Afinal o Governo considera natural ter conseguido 5 candidatos

      O Governo diz que o facto de só ter conseguido preencher 5 lugares dos 108 autorizados é algo natural, aceitável e perfeitamente compreensível.


      O Governo justifica os cinco lugares com a circunstância do concurso ter sido lançado no ano passado e a constituição de uma reserva de candidatos, que tal concurso também tinha por objetivo, dado o tempo transcorrido ficou, naturalmente, reduzida a estes cinco candidatos.


      Ou seja, parece que a desculpa do Governo para o monumental fiasco na atração de candidatos a Oficiais de Justiça é dizer que o concurso do ano passado tinha um rótulo tipo iogurte que dizia para ser consumido de preferência antes de 2024.


      Portanto, considerando apenas o suposto prazo de validade, anunciou o Governo que está já a tratar de lançar um novo concurso, porque com um novo concurso, sem dúvida que vão surgir paletes de interessados e virão charters e charters de candidatos.


      É necessário assinalar que no ano passado a Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) não conseguiu ocupar os 200 lugares que deviam ser ocupados pelo concurso, mesmo depois de muitas nomeações oficiosas para tapar os buracos dos desistentes. O fiasco de então anunciava já o grande fiasco que aí vinha e que agora está bem materializado.


      O flagrante fracasso não permite a ninguém, muito menos às pessoas responsáveis do Ministério da Justiça, que inventem desculpas para aquilo que é o simples desastre das políticas de gestão dos recursos humanos, obrigando-os, antes, a mudar de rumo e a ouvir o clamor que emana da realidade.


      A incapacidade de colocar novos Oficiais de Justiça (com exceção daqueles cinco), não advém de nenhuma causa extraordinária e de exceção que não seja o simples desinteresse das pessoas pelas condições que a profissão oferece; ou melhor: não oferece.


      É o desinteresse e a falta de atratividade que afasta os candidatos, mesmo aqueles que se prepararam durante três anos em curso específico para o ingresso na carreira, confrontados hoje com a realidade preferem qualquer outra coisa do que isto.


      E a carreira vai falecendo, é cadáver adiado. Com uma média anual de aposentações de 350 Oficiais de Justiça, o reforço dos supercinco poderia até ser algo cómico, mas não é, porque a realidade dos Oficiais de Justiça é muito triste.


      Mas não são só os aposentados que fogem, o quanto antes, da carreira, todos os demais tentam a sua sorte noutras carreiras da Administração Pública, como no Fisco, mas também no setor privado, mantendo-se, mais coisa, menos coisa, apenas aqueles que vão aproveitando o tempo para concluir cursos e ainda aqueles que estão ausentes, por baixa médica por longos períodos.


      Isto está por um fio.


      António Marçal, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), advertiu que “isto é sinal” de que muitos núcleos dos tribunais irão entrar em rutura, sublinhando que “não são só as greves que paralisam os tribunais, mas também a falta de meios humanos”.


      A situação, disse, é sobretudo preocupante nas secretarias do Ministério Público, onde poderá “tornar-se impossível concluir muitos inquéritos”, potenciando o risco de prescrição.


      “Assim não vamos lá”, desabafou Marçal.


      Recordemos que foi a 30 de maio quando o Governo decretou a entrada de 108 novos Oficiais de Justiça, não tendo noção nenhuma da realidade e, mesmo assim, lá conseguiu cinco, quando alguns apostavam em menos e mesmo em zero.


      Há os que vivem na bolha que flutua lá no alto e os que vivem no chão. Não, não se decretam ingressos, muito menos para um serviço escravo e tão mal pago.


      Para Carlos Almeida, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), o anúncio do Governo do lançamento de um novo concurso não passa disso mesmo, de um “mero anúncio”, pois continuam a faltar condições atrativas para o ingresso na carreira.


      “O Ministério da Justiça não pode empurrar as responsabilidades para o anterior governo”, refere Carlos Almeida, “O governo pode fazer os anúncios que quiser, mas nós continuamos a dizer que isto é uma narrativa ficcional”, considerando que “enquanto não for feita uma valorização das carreiras (...) não se vai chegar a objetivo nenhum”.


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      Fontes: “Jornal de Notícias”, “Público” e “RR/Renascença”.

Comentários

  1. Recruta zero18/7/24 08:20

    O SFJ não pode criticar, porque tem promessas e compromissos fortes da tutela. Espero eu e esperamos todos que assim seja
    Espero eu e esperamos todos que esteja para muito breve ok anunciar pela tutela de medidas que venham a repor a justiça na nossa profissão
    Que aumentem os salários, que fixem um subsidio de disponibilidade, que criem um regime de reforma diferenciada , que paguem trabalho extraordinário, que promovam promoções. Etc
    O SFJ tem de ter a certeza de tal, fruto só acordo que assinou
    Assim, com tanta certeza, só pode pedir calma, pois estará para breve, e não criticar gratuitamente
    Se o SFJ não tiver a certeza de nada, então a direcção, secretariado e principalmente a sua figura máxima, que saiam de cena .esperemos que tenham compromissos fortes e certezas, para o nosso bem e deles. Caso contrário, será o total descrédito e o acabar de una estrutura si dicak que tanta importância há teve

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  2. "(....) Isto está por um fio.(....)"


    Na realidade, nem era preciso escrever mais...

    O artigo podia ter apenas essas 5 palavras, para todos (ou se calhar a maioria...) perceberem a gravidade da situação.

    No edifício onde estou vão reformar-se, no espaço de 1 ano...que na verdade nem chega bem a 1 ano, vários colegas.

    O resultado disto será, pura e simplesmente, assustador para quem fica.

