A reunião dos sindicatos da Função Pública com o Governo

      A segunda ronda de reuniões dos sindicatos da Função Pública com o Governo, que ocorreu na passada sexta-feira, 28JUN, não aportou nada de especial no que diz respeito aos Oficiais de Justiça. A próxima reunião ficou marcada para a próxima sexta-feira 05JUL.


      Em termos de aumentos salarias imediatos, ainda este ano, o Governo não aceitou tais aumentos intercalares, declarando manter o acordo de rendimentos assinado com o anterior Executivo. Ou seja, o tal acordo plurianual mantém-se para 2025 com uma atualização geral de cerca de 52 euros, até determinado patamar (cerca de 1700 euros), e de 2% acima desse patamar.


      A Frente Comum (Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais), afeta à CGTP, referiu que como “não há abertura por parte do Governo, vão ter de ser os trabalhadores a criar essa abertura”, defendeu o líder da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (Frente Comum), afeta à CGTP.


      “A Frente Comum não se demite da responsabilidade que tem nisso. Não vamos ficar até janeiro de 2025 a empobrecer. O que vamos fazer é contactar os trabalhadores, ver se a reivindicação dos aumentos dos salários continua a ser prioritária – e continua seguramente – e isso resultará no desenvolvimento da luta”.


      Questionado se admite convocar uma greve geral da Função Pública, Santana atirou: “Está tudo em cima da mesa. Não admito nem posso deixar de admitir. O compromisso que a Frente Comum assume é o de mobilizar os trabalhadores na luta pelos seus interesses e não vamos ficar à espera de janeiro para o fazer”.


      Sebastião Santana considera que “o Governo tem condições financeiras” para promover uma atualização intercalar dos salários de todos os trabalhadores do Estado e “só não o faz porque não quer”. E até apontou uma solução para financiar esses aumentos: “Há uma rubrica no Orçamento do Estado que se chama “Aquisição de serviços externos” e que tem 19 mil milhões de euros, é dinheiro que vai para os privados do erário público. O que propusemos, e não é a primeira vez que o fazemos, é que parte desse valor seja internalizado nos serviços públicos e, entre eles, na melhoria dos salários da Administração Publica”.


      O secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP), José Abraão, afirmou que “o Governo deu a garantia de que pelo menos a parte do acordo de natureza salarial vai cumprir”. Mas, sinalizou, que, “essa matéria não está completamente fechada”.


      “Veremos nas negociações, em setembro, se é possível ir mais além ou aumentar o subsídio de refeição”, indicou. Para 2023, o Governo socialista de António Costa, subiu aquela prestação de 4,77 euros para 6 euros por dia, tendo mantido o valor inalterado para este ano.


      A FESAP só irá apresentar a sua proposta de atualização do subsídio de alimentação em setembro, mas Abraão reconhece que gostaria muito de sair das negociações “com um subsídio de 10 euros”.


      Quanto à possibilidade de um aumento intercalar já este ano, como defende a Frente Comum, mas que já foi afastada pelo Governo, a FESAP, assim como STE, preferem focar-se nas negociações para o Orçamento do Estado para 2025, mas não excluem apresentar uma proposta nesse sentido.


      “Ainda estamos na fase de elaboração do caderno reivindicativo que entregaremos até final de agosto”, afirmou Maria Helena Rodrigues, do STE, sublinhando que “a ronda negocial só começará em setembro, no âmbito do Orçamento do Estado para 2025″.


      Trataram-se outros assuntos na reunião, mas nada mais com interesse para os Oficiais de Justiça, pelo que saltamos para a próxima reunião, a da próxima sexta-feira 05JUL.


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      Fontes: “Eco” e “Negócios”.

Comentários

  1. Anónimo1/7/24 09:00

    Ojs a ganhar de entrada o mesmo que um técnico operacional.
    Com deveres e exigências incomoaraveis.
    E aturar o lixo da sociedade e o mau humor dos magistrados.

    Vergonhoso.

    Com o que pagam, não vão conseguir atrair novas entradas.
    É o descalabro dos serviços.

    Vergonhoso ao estado a que deixam cair esta profissão.

    É de fugir.

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  2. Anónimo1/7/24 10:12

    Bom dia!
    Não gosto e não percebo, aliás nunca percebi, porque é que nestas reuniões apenas falam de euros.

    Não discordo de que a componente salarial é a parte mais importante da contraprestação a que o Estado se obrigou perante os seus trabalhadores, como também não esqueço de tudo o resto, nomeadamente de condições de trabalho e de uma carreira digna.

    Na sexta-feira passada os maquinistas da CP fizeram greve e logo se desmobilizaram. Se formos ver as carreiras e os conteúdos funcionais desta classe e das demais integradas pelos funcionários no universo agregado de empresas ligadas à ferrovia (REFER, CP, etc.,) vemos que se preocuparam e continuam a preocupar pelo futuro.

