Ninguém fica para trás, mas uns ficam mais à frente

      Os Oficiais de Justiça têm andado iludidos com o sonho de uma carreira fantástica, construída à medida das vontades próprias de cada um, convencendo-se de que é possível tudo e mais alguma coisa, o que, por infelicidade, também é alimentado por elementos irresponsáveis das estruturas sindicais, alheados da realidade.


      Na semana passada o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) lançou uma nota de esclarecimento sobre uma “Moção de Estratégia” apresentada pelo Secretariado Nacional do SFJ ao Congresso desse mesmo Sindicato, a realizar nos próximos dias.


      Trata-se de uma proposta que, em síntese, consiste em ir ao encontro daquilo que o anterior governo já havia apresentado nos projetos de Estatuto, mas para pior, desde logo porque apresentada por entidade que deveria defender os interesses reais da carreira dos Oficiais de Justiça.


      Em suma, a pretensão consiste em conceder à licenciatura de Direito todos os privilégios da carreira que passa a estar centrada nessa licenciatura, atribuindo aos Oficiais de Justiça não licenciados em Direito a possibilidade de terem acesso a cursos de formação para que lhes seja dada uma equivalência ao nível daqueles Oficiais de Justiça licenciados em Direito, podendo os mais velhos, que estejam mais próximos da idade da reforma e que não queiram ir para os cursos, passar para uma grelha salarial própria, evidentemente com menor salário.


      Com a moção e a nota de esclarecimento do SFJ, constata-se a indecência da ilusão de considerar a licenciatura em Direito como a única licenciatura válida para se poder ser Oficial de Justiça, sujeitando os demais a uma equivalência forçada com cursos imaginários que possam conferir essa equivalência à licenciatura, como se tal fosse possível, dando falsos exemplos de ações de formação de outras profissões que nada têm a ver com equivalências a licenciaturas, mas apenas com atualizações formativas tal e qual já sucede na carreira dos Oficiais de Justiça.


      Esta carreira de Oficiais de Justiça não se vai transformar numa carreira de assessores, desiludam-se e não se enganem. A carreira de assessores já existe, tanto para o Judicial como para o Ministério Público e para essas carreiras candidatam-se muitos licenciados em Direito, entre outras licenciaturas, porque as assessorias carecem de outras licenciaturas, e entre todos os candidatos encontram-se também Oficiais de Justiça, mas isso não transforma a carreira técnica dos Oficiais de Justiça numa carreira de assessores, mas tão-só numa carreira de onde surgem candidatos para a comissão de serviço nas assessorias.


      Vender a ilusão de que a carreira se vai transformar numa carreira diferente, com licenciados em Direito a despachar processos e a assessorar as magistraturas é enganar os Oficiais de Justiça.


      E depois destas ilusões vêm os baldes de água fria da realidade como o aumento do suplemento em 1,66%, quando todos já se convenciam da grande mudança baseada nas licenciaturas em Direito.


      O esclarecimento do SFJ deve ser entendido pelos Oficiais de Justiça como uma abrir de olhos para que ninguém continue a acreditar nesses sonhos irrealizáveis, reivindicando a esse, e também ao outro sindicato, que se concentrem na realidade; naquilo que é efetivamente a carreira dos Oficiais de Justiça e naquilo que é alcançável no imediato e no curto prazo, ao nível das funções técnicas e práticas dos Oficiais de Justiça, funções essas para as quais não é necessária nenhuma licenciatura em Direito, nem nenhum lote de cursos que possam conferir equivalência a tal curso, como se tal fosse possível, tal como também não é necessário nenhuma tabela salarial alternativa para os mais velhos.


      O “slogan” do SFJ, repetido vezes sem conta, de que não é para deixar ninguém para trás, resulta num engano, porque, se bem que pode não deixar ninguém para trás, logo de seguida chuta para o lado a maioria dos Oficiais de Justiça, sim, a esmagadora maioria, enquanto pretende empurrar para a frente outros. Trata-se de uma perfeita pretensão de divisão na carreira, quer em funções, quer mesmo em tabelas salariais. De facto poderá não ficar ninguém para trás, mas a maioria será chutada para canto.


      A nota de esclarecimento do SFJ vem-nos dizer que o próprio SFJ pretende uma carreira dividida e que está em sintonia com as pretensões antes apresentadas pelos governos do PS, proposta que há de ser agora apresentada ao atual governo do PSD, mesmo sem saber o que este governo pretende.


      Poderão dizer que se trata apenas de uma proposta a ser votada no congresso e que não é nada de definitivo, podendo nem sequer ser aprovada. Mas desde quando é que as propostas vindas do interior das próprias estruturas sindicais são rejeitadas? Quem as votará contra?


      Portanto, o mais provável é a moção estratégica passar e vermos o SFJ a continuar a iludir os Oficiais de Justiça com a reivindicação de uma carreira de assessores licenciados em Direito, a despachar processos, enquanto que os mais velhos, já com os pés para a reforma, e com uma tabela salarial própria, que são a esmagadora maioria dos Oficiais de Justiça, deverão ser os que irão cumprir os despachos dos outros Oficiais de Justiça de grau 3+.


      Diz a nota do SFJ: «No futuro (repetimos: num futuro diferente da realidade atual), ainda que com menos oficiais de justiça, podemos e deveremos ter oficiais de justiça mais qualificados, mas isso também implica que os oficiais de justiça tenham outras funções e, aqui, entram na discussão a questão da assessoria.»


