Reuniões do Estatuto no MJ: Conselhos a 29JUL e Sindicatos a 06AGO

      No seguimento da divulgação que ontem aqui fizemos sobre a reunião marcada no Ministério da Justiça na próxima terça-feira, 06AGO, entre as 16 e as 17 horas, com o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), divulgou também ontem o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) que detinha marcada idêntica reunião, para a mesma tarde, mas para as 14H30, com o mesmo propósito: o conteúdo funcional da carreira de Oficial de Justiça.


      Em nota informativa na sua página, intitulada: “Nota do Presidente”, subscrita, portanto, por António Marçal, o SFJ divulga ainda extrato do conteúdo de uma comunicação do Ministério da Justiça, na qual se confirma o já anunciado novo concurso de ingresso na carreira, desta vez, no entanto, anunciando um “processo de recrutamento de um número relevante de Oficiais de Justiça”, conforme se lê na nota do presidente do SFJ.


      O tal dito número relevante de ingressos, por ser considerado relevante, deverá, portanto, ser bem superior aos últimos 108 lugares recentemente concedidos pelas Finanças. Quantos serão? Sem dúvida, pelo menos, o dobro daquilo, porque só o dobro disso poderá ser, eventualmente, um número que alguém poderia considerar como relevante, no entanto, apesar dessa eventual consideração, como todos os Oficiais de Justiça bem sabem, relevante, relevante, seria se o número de ingressos fosse de um mínimo (mínimo) de mil lugares, para começar.


      Mas tal como aqui já dissemos, não basta com um despacho a atirar um número de lugares para que os ingressos aconteçam de facto. Basta olhar para a atual experiência dos 108 lugares autorizados pelo Fisco em que se conseguiram apenas 5 candidatos para ingressarem e, desses, já há indecisos e dúvidas sobre se todos se apresentaram ao serviço em setembro.


      Também os despachos do Ministério das Finanças e da DGAJ foram relevantes, mas a irrelevância dos candidatos é enorme, porque não bastam os despachos, é necessário que a carreira seja atrativa, mas efetivamente atrativa.


      O dito “processo de recrutamento de um número relevante”, como afirma o Ministério da Justiça, só tem duas ou três saídas possíveis para poder ser um processo exitoso:


      .1 – Introduzir alterações cirúrgicas ao Estatuto de forma imediata, permitindo uma entrada alargada sem grandes exigências, isto é, baixando, ou eliminando, os habituais requisitos de acesso à carreira, suprimindo mesmo a prova de conhecimentos ou torná-la tão fácil que não permita a obtenção de classificações negativas, ou


      .2 – Tornar o valor do vencimento de entrada tão relevante, como, no mínimo, idêntico ao atual último escalão da categoria de ingresso, ou ainda


      .3 – Promover um concurso de acesso massivo de Assistentes Operacionais, para realizarem funções ora executadas por Oficiais de Justiça, uma vez que deste últimos nem meia-dúzia se conseguem.


      Das duas uma, ou se baixa a qualidade ou se incrementa a atratividade. Qualquer uma das hipóteses elencadas pode fazer aumentar o número de interessados na carreira, falta saber qual será o caminho que está a ser delineado, sendo óbvio para todos que o descrito no segundo ponto será a única opção que poderá garantir qualidade relevante e futuro.


      Na missiva citada pelo presidente do SFJ consta também transcrito o seguinte trecho:


      «Relativamente ao Estatuto dos Funcionários Judiciais, a sua revisão é urgente e prioritária, para o Governo.»


      Note-se bem: “revisão urgente e prioritária”. Quer isto dizer que a previsão da possibilidade da revisão do Estatuto poder ficar concluída até ao final do ano, é uma possibilidade bem real.


      E continua a transcrição da comunicação do Ministério da Justiça assim:


      «É precisamente em virtude desta urgência que o Ministério da Justiça está a adotar o método de trabalho que considera ser mais produtivo, reunindo com os diversos agentes do sistema judicial de forma bilateral ou multilateral, mas sem constituição de um grupo de trabalho rígido.»


