“Erros meus, má fortuna”, vicissitude ardente

      Esta última segunda-feira, 13MAI, os Oficiais de Justiça viram publicado em Diário da República o despacho da ministra da Justiça no qual põe fim à comissão de serviço de Isabel Maria Afonso Matos Namora, no cargo de diretora-geral da Direção-Geral da Administração da Justiça, para o qual foi nomeada em novembro de 2019.


      Diz o mesmo despacho que a exoneração do cargo acontece “nos termos e para os efeitos do disposto do artigo 25.º, n.º 1, alínea i), da Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, na sua redação atual.”


      O citado preceito legal refere-se à cessação das comissões de serviço dos titulares dos cargos dirigentes e, no caso concreto, a referida alínea i) diz-nos que a cessação ocorre “a requerimento do interessado, apresentado nos serviços com a antecedência mínima de 60 dias, e que se considerará deferido se no prazo de 30 dias a contar da data da sua entrada sobre ele não recair despacho de indeferimento”.


      Quer isto dizer que a ex-diretora-geral terá apresentado requerimento para cessar a sua comissão de serviço e que tal apresentação deveria ser com 60 dias de antecedência como mínimo.


      No entanto, no despacho da ministra consta o seguinte: “O presente despacho produz efeitos no dia seguinte ao da sua assinatura, atentos os motivos invocados”. E a assinatura é do dia 6 de maio de 2024, pela ministra da Justiça Rita Fragoso de Rhodes Alarcão Júdice de Abreu e Mota.


      Isto leva-nos a considerar que o prazo mínimo legal dos 60 dias não deverá ter sido observado, “atentos os motivos invocados”, produzindo efeitos a exoneração no dia seguinte, isto é, no dia 07MAI, atento o caráter excecional invocado.


      Sucede que, dias antes, no dia 03MAI, a ex-diretora-geral considerara já as suas funções findas, tendo dirigido uma mensagem (por e-mail), aos dirigentes das comarcas, por volta das 20H00 desse dia, do seguinte teor:


      «Tendo cessado hoje as funções na Direção Geral da Administração da Justiça, venho agradecer a todos Vós a amizade que me dispensaram, que em muito contribuiu para que deste percurso fiquem boas memórias. Os meus sinceros agradecimentos e um até sempre. Cordiais cumprimentos, Isabel Matos Namora»


      Uma mensagem muito breve, isto é, muito rápida, com efeitos imediatos, sem esperar pelo despacho da ministra da Justiça e sem sequer ser dirigida ao maior número de pessoas que estiveram a seu cargo: os cerca de 7400 Oficiais de Justiça.


      A apressada demissão da diretora-geral, que cessa funções antes do fim da sua comissão de serviço (que terminava em novembro deste ano), vem juntar-se à saída do anterior diretor-geral, que também saiu antes do termo do prazo da comissão de serviço. No entanto, se no caso do anterior, a saída era desde há meses perfeitamente clara, no caso desta última diretora-geral a sua saída de rompante surpreende, desde logo porque desrespeitou mesmo os prazos mais elementares, já não apenas os legais, como os 60 dias, mas a própria consideração da cessação imediata dias antes da formalização por despacho da ministra da Justiça.


      Desconhecemos os tais “motivos invocados”, sendo certo que foram suficientemente pesados para a ministra da Justiça passar por cima da previsão legal, exonerando com efeitos imediatos alguém que já se considerava há dias fora. É esta circunstância anómala que releva e não a motivação em si. É este percalço na entidade que faz a gestão, entre outras, dos recursos humanos dos tribunais, os Oficiais de Justiça, que se soma aos outros percalços que vêm afetando a carreira dos Oficiais de Justiça, e nada mais do que isto.


      Neste momento ainda não há ninguém a ocupar o cargo de diretor-geral e de presidente do Conselho dos Oficiais de Justiça e é esta a sina dos Oficiais de Justiça: viver a sua carreira sempre com o surgimento de vicissitudes de toda a ordem.


      Resta-nos a subdiretora-geral, a juíza de Direito Ana Cláudia Figueiredo dos Santos de Cáceres Pires, cuja situação no cargo também padece de vicissitudes.