    As suas greves são robustas e os privilégios que adquiram ao longo do tempo são incomparáveis (desde passes gratuitos para as esposas e filhos a vouchers no estrangeiro, entre outras regalias, existindo alguns juristas/advogados que acumulam funções com escritório aberto e horários compatíveis os cargos que desempenham, por exemplo na atividade sindical, nos serviços que integram).

    Continuo a não perceber porque é que ninguém liga patavina aos serviços, à forma como trabalhamos, não há - aliás nunca existiu - espírito crítico e iniciativa para mudar e inovar.

    Fala-se na reforma da justiça, nas medidas de combate à corrupção, mas ninguém conhece que eixos de transformação se pretendem levar a cabo neste desiderato (que deve começar pela transparência dos processos concursais e aquisitivos de bens para o Estado - com a publicidade nas páginas institucionais e nos portais de contratação pública).

    A inovação tecnológica, a A.I. e os algoritmos desenvolvidos vão impulsionar, cada vez mais, os automatismos na tramitação processual sem intervenção humana ou com reduzida intervenção, esta por sua vez terá de ser mais técnica e respeitar outra forma, outro paradigma de trabalho, com incrementos de eficiência e qualidade e , acima de tudo, de produtividade.

    Enquanto isso, olhando apenas para os euros, vemos que a nossa carreira já não existe - os conteúdos funcionais confundem-se - todos fazem tudo e mais alguma coisa mesmo sem estarem habilitados para isso.

    Entregaram a gestão da Justiça às Magistraturas e o resultado está à vista - escassez de recursos em todo o lado, serviços a fechar portas, processos a prescrever, enfim vidas por resolver ou mal resolvidas , ou seja um caldinho perfeito para nascerem extremismos, por exemplo, como se vê por estes dias em França.

    É hora de todos se sentarem à mesma mesa e "negociarem" o futuro da justiça, o mesmo é dizer deste país, pois que um país onde a justiça não funcione é um agregado de bandos que se vão organizando e tomam conta das nossas vidas - e já tivemos um exemplo disso com os apelidados "donos disto tudo", no BES e o BPN, onde uma elite de pessoas quiseram fazer suas as nossas vidas e os nossos destinos.

    Estes pactos são "diabólicos" e todos sabemos como acabam, com as nossas vidas adiadas para nunca se realizarem - nada vale após a morte e o custo da vida eterna é apenas uma ficção para nos manterem numa ordem que permita uma sã convivência (foi e é o evento político mais cerceador das liberdades e ao mesmo tempo o que mais conseguiu ordenar e permitir a vida em sociedade).

    Não nos podemos iludir, precisamos de um novo Estatuto com urgência e um novo paradigma nas secretarias judiciais e do MP.

    E isso só se pode fazer com uma transição que não coloque em perigo, ela mesma, o funcionamento institucional e a pacificação social com a reafirmação das normas socialmente aceites por todos como justas e isso só se consegue com os Tribunais a funcionar, ou seja com funcionários e magistrados pois que a A.I. e os algoritmos só por si não fazem justiça apenas produzem atos pré-programados que desembocam em decisões ocas e vazias de sentido.

    Deixo a pergunta: que justiça e que carreira queremos ter no futuro? que eixos de transformação se pretendem levar a cabo para a sua m

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  3. Anónimo1/7/24 10:56

    Mais uma da DGAJ!
    200 oficiais de justiça ingressaram em 2010
    Em 2021 sobem para o 3 escalão de auxiliar todos na mesma data
    Hoje na DGAJ é publicada a lista de progressão apenas para metade com data de 30 de Abril deste ano...
    Foi a inteligência artificial?

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  4. Anónimo1/7/24 11:32

    A única vantagem que ainda temos em relação a um assistente operacional é que por enquanto ainda não limpamos retretes.

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  5. Rei dos Oficiais de Justiça1/7/24 12:15

    Venho alertar a todos que nos querem tirar o direito a uso e porte de arma.

    E ninguém diz nada?

    Eu quero a minha arma, vou todos os dias armado para o tribunal...nunca se sabe o que nos espera.

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  6. Anónimo1/7/24 13:13

    E sobre a recuperação do tempo de serviço congelado durante a troika, alguma coisa foi abordada? Como é que isso está, alguém sabe dizer?
    Obrigado, desde já.

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  7. Anónimo1/7/24 14:11

    Não diria melhor! Cansado disto tudo! É efetivamente uma vergonha, e ainda mais vergonhoso é ver colegas a trabalhar muito além do seu horário de trabalho vendo a forma como os sucessivos governos têm tratado os OJ, assim como a tutela! Não são os OJ que devem levar a justiça às costas! Há quem receba para isso e não são os OJ!

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  8. Anónimo1/7/24 14:14

    Está no frigorifico na parte do congelador e por lá estar há tanto tempo já nada dali sairá com aproveitamento.

    Esqueça o assunto que a vida será menos angustiante ...