    E não faltam exemplos de quem já esteja no presente a sentir estes problemas, com o que isso acarreta a nível de desgaste e de doenças (muito preocupantes) do foro mental.

    Isto é um assunto mais sério do que se possa pensar e ter funcionários completamente desmotivados e sem perspectivar melhorias reais, está a levar a problemas gravíssimos que já não se conseguem 'resolver' de forma simples, podendo estas situações deixar marcas irreversíveis nos funcionários.
    Sim, porque o funcionário judicial, por muito que se lhe queira espremer, não é nem pode ser uma máquina!!

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  3. E os pedidos de aposentação antecipada?
    Estão contabilizados?
    É que onde estou já vão para 4 e só a DGAJ consegue parar esta fuga demorando muito nos envios à CGA dos pedidos...

    Alguém avise a Ministra da verdadeira situação dos tribunais ou vai ficar com as mãos cheias de sangue com a morte desta carreira...
    Parece-me que o verdadeiro relatório dos serviços não chega lá...
    Esbarra em muitas chefias e a mensagem enfraquece.
    A realidade é assustadora
    Ainda há algum sítio em que os funcionários se dão bem uns bons os outros nas secções? Duvido muito
    Está absurdamente tóxico
    Não é nada saudável

    PIOR CARREIRA DA FUNÇÃO PÚBLICA ACTUALMENTE

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  4. Já agora verifiquem os tribunais em que colocaram os 5 novos funcionários
    Nunca na vida era possível aquelas colocações há uns anos
    Só assim

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  5. Bom dia,

    Os sindicatos - digo SFJ - contentou-se com o recrutamento de mais funcionários, era uma das suas principais reivindicações, erigida à mais importante logo a seguir aos 10% ou coisa assim, encimava assim o leque das prioridades e perguntamo-nos porquê? Será pela "enorme" escassez de funcionários (mormente no MP) ou será que é por saber que quem por cá anda já perdeu o deslumbramento por sindicatos da treta, que nada conseguem para além de se financiarem através da classe e se tornarem num verdadeiro negócio para muitos (falo da assistência jurídica providenciada por familiares de funcionários, ou das formações patrocinadas pelos apoios Estadais e Comunitários, ou das ajudas de custo/representação, e dos passeios bem arejados pelo país, ilhas e até no estrangeiro, servindo muitas vezes de trampolim para outros patamares (falo da política).

    Assim, na minha opinião pessoal (outros pensarão diferente e com toda a legitimidade) o SFJ apenas decide numa lógica dos seus interesses - pois entendera que a sua base está mais no descontentamento da classe e não tanto nos ganhos conseguidos, o que não é verdade mas que se lhe há de fazer, é uma filosofia de esquerda impregnada e que teima em se desencostar do tacho do sindicalismo.

    Na minha maneira de ver as coisas é preciso rever a carreira ainda antes de qualquer recrutamento e isso é premente.

    É preciso sangue novo e por isso o concurso deve ser geral e externo, de entre licenciados (Direito, Solicitadoria, Técnico Superior de Justiça, Criminologista, etc.), e de antemão, deve ser informado os lugares aos quais se candidatam e estabelecer-se uma compensação pela sua fixação - no mínimo de 36 meses.

    Só assim se conseguirá recrutar gente qualificada e que dê garantias de ser assegurado o funcionamento cabal dos serviços a médio e longo prazo.


    Como é bem referido em comentário do texto de hoje é preciso rever a carreira, no que respeita à sua caracterização, de nível 3 ou inferior, talvez com a sua divisão ou não, e acima de tudo a carreira remuneratória, ao nível dos escalões, fazendo-a equiparar com a dos Oficial dos Registos.

    O estabelecimento de um subsídio pela disponibilidade a quem está nos serviços específicos, materialmente competentes para o serviço urgente - falo do JIC e alguma secções do DIAP (as SEIVD) - é premente.
    (cont.)

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  6. (cont.)
    Acabar com a divisão das carreiras - judicial e MP - é premente porque e só beneficia os Oficiais de Justiça que passam a poder concorrer para todos os lugares dos núcleos independentemente do serviço/carreira a que pertencem pois serão colocados de acordo com a afinidade de funções (conforme estabelecido na Portaria 614/2014) e deixarão de ter o entrave que hoje existe para a transição de carreiras.

    Esta situação levará a uma melhor distribuição de funcionários no núcleo/serviços.

    Cada vez mais faz menos sentido estabelecer um conteúdo funcional rígido para cada categoria pois que se confundem - já hoje os adjuntos fazem serviço de auxiliar e de escrivão e o mesmo se diga dos auxiliares.

    Daí que o ideal é a contratualização de objetivos, anual ou bianual, de acordo com as afinidades e competências específicas de cada unidade orgânica - à semelhança do que acontece hoje com os Oficias do Registo.

    Por muita resiliência que exista o caminho parece ser esse, pois que a alternativa é ficar como está e tudo se desmoronará - mesmo que recrutem novos Oficiais de Justiça os problemas vão subsistir até que o sistema não aguente mais as tensões que vão surgindo no seu seio e entre as classes profissionais também.

    Outra solução seria o recrutamento de base regional/local - para tal ser possível é necessária a desclassificação da nossa carreira/ ou a sua divisão em duas, uma eminentemente administrativa (de verdadeiros assistentes técnicos) que permita, ao nível local (Lisboa por exemplo) o seu recrutamento porque menos exigente do ponto de vista das competências técnicas - é uma solução que está em cima da mesa (constava do anterior projeto de estatuto, embora de forma encapotada) e com a qual eu não concordo.