      O que o SFJ reivindica não é apenas um grau de complexidade 3 para todos, mas um grau 3+ para uns e um grau 3- para outros. Todos no três, mas há os de cima, os de baixo e até os do lado.


      Vejamos o caso paradigmático dos trabalhadores dos Registos quando, em finais de 2018, viram revistas as suas carreiras, designadamente, a de Oficial de Registos.


      O Decreto-lei com o nº. 115/2018 de 21DEZ, estabeleceu tudo aquilo que agora parece estar vedado aos Oficiais de Justiça, tanto pelos governos PS como pelo próprio SFJ.


      Vejamos o que diz o artigo 18º do citado Decreto-lei, sobre o grau de complexidade funcional:


      «A carreira especial de oficial de registos é classificada no grau 3 de complexidade funcional.»


      Ou seja, a carreira toda, pelo que todos passaram a pertencer à nova carreira de grau de complexidade 3, sem condições para uns ou para outros.


      E no artigo 41º do mesmo diploma governamental explica como se fez a transição das diversas categorias para as duas novas categorias da mesma carreira, mas para todos, sem mais, todos, sem cursos, sem equivalências, todos para o grau 3.


      Não, não houve diferenciação com as habilitações literárias de cada um. Fosse lá qual fosse a escolaridade e os cursos detidos pelos Oficiais de Registo, todos passaram para a mesma carreira de grau 3.


      Mas tiveram de frequentar cursos ou formações para obter equivalências ou novas habilitações para a transição? Não! Nada!


      Mas os Oficiais de Registo são todos licenciados em Direito? Não! Alguns sim, mas a maioria detém as habilitações literárias que eram obrigatórias quando entraram para a profissão e de acordo com a lei.


      Portanto, será possível transformar a carreira de Oficial de Justiça numa carreira de grau 3, para todos, sem inventar cursos, equivalências, tabelas salariais especiais para os mais velhos e sem a ilusão das assessorias?


BaldeAguaAtirada.jpg


      Fonte: “Nota de Esclarecimento do SFJ”.

Comentários

  1. Anónimo6/5/24 08:53

    Ainda em relação à reunião da passada em sexta feira:

    É preciso utilizar a inteligência e retirar, de momento, a integração dos 10%.

    Os sucessivos governos utilizam sistematicamente essa reivindicação para não avançarem noutros domínios.
    Portanto, e por agora, é preciso focarmo-nos nas outras reivindicações.

    A primeira, como é óbvio, passa por um imediato reforço salarial!

    Já em junho, é preciso começar uma greve (a sério) que pare todos os tribunais.

    Aos sindicatos:
    Usem de inteligência, porque de outra forma não vamos lá!

    Abraço

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  2. Anónimo6/5/24 08:54

    Gostava de saber qual as funções que o "oficial de justiça" desenha para a carreira. A moção em causa salvaguarda o direito e as possibilidades de Todos. Quanto à lic em direito e a sua matriz para as funções, é somente a área em que nos encontramos e laboramos. A não ser que achemos que devamos fazer ingressar pessoas com lic. em engenharia agrónoma, medicina, geografia, enfermagem. Sejam sérios, porque tomara nós que um qualquer governo aceitasse a proposta nos termos apresentados. Mas ninguém quer mudar. Mas fica o repto. Diga lá o que perspetiva como funções de futuro para os OJ'S.

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  3. Anónimo6/5/24 09:09

    O Oficial de justiça faz parte das "Vacas sagradas" não se pode mexer... Não se atualizam mas têm o direito mais sagrado de todos "a antiguidade"

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  4. Anónimo6/5/24 09:22

    Pensava que a questão do "grau 3" estava já ultrapassada.
    Há um comunicado do SFJ de 2018 ou 2019 que diz que a tutela já tinha garantido esse grau de complexidade!

    Já passaram uns anitos e parece que estamos no mesmo ponto inicial!

    O SFJ não pode aceitar que compromisso já assumidos, ainda que anteriores governos, sejam, agora postos em causa.

    A única coisa em que acertou foi na adjetivação do proposta na última reunião quando, e bem, classificou a proposta do governo como "INDIGNA", que é isso que ela é - INDIGNA!

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  5. Anónimo6/5/24 09:27

    A carreira vai ruir...

    Nem há outra hipótese a não ser abrir totalmente as portas ao nível 3.

    Até final do ano 20% dos que cá estão vão meter os papéis...

    Vamos ver em que governo isto vai rebentar e sujar as mãos de sangue pela morte da carreira dos oficiais de justiça!

    Tudo a falar em percentagens sem olhar para o que aí vem...
    Preparem-se mas é para o escândalo

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  6. Anónimo6/5/24 09:56

    Errado! A carreira vai ruir se continuarmos a oferecer resistência a uma inevitabilidade.
    Ou aceitamos o novo modelo de carreira ou nunca sairemos deste marasmo.
    Concordo na íntegra com a proposta do SFJ, mas sinceramente não acredito que algum governo vá aceitar uma transição automática para grau 3, mesmo que alguns só beneficiem de progressão vertical em caso de certificação e equivalência a licenciatura.
    Podem ter feito isso com os Ofi. de registos, mas não se pode comparar a complexidade das carreiras.
    E em lado nenhum o SFJ fala numa carreira de assessores.
    Apenas se referem à necessária requalificação da carreira, sendo a assunção de tarefas mais complexas, pressuposto indispensável a uma valorização da carreira, que a tornem mais atrativa a uma nova geração de jovens, mais qualificada de sempre.
    Se queremos progredir este é o futuro.
    Quem não quiser saia mas não estrague o futuro dos outros.

