É hora de parar todas as reivindicações

      Hoje há duas reuniões dos dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça com o Ministério da Justiça. Nesta que é a terceira série de reuniões com os sindicatos, em separado, fácil é prever que o Governo não apresentará absolutamente nada que valorize a carreira de Oficial de Justiça e isto porque o Governo não tem a mais mínima noção da realidade da carreira, dos tribunais e dos serviços do Ministério Público.


      Nestas reuniões de hoje cada presidente de sindicato deverá explicar à ministra da Justiça que desistem imediatamente de qualquer reivindicação relacionada com a valorização da carreira e que nem sequer perderão mais tempo com a história do suplemento, esclarecendo ainda os presentes que ao sair das reuniões, que abandonam de seguida, transmitirão a todos os Oficiais de Justiça que deixem de perder dinheiro com as greves e só as façam por conveniência pessoal quando, e se, tal se verificar para alargar o fim-de-semana, a ponte, etc., mesmo só por conveniência pessoal.


      Porquê esta mudança tão radical de atitude?


      Porque, como bem se vê, ao longo de tantos anos, todas as muitas e variadas ações de luta dos Oficiais de Justiça sempre foram ignoradas e atualmente a postura deste Governo é idêntica à dos seus antecessores. Quer isto dizer que todas as chamadas de atenção têm sido inúteis, pelo que cabe agora aos Oficiais de Justiça pararem as suas reivindicações e deixar que o Governo faça o que quiser e se não quiser fazer nada que não faça.


      Cabe agora à realidade o papel reivindicativo que os Oficiais de Justiça vinham tendo. Dentro em breve, o Governo deverá aperceber-se de coisas tão óbvias quanto isto: ao ritmo de 30 aposentações por mês, todos os anos, este ano, no próximo e em todos os seguintes, desde logo na próxima década – conforme já aqui apresentamos no artigo do passado dia 13MAI – sem que se consiga atrair gente nova, sendo exemplo disto o que sucedeu no ano passado com o concurso dos 200 novos lugares que, apesar das dezenas de nomeações oficiosas, isto é, contra a vontade dos candidatos, muitas mais dezenas de desistências se verificaram, do concurso e das colocações, em face do choque de realidade que tiveram com a profissão.


      Foi a realidade que os fez abandonar a carreira e será a realidade que também fará o Governo, qualquer que ele seja, a tomar a iniciativa de melhorar a carreira, tornando-a muito mais atrativa. Tal atratividade passa, necessariamente, desde logo, por algo tão simples quanto um bom salário e não meras migalhas de um ou suplemento, integrado ou desintegrado, a par de uma carreira que permita aos ingressantes vislumbrar um percurso na carreira e não uma estagnação na carreira.


      Todas as reivindicações dos Oficiais de Justiça constituem uma perda de tempo porque os governos nunca as atenderão, motivo pelo qual há que deixar agora espaço à realidade, com tribunais e secções do Ministério Público a parar, a encerrar portas, perante a ausência de interesse no ingresso na carreira, com os enganados a desistirem e com o atual défice dos Oficiais de Justiça a aumentar e aumentar.


      É tão simples quanto isto: deixar atuar a realidade; que seja a realidade a fazer ver os governantes que aquilo que até hoje os Oficiais de Justiça e tantos outros profissionais, de dentro e de fora dos tribunais, dizem, afinal tem uma correspondência com a realidade.


      As reuniões dos sindicatos com o Ministério da Justiça não podem continuar a ser como até agora vêm sendo: sindicatos a explicar a realidade e a pedir e o Governo a negar; as reuniões têm de passar a ser o oposto: o Governo a oferecer e os sindicatos a dizer que não contavam com tanto. Esta realidade vai acabar por acontecer.


      Nesta última quarta-feira, no pequeno artigo de opinião que o presidente do SFJ publica regularmente no Correio da Manhã, dizia, logo em título, que “É preciso paz nos tribunais” e, sim, é mesmo preciso paz e essa paz obtém-se com a tranquilidade dos Oficiais de Justiça deixarem a realidade atuar, apreciando, tranquilamente, os efeitos do impacto no governo desse choque de realidade.


      No mesmo artigo de opinião, Marçal referia ainda as implicações na “estabilidade económica do país” que também “está em jogo”, considerando que a reunião com o Governo “representa uma oportunidade crucial para o Governo demonstrar o seu compromisso com a harmonia e eficácia do sistema judicial.”