    O caminho parece ser o da valorização profissional e da requalificação, tal qual sucedeu com os Oficiais de Registo e não é preciso puxar muito pela cabeça basta adaptar o Estatuto.

    Tal como acontece com as Conservatórias do Registo, em que parte do serviço é distribuído a nível nacional (pedidos on-line), e em que o entrado numa concreta Conservatória pode ser gerido/ controlado, por exemplo encerrando temporariamente um determinado espaço (Predial, Comercial ou Civil) para com isso normalizar o serviço, também nos Tribunais isso é possível de fazer.

    Poderão ser revistos os quadros em termos de mínimos para o seu funcionamento, custeando a mobilidade para suprir insuficiências temporárias e adotando filosofias de distribuição de serviço equiparadas à das Conservatórias - ou seja a possibilidade de equipas de trabalho de um núcleo trabalharem em processos deslocalizados, de outros núcleos, como aliás já hoje acontece.

    Com estas políticas, consegue-se fixar populações no interior e evitar a sua concentração geográfica afastando a proximidade dos Tribunais aos cidadãos.

    É preciso que haja largura de banda cognitiva e que os quadros mentais de quem nos governa sejam alimentados por gente séria que esteja pronta a assumir a resolução do problema sem medos.

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  7. não deves ser Oficial de Justiça, ou se o és, estás em comissão de serviço

    por orientações deste tipo (com mapas de outros relevos a serem passados para a especificidade dos OJ) que são um conjunto vazio de soluções


    fica pelo silencio

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  8. Bom dia,

    Acabaram-se os testes de avaliação psicológica para o curso de Conservador e de Oficial de registos e aprestam-se, ainda este mês, a afixação dos resultados e o anúncio dos lugares a concurso.

    Eu sou um dos que se propôs sair dos Tribunais e considero seriamente a saída (foram aprovados pouco mais de 300 licenciados para uma colocação de cerca de 200 - ou seja a base de recrutamento escasseia também entre licenciados).

    Sou, ainda, proponente/candidato ao fisco no concurso recentemente aberto pelo que optarei em caso de aprovação no método de seleção ainda em curso.

    Constato que muitos dos meus colegas, licenciados, já saíram dos tribunais, alguns para a Seg. Social, outros para a Autoridade Tributária e para a DGRSP, outros ainda para o privado (alguns emigraram para o estrangeiro, com curso de engenharia).

    Como escrevi ontem por aqui, continuam a dar socos no saco de farinha que vai perdendo a mais fina e restando o farelo que como todos sabem só serve para engordamento e já não para culinárias mais elaboradas e bocas mais exigentes (falo das magistraturas que se queixam da coadjuvação).

    E assim continuamos a enfiar a cabeça na areia - é vergonhoso.

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  9. So sei que nada sei....18/7/24 10:22

    Consegue debater uma ideia sem insultar ou denegrir ?

    Qual o mal de estar em comissão de serviço ? Tem inveja ?


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  10. Espero que aqueles 5 pensem bem naquilo em que se vão meter, que reconsiderem e que no dia 1 de Setembro não ponham lá os pés!

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  11. Como escrevi por aqui, vai já alguns dias, à tutela não interessa a alteração do Estatuto, por isso arremessou com o SIADAP para provocar, como provocou, um temor reverencial remido por muitos colegas.

    A tutela sabe muito bem que a atual tabela remuneratória a par do regime de substituições vai possibilitando o tamponamento, constituindo um verdadeiro travão à progressão.

    Com efeito as posições remuneratórias de auxiliares de adjunto sobrepõem-se entre categorias distintas, uma de nível inferior e outra de nível superior, traduzindo-se num acrescento, apenas, de mais duas ou três posições.

    A assunção de muitos colegas da chefia de vários serviços (falo de Escrivães, TJ Principais e de Secretários) é outro bloqueio sério à carreira.

    A tutela e o SFJ sabem-no bem e gerem as nossas expetativas ao seu belo prazer e serventia dos seus interesses.

    É ridículo o que aconteceu com a negociação do nosso suplemento de recuperação processual (SRP), sem que ficasse escrito, preto no branco, o condicionamento à revisão do Estatuto e balizado temporalmente o início oficial das negociações.

    Com a não aprovação do OE tudo vai cair - como é óbvio mais uma vez com culpa do PS que o vai obstaculizar como já vem dando mostras - e à conta dos do costume ficaremos mais um par de anos na mesma.

    Somos otários (no sentido da burrice e de nos deixamo-nos ludibriar por cenourinhas brancas que nos atiram para a frente dos olhos e que os nossos dentes, por sinal, nunca as hão de comer).

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  12. O governo está muito menos preocupado com o número de OJs existentes do que nós.
    Correndo o risco de especular, a curto prazo serão bem menos, 5 ou 6 mil, e o objetivo passara apenas por gerir as aposentações, mantendo os quadros.
    A articulação entre o processo eletrônico e a IA, levará a que um vasto conjunto de atos sejam praticados automaticamente com um simples click no Magistratus.
    Num futuro mais próximo do que se imagina, as secções irão funcionar com metade dos quadros, mais qualificados.

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  13. E os Oficiais de Registo nem precisaram de andar anos em greves... conseguiram uma tabela remuneratória que envergonha a nossa.
    E nem vamos falar da diferença de responsabilidades e o facto de desempenharmos funções num orgão de soberania.

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  14. Colega acho que devem lá por os pés, quanto mais não seja, para seu enriquecimento curricular e dar-se a conhecer o que se passa nos infernos em que vivemos/trabalhados (e não é só no Verão transmontano é também no Inverno ameno e nas Primaveras Outonais, em que o brotar das folhas faz perder as suas flores) .

    Venham ver o que é bom ...