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  9. Anónimo1/7/24 14:19



    É mesmo, até aprece que OJ tem que levar a justiça Às costas.

    Vergonha.

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  10. Anónimo1/7/24 14:23



    Paguem o que devem!

    Andei como eventual 4 anos e não pagam porquê?

    Caloteiros!

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  11. Anónimo1/7/24 14:24


    Como alguém já apreciou

    a Maçonaria domina isto.

    Estamos tramados.

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  12. Hoje é que é. É, É.
    Se não foi hoje é amanhã.
    Caso nãos seja, talvez daqui a um mês, ou um ano....... ou dois, ou três ou mais 25.
    Mas que vai ser, vai.

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  13. Anónimo1/7/24 14:57

    O colega brinca, mas se nos retirarem esse direito, penso que é a humilhação total que nos faltava! Senão veja:
    "...título 57 do Livro I das Ordenações Felipinas:

    “Ordenamos que todos os Tabelliaes das Notas... e Meirinhos dante elles, cada hum destes seja obrigado a ter, e tenha continuadamente consigo couraças e capacete, lança e adarga (escudo oval de couro), para quando cumprir nas cousas de seus Officios e por bem da Justiça com as ditas armas servirem...sob pena de qualquer destes, assi da Justiça, como da Fazenda, aqui declarados, que as ditas armas não tiver, perder por o mesmo caso seu Officio, para o darmos a quem houvermos por bem.”
    O direito à posse e exibição de arma, não é folclore: é um sinal de importância, de respeito e de consideração pela segurança de quem executa a Justiça.

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  14. Anónimo1/7/24 15:03

    A carreira e os problemas dos Oficiais de Justiça não se esgotam nos 13,5 % do suplemento a que os sindicatos nos querem reduzir!

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  15. Anónimo1/7/24 15:39

    o tempo de serviço congelado, obviamente que é uma parte para NUNCA se esquecer! ai pagam, pagam!!

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  16. Anónimo1/7/24 16:14

    Há novidades da reunião com o SOJ?

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  17. Bronenosets Potyomkin1/7/24 16:22

    Muito bem.
    Greve geral pelo direito a couraça e a couratos.
    Não nos devemos esquecer que foi um couraçado que deu origem à grande revolução vermelha.

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  18. O Chefe do líder1/7/24 16:23

    Todos os dias vais para o tribunal armado em espertinho.... lá isso vais

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  19. Anónimo1/7/24 16:27

    Cálculos parecem bem feitos.
    Azar de uns e sorte de outros.
    Acontece...

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  20. Anónimo1/7/24 19:25

    É urgente que Carlos Almeida nos informe sobre o resultado da reunião.

    Estou a espera para decidir se vou fazer greve amanhã no período da tarde e depois de amanhã todo o dia.

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  21. Rei dos Oficiais de Justiça1/7/24 19:56

    Veja a notícia do JN não houve acordo....

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  22. Anónimo1/7/24 20:01

    O SFJ deu cabo disto tudo.
    Estão tranquilos com o acordo feito naturalmente, vão dar mais quando acordaram por uma pechincha.
    Claro que não

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  23. Anónimo1/7/24 21:33

    Não vale a pena tentar debater algo mais que a agenda.
    São poucos os que nos tribunais conseguem ter uma conversa séria sobre a justiça.

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  24. Anónimo1/7/24 22:06

    Ao que parece, ainda não é este ano que vamos ter novo estatuto.

    E ao que parece, nem sequer é prioridade do governo fazer e aprovar um novo estatuto.

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  25. Anónimo1/7/24 23:11

    Portugal olé, Portugal olé!!! Portugallllll

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  26. Anónimo1/7/24 23:51

    Sim, enfia a cabeça na areia.
    Percebe-se pelo grau de adesão das atuais greves em vigor, de que lado está a razão.
    Quando não se tem a sensibilidade e perspicácia de perceber os momentos certos de luta ou de pausa para negociar, é fácil cair no ridículo ou no mínimo ser desconsiderado.

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  27. Anónimo2/7/24 00:12

    O SFJ esteve muito bem e ainda esta semana a Regina esclareceu no meu tribunal que foi importante aceitar o pouco que nos deram para se iniciar a negociação formal do estatuto amanhã. Em setembro teremos estatuto novo e tudo o que tem sido reivindicado virá nessa altura. Unidos somos mais fortes.

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  28. Anónimo2/7/24 00:56

    O resto virá em setembro, como veio há 20 anis.
    Idiotas que acreditam no oai natal.

    Aberração que não aprenderam nada em 20 anos.
    Só taxistas a tratar da vidinha própria.
    Ide atirar areia a outros.

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  29. Anónimo2/7/24 00:58

    SOJ

    Mais um desfiliado do sfj.

    Graças ao acordo e desconvocar das greves.
    Cansei.

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  30. Eu tambem gosto muito da Regina...

    Especialmente das barras de chocolate com sabor a Laranja e Ananas.

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