      O presidente do SFJ faz referência, no entanto, às conclusões do seu último congresso, afirmando que “as conclusões foram claras: se o estado de coisas se mantiver, só resta aos Oficiais de Justiça continuar a endurecer a luta”. Nada mais errado. Não é necessário endurecer luta nenhuma, pelo contrário, basta abandoná-la e esperar o colapso, porque o atual colapso do sistema ainda vai piorar e muito mais.


      No mesmo artigo, António Marçal referia ainda que estiveram “presentes no congresso, entre outros, o Presidente do TR Coimbra, o presidente do TR Porto, o Vice-Presidente do STJ, o Vice-Presidente do CSM e o Juiz Conselheiro Afonso Henrique Ferreira, foram unanimes na certeza que, sem oficiais de justiça, a justiça não pode funcionar, disseram que as casas não se constroem sem alicerces, que os oficiais de justiça desenvolvem uma atividade completamente singular que não tem paralelo na administração pública, que existem todas as razões para que sejam valorizados, com um estatuto acima da média e que têm que ter um tratamento diferenciado tal como os magistrados.”


      Portanto, é claro que já todos vislumbram a realidade, o óbvio, o sensato e o justo; todos menos os elementos dos governos, pelo que é só esperar mais um pouco porque estão a um passo de também passarem a ver o mesmo e deixarem-se, de uma vez por todas, de tretas.


RelogioDespertador.jpg

Comentários

  1. Hoje o meu núcleo vai estar encerrado.

    Um dia carregado de diligências marcadas, de manhã e de tarde.

    Combinámos todos fazer greve.

    💪

    ResponderEliminar
  2. A injúria dirigida a pessoa concreta ou a grupos indeterminados, mas determináveis, de pessoas, tem agora como consequência a supressão de todos is comentários. Este comentário que antecede contém conteúdo injurioso, motivo pelo qual será apagado.

    ResponderEliminar
  3. ue entrarambemdepoisd e mim17/5/24 09:01

    tens uma pulga na orelha direita.

    ResponderEliminar
  4. Exelente análise.
    Perda de tempo e energia, quando, de facto os problemas estão identificados há anos e tutela nada fez nem quer fazer.
    Gozam com o sistema.
    Sem duvida deixemos de tretas, greves de nada, perda de deinheiro.

    DEIXEM AFUNDAR DE VEZ

    Bem visto

    ResponderEliminar
  5. Muito bem analisado. Até que enfim.
    A minha secção está a ficar toda doente.

    ResponderEliminar
  6. Adolfo Dias17/5/24 09:31

    Parabéns pelo texto e da forma como está explicado.
    A análise de hoje é o que eu defendo desde hás uns 2/3 anos atrás.
    A realidade que está em curso, fará mudar as opiniões sobre os oficiais de justiça.
    Não é preciso muito, basta cumprir o horário normal de expediente.
    Depois os presidentes, administradores, coordenadores, inspetores, diretores gerais irão fazer o resto, ou seja, transmitir ao poder politico o que é necessário.


    ResponderEliminar
  7. Os comentários que contenham injúria dirigida a pessoa determinada ou a grupo indeterminado, mas determinável, bem como fomentem qualquer tipo de divisionismo na carreira entre colegas, para além do nível da linguagem utilizada, serão suprimidos.

    ResponderEliminar
  8. e por mim venham os processos disciplinares

    com o que pagam e exigem, é mesmos em medo

    só perde quem tem

    ResponderEliminar
  9. Palavras ríspidas e argumentos pobres nunca resolveram nada.

    ResponderEliminar
  10. É uma forma de ver a coisa, mas e o melhor salário e o "melhor" estatuto, quem vai tratar deles?

    Não serão os presidentes, administradores, coordenadores, inspetores, diretores gerais a zelarem por isso, pois não?!!

    ResponderEliminar

  11. É deixar cair!


    ResponderEliminar
  12. Líder dos licenciados17/5/24 11:53

    Quer apagar apague quero lá saber...ninguém ofendeu ninguém..

    ResponderEliminar
  13. Caros colegas temos que "ir" para a GREVE!

    Por tempo indeterminado a começar nos 60 dias da posse do governo.

    Estou farto de gozo!

    Anunciem as GREVES!

    ResponderEliminar
  14. O governo passa de 11,66% para 12.5% - É gozar com quem trabalha!!!


    GREVE!

    ResponderEliminar
  15. ue entrarambemdepoisd e mim17/5/24 12:27

    O chato tinha razão .Imaginem se tivesse-mos uma greve já marcada para o dia 17 de junho e até ás férias. A postura da Sra. Ministra, seria a mesma?