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  15. De So sei que nada sei.... a 18.07.2024 às 10:22

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  16. Concordo em quase tudo - apenas na parte final "mais qualificados" é que não acho que vá suceder.

    A aposta podia ter sido por aí mas não foi, foi o inverso, a DAGJ com a anterior Diretora apostou na desqualificação e agora quem quiser que se amanhe ...

    Ha Ha Ha

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  17. Colega, muita boa sorte!

    Também estou à espera de me pôr andar para outro lugar da função pública.

    Quem ficar que feche a porta.

    Nunca irei sentir saudades disto.

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  18. Vão vir charters e charters de candidatos ... da Índia, Paquistão e PALOP's.

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  19. Colega, a função dos sindicatos é, e sempre foi, gerir descontentamentos.

    Não interessa resolver os problemas, interessa antes adiar a resolução e ir entretendo o pessoal.

    Se não houvessem descontentamentos a missão dos sindicatos esgotava-se e deixariam de ter qualquer utilidade.

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  20. Colega das 10:22

    Como comecei por dizer, sou seu colega, aliás ando por aqui há mais de um quarto de século, por isso conheço muitas realidades, conheço a realidade escolar porque tenho na família direta professores, conheço os Hospitais porque tenho também médicos e enfermeiras, nas Conservatórias tenho também família (no Predial/Comercial e Civil) e não tendo ninguém no fisco (AT) conheço a realidade pessoalmente porque por lá passei em tempos (para que não estranhe tenho oito irmãos com as respetivas afinidades e laços familiares).

    Por isso, falo de realidades que bem conheço não só pelos referidos contactos mas também com os profissionais e utentes com quem me relaciono - sim há vida para alem disto (quem está nos tribunais, alguns, parecem viver em Marte).

    A vida é bem mais complexa que o que parece e os seus problemas são bem mais simples de resolver do que aparentam.

    Haja vontade e desde que se não usem as palas à Penafidelense acho que se consegue ter uma visão bem diferente dos assuntos, podendo discordar-se mais ou menos deve-se apresentar fundadamente os argumentos - o colega quer que continue assim, sabendo que estamos a caminhar para o abismo ?!

    Bem se a solução é calar quem apresenta alternativas então está tudo dito - nada mais há a fazer pela classe.

    Lembro ao colega que a lógica dos Sindicatos não é resolver os problemas do setor é defender a - os interesses de uma certa - classe que podem não ser ou corresponder ao sentimento emergente, por vezes até maioritário, da mesma como sucedeu recentemente ( a maioria de nós discorda do acordo mas o SFJ subscreveu-o).

    Os sindicatos continuam na lógica de refreio dos descontentamentos - chama-lhe agora a "pacificação das massas" - ou então de incitar turbilhões para provocar determinadas políticas administrativas.

    Se o SFJ teimou no reforço do pessoal sem teimar na requalificação e valorização da classe saberá que isso vale dizer que se contenta com o situacionismo - que tudo fique na mesma, como está, e isso notoriamente não pode acontecer porque equivale à morte da nossa classe.

    Que paradigma de funcionamento deseja o colega? Diga-o sem medos pois aqui é o lugar (fórum) de o fazer sem temer ser desprezado pelos colegas como muitas vezes somos no dia a dia só por ser diferentes.

    Lembro que a pior descriminação é a do plano das ideias - eu respeito quem tem ideias e já não tanto quem não as tem ou impede outros de as ter, mas meso assim não o desprezo e por isso retorqui.

    Bem haja.

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  21. Obrigado e boa sorte para si também!

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  22. Não é preciso pois está a ser gizada uma medida extraordinária para resolver o problema - vão às ERPIs (Estruturas Residenciais para Idosos) recrutar os Oficiais de Justiça aposentados e vão colocá-los a ouvir pessoas pois todos sabem que conversar faz bem a solidão é terrível para a saúde mental.

    Vão atirar com um complemento como estão a fazer aos professores ...!

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  23. O único problema é que têm de adaptar os edifício para quem tem dificuldade em se locomover - e isso poderá ter um custo que não compensará o investimento - daí que estejam a pensar recorrer aos nómadas digitais que o Moedas trouxe para Lisboa para trabalhar à distância.

    Ha Ha Ha

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  24. Qual a carreira sem sindicatos? A insatisfação do ser humano estará sempre presente e portanto haverá sempre reivindicação. O problema entre nós é que há 30 anos que não se consegue nada, que tem sido uma espiral de perda. Entenda melhor os factos.

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  25. NÃO HÁ - REPITO - NÃO HÁ FALTA DE PESSOAL.

    O que há é apenas falta de pessoal em alguns tribunais - isto de acordo com os dados reportados pela DGAJ e Comarcas (por exemplo em Vila Real ou Viana do Castelo o índice/taxa de preenchimento dos quadros é próximo dos 100% e nada garante que os quadros não estejam sobredimensionados (ou subdimensionados).

    Outros sítios não será assim, inferindo-se que a distribuição está mal feita ou obliminando-se a principal razão do problema (todos sabem e conhecem o fenómeno demográfico que se verifica na GNR também, com a deslocação, assim que podem, para a região norte após o ingresso no Sul).

    Os tais 1200 ou 1300 funcionários que faltam equivale à falta de juízo na cabeça de muitos ou pior, à falta de compreensão da realidade, será um problema cognitivo e que poderá até comprometer as funções que alguns exercem.