      A comissão de serviço da subdiretora terminou no passado mês de janeiro e só no mês seguinte, já fora de prazo, o Conselho Superior da Magistratura (CSM) autorizou a renovação da sua comissão de serviço, numa deliberação onde consta assim:


      «Foi deliberado por unanimidade autorizar a renovação da comissão de serviço da Exma. Senhora Juíza de Direito Ana Cláudia Figueiredo dos Santos de Cáceres Pires, como subdiretora-geral da Direção-Geral da Administração da Justiça, com efeitos a 15 de janeiro de 2024, ao abrigo do disposto no artigo 62.º, n.ºs 1, 4 e 5 do E.M.J. e artigo 22.º da Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, pelo período de um ano, atenta a responsabilidade que a mesma detém em vários projetos em curso no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência em curso na D.G.A.J., nos quais assume a respetiva coordenação, ao conhecimento que detém nas matérias que são abrangidas por todos os projetos pendentes e aos apertados prazos para a sua concretização, conforme descrito no mencionado pedido e não por três anos considerando que a comissão de serviço da Exma. Senhora diretora-geral da D.G.A.J. termina já no próximo dia 19 de novembro.»


      Portanto, o CSM não autorizava que a comissão de serviço se renovasse por três anos, mas apenas por um, entre outros motivos porque a comissão da diretora-geral terminava em novembro, ficando a subdiretora no cargo apenas mais cerca de dois meses. Ora, esta circunstância alterou-se e em vez de novembro, a comissão da diretora-geral já cessou.


      De todos modos, a 9 de abril, a atual ministra da Justiça dava um despacho a renovar a comissão de serviço, que terminara em janeiro, à subdiretora, desta forma regularizando a sua anómala e irregular situação que se arrastava desde janeiro, fazendo constar efeitos retroativos ao seu despacho, regredindo a 15 de janeiro.


      Ora, de acordo com a Lei 2/2004 de 15JAN, concretamente no seu artigo 23º, a renovação da comissão de serviço deve realizar-se, pelo menos, com 90 dias de antecedência, ou seja, no caso da subdiretora-geral deveria ter sido antes do dia 15 de outubro de 2023, vindo a concretizar-se em despacho de 9 de abril, isto é, quase 90 dias depois e não antes, como determina o citado diploma legal.


      Estamos, portanto, perante mais uma vicissitude de cumprimento de prazos e, acima de tudo, de cumprimento da lei.


      Por fim, convém alertar ainda os Oficiais de Justiça que apesar da regularização da comissão de serviço da subdiretora, há uma nova situação anómala que consiste nas competências delegadas da ex-diretora-geral na subdiretora já não serem válidas desde o passado dia 07MAI.


      Estamos, portanto, perante um completo vazio legal na direção da DGAJ, sem diretora-geral e sem que as suas delegações de competências sejam válidas em todos aqueles que as receberam delegadas ou subdelegadas. Em termos práticos, podemos dizer que a DGAJ está suspensa desde o dia 07MAI, dia oficial da cessação da diretora-geral.


      Os Oficiais de Justiça têm muitos assuntos pendentes, agora parados, para além dos casos particulares, os casos gerais, como o Movimento Ordinário, ou os milhares de Oficiais de Justiça que aguardam pelo ressarcimento dos milhares de euros da compensação pela reconstituição dos escalões, tudo parado ou, se não parado, ilegitimamente em andamento.


      Sucedem-se, pois, as vicissitudes da carreira dos Oficiais de Justiça fazendo-nos aflorar na memória aquele soneto, cujo nome do autor vai designar o novo aeroporto de Lisboa que, apesar de não existir e ainda não ser certo que venha mesmo a existir daqui a alguns anos, nome já tem.


      Este soneto parece aplicar-se à relação amorosa e de sofrimento que os Oficiais de Justiça têm com a sua carreira. Consta assim:


           «Erros meus, má fortuna, amor ardente
            Em minha perdição se conjuraram;
            Os erros e a fortuna sobejaram,
            Que para mim bastava amor somente.


