SOJ reivindica aumento de 15% no suplemento, ministra sobe proposta em 0,84% e fica nos 2,5%

      Ontem, das reuniões em separado dos dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça com o Governo, surgiu uma nova proposta por parte do Governo.


      Depois da anterior proposta de aumento do suplemento de 1,66%, o Governo apresentou ontem a mesma proposta, isto é, sem integração, paga 12 meses, a começar em julho e sem retroativos a 2021, mas agora na percentagem de 2,5%.


      Ou seja, com este valor proposto, o suplemento passaria dos atuais 10% para 12,5% para pagar a partir de julho e até à conclusão da revisão do Estatuto que se aponta para antes do final do ano.


      Não há dúvida nenhuma que o pagamento durante a sua duração, em princípio os últimos seis meses do ano, aportaria ao vencimento dos Oficiais de Justiça um pequeno aumento. Por exemplo, para o vencimento de um Escrivão Auxiliar no 1º escalão, o atual suplemento no valor de 112,28, passaria a ser de 140,35, portanto, um aumento de 28,07 euros mensais brutos, isto é, antes dos descontos.


      Com tal proposta, crê o Governo que vai convencer centenas ou milhares de interessados em ingressar na carreira quando até aqui não estavam para aí virados?


      Com tal proposta, acredita o Governo que vai mesmo convencer os Oficiais de Justiça a não desistirem da carreira, pedindo a sua exoneração ou a mobilidade?


      Depois da reunião, o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) considerou que a proposta do Governo “ainda não veio ao encontro” das reivindicações, embora registasse o “ligeiro aumento” proposto pela ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice.


      «Ainda não veio ao encontro daquilo que são as nossas reivindicações. Há nestes 14 dias um ligeiro aumento: passou de 1,66% para 2,5%. Vamos analisar e continuar a negociar. A nossa reivindicação é sobejamente conhecida e voltaremos cá na próxima reunião, esperando da parte do Governo este continuar de aproximar à nossa posição.», afirmou o presidente do SFJ, António Marçal, à saída da reunião.


      Por sua vez, também à saída da sua reunião, o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), Carlos Almeida, teve uma posição semelhante: “A proposta é melhor do que a anterior, mas está aquém do que é justo. A ministra tem de robustecer a sua proposta”, disse.


      Fonte do Governo adiantou à Lusa que o aumento proposto no suplemento, representaria para os Oficiais de Justiça no escalão mais baixo “um aumento no rendimento de 449 euros”, enquanto os profissionais no “escalão mais alto têm um aumento de 1.194 euros”.


      Faltou explicar e especificar aspetos que fazem com que aquela aritmética para a comunicação social se transforme numa mentira enorme. Desde logo que os do escalão mais alto que referem são apenas 8 indivíduos, num universo de 7400 Oficiais de Justiça e ainda que os mencionados aumentos não são mensais, mas que seriam uma hipótese no fim de um ano completo, mas como o suplemento é algo provisório até ao final deste ano e seria pago a partir de julho, o aumento real neste ano, até à sua extinção, seria, para o escalão mais baixo de apenas 168,42 e não de 449,12 como anunciado. E, claro, estamos sempre a tratar de valores brutos, antes das deduções tributárias obrigatórias.


      No mundo das hipóteses, a proposta apresentada, no final de um ano completo representaria aqueles valores anunciados pelo Governo, mas na realidade nunca haverá um ano completo e para começar, no próximo mês de junho o suplemento será suprimido duas vezes, não acompanhando o vencimento nem o subsídio de férias.


      António Marçal referiu à comunicação social que iria agora analisar a proposta com o secretariado nacional do SFJ e que ainda ontem deveria responder à proposta do executivo, apesar de estar já prevista para 28 de maio uma nova reunião.


      «As formas de luta – como tive oportunidade de dizer à senhora ministra – mantêm-se. Nós hoje estamos em greve e da parte da tarde estaremos aqui com todos os trabalhadores públicos a protestar, porque as condições de trabalho e de remuneração não são as desejáveis e quem sofre com isso é o povo português.», referiu Marçal.


      Por sua vez, Carlos Almeida disse que a greve decretada pelo seu sindicato “vai continuar” tal como está: paralisações na parte da tarde. “Chegámos a pensar em endurecer a forma de luta, mas para já não o vamos fazer”.