    Imaginemos que, por opção politica, no quadro de negociações com as polícias (latu senso) foi prometido o alargamento dos seus quadros, mormente nas SIC (Secções de Investigação e Inquérito) de forma a que possibilite uma politica administrativa que alargue as competências de inquérito - mudando ainda mais o paradigma vigente - incumbindo-os de cumprir os despachos do MP (acusações e arquivamentos) de um dia para o outro o problema dos DIAPs ficaria resolvido com o reforço de pessoal nas polícias.

    Imaginemos que, no seio da Ordem dos Advogados, integrado no estágio profissional são criadas a nível distrital equipas para apoio jurídico (no âmbito do apoio judiciário) como já hoje acontece, mas ao nível da prática individual da advocacia, tal iria subtrair muito serviço às Procuradorias do MP (laboral, cível, etc.).

    Nos tribunais administrativos, a criação de alternativas á resolução de conflitos no âmbito da contratação pública, com acompanhamento do desenvolvimento dos principais concursos par e passu desembocará em menos conflitos e mais celeridade na resolução destes quando surgem.

    Nos Juízos Cíveis, a obrigatoriedade de, ab initio, após a tentativa de resolução extrajudicial de litígios em que as partes se apresentam com mandatários, quer a citação, quer as notificações (COMO JÁ HOJE ACONTECEM) serem efetuadas entre mandatários, através de sistemas informáticos desenvolvidos, ficando os Tribunais responsáveis por expurgar as aporias do processo (através dos gestores processuais/Oficiais de Justiça) onde, findos os prazos, era realizada uma tentativa de conciliação (eventualmente dispensando-se a presença de Juiz) ficando consignados, do ponto de vista jurídico, os pontos de descenso das partes a que se seguia a remessa ao Juiz para decisão com o apoio de Técnico específico para a sua redação final e compilação de legislação e jurisprudência sobre o assunto.

    No Crime, porque é que não se acaba com a regra da escrituralidade dos atos e se passa à oralidade - mediante o registo áudio e vídeo - sendo as decisões dadas por súmula e apenas transcritas integralmente quando sujeitas à atividade recursiva das partes ou em determinados casos (o ex-PGR Cunha Rodrigues defende esta ideia segundo creio).

    Porque razão um incapaz (doente de Alzheimer) tem de esperar meses para ver a sua situação resolvida (através de processo de Acompanhamento de Maior) quando na comarca e núcleo ao lado demora apenas dias (porque é que não existe uma gestão em termos de tempos de conclusão dos processos e de recursos afetos).

    Nas execuções porque é que os sistemas não desenvolvem atos automaticamente sem intervenção humana como acontece no fisco, com o varrimento da informação cadastral sobre bens em todas as bases de dados disponíveis, mormente quando se trata de custas devidas ao Estado - onde predomina um interesse coletivo.

    Porque é que nas Citações (em matéria Cível) não se pode consultar a plataforma (PIS) do registo Civil, através da partilha apenas desta informação (sobre a residência indicada) e tentar a notificação nestas sem que tenha de se recorrer a despachos judiciais

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  26. Que linda prosa cheia de palavras caras e com tanto conhecimento sobre outras carreiras e tão pouco sobre a situação que se vive na maior parte dos tribunais deste país.
    Falta de compreensão da realidade ou problema cognitivo...

    Que superioridade
    Eu aponto para ignorância da situação actual e de certeza que não estou a responder a um ofícial de justiça

    Não estão mesmo a perceber que ou avançam de imediato com valorização salarial urgente para os qua cá estão ou o edifício da justiça vai ruir no máximo até final de 2025?!?

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  27. Fala-se tanto na tecnologia blockchain (também conhecida como “cadeia de blocos” de dados) que visa a descentralização, como medida de segurança, de bases de registros e de dados compartilhados entre serviços (construídas para mercados) adaptadas aos serviços públicos.

    Por exemplo se os médicos privados compartilharem, mediante a autorização do utente, os dados de saúde poderá ser consultáveis pelos médicos do SNS e vice versa (possibilitando um diagnóstico mais célere e correto).

    Porque é que nos Tribunais, sempre que se tem de fazer uma pesquisa a nível nacional, tem que se efetuar pedidos a todas as Comarcas - porque é que não há partilha de blocos de dados a este nível.

    Porque é que se continua com as solicitações aos OPC e às demais entidades pública em papel, pro ofício, quando se pretende a digitalização e a desmaterialização de procedimentos - porque é que se não adapta o sistema SINOI para esse efeito - com vias verdes para esses pedidos (e-mail específicos).

    Porque é que não são desenvolvidas plataformas para os utentes interagirem com o seu processo nos tribunais - como sucede com o SNS e muitos Hospitais em que as Apps possibilitam essa interação - por exemplo notificado para juntar documento ao processo ou prestar informação, é gerado um código que permite o acesso a um balcão virtual que permite (como o E-balcão na AT) juntar documentos e prestar ou até pedir informação.

    Porque é que as Unidades Centrais continuam a receber milhares de e-mails - os seus funcionários são agora conhecidos por técnicos superiores de reencaminhamento de mails.

    Porque é que os OPC continuam a entregar quase tudo em papel e os funcionários têm de repetir os registos (no Citius) que antes foi feito na aplicação das polícias - porque é que a interoperacionalidade dos sistemas é ainda uma miragem apesar dos milhares de euros do PRR.

    Enfim porque é que este país teima em ser governado por tótós ..

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  28. Sou mesmo um Oficial de Justiça.

    Vou-lhe dar um exemplo de má gestão : em tempos trabalhei no DIAP com um colega que com muito brio e empenho fez um trabalho excelente numa comarca onde trabalhava com um magistrado e ambos diminuíram a pendência em mais de 1000%.

