostam mesmo nada dos funcionários públicos e tentam colar estas reivindicações por melhores salários a um correspondente aumento do défice público.
Desta vez nem é preciso dizer que estavamos no pântano. Até o superávit já desapareceu.
Olhe mesmo assim ainda dá 11.66%, mais que 10%. Mas como deve imaginar, nem o proposto pelo Ps nem pelo Psd serve.
ResponderEliminarMas para si os falsos 20% é que era!
Os falsos 10 % da mais quase 9% que num ordenado de 1500 dá 135€ mensais e a cada alteração na posição remuneratória ainda mais dá....
ResponderEliminarFácil fazer as contas .
Não é assim tão pouco... Digo eu
Onde estão aqueles que queiram negociar com a direita?? É preciso mudar ... Era preciso mudar realmente, para uma nova geringonça de esquerda. Seria a melhor opção, no contexto atual...
ResponderEliminarDireita dá sis mais ricos sempre assim foi.
E que tal o sindicato fazer proposta só os para eles apresentarem na assembleia.
Não é preciso o PSD para nada para aprovar...
Lá vem o "Tu queres é ser chefe" primo do Sr. Doutor". Ou se calhar a mesma pessoa.
ResponderEliminarJá reparou no ridículo de dizer que se é licenciado está nos Tribunais é porque é fraco??
Já reparou no que isso diz de si???
Os licenciados são bem vindos a qualquer carreira,
Estes comentários ignorantes é que são
Desnecessários
ResponderEliminar11,66 % está bom para o "Tu queres é ser chefe", primo do "Sr. Doutor" , ou se calhar a mesma pessoa...
ResponderEliminar11,66. Ainda vamos chegar aos 11,73. Grande vitória.
ResponderEliminarSe forem por mim, marca-se já uma greve de 15 de junho a 15 de julho (15 dias a descontar em cada mês). Depois férias e nova greve de 1 a 30 de setembro
Quem não puder não faz .pelas opiniões que tenho ouvido, iam ter uma grande surpresa com a adesão
Ai é que os punha-mos no sítio .
Assim sabem que somos fracos e tratam-nis como tal
Estou mesmo a ver montes de gente a concorrer para a profissão, a esfregar as mãos de contente com este substancial aumento de1.5 euros mensais .
ResponderEliminarQuero é que se vão todos catar.
O meu lema actual é devagar, devagarinho, sem grandes pressas. Que quiser melhor que faça.
Acabaram-se as pressões, os atrasos, as urgências.
Devagar, devagarinho. Temos pena.
É parar os tribunais até à próxima reunião.
ResponderEliminarOntem já era tarde
Não ligue colega, vozes de BURRO não chegam ao céu.
ResponderEliminarÉ só inveja, incapacidade, no mínimo preguicite
A maioria vai a uma ação de formação e vem de lá com o cérebro frito, quanto mais uma licenciatura ou mestrado.
"Para uns estudarem os outros alombam na sala de audiências.."
ResponderEliminarPor acaso boa parte das cadeiras que fiz, foi a estudar na sala de audiências, em sessões das 10 às 20 horas, 4 dias por semana.
São opções de vida.
Com força de vontade há tempo para tudo.
Não é é para todos!
Mas será que ainda ninguém percebeu que os ultimos governos estao-se bem a borrifar que os tribunais parem por uns tempos?
ResponderEliminarPublico anuncia demissão da Dra.Isabel Namora, a seu pedido.
ResponderEliminarSub diretora para já mantém se, e deve assumir o lugar da DG em substituição.
Não se borrifaram muito com a greve aos atos....
ResponderEliminarEu alinho em voltar para a mesma.
Se todos os fizéssemos...
Bem rapidinho chegavamos onde queremos...
Os que dizem que as greves não interessam e procuram desmobilizar, são os mesmos que após uma greve trabalham em dobro para recuperar o atraso...
ResponderEliminarOrdenado de 1500... para a maioria dos oficiais de justiça é uma miragem, por este andar eu jamais terei esse ordenado!
ResponderEliminar