      António Marçal reiterou a importância do pagamento do suplemento de recuperação processual a 14 meses e não a 12, como o Governo tem proposto, não só pelo impacto monetário, mas também pela forma como passaria a ser interpretado em termos remuneratórios.


      “A questão não é tanto do valor anual. Estamos a falar de efeitos que são para nós relevantes; uma coisa é o pagamento a 14 meses e isso significa que o Ministério da Justiça e o Governo aceitam que estamos a falar de algo que integra o conceito de retribuição e não um suplemento que a qualquer momento pode ser retirado”, explicou.


      Questionado sobre se saiu da reunião com a ideia de que esta podia ser a última proposta da tutela, o presidente do SFJ mostrou-se otimista num reforço da aproximação de posições.


      «Acredito que a cada reunião haverá um aproximar e uma melhoria de condições. Só espero que o Governo dure o suficiente para podermos ter um acordo que permita pôr a justiça a trabalhar», concluiu.


      A primeira reunião foi com o SFJ e, sabendo os jornalistas da proposta apresentada ao SFJ, antes da reunião do SOJ, interpelaram o presidente deste Sindicato, Carlos Almeida, sobre a proposta, adiantando este de imediato aos jornalistas que o que estava a ouvir não estava de acordo com aquilo que o SOJ reivindica, apesar de querer ouvir primeiro o que tem a ministra da Justiça a dizer.


      «Vamos aguardar que nos apresente a proposta, mas de qualquer das formas, aquilo que me está a dizer não está de acordo com aquilo que nós reivindicamos. Nós reivindicamos um aumento que seja significativo, não é este pequeno aumento. Nós estamos a falar em 14 meses, a senhora ministra fala em 12 meses, portanto, não estamos em condições de estar de acordo.», respondeu aos jornalistas à porta do Ministério.


      Carlos Almeida garantiu que se essa fosse a proposta apresentada oficialmente pelo Ministério, o sindicato a iria “rebater”, com a expectativa da “senhora ministra apresentar uma proposta que corresponda a 14 meses, sendo certo que a prioridade das prioridades é de facto a revisão da tabela salarial dos Oficiais de Justiça”.


      E acrescentou que se não houver uma resposta concreta por parte do Governo, poderá haver um endurecimento da greve. “Todas as formas de luta estão em cima da mesa e endurecer a greve é aquilo que os Oficiais de Justiça exigem aos sindicatos. Os sindicatos têm de dar voz àquilo que diz a carreira e a carreira quer que a luta seja endurecida se não houver respostas”, afirmou.


      Já à saída da reunião, Carlos Almeida confirmou que que os 12,5% não é suficiente. “Dissemos à senhora ministra que tinha de robustecer o valor”, declarou, afirmando que vai manter a greve até, pelo menos, à próxima reunião negocial, dando assim tempo ao Governo para apresentar uma "proposta melhor" do que os 12,5% a 12 meses apresentados hoje.


      «A senhora ministra da Justiça disse que, relativamente à proposta anterior, melhorou e conseguiu melhorar esta proposta, nós dissemos à senhora ministra da Justiça que ainda assim este valor fica aquém daquilo que eram as expectativas dos oficiais de justiça e, portanto, estão aqui criadas as condições para que o Governo nos possa apresentar uma proposta melhor na próxima reunião.»


      «Aquilo que dissemos à senhora ministra é que tinha de robustecer esse valor, os 12,5% [...], que tínhamos uma proposta inicial que apresentamos aquando da outra reunião num valor de 25% porque o anterior Governo tinha apresentado 20%. O Governo não nos deu resposta a isso e, portanto, o que dissemos é que cabe ao Governo apresentar uma proposta. Dissemos à senhora ministra da Justiça que robusteça esse valor e que se mantenha nos 14 meses, que foi a nossa reivindicação de sempre.»


      Portanto vejam só a diferença: enquanto o SOJ reivindica 25% em 14 pagamentos e a ministra vai a meio com os 12,5%, faltam-lhe dois dos 14 pagamentos, os retroativos a 2021 e a integração. A distância é muito considerável e a este ritmo de aumento na proposta de 0,84% de uma reunião para a outra, havemos de chegar ao fim do ano sem ainda atingir o reivindicado.


