Continuam as greves dos "pacificados" credores do MJ

      Os Oficiais de Justiça “pacificados” continuam a fazer as greves que podem, especialmente aquelas que, de certa forma, são mais gravosas e, por conseguinte, mais mediáticas.


      Esta sexta-feira, foi notícia a libertação de mais detidos por se esgotarem as 48 horas e não haver Oficiais de Justiça ao serviço devido à adesão às greves do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ).


      Em declarações à comunicação social, o presidente do SOJ, Carlos Almeida, adiantava que teriam sido pelo menos 10 os libertados e centenas, senão já milhares, as pessoas afetadas com os processos que deixaram de ser atempadamente cumpridos.


      Por sua vez, o Ministério da Justiça referia que teriam sido cinco os detidos libertados por causa da greve.


      A comunicação social refere-se a suspeitos em casos de tentativa de homicídio, de violência doméstica, de roubo em flagrante e burla informática, que não foram sujeitos a primeiro interrogatório judicial no prazo legal, devido à greve dos Oficiais de Justiça, bem como está também está a afetar as investigações do Ministério Público, levando a atrasos nas diligências e até colocando em causa prazos.


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      Durante as declarações à SIC, todos vimos como Carlos Almeida portava um enorme e vistoso crachá com a menção: “Credor do MJ”.


      Também Carlos Almeida é um dos mais de quatro mil credores listados, pelo que a pertinência do crachá se justifica plenamente, para si e para todos os demais Oficiais de Justiça credores, mesmo para aqueles que já viram reconstituída a sua situação (os primeiros quinhentos e pico), uma vez que mesmo estes se mantêm credores dos juros de mora e, bem assim, de uma compensação indemnizatória pelos muitos anos de espera.


      Note-se bem que o valor que lhes foi pago se refere apenas ao somatório das diferenças de vencimento, isto é, trata-se de vencimento, não de indemnização e, muito menos, de juros. Portanto, estamos a referir-nos a um universo de cerca de 5000 credores do Ministério da Justiça.


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      Alguns Oficiais de Justiça enviaram-nos questões para o nosso e-mail – OJ@sapo.pt – porque tinham dúvidas na adesão às greves durante o atual período de férias judiciais. As dúvidas variavam desde a própria validade das greves, isto é, se se mantinham ativas durante as férias, até à confusão com serviços mínimos e serviços de turno para assegurar esta ou aquela secção.


      As respostas são sempre as mesmas: as greves estão ativas, perfeitamente válidas e sem quaisquer serviços mínimos, pelo que não há nenhum serviço, seja urgente ou de turno para assegurar por quem adere às greves.


      A confusão advém do passado, quando ss greves se marcavam com prazo de validade até às vésperas das férias e se retomavam após as férias. Esse tempo em que não se marcavam greves durante o período das férias já não existe e as greves em vigor são todas sem prazo de validade; são todas por tempo indeterminado até que as reivindicações sejam concretizadas.Veja no cimo da nossa página a lista das greves ativas com todas as informações necessárias a cada greve.


      No vídeo que segue pode ver as declarações de Carlos Almeida relativamente às greves e aos acontecimentos de ontem.



      Fontes: “Público” e “SIC”.

Comentários

  1. Temos que continuar a apoiar o SOJ, já que o SFJ simplesmente desapareceu!...

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  2. Rei dos Oficiais de Justiça20/7/24 09:46

    Um bem haja aos colegas de Sintra do diap/JIC e os de Viana de castelo... desconheço quem foram os outros..tribunais

    Estes colegas são os verdadeiros heróis..que contribuiram para a libertação dos detidos..

    Isto sim continua a criar mossa e a apavorar o ministério da justiça....

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  3. Rei dos Oficiais de Justiça20/7/24 09:53

    Mais uma inconstitucionalidade no nosso rico estatuto.

    Alguém consegue explicar porque raio não posso namorar com uma juiz ou procuradora no mesmo e trabalhar no mesmo tribunal?

    Alguém já reflectiu sobre isto??

    Isto não é mais do que a separação de castas baseada na separação dos estratos sociais...isto não passa de uma discriminação que vem do tempo do Salazar ou antes disso..

    Vergonha eu namoro com quem quiser.

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  4. Só se fores maluco é que namoras com uma juiz ou uma Procuradora....
    Fico-me por aqui...
    Acho que a malta percebe...

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  5. Relativamente aos juros.
    Há forma de os ir buscar?
    Ação no Tribunal?
    Individual, colectiva??

    E que tal mandarem fazer uma enorme quantidade de crachás com frases iguais ou parecidas e andarmos com aquilo no serviço??
    Why not??