    Esse colega foi transferido para casa - para Vila Real mais concretamente - onde imagine-se, foi posto a digitalizar PRs e PDs para os processos (não desprestigio a tarefa mas denuncio o desaproveitamento dos conhecimentos do Colega que se sentiu desprezado e mostrou desagrado).

    E como estes exemplos haverá muitos por aí fora.


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  29. Superioridade é coisa que não tenho sou um tipo baixo, careca e com os dentes cor de oiro ...

    Expressar uma ideia não é sinónimo de superioridade apenas de sentimento de partilha por muito que essa ideia não prevaleça e quiçá esteja completamente errada e o caminho ser o oposto.

    O que eu acho que o Colega deve censurar é as atitudes que pretendem que ninguém manifeste e exponha o seu pensamento, que no fundo as pessoas se deixem aprisionar na sua própria cabeça e isso eu não o faço porque não acredito.

    É preciso ter espírito livre e não se ser acéfalo - a morte cerebral é a pior coisa que nos pode acontecer, pensar que nos podem aprisionar no nosso corpo ainda pior (isso é coisa de outros tempos, PIDEsco mesmo)

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  30. Porque me esqueci de o referir ... não tenho " comichão " nenhuma apenas alergias de vez em quando que logo passam com um chã de limão, gengibre e mel.

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  31. Sim aceito que pense assim.

    Mas no meu entendimento o paradigma de funcionamento dos sindicatos tem de mudar - preocupando-se com o setor onde se integra (veja o caso do setor automóvel e dos grupos de trabalhadores que se associam para exigir melhores condições mas também para procurar dar resposta às necessidades da empresa)

    Os sindicatos, a partir do momento em que se filiam nas grandes estruturas, passam a ser por esta politicamente manipulados e isso não é bom para a carreira.

    Mas aceito que pense diferente eu não acho assim.

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  32. Citando alguém:

    A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro.

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  33. Eu também estou a ponderar sair.
    Não havendo ninguém que saiba tudo mas sendo que todas as pessoas percebem de alguma coisa, haverá alguém que me saiba explicar como é que se processa a contagem de tempo de serviço, em termos de reforma, para quem deixe de ser OJ e passe, por exemplo, para a restauração a servir às mesas, ou para a apanha da fruta?
    Fazem por estes dias 24 anos que comecei a trabalhar como eventual no Tribunal de Oeiras mas vou ter que sair por questões deontológicas. Alguém me sabe dizer como se processará a contagem deste tempo juntamente com o que já tinha antes de descontos para a segurança social e o que eventualmente venha a contabilizar daqui até à idade da reforma?
    Grato.

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  34. Tudo muito bonito e romântico o que escreve e até pode ter boas ideias...

    Mas... A realidade actual é muito simples ...

    Ou valorizam de imediato a carreira ou isto vai tudo abaixo à séria!!!!

    PJ recebeu +700
    Polícias 200 no início do ano e mais 300 agora
    Guardas prisionais 200 já +100 até 2026
    A seguir vêm militares e já nem falo das outras carreiras


    Os oficiais de justiça receberam + 3.5% sobre um suplemento de 10% de um salário

    É IMPOSSÍVEL alguém querer continuar nesta situação

    Obviamente que no próximo se acabou!!! Não vai haver mais nada para ninguém!!!
    A valorização salarial era AGORA!!!!!!!
    No próximo ano vão ter de cortar em muita coisa e obviamente a torneira fechou...

    Ou seja isto não é estrutural com está a priorizar...
    O problema é o miserável vencimento sem promoções e com uma tabela de há +20 anos atrás

    A maior parte dos colegas vai sair obviamente... A entrada são 920 e o salário mínimo 860...

    BOA SORTE À Dra Judice e só recomendo para se informar bem do verdadeiro problema ou será o nome dela a ficar associado

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  35. Quero lá saber da rutura, preocupo-me com outra com a rutura muscular que me pode impedir de dançar. Entretanto porque está próximo:

    O mês de Agosto voltou e o verão abraçou, a minha aldeia natal
    são feiras e romarias, bailes e cantorias, do meu lindo Portugal
    há fados e guitarradas, comes, bebes, noitadas, na minha aldeia também
    vou-me vestir a rigor, e um fato comprar, para no baile ir dançar.



    Prestes a abandonar o barco apetece-me ainda cantar:

    Cansei, vou zuar
    De você nem vou lembrar
    Marquei uma festa que tem tudo pra bombar

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  36. E enquanto andam a elaborar um novo estatuto aplicado à realidade actual e demoram meses e meses e anos mesmo, a vida dos que cá estão continua

    O salário mal mexe em comparação com todos os outros e só há uma opção...
    Ou reforma antecipada, ou baixa médica ou exoneração por uma vida melhor

    A reforma estrutural está a tirar muito dinheiro aos oficiais de justiça e a paciência acabou

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  37. Para quem concorreu a este concurso dos GITA, sabem dizer-me se há algum grupo de WhatsApp ou Facebook para troca de ideias entre os candidatos?

    Obrigado.

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  38. Colega procure ajuda numa loja de cidadão onde tem balcão da SS.

    Por exemplo em V N de Gaia, os colegas são muito atenciosos e prestáveis e acima de tudo assertivos nas informações que prestam.

    No Sul talvez seja assim também.

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  39. Adolfo Dias18/7/24 12:19

    Pelos comentários que estão por aqui, vê-se que este pessoal está mesmo a precisar de férias.
    Pessoal, vão com calma e aproveitem para descansar e retemperar forças para o período pós férias.

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  40. Aos poucos os licenciados vão saindo como é vontade da maioria.
    E depois...
    Fica fácil passar quase tudo a assistentes operacionais como é vontade da tutela.
    E assim o sindicato já pode dizer que ninguém ficou para trás, na realidade vai ficar tudo junto lá atrás.
    Já diz o ditado com papas e bolos se enganam os tolos.