      No entanto, Carlos Almeida mostrou-se, ainda assim, otimista quanto a uma evolução positiva das negociações no futuro próximo, existindo já novo encontro entre a tutela e os sindicatos marcado para 28 de maio.


      «Estão criadas as condições para que o Governo nos possa apresentar uma proposta melhor na próxima reunião, assim sendo, vamos manter a greve e aguardar a próxima reunião.», finalizou.


PresidenteSOJ-CarlosAlmeidaReuniaoMJ20240517.jpg


      Fontes: “Expresso”, “Notícias ao Minuto #1”, “Notícias ao Minuto #2” e “Sapo Notícias”.

Comentários


  1. Tutela continua a gozar como bem lhe apetece.
    Canalhada.
    E afinal os populistas são os outros.

    Por mim, nestas condições, é deixar afundar os serviços.
    Farei o minimo dos minimos e devagar, devagarinho.
    O tempo do medo e da escravatura já foi.

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  2. Só de pensar que já tivemos uma proposta de 20% que os sindicatos rejeitaram ...

    Nunca mais na vida teremos outra oportunidade...

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  3. Líder dos licenciados18/5/24 10:11

    Este soj de fato está a superar as minhas expetativas....vou me inscrever no soj tá dito.



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  4. A proposta final da reunião foi 12,5%, com retroativos a janeiro de 2024, pago durante 12 meses. Até à aprovação do estatuto, no qual se discutirá também a tabela remuneratória. Nenhum sindicato aceitou para não defraudar o que os oficiais de justiça andam a pedir há anos - a integração.

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  5. Só alguns oficiais de justiça...
    Nem todos...
    Suplemento 20% (como ofereceu o anterior governo) e após aumento das tabelas salariais na revisão do estatuto.
    Dispenso a integração

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  6. SOJ com muito melhor postura e mais ambição que o SFJ .
    Nunca fui sindicalizado.
    2 f irei ser pela 1a vez .

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  7. Quando vejo que os juizes só de suplemento de renda de casa tem 900€ mes x 14 meses, que é o rendimento liquido mensal de mais de metade dos oficiais de justiça não pode haver conversa séria.
    Por ano cada juiz leva para casa 12.600€.
    Cada oficial de justiça leva por ano em média 1650€. Dos respectivos suplementos.
    Sabemos o nosso lugar e da responsabilidade de cada um, não queremos equiparar à importância da magistratura mas apenas um pouco mais de dignidade e respeito.

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  8. O reivindicado pelo SOJ é bem mais benéfico para os OJ. E atenção, não deve desistir da sua proposta e muito menos desistir de negociar! Já basta o que fizeram há anos e que tanto nos prejudicou! Trabalhem!

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  9. Vocês devem ter reparado que no ano passado os médicos foram aumentados em 15% do seu salario e o MJ oferece um aumento de 2,5% (6 vezes menos).

    Atentem ainda no ponto de partida do ordenado desses profissionais e do nosso.

    É bem verdade que não somos médicos, mas a diferença deve estar nos salários e não na percentagem que se aplica aos mesmos.

    6 vezes!

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  10. A proposta final vai ser 15 em vez dos 12;5.
    E não mexe.
    Comecem já a discutir e a escrever outras coisas, para aprovar antes do governo cair.
    Dia 31 greve, penso que sem serviços mínimos
    Antes caiu a directora, desta terá que ser a ministra. Temos pena 🥳

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  11. estão a falar no suplemento e no indice 100 do nosso salário quando há atualização

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  12. Por este andar os policias, os guardas prisionais e outros profissionais vão receber em poucos meses aquilo que nós não conseguimos em 20 anos.

    Já sei que somos pouquinhos, mas estes pouquinhos, se quiseram, paralisam um dos pilares fundamentais da democracia.

    Assim houvesse coragem

    "Fraco rei faz fraca a forte gente"

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  13. E estes a darem-lhe com os 20%

    Mas não cobseguem parar para pensar que esse valor vinha embrulhado na prenda envenenada do estatuto envenenado?? Estatuto cheio de incobstutuciobaludades??

    Cambada

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  14. Por acaso leu o estatuto qye nos queriam impingir? Ou foi só a parte dis 20?

    Enfim

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  15. Nem mais!

    Afinal os populistas quem são?

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  16. É deixar cair os serviços.
    Como ontem os blogueres disseram e bem.

    Vão brincar com os pais deles.