    A minha entidade patronal não paga o que deve.....

    Estamos à espera que nos paguem o que devem....

    Se os sindicatos não avançarem, e que tal nos organizarmos com a colaboração do Blog e tratamos disso??

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  6. Não pertenço a nenhum dos sindicatos mas se o SOJ me facultar um desses crachás vou usar com muito gosto.
    Se o juiz presidente ou o secretário se lembrarem de proibir dentro das instalações do tribunal então veremos da ilegalidade. O medo acabou e não vou deixar de usar só porque da má imagem ao publico.

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  7. Quero agradecer ao colega que anteontem respondeu aqui à minha pergunta e indicou o link do grupo do concurso GITA 2024.
    Obrigado.

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  8. O SFJ está comprometido com o Ministério e sendo assim vale mais fingir-se de morto.

    É a minha opinião.

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  9. Acha mesmo que elas se envolvem com gente inferior?!

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  10. Porque seria ilegal???

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  11. Eu sou funcionário em Sintra. Dito isto passa a, resumidamente, referir o que aconteceu na quinta feira passada neste grande Tribunal.
    A Sra. administradora sabendo que a secção do crime que estava de turno estava em greve e que o iria repetir na sexta feira, fez o seguinte:
    Convocou todos os funcionários das secções do crime, presentes, para uma reunião onde, de forma abusiva, fez coação sobre todos. Remeteu para o estatuto, que teriam que fazer as diligências, tudo isto em jeito de ameaça.
    Penso que o sindicato, SOJ, deveria fazer alguma coisa a este respeito porque, não tenhas dúvidas, se irá repetir.
    As
    A resposta do pessoal do crime foi espectacular mas, penso que a Sra. terá que ser chamada à realidade.
    Obrigado

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  12. É evidente que ela não pode fazer isso, mas se a mim me dissesse algo do género entrava a 100 e saía a 200!

    Quem tem medo que compre um cão!

    O que é preciso é criar mossa no Ministério da (In)justiça!

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  13. Há (ainda) uma grande confusão com as substituições.

    É verdade que o Estatuto obriga todos a substituir e a dazer de tudo para a dita "normalização do serviço", mas isto só se aplica nos dias em que não há greve.

    Quando há greve a Lei (Código do Trabalho) proíbe e até sanciona a substituição de grevistas. Por isso, numa circunstância de greve sobrepõem-se a determinação concreta da Lei para as greves.

    No entanto, o que a Lei proíbe não é propriamente a substituição dos grevistas, mas a ordem dada para tal substituição. Ou seja, se houver alguém que se voluntarie para substituir um grevista é lá com a sua consciência, mas se for após ordem ou pressão de quem exerce funções hierarquicamente com poder de decisão, então basta participar o acontecimento ao sindicato convocante da greve para que instaure o respetivo procedimento contra quem ordenou ou pressionou, porque cometeu um ato que a Lei classifica como ilegal e até prevê penalização para essa forma de agir.

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  14. Alguém sabe onde se encontra a Pet Pub para destituir o MARÇAL do Sfj?!

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  15. #TODOS COM CRACHÁ (Força Carlos Almeida) !

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  16. Rei dos Oficiais de Justiça20/7/24 16:31

    😀 por acaso até envolvem se você nunca trabalhou num tribunal então cale essa boca .

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  17. Como já disse no outro dia aqui num comentário, volto a propor que façamos contas ao valor da esmola dos papo-secos, o juntemos todos e doemos mensalmente a diferentes instituições de solidariedade, pode ser em nome dos Credores do Ministério da Justiça, é uma boa designação, durante o tempo que for necessário para ficar clarificado que não estamos nada pacificados.

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  18. E, claro, não se deve fazer, mas neste caso é por uma boa causa, que se faça ruidosa publicidade à acção dos anónimos desse movimento.

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  19. Também sou credor.
    39 anos e 9 meses de serviço de escravatura.
    Milhões de horas dadas de borla ao Ministério.
    Pensão de miséria. Obrigado pela vida miserável que me foi dada de borla.
    Façam o favor de lutarem.
    Sejam também credores.
    Bem hajam. Saudações

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  20. Mas o que tem a haver o colega namorar com uma magistrada, com a discussão sobre as greve dos OJ's? Namorasse o colega com outra colega ou com a mulher da limpezas a trabalhar no mesmo tribunal, também viria para aqui com essa conversa...? Ou é mais para se armar ao pingarelho...? Aprenda a fazer reserva da sua vida privada ou também da dos outros... Em resumo, cresça...

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  21. Não tem a haver nada, mas tem muito a ver, tem muito que ver ... Ver, a ver, a ver e não haver.

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