            Tudo passei; mas tenho tão presente
            A grande dor das cousas, que passaram,
            Que as magoadas iras me ensinaram
            A não querer já nunca ser contente.


            Errei todo o discurso de meus anos;
            Dei causa que a Fortuna castigasse
            As minhas mais fundadas esperanças.


            De amor não vi senão breves enganos.
            Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
            Este meu duro Génio de vinganças!»


Expressao-1.jpg


 


      Fontes: “Diário da República Despacho Diretora-Geral”, “Deliberação CSM”, “Diário da República Despacho Subdiretora” e “Lei 2/2004 de 15JAN”.

Comentários

  1. Erros meus, má fortuna, ter vindo para esta carreira.

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  2. Podem ter sido razões pessoais que levaram à saída e que devem ser respeitadas, independentemente de tudo.

    Mais me preocupa quem cá fica e em que termos e com que intenções...

    É que não vislumbro qualquer intenção de mudança de políticas, de forma de estar e de comunicar com a classe mais representativa dos tribunais.

    E muito menos de pretender respeitá-la, vê-la reconhecida e dignificá-la, dignificando assim todo o edifício judiciário.

    Não percebem estes batanetes que a justiça nunca será respeitada enquanto tiver profisisonais seus no limiar da pobreza.

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  3. De um ponto de vista o senhor comentador está certíssimo, porém, como sabe, podem haver razões supervenientes que ditam esta saída assim, brusca e à força, exemplo, razões de saúde; alguém no seu perfeito juízo e consciência pode criticar quando estamos em presença de uma situação destas? Eu não e por outro lado ninguém está obrigado a dizer ao "pobo" as razões da sua saída, di-las a quem de direito e basta!
    Com tanta matéria do interesse dos OJ e o senhor preocupado com estas minudencias...

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  4. Vão dois. Nada do contrato inicial assinado está em vigor. Alterado unilateralmente. Canalhas.

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  5. Os polícias regressam hoje à mesa das negociações.

    Ouvi hoje de manhã na rádio que não abdicam de um aumento mínimo, já, de 600 euros.

    Era só isto.

    Obrigado e bom dia

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  6. Assim, respeito nenhum.
    Canalhada.

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  7. Desculpas
    Tretas

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  8. Esses têm-nos no sitio.

    Nós somos uns totos.

    Força escravos.

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  9. E era facil resolver isto.
    Bastava uma greve total de duas semanas para a ministra chamar os sindicatos. Mas tinha de ser todos a fazer greve nesses 15 dias.
    O nosso problema é falta de união.

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  10. Falta de união e de representação.
    É preciso aparecer alguém com capacidade e carisma para unir os OJ.
    Os atuais são muito fracos mesmo.
    Tem de aparecer um movimento
    Nos policias foi um único agente nas redes sociais.
    Nos professores um novo sindicato que atua de forma completamente diversa de quem já por lá andava e nada fazia.
    Sangue novo urgente.

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  11. ue entrarambemdepoisd e mim15/5/24 12:21

    Estive no congresso e fiquei convencido de que até finais do mês, haverá boas notícias.
    Atenção, antes era incrédulo, mas ali, vi, ouvi, conversei e juntei pontas.
    Esperemos pois que não esteja enganado e não tenha interpretado mal.

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  12. Essa do aeroporto novo de Lisboa é que tem graça.Anunciá-lo foi ontem uma festa, dar um nome foi fácil pois já tinha nome no papel desde 1972 e não houve imaginação gasta.Quanto à feitura dele logo se vê.Até o outro falou que antes do aeroporto o dinheiro tinha de ir para o IP3. Como nāo o acabaram, como vāo iniciar o aeroporto?
    Quanto ă despedida apressada, não são minudências sr.
    O blogue informa como é a legalidade das coisas. Até quando alguém que nāo sabe interpretar uma lei, confunde alíneas e insiste numa exoneração forçada no comentário.
    A exoneração da Dr@ até pode ter sido por vontade mais da Ministra mas foi negociada para nāo ficar à vista dos olhares alheios.🤔
    Parece que andam cá há 1/2 dúzia de dias e não anos.
    Tarda é em chegar alguém ao lugar que o que está para trás já passou!!!