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  17. Pois aqui é que bate o ponto. Esse subsidio pago a Magistrados , comparado com o vencimento minimo do Of. Justiça, é uma afronta desde sempre.Não tem justificação tal descalabro.
    Uma coisa sāo os vencimentos dos Magistrados, que têm a ver com as suas altas funções no poder judicial. Outra coisa, é um subsídio ou suplemento como queiram chamar que devia ser igual para todos.
    Os sindicatos têm de lembrar ă Sr@ Ministra, que é Advogada, da injustiça entre o valor pago aos Magistrados por um mero SUBSIDIO e o que pagam como vencimento inicial ao of.justiça.
    E é ver ainda a diferença no valor do suplemento de recuperaçāo processual pago aos funcionários e o outro .
    Mas repare-se num pormenor importante:
    é que o valor é IGUAL para todos os Magistrados.Nos of. j. existe discriminação entre os que mais recebem, pois mais ficam a receber, existi do aí também um fosso na carreira.
    Acabe-se com a injustiça srs. Sindicalistas.



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  18. Fica lá com os 10% x 11 e come-os guisados com batatas!!

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  19. Em relação aos guardas prisionais, o nosso problema, ou um deles é que os nossos sindicatos tinham por hábito abandonarem as negociações e acabou-se, i para casa descansar!

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  20. Mas será que todos os colegas que estão em substituição querem qualquer alteração ao estatuto? Exercem funções superiores sem terem de se submeter a qualquer prova de conhecimentos. Mas será que todos os colegas que estão nos últimos escalões e perto da reforma interessa qualquer mudança? Restam os "reles" auxiliares que não vislumbram qualquer perspetiva de poderem demonstrar os conhecimentos e progredirem. Sempre foi assim e, os "altos" interesses (interesseiros) da classe, contribuíram para um dia serem considerados como os coveiros desta carreira. Tudo a seu tempo!

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  21. Por acaso sabe o que é negociar?
    Era um ponto de partida.

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  22. Pedimos a integração enquanto outros pedem 600€, devem conseguir uns 300€ e nós 39/40€ .
    Tudo por uma teimosia de um sindicato que pede a mesma porcaria há 20 anos e os seus cegos discípulos.
    Não estão ultrapassados pelas suas idades mas pelas suas reevindicaçoes mais que ultrapassadas.
    É mesmo pelo ponto de honra e rezam para que não lhe alterem as tarefas que desempenham

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  23. Fica tu com o esterco dos 20 e com o estatuto guisadinhos se gostas de batatinhas bem guisadinhas.

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  24. Lê o projeto de estatuto todo e depois fala dos 20%

    Cambada de gananciosos que só vêm o imediato.

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  25. Aventura-te e concorre para longe de casa.

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  26. Não percebe nada do assunto. As substituições nem sequer precisam desse passo. É aguardar e chega-lhe ao colo. É o que temos e venha a integração.

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  27. Mas por acaso sabe que boa parte dos OJs concorda com os princípios do anterior projeto de estatuto, e acha que deve ser uma base de negociação?

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  28. Pois fico, quem me dera ficar com os 20%!!

    Já ontem era tarde!!

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  29. Para a malta que defende que deviam ter aceite os ditos 20% da outra também pseudo ministra, só una pergunta

    Leram o projeto de estatuto e onde estava enquadrado?

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  30. O título está errado. O SOJ quer 25% e não 15%. Este blogue tem de estar mais atento às declarações dos presidentes.

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  31. E negociar, o que significa? Tá à espera que lhe apresentem algo muito diferente?

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  32. Integração no vencimento é fundamental

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  33. Líder dos licenciados18/5/24 17:06

    Auxiliares acordem para a vida esta negociação da integração do suplemento nada tem a haver com ninguém fica para trás.
    ...
    Os que recebem mais recebem mais de subsídio..

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  34. Cairem os serviços?

    Já há ameaças e coação sobre os funcionários que não cumpram os objectivos. Vem de pesudoseccretários nomeados pelo amigo administrador e de procuradores. Acreditem que o assunto é sério.
    Atenção ao colega do lado, há sempre bufos.
    Vai piorar. Acreditem.

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  35. Diz-se "tem a ver" e não "tem a haver". Isto para o grau 3 também conta.