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  7. Anónimo6/5/24 09:58

    O pensamento emprestado ao texto que faz o artigo hoje publicado pelo blog "Oficiais de Justiça" diz muito bem sobre aquilo que a maior parte de nós pensa sobre a nossa carreira.

    Aquilo que atiramos como desculpa a outras pessoas, que por viverem na bolha do seu gabinete não conhecem a realidade, aplica-se a muitos de nós e em todo o seu sentido.

    Na verdade comparamos o incomparável - vou dar alguns exemplos: algum de nós prepara um qualquer processo, de forma autónoma, até a própria decisão final como sucede nos processos de divórcio, de casamento, de nacionalidade, de alteração do nome, de habilitação, etc., ou o registo de um imóvel, com todas as suas vicissitudes, também na área do registo comercial e automóvel, entre muitas outras panóplias de competências próprias que os Oficiais de Registo concentram com as alterações introduzidas nos últimos anos.

    Por cá, nos tribunais, limitamo-nos a cumprir o que o magistrado determina e isso nem sempre é feito da melhor forma.

    Eu falo por experiência própria, tenho família nas Conservatórias e lembro-me bem do tempo em que passava os finais de tarde e os meus sábados no registo Predial ou no Comercial do Porto a na companhia dos mesmos e conheço bem a diversidade das suas funções.

    Tal como nos Tribunais, há funcionários que se limitam a executar determinadas tarefas, fruto da idade (a média é bem superior à verificada nos Tribunais e há muitos serviços fechados por todo o país), outros assumem a responsabilidade dos muitos atos que praticam e que não existe paralelo nos Tribunais.

    Esta é a verdade ...

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  8. Anónimo6/5/24 09:58

    O problema é que não querem progredir, querem ganhar mais e manter tudo igual.
    Falta noção às pessoas.

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  9. Anónimo6/5/24 10:13

    Dizer ainda que a continuarmos com as mesmas competências, não pode e nem deve ser melhorado o nosso vencimento, e isto impõem-se por uma questão de igualdade e de justiça material.

    Na verdade como é que podemos conceber uma forma organizada de trabalho em que possam coabitar formas de remuneração diferenciadas apenas porque sim, sem lógica de qualificação do funcionário ou do nível de assunção de responsabilidades tal como é feita pela LGTFP.

    Se lermos bem a referida lei (LGTFP) e o que caracteriza o nível de complexidade funcional, nomeadamente o nível 3, veremos que é a autonomia funcional ou dito de outra forma a responsabilidade que é assumida, diferentemente do que hoje sucede praticamente em todas as áreas da nossa atuação com algumas (poucas) exceções.

    Muitos de nós apenas sabem municiar o gabinete do magistrado (lavrar o termo de conclusão) e cumprir o sequente despacho, nos seus precisos termos. Isto não é autonomia é antes conformação na execução das tarefas às determinações superiores.

    Claro que o SFJ está a acordar tarde, muito tarde, para o problema, pois a continuar-se como está a inevitabilidade será ficarmos todos no mesmo nível, equiparados a assistentes administrativos e sem qualquer valorização, nomeadamente remuneratória.

    Mas existe uma alternativa, e essa alternativa é compreender as exigências da demanda que é exigida aos tribunais e concentrarmos outras competências, que já não aquelas que temos perdido ao longo dos anos (falo das execuções por exemplo).

    O atavismo impera e é bom de ver onde vamos parar com pensamentos que não conseguem desprender-se dos quadros mentais dos últimos 25/50 anos - o mundo mudou mas há quem esteja desatento e não tenha percebido a mudança.

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  10. Anónimo6/5/24 10:16

    É isso mesmo.

    Nas Conservatórias iniciou-se um processo de metamorfose que será gradual, á medida que vão se aposentando o recrutamento já acontece com outra qualificação e num futuro a 10 anos ou até menos a realidade das Conservatórias será outra, terá ainda mais reputação e dignidade na sociedade que os tarefeiros dos tribunais (sem desprezo para os tarefeiros mas é no que nos estamos a tornar).

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  11. Anónimo6/5/24 10:25

    Falta noção às pessoas!

    A carreira começa com um ordenado de 800 euros (salário mínimo) e você diz que falta noção às pessoas!

    As pessoas querem ganhar, e muito justamente, mais.
    Porque é justo, porque no passado o salário de entrada correspondia a muito mais do que agora, e é preciso ver o que o país evolui entretanto!

    As pessoas querem ganhar mais porque merecem ganhar mais.
    Sé é por valorização salarial ou por um novo estatuto não lhes interessa, querem ver os seus salários progredirem!

    Onde está a falta de moção?!!

    Não é assim também com os professores e com as "polícias"?!

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  12. Anónimo6/5/24 10:27

    Tarefeiros ?!!

    Vê-se mesmo que você não é oficial de justiça, não pode ser!

    Venha fazer aquilo que eu faço diariamente, e veja se é de tarefeiro!

    Tenha juízo e respeito pelo outros!

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  13. Anónimo6/5/24 10:31

    Se vocês se consideram tarefeiros é porque não trabalham em secretarias a sério, devem estar instalados onde não vos é exigido merda nenhuma.

    Não gozem com quem está em serviços à séria.

    Acomodados estão vocês com esse vosso paleio.

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  14. Anónimo6/5/24 10:35

    Então e os Doutores de Aveiro?