      Assim, a forma de trabalho na revisão estatutária parece ser diferente das anteriormente encetadas, com os anteriores governos, motivo pelo qual ainda na passada segunda-feira, 29JUL, o Ministério da Justiça levou a cabo uma reunião de trabalho com o Conselho Superior da Magistratura (CSM), o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (CSTAF) e o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP).


      Não deixa de ser positiva a abertura, para audição prévia, de várias entidades e espera-se que ainda sejam ouvidas mais, designadamente, desde logo, o Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ), que também é um Conselho como os demais, embora sem a classificação e denominação de “Superior”.


      E, na senda dessas audições, por que não ouvir outras entidades igualmente interessadas e que já no passado se pronunciaram de forma crítica e ativa sobre as propostas apresentadas, como a Associação Sindical dos Juízes (ASJP) ou o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP)? E até as Ordens (OA e OSAE), bem como a CAAJ?


      Todos os contributos são importantes, uma vez que podem ser efetuadas correções e alterações às propostas e aos desvios apresentados por uns e por outros, isto é, uma espécie de pesos e contrapesos que costumam resultar sempre em soluções mais apuradas, equilibradas e vantajosas.


      Por fim, fazemos notar um receio manifestado por alguns Oficiais de Justiça: depois da reunião de segunda-feira com os três conselhos superiores e da reunião das 14H30 do dia 06AGO, todos esperam que a negociação não esteja já encerrada quando forem 16H00, isto é, que não aconteça o que já aconteceu antes que é quando o SOJ lá chegar já estar tudo acordado.


      A nota sindical, subscrita por António Marçal, termina assim:


      «Reitero, em nome do Secretariado Nacional, o nosso compromisso de não deixar ninguém para trás.»


      Perante esta afirmação reiterada, alguns Oficiais de Justiça questionam-se se, ainda assim, mesmo não deixando ninguém para trás, se não será possível que alguns iniciem ultrapassagens, isto é, avançando mais para a frente.


BalançaPesosPeçasXadrez.jpg


      Fonte: “Info-SFJ-02AGO”.

Comentários

  1. Anónimo3/8/24 09:05

    Marçal, também, enviastes um email como o fez o SOJ, aos seus associados, a dar conhecimento da reunião com o Gabinete da Senhora Ministra da Justiça – e, caso pretendam, devem enviar os seus contributos, sobre a matéria – conteúdo funcional da carreira -, até ao próximo dia 5 de agosto.

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  2. Anónimo3/8/24 09:07

    O medo da ultrapassagem, tudo menos isso, nem que seja tudo aumentado, se quem tiver mais habilitações ultrapassar é preferível ficar como se está. O meu orgulho é o mais importante.
    Onde já ouvimos isto.
    Que mentalidade, depois não saímos da cepa torta.
    Não estudem nem se esforcem dá igual.
    Com este tipo de mentalidade, ainda se espantam do atual estado da carreira.

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  3. Anónimo3/8/24 09:18

    Bateu no fundo!

    Peguem lá 30€

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  4. Anónimo3/8/24 10:04

    É como diz o artigo de hoje.
    Para conseguir mais gente interessada na carreira o governo tem duas hipóteses:
    Ou baixa as exigencias e admite a entrada massiva de assistentes operacionais mantendo os salários actuais ou valoriza significativamente os salarios e aumenta o nivel de exigência tornando a classe uma força de trabalho motivada e profissional.
    Não há volta a dar e sabendo como os governos gostam de pagar pouco e manter uma força de escravos tenho receio que vai ter a tentação de optar pela primeira hipotese ate porque uma força de trabalho com menos estudos e cultura é menos exigente e mais obdiente.
    Resta saber que tipo de funcionários também interessa às outras classes profissionais da área da justiça.