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  36. Não, o título não está errado, errada é a interpretação que faz da leitura. O leitor tem de estar mais atento àquilo que lê.

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  37. Deixe-se de m.rdas! Quem tem medo que compre um cão!

    Se alguém me pressionar em alguma coisa vai passar mal!

    Eu não tenho medo dos bufos, dos chulos, merdosos e coisa parecida.

    Eu trabalho com seriedade, se não puder fazer mais não faço, mas não fico com medo!

    Não assuste as pessoas!

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  38. Concordo. Digo o mesmo neste blog todos os dias!

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  39. Concordo! Se não fosse assim já podia haver acordo há muitos anos!

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  40. Não, recebem na mesma percentagem!

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  41. Líder dos licenciados18/5/24 19:16

    Sabe a diferença entre comentários?? E uma tese de doutoramento??

    O comentário tem o objetivo de criar reações com uma escrita direta, com erros, de forma a criar o maior impacto possível..

    Acorde para a vida pois sou um estratégia nato, um visionário com o know how acima da média.

    Vá estudar...

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  42. O leitor ouviu em declarações aos media que o SOJ defende a atribuição de subsídio no valor de 25%. Não viu/ouviu? de for necessário, faz-se uma pesquisa para atestar as declarações do Carlos Almeida.

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  43. Mas com propostas destas o que é que a tutela espera?
    Paz nos tribunais? O estado sempre se habituou a dar pouco aos seus funcionários. Dentro do pouco lá ia chegando para levar a vida, mas agora o custo de vida é diferente piorou muito e assim vai haver sempre descontentamento.
    Com salarios proximos do minimo nacional por mim, quiet quiting, let it rot.

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  44. Vamos lá ver: para além do título há o texto do artigo e nele refere-se o valor do suplemento que, no entender do SOJ, deveria ser de 25%. Portanto, quer isto dizer que o SOJ defende um aumento de 15% ao atual suplemento que vale 10%.
    No título consta o aumento de 15% e não o valor final, esse está no texto, porque 10+15=25.

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  45. Tens uma pulga na orelha esquerda, vai ver

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  46. Para recordar uma publicação neste blogue:
    " ...Suplemento remuneratório de 20%, 14 vezes ao ano
    11/08/2022 • oficialdejustica
    Um dos nossos ilustres leitores brindou-nos ontem com uns quantos decretos-lei que desconhecíamos e que discriminam especificadamente os Oficiais de Justiça.
    Mais uma vez, a discriminação diz respeito ao suplemento remuneratório.
    Vejamos o que consta no artigo 26º do DL. 545/99 de 14DEZ:
    «.1 - O pessoal que exerça funções no Tribunal Constitucional, com exceção do referido no n.º 3, tem direito a um suplemento mensal de disponibilidade permanente correspondente a 20% da sua remuneração base.
    .2 - O suplemento referido no número anterior é considerado para efeitos dos subsídios de férias e de Natal e está sujeito ao desconto de quota para aposentação.
    .3 - O regime previsto no n.º 1 não se aplica aos oficiais de justiça, ao pessoal dirigente, ao pessoal dos Gabinetes e aos assessores referidos no artigo 15.º-A.»
    Ou seja, no Tribunal Constitucional, os Oficiais de Justiça estão afastados do suplemento remuneratório que os demais auferem nesse Tribunal e que é, nada mais, nada menos, do que o dobro da percentagem auferida normalmente.
    A isto acresce que, naquele Tribunal, o tal suplemento é devido com todos os pagamentos remuneratórios anuais, isto é, 14 vezes ao ano, e não apenas 11 como consta da limitação do outro suplemento de 10%.
    Interessante, não é? Mas continua:
    Em 2015 esse mesmo Decreto-lei, e mais concretamente o mesmo artigo 26º, e mais precisamente o mesmo número 3 que exclui os Oficiais de Justiça, foi alterado. Nessa alteração foram apenas acrescentados os assessores, mantendo-se a exclusão anterior.
    A vantagem da carreira especial dos Oficiais de Justiça, ao nível do pessoal dos gabinetes e dos assessores, é clara, mas, claro, muito escura.
    Por sua vez, o Decreto-lei 74/2002 de 26MAR, refere no seu artigo 17º uma equiparação de regime, na qual se estabelece para o Supremo Tribunal de Justiça a mesma disposição prevista para o Tribunal Constitucional, isto é, o disposto no mesmo nº. 3 do artigo 26º do DL. 545/99 de 14DEZ.
    Assim, também os Oficiais de Justiça que exercem funções no Supremo Tribunal de Justiça estão excluídos do tal suplemento de 20% pago 14 vezes ao ano.
    Os Oficiais de Justiça que exercem funções no Supremo Tribunal Administrativo têm a mesma exclusão, prevista no artº. 17º do DL. 73/2002 de 26MAR.
    E o nosso ilustre leitor ainda nos brindou com mais um decreto-lei, o 333/99 de 20AGO, onde podemos ler, no seu artigo 26º, que o pessoal que exerce funções nos serviços da Procuradoria-Geral da República e no Departamento Central de Investigação e Ação Penal têm direito ao suplemento de 20%, nos 14 pagamentos anuais, com exceção, claro, também dos Oficiais de Justiça, e, neste caso, também dos magistrados que ali exercem funções.
    Quer isto dizer que a dita carreira especial, aqui equiparada, para efeitos de corte, aos magistrados, é uma equiparação perfeitamente disparatada em face do grande distanciamento remuneratório.
    E nos diplomas consta ainda o dever de disponibilidade permanente: “devendo assegurar o serviço e, quando convocado, comparecer sempre que inadiáveis necessidades o justifiquem”, aplicando-se, claro, “o regime geral da função pública, com as especificidades constantes do presente diploma”, lê-se, por exemplo, no artigo 22º deste último Decreto-lei mencionado.
    Concluindo: os Oficiais de Justiça em funções no Tribunal Constitucional, no Supremo Tribunal de Justiça, no Supremo Tribunal Administrativo, na Procuradoria-Geral da República e no Departamento Central de Investigação e Ação Penal, apesar da disponibilidade permanente, ali compensada com 20% da remuneração base paga 14 vezes ao ano, estão discriminados sendo excluídos desse benefício, porque já têm um outro suplemento, de 10% pago 11 vezes ao ano.
    Claro que é inju