    Ficam esquecidos?!

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  15. Anónimo6/5/24 10:41

    Então qual o seu serviço na secretaria que não o cumprimento de despachos ou solicitações de informações. Qual a sua autonomia? Quando muito, se trabalhar no MºPº ainda reconheço algumas funções desse género.

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  16. Anónimo6/5/24 10:46

    A grande maioria das pessoas ganha muito mais porque foram subindo de escalão. Temos colegas a dar entrada a papeis e a ganhar perto de 2 mil euros brutos. Nada contra mas dizer que é mal pago??!! Para que os que entram é que tem de haver uma valorização salarial. Para os demais, também é justa mas, paciência, tem de haver mudanças para as merecermos. QUem não queira perceber isto, ou é cego ou, pior, recusa-se a ver.

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  17. Anónimo6/5/24 10:55

    Peço desculpa mas não concordo.
    A carreira de Of. de Registos é mais complexa? Não me parece.
    Estamos todos condenados mas é pela desunião que há, cada um a olhar para o seu umbigo.
    Deixem-se de tratas.

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  18. Anónimo6/5/24 10:58

    Aqui está esplanado o real problema dos oficiais de justiça.
    Cada um pensa ser melhor que o outro.
    É verdade que sempre foi assim, mas agora isto agravou e de que maneira.
    Que tristeza.

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  19. Anónimo6/5/24 12:12

    Não concordo com o que diz.

    Nunca me superiorizei ou menorizei perante os meus colegas, nem nunca vi manifestações dos meus colegas nesse sentido.

    O que se passa é que a carreira tem sido sucessivamente desprezada pelos governos e ouros operadores.

    Eles que metam cá os administrativos, e que lhes peçam para cumprirem os processos.

    Há muito "melro" que de oficial de justiça nada tem, e que vem para aqui tentar desunir a classe.

    Para esses digo - Deixem-se de tretas, sejam sérios, sejam honestos!...

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  20. Rui Caires6/5/24 13:10

    o que se vê é oficiais de justiça contra oficiais de justiça, um espécie de secos e molhados, digo licenciados e não licenciados. Deprimente. Fico sem entender a oposição declarada à versão apresentado do Estatuto do Oficiais de Justiça pelo SFJ, pois, entre o malfadado projeto e a moção que vai ser discutida, na minha opinião, em substância, não existe grande diferença, para além da semântica. Convido a um reflexão séria sobre os pareceres emitidos pelos diferentes órgãos sobre esse projeto de estatuto e, talvez, com um exercício de inteligência esteja traçado o caminho que se deve trilhar. A moção não é nenhuma pedrada no charco, nem é um salto em frente. Rui Caires

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  21. Anónimo6/5/24 13:27

    Digo novamente, não vejo ninguém contra ninguém, vejo sim o barco a afundar, barco onde todos estamos!...

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  22. Anónimo6/5/24 13:32

    Quem dera que isto afunde de vez.

    Já aconteceu com a AIMA.

    A seguir serão os TRIBUNAIS.

    Isto é intencional!!

    No caso da AIMA todos sabemos os motivos.

    E no caso dos TRIBUNAIS também todos sabemos os motivos...

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  23. Anónimo6/5/24 13:32


    Ó rapazola, nas conservatórias há muita gente que não tem autonomia e é grau 3.

    Mas eu, estou-me lixando para o grau. Quero é ter salario digno e condizente co as responsabilidades e quanto mais não seja por aturar a merda da sociedade que é o que se faz nos tribunais, lidar com a escória da sociedade. Só por isso se merece ter salario compatível com esse dito nivel.
    Mas repito, fique com os niveis. Eu quero é salário digno

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  24. Anónimo6/5/24 13:35



    Algumas secções já cairam e

    vão cair todas, sem admissões e salários atrativos.

    A quem interessa que caia?

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  25. Anónimo6/5/24 13:37

    Acho óbvio que para o trabalho e para as responsabilidades que temos somos muitíssimo mal pagos.
    Salvo algumas aves raras, mas essas são a exceção não a norma.

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  26. Anónimo6/5/24 13:40

    Precisamente!

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  27. Anónimo6/5/24 13:41

    O artigo de hoje, e às vezes acontece, é desonesto intelectualmente. Comparar a moção do sfj com as propostas de estatuto apresentadas é um exercício incomparável. Daquilo que se lê é efetivamente assegurar a igualdade de oportunidades para Todos. Mas esta aversão a um qualquer colega que tenha estudado e obtido uma licenciatura e, defende-se, tenham a oportunidade de se submeterem a provas tal e qual os demais, traduz-se numa visão tão redutora e nefasta para o futuro da carreira que até mete dó. Bolas, se todos estiverem em pé de igualdade, não consideram um bom princípio? Ou a antiguidade é que tem de ser o fator preponderante. Vê-se tantos colegas a dizerem que com os anos de serviço são muito mais capazes do que os outros e, então do que têm medo? Não se arroguem só a um pressuposto de dita "experiência". Quando for a oportunidade, demonstrem-no, sem medos. Têm assim tanto conhecimento por isso não devem ter qualquer receio em prová-lo. E acabe-se esta questão dos licenciados/não licenciados.

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  28. Anónimo6/5/24 13:47

    Sugiro que vá trabalhar para a reinserção social que aí as características dos utentes são mais "duvidosas". Trabalhamos com a escória da sociedade? TRabalhamos num tribunal onde a presunção da inocência ainda deve ser sagrada. Já agora, e por uma questão de proximidade, é auxiliar para acompanhar os julgamentos? SInceramente.