    ResponderEliminar
  16. Andamos a brincar.
    Parar tudoooo, os OJ e os sindicato a ser gozados

    ResponderEliminar
  17. dor de cotovelo

    se é assim tão fácil: lança-te

    ResponderEliminar
  18. É para os tribunais!

    ResponderEliminar
  19. Desculpem - É parar os tribunais!

    ResponderEliminar
  20. Há greve todos os dias!!!!

    TODOS OS DIAS DA SEMANA!!!


    Que mais greves quer?!

    ResponderEliminar
  21. Meus amigos para mim é assim:

    1- Aumento salarial.
    2- Integração 10% X 14, desde 2021.
    3- Fim da disponibilidade permanente.
    4- Fim a restrições nas marcações de férias.
    5- Fim da exclusividade de funções.
    6- Regime de reforma diferenciado.
    7- Pagamento de horas extraordinárias.
    8- Carreira com grau de complexidade 3.

    É simples!

    ResponderEliminar

  22. Isto não é negociar, é empurrar com a barriga para a frente enquanto o tempo passa... é gozar connosco!

    ResponderEliminar
  23. Fim da disponibilidade permanente? Fim da exclusividade de funções? Tudo o que elencaste são deveres de uma carreira geral e direitos de uma carreira especial... Queres uma carreira especial com grau de aposentação diferenciado e sair às 17h (alguns às 16h40 com a tolerância dos 20 minutos)

    Vamos ter só direitos e não ter deveres?

    Eu leio esse comentário desta maneira: por outras palavras: "queremos ser técnicos superiores com regalias de inspetores da PJ, sem as devidas obrigações"

    Quem puder que fuja o mais rápido possível, esta carreira está condenada e não é por causa da tutela.

    ResponderEliminar

  24. É parar tudo sem perder dinheiro:

    Greve a actos JÁ!!!

    ResponderEliminar

  25. é fugir sim, mas é porque pagam uma miséria, para aturar o esterco da sociedade.

    quem puder que fuja sim. só obrigações e pagar em conformidade nada.

    ResponderEliminar
  26. Sim, mas repara, fazes actas, notificações, citações e ofícios de todas as maneiras e feitios...

    Fazes arrestos, penhoras, vendas judiciais, entregas judiciais...

    Fazes buscas em base de dados, ofícios a entidades Consulares e tribunias estrangeiros...

    Tens que consultar e interpretar Código Civil, C. P. Civil, Código Expropriações, C.I.R.E (insolvências), Código do Registo e Notariado, Decretos Lei variados, etc , e isto só no cível...

    Tens o dever de explicar os processos às partes, tens de de fazer julgamentos, fazer correio e monitorizar um sem número de pastas ...

    Tens saber lidar com equipamento de áudio e de vídeo, fazer diligências WhatsAPP ou Webex ...

    De de monitorizar e tratar um cada vez maior número de "pastas".

    Tens que dizer "Yes Sir" a Juízes e Procuradores e ser simpático com outros que se sentem ilustres.

    Não chegará para o grau 3, para um melhor salário, mesmo sem aquelas coisas que enunciei ?!!

    Eu acho que sim, e o colega?

    ResponderEliminar
  27. Olhe que se calhar, vão ser mesmo esses protagonistas a pedir essas alterações e melhores condições para os OJ's.
    É que os objetivos deles ficam/estão em causa e sem soldados não se faz a guerra.
    Aliás, já se começa a ver um pouco disso, em que alguns administradores já não serão reconduzidos e alguns coordenadores também não. Está a começar a desmoronar.
    Agora vê-se que o poder politico não quer dar rigorosamente nada e nem se importa com o que se está a passar, pelo que, na minha opinião, a estratégia avançada no texto de hoje, talvez não seja tão descabida.

    ResponderEliminar
  28. Diligências (só cível).

    Audiências prévias, inquirições, julgamentos, recolha de autógrafos, audições de requeridos, conferência de interessados, leitura de decisões (sim ainda se fazem algumas), compromissos de honra, etc.

    Elaboração de mapas de partilha contagem de processos ....

    Inúmeros actos sem fim!...

    ResponderEliminar
  29. Líder dos licenciados17/5/24 15:19

    Reformulou o comentário anterior em prol de ajudar a classe e por ser um comentário muito importante.
    A classe se queixa que ninguém os respeita ....

    Contudo não existe obras literárias,nem estudos, nem analises críticas, nem artigos de opinião que mostrem a importância da profissão.