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  13. O que eu quero, para já, é o suplemento nos 12 +2! Os sindicatos têm de ser incisivos, persuasivos arranjando bons argumentos, levar a lição bem estudada! O que andam a fazer? Nada!

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  14. Líder dos licenciados15/5/24 14:07

    Caros colegas eu estive no congresso e tenho uma novidade, até ao fim do mês eles vão a
    Anunciar a integração da porcaria do suplemento por 14 meses...pediram me para não dizer nada a ninguém....

    Para quem não acredita no meu poder e quando se confirmar está notícia aí vão perceber quem eu sou e a minha força.

    Por tal respeitinho.

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  15. Da tua força não duvido.
    Principalmente a persistência em f....a cabeça aos outros.😬

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  16. Já pensou em mudar a medicação? Eu sou licenciado, só defendo a igualdade de oportunidades e acho que o sr. Só aqui está propositadamente para denegrir e causar divisão, intitulando-se "licenciado". Ainda do pouco que se pode aproveitar do funcionalismo público são as consultas pela ADSE a um preço barato.

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  17. Se esteve no congresso, ninguém o ouviu.

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  18. Um colega cheio de fé, valha-nos isso...

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  19. A sub directora geral também vai de vela....

    Consta que já anda a tratar da sua vida...

    Não deixa saudades nenhumas....

    Já vai tarde.....

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  20. O que são as boas notícias? A integração do suplemento e 20€ por mês de aumento??
    Isso não são boas notícias, boas notícias era a revisão da tabela.
    20€ mês boas notícias... Francamente...
    A nossa função tem uma especificidade que não exploramos que é o facto de não sermos substituídos (a não ser por nós mesmos).
    Greve de 1 mês e era tudo resolvido.
    Os nossos p

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  21. E que interessa essa integração se só dá direito a mais meia dúzia de €?!!

    Era bom um aumento salarial significativo e um novo estatuto condizente com as exigências da profissão, mas isso ninguém quer saber!

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  22. Muito tarde !...

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  23. És um bufo!!

    Pedem-te para não dizer nada e vens aqui anunciar isso?!

    Francamente...

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  24. Também eu quero e acho mais do que justo e imperioso termos aumentos salariais e um novo estatuto bem pensado em que se exija a licenciatura e em que estejam plasmados os critérios de equivalência! É urgente!

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  25. Líder dos licenciados15/5/24 16:02

    Então se és licenciado apartir desta data estás expulso do nosso grupo, somos contra os licenciados que tem vergonha de ter uma licenciatura e tem medo de dizer que são licenciados...

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  26. A melhor noticia seria Rua Marçal

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  27. UAU já toda a gente percebeu a integração do suplemento. E assim se deixa cair uma causa.
    Os policias serão aumentados em mão de 3 centenas.
    A ver se entendem:
    No ordenado de 1200€, atualmente recebe por ano 1320€ de suplemento.
    Com a integração receberá 1680€ anuais , um diferença de 360€ por ano ou seja 30€ por mês dos quais 3,5% vão para a ADSE, ou seja 28,95 a que acresce ainda a tributação de IRS de cada um.
    Contas feitas pouco mais de 20€ por mês de aumento neste exemplo.

    Percebem a porcaria que andam a pedir como prioridade????

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  28. Esta gente mais velha ainda acha isto uma vitória só por que andam a pedir há 2 décadas... tanta ignorância .
    Ainda quer esta gente ir para o grau de complexidade 3 quando nem contas sabem fazer.
    Vale pelo ponto de honra.
    Negociar um estatuto com estes incompetentes á frente vai ser uma vergonha.

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  29. Esta gente mais velha merece algum respeito.
    Esta gente mais velha aguenta isto há décadas e já comeu muitos sapos.
    Esta gente mais velha passou muito do conhecimento que tem aos mais novos que não se aprende nos códigos.