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  29. Anónimo6/5/24 13:55

    Alguma coisa vai ter de ser feita a nivel salarial para conseguirem captar novos funcionários, sejam ou não licenciados.
    A lei da oferta e da procura tambem está a ser aplicada ao capital humano mesmo que a tutela tente enganar a situação. Só se engana a ela mesma.
    A juventude já não tem o mesmo pensamento que há muitos anos atrás em que um emprego publico valia sempre a pena mesmo mal pago. Os jovens estão mais instruidos e mais exigentes, conhecem e não tem medo de outras alternativas. O estado é que ainda não viu isso. Ou está mal habituado.
    Uma vida de sacrificio a trabalhar para o estado pode compensar para muito poucos aqueles com menos escolaridade. Se é isso que a administração publica quer então que continue, mas não vai longe.

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  30. Anónimo6/5/24 13:57

    Já faltará pouco para a greve que necessariamente teremos que fazer!

    Sendo inevitável, venha ela!

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  31. Anónimo6/5/24 15:15

    Não há dinheiro para dar ou captar quem quer que seja.

    Não se iludam!!

    Os cofres estão vazios.

    A banca rota está aí e o diabo vai chegar!!

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  32. Anónimo6/5/24 15:17

    Minha rica Catarina que foste tão mal compreendida ...

    😪

    Meus ricos 20% ...

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  33. Anónimo6/5/24 15:29

    Então se a o conteúdo funcional da carreira de Ofi. dos Registos é de maior complexidade, está aí a justificação para a transição automatica para o grau 3, ao contrário da nossa.

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  34. Anónimo6/5/24 15:29

    Srs. Carlos Almeida e António Marçal está na altura .. de estarem à altura!...

    Os vossos representados precisam da vossa humildade, da vossa abnegação!...

    Está na altura de, apesar das vossas diferenças, fazerem um esforço conjunto!

    Basta de mal entendidos e desaguisados antigos.

    Não aceitam reuniões em separado, e façam um comunicado ao governo e à comunicação social em conjunto!

    Será que estão à altura?!!

    Eis a questão!...

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  35. Anónimo6/5/24 16:16

    Não me parece que um oficial de registos tenha que lidar com mais legislação do que um oficial de justiça.

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  36. Anónimo6/5/24 17:09

    Nem pouco mais ou menos!

    ResponderEliminar
  37. Anónimo6/5/24 18:01

    Fica aqui uma sugestão aos colegas, em vez de andarmos aqui a insultar este ou aquele pelas diferenças de opiniões, que tal por hora lutar por um aumento digno, imediato e mais do que merecido já que é consensual que todos ganhamos muito mal para o que fazemos.
    Deixemos as questões estatutárias lá para a frente ,por hora o mais importante será mesmo lutar por um aumento imediato...

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  38. Líder dos licenciados6/5/24 18:11

    Na qualidade de líder dos licenciados exijo mais respeito por todos os licenciados.

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  39. Anónimo6/5/24 18:12

    Deixe-se disso.

    Não precisamos de ir muito longe para ver que somos tarefeiros - no sentido de que executamos tarefas concretas, a maioria determinadas pelos magistrados que as conformam ... do género notifique fulano, sicrano e beltrano nos ter mos disto e daquilo ...

    Vá a um serviço de finanças em que o funcionário prepara a decisão sobre um qualquer assunto no âmbito do processo gracioso - é apreciado pelo adjunto do chefe e depois tem o crivo final da Chefe de Finanças.

    Passe por um serviço do registo e não atente só ao "Front Office", olhe para trás dos biombos, nos gabinetes onde são instruídos os processos e se preparam as decisões, no "Back Office".

    Claro que nos tribunais é o que se vê - com os espaços abertos percebe-se o que se faz - mas há muitos serviços com labor invisível ao cidadão utente.

    É como tudo na vida ou pensa que o leite da vaca apareceu num pacote no supermercado assim do nada ...

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  40. Anónimo6/5/24 18:18

    Colega se tem uma experiência tão discordante diga o que faz em concreto - perca a vergonha e concretize... olhe, qualquer coisa que diga fazer, por muito complexa que lhe pareça, poderá ser feita por qualquer pessoa seguindo instruções certas e determinadas e a isso se chama executar sob a supervisão de terceiros.

    Se faz muito, tenha paciência, lá por casa tenho uma pessoa hiperativa que para estar ocupada, é-lhe pedido que esteja sempre ocupada nem que seja a desfazer o que fez ou a fazer que faz sem nada fazer.

    Desculpe se fui bruto nas palavras mas por estes dias só se deixa escravizar quem quer - quem faz o que pode a mais não é obrigado e todos sabemos que pouco e bem há pouco quem.

    Mas anime-se que isto vai piorar - vão-lhe pedir mais com o mesmo salário.

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  41. Anónimo6/5/24 18:21

    Mas acha mesmo que a classe não necessita urgentemente de um novo estatuto? Mas acha que os governantes não sabem disso? Andam todos iludidos, embora alguns queiram, porque lhes dá jeito, que tudo fique na mesma. Acha que um qualquer adjunto ou escrivão de direito em regime de substituição, ou aqueles que perspetivam sê-lo sem terem de se submeter a provas de conhecimento, quer qualquer mudança? Acha que qualquer governo vai rever a tabela salarial sem que hajam mudanças na carreira? Há anos que anda tudo iludido e, tirando os que têm interesse muito próprio, os outros enchem o ego com "lutas" e fotos nas redes sociais, que já se viu, em nada serão satisfeitas. Será preciso fazer um desenho? Ou seja, obviamente que estou enganado e vamos fazer mais greves, tanto mais que há mais de 2 anos que as fazemos, com os resultados que se veem e nada de esmorecer. Abram os olhos!