    Por exemplo onde está o estudo acerca da história dos oficiais de justiça?

    Onde está a análise crítica acerca do futuro da profissão de oj?

    Onde está o estudo comparativo do oj em Portugal e o outros países europeus?

    O estudo acerca da necessidade de manter uma carreira especial?

    Não existe nada apenas conversas de café....e blabla bla...

    Se querem ser levados a sério tem que perceber que o aumento da qualificação é fundamental no relevo da profissão.

    ResponderEliminar
  30. Líder dos licenciados17/5/24 15:22

    Estás errado devemos manter a carreira como especial essa é a nossa principal defesa caso contrário não passaram de uns meros administrativos...ou seja carreira geral..

    ResponderEliminar
  31. Quer o seu comentário dizer que se houver um estudo a profissão é importante mas se este não existir deixa de o ser?!!

    Quererá isto dizer a forma tem supremacia sobre o substância?
    Não me parece! É importante haver estudos sobre as coisas, mas estas valem por si.

    Se é verdade não existirem estudos comparativos com igual carreira dos nossos colegas europeus, ainda assim se pode estabelecer comparações com outras carreiras nacionais em relação às exigência que nos são feitas.

    Contudo, é inegável que o que nos "pedem" é muito, e por vezes complexo, e que os nossos salários são baixos!

    Não é assim?

    ResponderEliminar
  32. Líder dos licenciados17/5/24 15:59

    Óbvio que é.
    Contudo para os políticos e para própria proteção da carreira, existindo tais obras é uma forma de não deixar margem para sucessivos governos, fazerem da carreira um laboratório de experiências infundadas.

    Onde os oficiais de justiça são as cobaias.

    Basta ver as diversas carreiras jurídicas , magistrados, juízes, advogados, solicitadores, sabe o que todos têm em comum muito trabalho escrito a justificar o motivo da sua existência como profissão.

    Ou seja está é a única forma de blindar a profissão sob pena de destruírem uma carreira que em outros tempos foi respeitada.

    ResponderEliminar
  33. Anda tudo perdido! Até o 'oficial de justiça' já se rende, estrategicamente, diz ele. O soja diz que quer um suplemento de 25%. O SFJ que a integração do suplemento. Os OJ's fazem greve por conveniência. Os sucessivos governos não nos ligam. E nós ainda não percebemos que só lá vamos com um novo estatuto, urgente, onde se estabeleçam as nossas pretensões e que no prazo máximo de 3/4 meses esteja em vigor. Se conseguirmos a maioria daquilo que achamos justo durará por uns anos e não invalida que continuemos a lutar. Ou seja, um novo estatuto não deixa de permitir ter portas abertas para futuras reivindicações. A integração já deu para perceber que é uma miragem e que, por este andar, nada vamos conseguir. Mesmo um suplemento de 25% que é defendido pelo soj e que ninguém sabe em que termos - 14 meses? - não vai inverter a desvalorização da carreira. Só estamos importados com o dinheiro quando tão mais importante é o futuro da Classe. Tem piada ou não, mas este espaço nunca fala do que defende para a Classe mas em termos futuros e estatutários. Fica o repto.

    ResponderEliminar
  34. Eu devo ser muito burro:

    Como é que 11 x 2,5% de 1000€ (275€) o acréscimo
    Mais
    12,5% de 1000€ (125€) o 12º mês

    449€ como anunciado para a base

    A mim só me dá 425€ !

    ResponderEliminar
  35. os 10%/12,5% incidem sobre o vencimento base, não é sobre 1000€. Essas contas estão tão mal feitas que nem se percebe o cálculo... Depois ainda querem o grau 3...



    ResponderEliminar
  36. Colega, muito bem dito mas os oficiais de justiça não querem pensar mais além. Concordo em tudo com o que disse. Bem haja

    ResponderEliminar
  37. O SOJ tem razão numa coisa - Não foi a anterior Srª, Ministra que disse que dava 20%?

    Então porque motivo devemos pedir abaixo que um governo da república já nos tinha proposto?!!

    Eu se fosse ao SOJ chegava ao Orgão de Comunicação Social e mostrava-lhes o comunicado do anterior governo em que diziam que davam 20%, pedia apenas, quanto a essa matéria, a sua integração!

    Fica aqui a ideia.