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  47. António Marçal ou Carlos Almeida confrontaram a Senhora Ministra da Justiça durante o processo negocial com esta realidade?!...

    Uma discriminação vergonhosa!...

    Provavelmente até desconhecida da Senhora Ministra da Justiça.

    Façam "trabalho de casa" antes das reuniões do processo negocial!...

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  48. Líder dos licenciados19/5/24 09:21

    Estás a gozar com a minha cara ?? Recebem na mesma percentagem mas o problema é que se alguém recebe 1000 euros e o outro recebe 2000 euros, o que recebe mais vai ter um valor maior no suplemento ou seja a percentagem é a mesma mas o valor é diferente.

    Aliás o próprio texto assim o diz.

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  49. Sim, como aqueles que recebem 1000, 2100 ou 3000 de salário!

    E não não estou a gozar com a tua cara, nem andei contigo na escola!

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  50. Líder dos licenciados19/5/24 13:21

    Não andaste comigo na escola então tem mais respeito por um líder que ajuda a classe a acordar para a vida...

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  51. Muito bem dito colega!

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  52. 18/5, 19:02:
    Só hoje vejo que este se faz de parvo. Recebem na mesma percentagem pois sim abelha! Isso todos sabem e já chega quando os aumentos nos vencimentos são por percentagem: mais para os de cima.
    No suplemento essa conversa de percentagem tem de terminar.Vamos a reinvindicar isso.
    Um valor igual para todos, para não deixar ninguém para trás. Não deixar para trás os que muito contribuem para a equipa de uma secção funcionar e
    que, dada a falta de promoções e ordenado baixo ficam ainda mais prejudicados.
    Suplemento com um valor a fixar e a negociar, igual todos, tal como assim funciona no MJ para os Magistrados.

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  53. A integração dos 10% no vencimento sem aumentar esse valor, no imediato, vai trazer menos dinheiro a todos no final do mês. Vão todos subir na tabela de IRS como uns lindos. Também não pensam nisso. Só veem cegamente a integração dos 10%.
    Não, não pode ser só a integração . A integração tem que vir junta com um aumento .
    A integração só traz mais beneficios a quem está de baixa e a quem se irá aposentar.

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  54. Sou do SFJ, mas o SOJ está a querer e a apresentar mais e melhor do que o SFJ

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