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  41. Nem escrever sabe...18/7/24 12:44

    Nos processos...
    Tambem cumpres os despachos com emojis ?

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  42. Para tornar o dia de trabalho mais saudável, você pode considerar as seguintes estratégias:

    Ergonomia: Mantenha uma postura adequada e use móveis e equipamentos adequados1.
    Pausas regulares: Faça pausas regulares para descansar e se alongar1.
    Gerenciamento do estresse: Desenvolva técnicas para gerenciar o estresse, como a meditação1.
    Organização e planejamento: Mantenha seu espaço de trabalho organizado e planeje suas tarefas para evitar sobrecarga1.
    Promova a diversidade: Um ambiente de trabalho saudável também promove a inclusão e a diversidade, incentivando o respeito e acolhimento entre os próprios colaboradores2.
    Desenvolvimento profissional: Ofereça oportunidades para crescimento, feedback construtivo e um equilíbrio saudável entre a vida profissional e pessoal2.
    Saúde mental: Promova a conscientização sobre a importância da saúde mental e ofereça recursos que facilitem o acesso à saúde física e mental2.
    Comunicação: Priorize a comunicação clara e aberta para evitar mal-entendidos e promover um ambiente de trabalho positivo3.
    Lembre-se, um ambiente de trabalho saudável não só beneficia os funcionários, mas também contribui para a produtividade e sucesso da organização2.

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  43. PS: Às vezes venho aqui meditar (escrevinhar) sobre alguma coisa também como forma de espiar frustrações. Pelo facto peço desculpas aos que por aqui passam e se perdem a ler o que escrevo.

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  44. Colega é precisamente isso que defendo nos textos - valorização da carreira e isso não é - não é apenas - a carreira remuneratória.

    Repare que é premente como diz dotar a profissão de atratividade e esta apenas se ganha com prestígio pela (maior) qualificação e correspondente salário daí que o Grau 3 na complexidade das funções de O. de Justiça traga e aporte a tão almejada valorização.

    Se para isso é preciso dividir a carreira então que o façam sem prejudicar quem, como eu, já cá anda quase há 30 anos, e isto não é muito difícil, basta corresponder mais escalões (virtuais) até que todos os abrangidos abandonem os serviços e gradualmente opera-se uma transformação sem tumultos e sem deixar ninguém para trás.

    Há, porque conheço, muitos colegas quase com 60 anos que não estão para embarcar em aventuras e querer aventurar-se em promoções longe de casa e pretendem ficar-se por aí.

    Outros há como é o meu caso, que pretendem alcançar algo mais e isso não significa que o consiga fazer apenas que tem de existir essa possibilidade mesmo que no processo de seleção se fique para trás (é a lei da vida).

    Não podemos é abraçar o capitão do navio e juntamente com ele naufragar num mar agitado e turvo sem possibilidade de socorro.

    Mas concordo inteiramente consigo no que diz - claro que falta pessoal (veja como uma expressão livre pode provocar a reação querida - qual seja a de que estamos todos de acordo mas não levantamos a voz ou erguemos os braços para a assinalar convenientemente).

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  45. E o futuro é já a seguir ...!

    Quando finalizei o que projetei escrever (futuro) e escrevi (presente) já este era passado.

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  46. Pois é vem aí os ChatBOT, a A.I., os automatismos e tudo o mais.

    Ainda bem que o homem é inventivo, só ainda não inventou como resolver os problemas até lá ?! isso é que ainda não.

    Já estou a imaginar o "novo mundo nos tribunais", como serão as suas populações (trabalhadores) mais evoluídos ou nem por isso, será que serão tratados como mercadoria como outrora, esses povos do "velho mundo o foram"?

    Esperem não é preciso pensar muito já somos todos tratados assim!

    Miséria a nossa.

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  47. Ok, estás desculpado.

    Mas para a próxima tenta trazer textos em Português de Portugal e não em "brasileirês".

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  48. Anónimo218/7/24 13:42

    Andam todos há anos a assobiar para o lado. Governo, Sindicatos .
    O acordo feito que pouco tem a ver com o que era pedido ajuda em que, também poucos queiram vir para uma profissão por regra, exigente.
    Mexer na tabela salarial, nada! Muito para outros, mas quase nadinha para of.j.
    Parece que não há hierarquias, inspeções, gestores, gente que ganha para ter um olhar superior sobre as coisas, que tem de ter voz e denunciar todos os dias, publicamente, o que se passa, pressionar através da comunicaçāo social, tal como médicos, professores, enfermeiros, polícias, o fazem.Falar nos processos parados por falta de funcionários.Parece que há medo de dizer as verdades.Se é verdade, tem de ser dita e repetida as vezes necessárias até fazerem alguma coisa.
    A saúde, a educação, a segurança, mas também a JUStIÇA não podem ser negadas ao cidadão que espera ter tudo isso e os governos têm de ter o equilíbrio necessário para dar a todos, mesmo nāo sendo o que todos querem.

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  49. De acordo! Mande isso para a ministra!

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  50. Muita Teoria....

    A partir do momento em que queres acabar com a carreira do MP, estás apresentado....

    Tudo ao monte e Fé em Deus.....

    Deves ser daqueles que sabe tudo, percebe de tudo mas depois os outros é que cumprem os teus despachos.......

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  51. Gerenciamento do estresse???
    Eu aprendi a dizer gestão de stress.
    Será que nos dicionarios no brasil não existe a palavra/verbo Gerir?
    É o enriquecimento da lingua portuguesa a funcionar. Ou é para nos comecarmos a habituar à nova linguagem a utilizar em breve nos tribunais dado as novas admissões passarem a estar abertas a brasileiros, uma vez que os portugueses perderam o interesse nesta carreira.