    Alguma da gente mais nova, não todos, evidentemente, fazem tanta falta como o spray nasal.....

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  30. Nota-se pelo discurso a elevação, pouca, que tem.
    Tenho filhos formados, mas bem educados, respeitadores, humildes.
    Tudo aquilo que v. Exa não é.
    Que pena, para si

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  31. Não concordo com esta história dos maus novos e dos maus velhos. Não tem pés nem cabeça.
    Há bons e maus exemplos independente da idade/antiguidade.
    Em todo o caso parece existir uma adoração por parte desta integração, sobretudo por aqueles que há mais tempo estão na carreira. Isso parece-me evidente.
    Não entendo qual a razão sinceramente, vejam as contas que o colega de cima colocou, exemplificam bem a péssima ideia que é fazer disto uma condição preferencial e suficiente para fazer parar com as greves, apenas com uma promessa de um novo estatuto.
    Uma revisão da tabela remuneratória deve ser o mais importante.
    Por mim não vou parar de fazer greve, enquanto não me pagarem condignamente.
    Promessas leva-as o vento...

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  32. As contas não são contas não são nada. A integração e o pagamento de mais 3 prestações não traz aumento mensal nenhum, apenas traz mais 3 pagamentos no ano, mantendo as mensalidades atuais, e a certeza que, após integração, não vai ser suprimido, como o governo já indicou que faria, desde o tempo do PS e mesmo o de agora. Compreende? Haver um tolinho que faz contas e passa o tempo todo a repetir as vozes que ouve na sua cabeça não faz com que tenha razão

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  33. Ora
    Pior inimigo somos nós
    Enquanto assim for
    Seremos escravos

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  34. Claro que os mais velhos merecem respeito como qualquer outro trabalhador que faça o seu melhor.
    Mas que sao a causa de isto não passar na cepa torta, isso ao tenho dúvida.
    Pensam acima de tudo no umbigo deles e quem ficar cá que feche a porta.
    Quanto à passagem de conhecimento aos mais novos não deixa de ser verdade em muita coisa.
    Mas por outro lado acho graça quando lhes propõem fazer serviço de sala, interrogatórios, o serviço mais nobre da carreira, e se escondem porque não fazem ideia como se faz, quando tinham obrigação de manter esse conhecimento.
    Como dizia o outro, " raios parta tanto saber".
    Enfim,......

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  35. Somos os piores inimigos de nós
    Inveja tresanda

    Fod

    Assim, continuem

    Aprendam so menos a copiar as lutas dos outros.

    Tristeza de gente

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  36. Suprimir um suplemento é puro bluff, vozes são as que estão na sua cabeça. Ao menos apos integração negociem novo pela disponibilidade ou pelo facto de não podermos exercer outras profissões.
    Mas realmente não se pode falar num aumento, dados os valores....Mas pela parte do governo é certamente visto como um aumento...
    E como suficiente para parar as greves.
    Fazer contas a ver se compensa é algo que não gosta de fazer já percebi.
    Mas contra factos não há argumentos e a matemática não engana

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  37. Não creio que seja inveja apenas pontos de vista muito muito diferentes....

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  38. "A integração e o pagamento de mais 3 prestações não traz aumento mensal nenhum, apenas traz mais 3 pagamentos no ano, mantendo as mensalidades atuais, e a certeza que, após integração, não vai ser suprimido, como o governo já indicou que faria, desde o tempo do PS e mesmo o de agora. Compreende?" Quer dizer, quem faça contas sobre o verdadeiro ganho do miserável dinheiro que vamos ter com a integração é tolinho?? E qual o governo que indicou que não teríamos direito a um suplemento? O problema de alguns é reconhecerem que andam por aqui a repetir vozes e a apregoar há anos a integração do suplemento e não querem dar o braço a torcer, quando afinal as propostas para a gnr e psp até nos deixam envergonhados pelo que pedimos. E obviamente que se o integrarem vão defender-se que já obtivemos ganhos salariais. Uma miséria, mas tudo bem.