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  42. Anónimo6/5/24 18:29

    Rapazola, não te cansas de debitar piadolas infantis e idiotas ?
    Não passas de um troll a fazer figura de tolo da aldeia.
    Se o teu pai souber as figuras que fazes fica coberto de vergonha.

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  43. Anónimo6/5/24 18:57

    Vejo finalmente o SFJ a ter um discurso não populista e a perceber, mais vale tarde que nunca, que a profissão tem de mudar e que para que isso aconteça tem de ser a profissão a indicar os caminhos da mudança.

    Se queremos ter outro nível salarial claro que temos de ter mais habilitações. Tem sido sempre assim e não se percebe que possa ser de outra maneira.

    Quem estiver disposto a ter mais habilitações segue um caminho, quem não estiver, segue outro.

    Quem quiser ir trabalhar para 500 kms longe de casa vai, quem não quiser não vai.

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  44. Carlos Coito6/5/24 19:25

    Concordo na generalidade com o artigo, sobretudo na parte em que diz que o SFJ, não defende os OJ de forma igual.
    Mais, os comentários e respostas ao artigo são a prova provada, de que a idealização de uma carreira centrada nos licenciados em direito, privilegiando estes, em detrimento dos demais teve a perversão de desunir a nossa classe.
    Depois, sob a capa do anónimato, com a qual nunca concordei, este artigo faz sair do armário muitos que se calhar não teriam coragem de dizer a sua opinião, que no fundo é quererem passar à frente de outros colegas, mas querem isso, não é por serem mais competentes, não por competirem em pé de igualdade entre todos, mas simplesmente por terem uma licenciatura em direito.
    Mas quem é disse que um OJ licenciado em direito consegue ser mais autónomo que um OJ licenciado em economia?
    Mas quem é que disse que um OJ licenciado em direito é mais competente para as futuras funções da carreira, sejam elas quais forem, que um OJ com o 12º ano?
    O que está em causa é a injustiça de os OJ não licenciados em direito, sejam ou não licenciados em outras licenciaturas ou não licenciados, ficarem à partida para trás, dependentes de hipoteticas equivalências a obter num qualquer curso, ou formação. Isso é que é errado.
    As progressões verticais num futuro estatuto devem ficar acessíveis a todos os atuais OJ, sejam eles licenciados ou não.
    Todos os atuais oficiais de justiça deverão num futuro estatuto transitar para as novas categorias e ninguém deve ficar condicionado nas progressões, sejam horizontais, ou verticais, por não ter a licenciatura ou por não terem a licenciatura em direito.
    As progressões verticais devem ser feitas escolhendo os melhores, selecionando-os verdadeiramente, com cursos exigentes, sejam ou não licenciados em direito, ou outra licenciatura qualquer.
    Os melhores serão selecionados e serão as chefias, sejam ou não licenciados, sejam ou não licenciados em direito.
    Não está em causa quem é melhor, quem está mais preparado, mas sim dar a possibilidade a todos de concorrer em pé de igualdade. Mas é isso que alguns, certamente licenciados em direito, não querem, porque vêem nesta fórmula, uma forma de passar pela porta do cavalo à frente dos outros.
    Penso que a questão é esta e não tem a ver com aquilo que eu já li aqui, com os conteúdos funcionais.
    Sejam quais forem os conteúdos funcionais que a carreira tenha no futuro, ninguém pode passar à frente dos outros, sejam ou não licenciados em direito, sejam ou não licenciados, sob o pretexto de se exigir uma qualquer equivalência académica, porque os OJ já estão suficientemente capaciatados.
    Basta pensar que quando um licenciado em direito entra na carreira, não está minimamente preparado para exercer a profissão, o que prova que a licenciatura, por si só não dá nenhuma capacidade e que prova também que os OJ com experiência não precisam de nenhuma equivalência a licenciados em direito, para exercerem as funções.
    Também penso que é um erro não entrarem licenciados em outras áreas nos ingressos, mas isso é uma escolha a ser feita e terá de ser tratado no futuro.
    Por isso deixem-se de tretas e defendam o que é justo e não o que lhes dá mais jeito.
    E tenham a coragem de colocar o v/ nome nos comentários que fazem, para se perceber melhor as vossas intenções.
    Carlos Coito

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  45. Anónimo6/5/24 19:55

    É preciso perceber uma coisa:

    Até agora, na multiplicidade de funções e de actos exercidos, apenas foi exigido o 11º ou 12º ano.

    Nunca foi nem é preciso licenciatura, mas é evidente que se desejamos uma carreira valorizada devemos pretender que esta a exija. Outras carreira fizeram já esse percurso.

    Também não pensem que vamos enviar homens à lua, nem que pretende que exerçamos funções de soberania, pois essas estão reservadas às Magistraturas ou aos engºs. aeroespaciais.

    Percebo que os que estão melhor preparados queiram desempenhar funções mais complexas, mas também percebo que quem sempre as desempenhou não agora que lhe digam que não tem capacidade de as fazer.