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  52. De acordo com o colega das 10.2.

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  53. comentário das 10.15 - Grande verdade, mas vamos continuando a assistir impávidos e serenos à perda de colegas com grande competência porque simplesmente somos uma classe que prima pela inveja, desconfiança, situacionismo, queremos mais dinheiro mas não queremos qualquer mudança, se os outros foram para outros organismos ainda melhor pois há menos concorrência...somos pequenos.

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  54. https://www.facebook.com/groups/7825216947571590

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  55. Aos crentes... FUJAM deste pântano!

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  56. Foi o "Copilot" a A.I. da microsoft que elaborou o texto - fiz copy paste da resposta à pergunta: o que é que posso fazer para melhorar o meu dia de trabalho - Simples!

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  57. O texto, para que o colega saiba, é uma colagem da cópia da resposta da seguinte pergunta feita ao "Copilot" a A.I. da microsoft:

    O que é que eu posso fazer para melhorar o meu dia de trabalho.

    É simples de fazer e verá que lhe surgirá textualmente o mesmo resultado - "ipsis verbis" .

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  58. Nem ChatGpt Nem Copiloto.. Prefiro a tia Moca,,,,18/7/24 20:52

    Que inteligencia...
    Agora fiquei abismado o colega até sabe usar o copilot..

    Parabens... Muitos Parabens...

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  59. "Andam todos há anos a assobiar para o lado. Governo, Sindicatos "...

    Eu acrescentaria e as Magistraturas.

    Como é que alguém que Administra a Justiça em nome do povo se sente confortável em exigir ao funcionário que lhe dá apoio que trabalhe para além no horário normal de trabalho, sabendo que esse trabalho não é remunerado?!...

    Porque razão, quando os Magistrados acumulam funções como medida de gestão, para suprir necessidades dos serviços, são remunerados por esse acréscimo de serviço, e os Oficiais de Justiça não?!..

    Trabalhar de borla é um dever que persegue os Oficiais de Justiça com os governos, sindicatos e magistraturas a assistir de bancada!...

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  60. MARÇAL não LÊS?!

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  61. LÊS este comentário ?!

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  62. Caro Watson, pela utilização da palavra °inveja`, podemos inferir que o `...nada sei..` está numa comissão de serviço. Provavelmente progrediu alavancado numa comissão na informática, pois lá na terra era o único que sabia ligar o computador. Sapiência que lhe permitiu nos bastidores, de comissão em comissão ou as costas de algum inspetor, ou interinamente chegar a administrador, pois pelo meio consegiu tirar um curso ao fim de semana na universidade do Socrates. Durants a viagem inscreveuu-se no sindicato, sendo logo convidado para dirigente sindical, dado o seu vasto currículo que incluía a proeza de nunca ter sido delegado sindical e só ter trabalhado numa secretaria nos primórdios da carreira. Trocou o livre trânsito e o gueto por um cartão `está livre de processos disciplinares e picar o chronus. Sendo acérrimo defensor do melhor acordo que se podia alcançar com o governo. Pois o futuro...distante...é que vai ser a sério. Todas estas características são fundamentais para teorizar sobre a profissão. VAI DAR BANHO AO CÃO.

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  63. Bem sei do temor de quem está no MP ... sei porque por lá passei alguns anos ... mas não o percebo porque me adaptei bem a ambas as carreiras e não vi problema nenhum nisso.

    O interesse geral está sempre à frente dos nossos medos pessoais e não nos devemos auto-condicionar por eles, devemos enfrentá-los com a convicção que os vamos vencer.

    Não tenha receio porque como si diz por aí "só dói no início ..."

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  64. Parabéns para si também pois conseguiu ler o antes não logrou, se calhar não tinha os óculos colocados ou não tinha tomado, ainda, a bica do dia e os neurónios estavam a a dormir ... a sesta!

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  65. Para quem se socorre dos tribunais, e assume a posição de réu/arguido/executado, dizem que o Tribunal só os f...

    Ora, a julgar pela atividade daquele juiz jubilado, que recrutava brasileiras para fins diversos, parece que é uma profissão com alguma base de recrutamento nessas bandas que alumiou noutros lugares, sem querer faltar ao respeito, mas repare que até aí de 12 apenas conseguiu 7 e nem todas sabiam dançar o "ballet cubano".

    Por isso colega não vá por aí. Que mal tem que se fale o brasileiro quando muitos de nós utilizamos expressões menos próprias, estrangeirismos, expressões da moda, frases e palavras encurtadas ou substituídas por emojis ...

    A liberdade de expressão revela-se também na forma mais ou menos cuidada em que o fazemos - olhe, por sinal sei bem menos português que o colega, mas talvez (quero acreditar nisso) serei melhor pessoa, menos discriminador e menos cerceador da liberdade dos outros.

    Bem haja.

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  66. MARÇAL estás LENDO ?!!!!

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  67. DEMITE_TE MARÇAL P O R R A

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  68. Petição Pública (abaixo assinado), para correr com o Marçal, mandem para a Comarca do Porto !

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  69. Toda a razão.
    Ainda ontem a PJ devolveu um inquérito porque o Jic não se tinha pronunciado sobre parte de uma promoção e porque o último despacho não tinha sido cumprido....
    Lolll
    Porque não estavam os pedidos feitos impressos no processo não quer dizer que o despacho não estava cumprido.
    Neste caso, como em tantos outros, haviamos de estar "ligados" digitalmente.
    É só um exemplo.

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