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  39. Ai tem filhos licenciados? Então porque é que é contra a exigência da licenciatura nesta carreira? Os seus filhos também não podem entrar com 12 ano e depois é que aprendem o que têm de fazer depois de estarem a trabalhar?

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  40. As contas são estas: para além dos 11 pagamentos anuais, passar para 14 faz com que se receba em junho o suplemento que nesse mês é suprimido, nesse mesmo mês o correspondente ao subsídio de férias e em novembro o correspondente ao subsídio de Natal. quer isto dizer que num vencimento de 1000,00 haveria apenas em junho mais 200,00 e apenas em novembro mais 100,00; no resto dos meses não haveria aumento nenhum. É isto passar de 11 pagamentos para 14 pagamentos.
    Quanto à supressão deste suplemento, o mesmo foi anunciado na última reunião com os sindicatos, ao dizer-se que iria durar até à conclusão da revisão do Estatuto e ainda, basta ver a última proposta de Estatuto apresentada pelo Governo anterior onde lá consta expressamente a extinção deste suplemento.
    Isto são factos, tal como é facto que este aumento remuneratório anual é muito pequeno, tão pequeno que nem sequer é atendido pelos diversos governos.
    Quanto a ganhos salariais, a regularização do suplemento não é um ganho salarial, nem sequer está a ser negociada qualquer tabela salarial, o que está em causa é apenas a regularização, a correção de um defeito, enquanto passo prévio ou primeiro para se avançar para uma verdadeira valorização salarial.

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  41. Os mais antigos na carreira e os mais velhos na idade são os que andam a reivindicar melhores salários para quem entra na carreira, são os que fazem greves para que sejam pagas as horas extraordinárias aos mais novos que fazem as diligências pela noite dentro no JIC e noutras secções; são os mais velhos que reivindicam suplementos para a disponibilidade permanente ou para a residência em determinados locais, para ajudar os mais novos a suportar as despesas que não suportam. Os mais velhos e antigos constituem a esmagadora maioria dos Oficiais de Justiça deste país e, independentemente de haver, que os há, inúteis na carreira, esses emplastros estão em todas as categorias, em todas as carreiras e têm todas as idades. Generalizar é estúpido e a estupidez insulta e tal insulto vem conspurcando este espaço com tais discursos parvos de ódio dirigidos a determinados grupos. Por isso, parece-nos adequado passar a eliminar todos os comentários que constituam insultos, agora já não apenas a pessoas concretas, como vínhamos fazendo, mas a grupos de pessoas que, apesar de indeterminadas, acabam por insultar e maltratar pessoalmente muitos.

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  42. Verdadeira valorização salarial deveria ser o primeiro passo e uma exigência para parar as greves, podem ter dito que iriam suprimir o suplemento no fim do ano para depois o integrarem e todos acharem que é um grande feito.
    Iriam agora começar a pagar menos quando todas as classes negoceiam melhorias salariais?
    Pense um bocado antes de cair que nem um patinho na armadilha do " o suplemento é até final do ano"
    Obviamente não iria acontecer uma desvalorização salarial fosse ela qual fosse.
    A GNR acabou de rejeitar uns valorização que no mínimo dava um aumento de 150,00e .
    Têm nova reunião agendada e vão conseguir mais.
    Nós acreditamos num novo estatuto... Mas alguém acredita que está governo resiste á aprovação do OE para 2025??
    E depois lá se vai a grande valorização profissional...
    Essa valorização era para ontem e como obrigatório para o fim das greves.
    Mas pronto finalmente a integração há muito prometida e que não dá para pagar o pão do mês.

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  43. Inveja de quê exatamente?

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  44. e se assim for não será do interesse de todos os associados saberem!!

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  45. Que grande novidade, já sabemos disso, mas não precisamos de protagonismo como Sr. precisa!

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  46. Nunca ouviu dizer que " o Diabo mora nos pormenores "? Estas minudencias são "sintomáticas ", da prepotência dos cima, e da tolerância dos baixo.
    Por isso foi tão dito nos últimos dias, que o " 25 de Abril não chegou à justiça " : é 1 questão de cultura, o que se passa no M J.
    Cumprimentos

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