    Um compromisso passará sempre por um período transitório.
    Quem cá está não poderá ser prejudicado, sendo que, em média, só cá andará mais uma dezena de anos.
    Quem agora entra, entra com mais exigência mas no futuro vai usufruir dessa mesma exigência inicial com uma carreira mais atrativa.

    É possível arranjar uma solução airosa, mas não é possível arranjar uma solução perfeita.

    Abraço

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  46. Anónimo6/5/24 19:57

    Desculpem os (habituais) erros! ...

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  47. Anónimo6/5/24 20:17

    O que a proposta do SFJ diz é que transitam e ficam a fazer precisamente o mesmo que sempre fizeram.
    A questão é que se a carreira é reestruturada e as categorias objeto de progressão referem-se a conteúdos funcionais para os quais se exige licenciatura, para isso têm que fazer a certificação de equivalência.
    Simples!
    Se estão preparados para fazer tudo, concerteza que estarao para prestar qualquer tipo de prova.
    Não lhes vão perguntar nada que um funcionário competente não saiba já.
    Outra questão, são as vagas em lugares de promoção, mas isso ja hoje quase que não existem.
    Agora querer progredir sem queimar pestanas, esqueçam.
    O mais provável é a festa ter acabado.

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  48. Anónimo6/5/24 21:21

    Meu caro colega,

    A festa, IMO, já tinha acabado quando cá cheguei, um pouco antes do virar do milénio.

    Não me importa nada que se façam as ditas provas de aptidão, mas atenção, muitos licenciados vão soçobrar!...

    É verdade que muitos colegas (mais velhos) não têm "frescura" mental para potenciais exigências, mas muitos dos "novos" não têm o espírito de "sacrifício" para a função.

    O problema é que a capacidade e o esforço (a inteligência e o suor) são ambos muito bem pagos por esse mundo fora. O mesmo não se passa por este Portugal.

    Quantos licenciados por aqui já ouviram falar, ou experimentaram "falar", com um chatGPT ou um Claude, ou um Llama. O colega já experimentou?

    Se avançarmos para uma AI integrada numa futura versão do Citius -
    Está preparado?
    Se sim, quanto mais estarão?!!
    E se não?! O que acontece?!!

    As pessoas falam da licenciatura, mas a licenciatura per si é uma treta, nada quer dizer!

    O humanismo ensinou-nos (a alguns) que o homem não é um objecto. As sociedades têm que proporcionar um conjunto de direitos ao individuo, para que este se possa sentir completo e realizado.

    As Nações Unidas têm cartas universais, que convergem no direito à felicidade.

    Sabemos de colegas com limitações, desinteressados e preguiçosos, mas isso não deverá limitar aqueles durante 30/40 anos aguentaram o sistema.

    O equilíbrio é ténue.
    Que interessa que "meia dúzia" de OJ saiam beneficiados? Não existem tantos e tantos Juízes e Procuradores que não têm "jeitinho" nenhum para as funções que exercem.
    São muito bem pagos, embora alguns não nos cumprimentem, nem lavem os dentes!

    Portanto, apaziguando, o compromisso é do interesse de todos.
    Daqui a 30 anos, com o mundo em constante mudança, a licenciatura, porventura, nada dirá, mas ainda assim deverá haver respeito por aqueles que "aguentarem" o sistema até então.

    A história é cíclica, como é cíclica a tentativa das entidades empregadoras tentarem abusar dos trabalhadores, que por sua vez lutam pelas suas condições de vida!

    No fundo, e verdadeiramente não sei o que isto da "vida" quer dizer, o importante é cada um encontrar um espaço para viver, com algum sentido, com alguma dignidade...

    Abraço





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  49. Anónimo6/5/24 21:26

    o sr. "carlos coito" está mesmo traumatizado com os licenciados. Com tanta sapiência devia tirar um curso de direito. Se não tiver essa oportunidade, pois pela amostra e tranquilamente, não terá qualquer dificuldade em demonstrar os seus superiores conhecimentos em qualquer prova que exista. Não percebo é porque que mostra tanta resistência. Mais, com o conhecimento adquirido e um canudo, seguramente será um dos melhores magistrados que os tribunais já viram.

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  50. Anónimo6/5/24 21:44

    Só hoje foi publicado em Diário da República o despacho da atual Senhora Ministra da Justiça, a renovar a comissão de serviço da Subdiretora- geral da Administração da Justiça.

    ". Renova a comissão de serviço da juíza de direito Ana Cláudia Figueiredo dos Santos de Cáceres Pires, pelo período de um ano, no cargo de subdiretora-geral da Direção-Geral da Administração da Justiça..."

    Em "socorro" da mesma e das decisões por ela proferidas, no referido despacho faz-se referência que o mesmo produz efeitos a 15 de janeiro de 2024, data em que se encontrava em funções o anterior governo!...

    Acontece que a Senhora Directora-geral da Administração da Justiça cessou funções no passado dia 3 de maio e o seu despacho de delegação de competências na Senhora subdiretora-geral extingui-se com a sua cessação de funções.






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  51. Carlos Coito6/5/24 22:27

    identifique-se e depois respondo-lhe tenha coragem e não seja um(a) cagarolas!

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  52. Carlos Coito6/5/24 22:33

    Meu amigo anónimo já queimei muitas pestanas, não sei quantas o meu amigo queimou, porque ninguém sabe quem o senhor é. Eu não me importo de fazer qualquer prova, desde que todos a façam e depois log se vê quem está mais preparado. Aliás, é isso mesmo que defendo desde sempre. O que vocês querem é passar à frente pela porta do cavalo. Isso é que é desonesto e isso é que está a dividir a classe.