    ResponderEliminar
  38. Estou cada vez menos crente que vamos conseguir algum acordo vantajoso com este novo governo.
    Pelas propostas apresentadas vejo um retrocesso negocial, ainda pior do que com o anterior governo.
    Agora ja nem se fala em integração do suplemento só de mais umas migalhas e apenas 12 vezes. Esqueçam 14 meses.
    Isto só vai mudar depois de cair de podre, ou seja os tribunais irem fechando por falta de pessoal, pelas aposentacoes e baixas médicas devido à idade dos oficiais de justiça, porque entrar novos funcionarios também não estou a ver.

    ResponderEliminar
  39. Já ouviu falar em A

    ResponderEliminar
  40. Já ouvi o Presidente do SOJ falar que os 25% reivindicados têm por base os 20% que o Governo anterior afirmou que nos dava e o excedente orçamental que o governo afirmou existir, e se existe nos saiu do corpo...

    Portanto, se um Governo apresentou 20% e mais tarde se percebeu que havia excedente orçamental, então bem faz o SOJ ao reivindicar 25%, embora tenha sempre ouvido o SOJ falar que a sua prioridade é a revisão do estatuto remuneratório.

    ResponderEliminar
  41. Realmente o colega não deve ser, é!

    ResponderEliminar
  42. Penso que a greve aos atos vai voltar mas desta vez de modo a permitir desconto salarial proporcional às horas de greve.
    Ninguém vai arriscar que sejam levantadas dúvidas de legalidade, e a próxima greve aos atos tem que ser distinta da anterior, de modo a evitar processos disciplinares já que a anterior MJ homologou o parecer da PGR.
    Mas não será por isso que terá menos impacto.

    ResponderEliminar
  43. Todas as funções que enlencou são meramente administrativas. Se pensa que correspondem a grau 3, claramente, desconhece as funções do grau 3. O grau 3 virá com o novo estatuto, mas trará com ele outra autonomia e responsabilidade. E não será para todos.

    ResponderEliminar
  44. São meramente administrativas?!! Você, vê-se, não percebe nada disto! Fala sem saber!
    Você sabe o que é um administrativo? Que funções exerce, por exemplo num escritório?

    Lê e interpreta códigos legais?
    Atende e explica os actos e decisões judiciais a dezenas de pessoas por ano?
    Chega a um qualquer bairro problemático, acompanhado da polícia, e faz a entrega de um imóvel - Você vê um administrativo fazer isto?!

    Desculpe, mas não percebe nada disto!

    ResponderEliminar
  45. Não me leve a mal companheiro(a) Oficial de Justiça, mas o seu argumento é fraco, se consultar o artigo 86º da LGTFP ficar-lhe-á claro o porquê.
    De facto, em minha opinião, o Oficial de Justiça executa, desde sempre, as suas competências estatutariamente estabelecidas, estas é que por sua vez poderão ser consideradas como correspondentes já a um nível de um conhecimento académico superior, o que considero acontecer, não lhe sendo contudo exigida licenciatura na admissão à carreira.
    Estamos perante um dilema ou vazio legislativo, pois é factual que o Oficial de Justiça aplica intensivamente conhecimentos ensinados nas faculdades de direito em unidades curriculares como Direito processual (civil e penal), Direito administrativo, Direito internacional (público e privado), Finanças públicas, entre outros e em alguns casos de forma exímia.; todos nós sabemos da existência de bastantes Oficiais de Justiça que são barra, também, em Sucessões (outra área do direito ensinada nas faculdades de direito) e sem qualquer licenciatura, mas com uma apurada e eficiente praxis.

    Assim, usar o argumento de o nível de uma carreira ser estipulado pelo facto de os seus elementos deterem ou não licenciatura, em minha opinião estabelece uma anormalidade administrativa.
    Atente-se sim ao conteúdo funcional, à contrário, desobrigue-se os Oficiais de Justiça de tais tarefas só atribuíveis, perante o seu ponto de vista, a licenciados em direito.
    Portanto, o OJ cumpriria apenas actos de "expediente processual" que não envolvessem a aplicação crítica da lei como hoje acontece e cada vez mais.
    Pois todos fazem tudo, dada a falta de meios humanos!
    Será esse o caminho que pretende com o seu comentário ou apenas a vã glória de mandar?

    ResponderEliminar
  46. Eu apenas pretendo ser feliz, sentir-me realizado, sem que isso traga prejuízo a alguém ...

    Num momento em que se fala de fusão nuclear, computação quântica, chatGPT, Claude ou Gemini, mostores de plasma ou EMDrive, apenas quero ser feliz, e se possível ter um bocadito mais de dinheiro ao final do mês, mas se calhar, na verdade, até nem preciso!

    E, já agora, qual é o seu caminho?

    ResponderEliminar

Enviar um comentário