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  53. Anónimo6/5/24 22:46

    Sim, sim, a sua hiperatividade é evidente. Está acomodado e a burridar-se para os colegas.

    Tresanda a chefe instalado.

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  54. Carlos Coito6/5/24 22:47

    Logicamente que se todas as entradas futuras serão de licenciados (eu penso que era benéfico não ser só de direito, pelos motivos que já hoje aceitavam outras licenciaturas para aceder a cargo de secretário e administrador), há-de chegar uma altura em que todos serão licenciados. Esse seria o período transitório. A seleção dos cargos deve ser feita entre os que já cá estão e os que hão-se vir, em pé de igualdade, mediante critérios de competência e não habilitações académicas que mudaram ao longo do tempo. Eu sou licenciado, mas não me passa pela cabeça passar à frente dos colegas que não são.

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  55. Anónimo6/5/24 22:51

    Colega, não perca tempo a explicar o que esta gente não quer perceber.
    Estão formatados para o umbiguinho deles.

    Esqueça esses misquinhos.

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  56. Anónimo6/5/24 22:54

    Cofres vazios para tudo, menos para a corrupção.

    Sim senhor

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  57. Anónimo6/5/24 23:19

    Não perca tempo com impertigados.

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  58. Anónimo6/5/24 23:20

    Muita força a este blogue.

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  59. Anónimo6/5/24 23:40

    Não é essa a questão! Podia perder, podia ganhar... e depois?!

    Nunca vi a profissão como um concurso de apuramento dos melhores, embora haja sempre melhores e logo piores!

    Nunca entrei pela porta do cavalo e espero também não sair por ela.

    Não me identifico por uma questão de principio, mas não costumo ser rude para ninguém aqui.

    Não estou em luta com os meus colegas, estou em luta (tristemente) com a minha entidade patronal, que não me respeita a mim, mas também a si.

    Hoje, fico por aqui.

    Abraço.

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  60. Anónimo6/5/24 23:51

    Concordo que a entrada de novos funcionarios para os tribunais deva ser só para licenciados.
    Já não me parece correcto essa licenciatura ser só em direito. Dá a ideia que os de direito estão mais bem preparados para a função.
    Também existem alunos brilhantes e inteligentes nas outras licenciaturas. Basta ver as medias de acesso aos diferentes cursos, as de engenharia ou medicina sao mais altas que as de direito . Afinal onde estão os mais inteligentes? A inteligência tem a ver com a área de estudo? O ministerio da justiça pode se dar ao luxo de desperdiçar talento?
    Parece que sim. É a vontade de alguns aqui.
    Srs. Licenciados, um bocadinho mais de humildade. Isso também é sinal de inteligência. E ainda mais importante que a inteligência é a Sabedoria. Essa aprende-se com a vida, seja licenciado ou não.

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  61. Anónimo7/5/24 00:07

    Porra que esta conversa da licenciatura já enjoa.
    Já estamos fartos de perceber que a proposta de estatuto será mais do mesmo.
    Mas qual é o problema de fazer uma prova de equivalência?
    É mais uma cagada de prova como todas as outras, a calcular uns prazos e umas taxas.
    Além do mais, será uma forma de separar o trigo do joio, e pôr no lugar certo determinadas nódoas.
    Para quem é competente e dedicado e estudioso, não terá concerteza problema algum.

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  62. Anónimo7/5/24 08:04

    Preocupem-se mais com a inação do governo!

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  63. Anónimo7/5/24 14:04

    O JUSTO SERIA:

    Justamente, parece-me que contrariamente a ser unicamente a Lic. Direito, deviam ser abrangidas as Licenciaturas que dão acesso à categoria de Secretário e de Administrador: Licenciatura em Administração Pública, Contabilidade, Direito, Economia, Finanças,
    Gestão ou Matemática.

    Todas as outras Licenciaturas e os não Licenciados, frequentariam o Curso que está a decorrer na Universidade Católica.

    Assim, todos eram alavancados para o Grau 3.

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  64. Anónimo7/5/24 14:05

    O JUSTO SERIA:

    Justamente, parece-me que contrariamente a ser unicamente a Lic. Direito, deviam ser abrangidas as Licenciaturas que dão acesso à categoria de Secretário e de Administrador: Licenciatura em Administração Pública, Contabilidade, Direito, Economia, Finanças,
    Gestão ou Matemática.

    Todas as outras Licenciaturas e os não Licenciados, frequentariam o Curso que está a decorrer na Universidade Católica.

    Assim, todos eram alavancados para o Grau 3, de maneira justa.

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  65. Carlos Coito8/5/24 06:26

    Não concordo. Nenhum colega deverá ter de fazer qualquer curso para passar para o grau 3. Eventualmente deveríamos todos, mas todos, antes de progredir verticalmente fazer provas ou cursos, ou o que lhe queiram chamar para selecionar, mas cursos a valer e não o embuste como os que nos têm feito, para progredir para escrivão ou secretário.

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  66. Carlos Coito8/5/24 06:31

    Colega, não me parecce que sejam dessas provas que o SFJ defende e a questão não é essa, a questão é que se somos nós a defender isso e podemos abrir uma caixa de pandora, porque existe a outra parte e a outra parte pode dizer: Se eles próprios estão a pedir isso, é porque não consideram que estejam preparados". Isso pode justificar muita coisa

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