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  5. Saibamos reconhecer:
    Não podemos criticar por ser e por não ser, por não haver reuniões e por haver reuniões, por não se trabalhar em férias e por se trabalhar em férias
    Temos que ter espírito crítico, mas também temos que ser tolerantes e aceitar quando se faz bem
    Agora está-se a fazer bem. Aguardemos. Depois, se for caso disso, critiquemos pois.
    Tenho mais de 30 anos de carreira e desde o Eng. Guterres, que a carreira não era tratada com tanta dignidade.
    Atenção, sou insuspeito, nunca votei PSD e, muitas vezes votei PS.
    Mas, o que é, é. E que está muito diferente, para melhor, isso está.

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  6. O medo da ultrapassagem tem de ser melhor explicado, porque não pode ser resumindo à expressão usada e daí generalizar-se para tudo e todos.

    Há já hoje ultrapassagens, daqueles que se apresentam a provas e as passam, ao mesmo tempo que outros com as mesmas condições nelas reprovam.

    Coisa diferente é que alguém esteja automaticamente dispensado dessas provas, ultrapassando sem ligar o pisca.

    Passemos a um exemplo dos jogos olímpicos. O Diogo, nadador português e detentor de um título de campeão mundial, apresenta-se nas olimpíadas no mesmo ponto de partida dos demais e vai às provas em pé de igualdade com os demais. O facto de ser detentor de um título, ou habilitação, com a grandeza de um mundial, não lhe confere a possibilidade de partir à frente dos outros, nem de lhe garantir automaticamente um lugar na final, nem, muito menos no pódio. O Diogo, tenga lá os títulos que tiver, tem de passar pela prova como todos os que atingiram os mínimos para poderem estar presentes nos jogos.

    E é isto. O Diogo não ultrapassa ninguém a não ser com o seu próprio esforço e provando que merece estar no pódio. Todos compreendem bem que o Diogo tenha que prestar provas como os demais, sem vantagem alguma apenas por poder ter titulos que outros não tenham.

    Este exemplo do Diogo é o que defendemos para a carreira dos Oficiais de Justiça e quando nos referimos a ultrapassagens ou empurrões para a frente é neste âmbito e neste espírito do exemplo.

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  7. Rei dos Oficiais de Justiça3/8/24 11:07

    Aula 17

    A inconstitucionalidade do artigo 66 do EFJ n. 2 b.

    Vamos analisar o que diz esta aberração legal:

    "Colaborar na normalização do serviço independentemente do lugar que ocupam e da carreira que ocupam."

    Caros alunos não é
    necessário ser iluminado em direito para se ver que isto é
    um claro atropelo aos
    direitos do trabalhador.

    Este artigo é mais uma forma de escravizar os oficiais de justiça.

    Mas que direitos são
    violados?

    O artigo 59 da CRP alínea a) À retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna;

    O artigo 118 do código de
    trabalho que refere
    Funções desempenhadas
    pelo trabalhador
    1 - O trabalhador deve, em
    princípio, exercer funções
    correspondentes à
    actividade para que se
    encontra contratado,
    devendo o empregador
    atribuir-lhe, no âmbito da
    referida actividade, as
    funções mais adequadas às
    suas aptidões e qualificação profissional.

    Esta norma é viola ainda as garantias do trabalhador. Conforme o Artigo 129 CT e)
    e) Mudar o trabalhador para categoria inferior;

    Pode um estatuto ser contrário á boa fé contratual?

    Não. Por tal é que existe as
    relações entre fontes de regulação ou seja
    Artigo 3.º do CT
    Relações entre fontes de
    regulação
    1 - As normas legais
    reguladoras de contrato de trabalho podem ser
    afastadas por instrumento
    de regulamentação colectiva
    de trabalho, salvo quando
    delas resultar o contrário.
    2 - As normas legais reguladoras de contrato de
    trabalho não podem ser
    afastadas por portaria de
    condições de trabalho.
    3 - As normas legais
    reguladoras de contrato de
    trabalho só podem ser
    afastadas por instrumento
    de regulamentação colectiva
    de trabalho que, sem
    oposição daquelas normas,
    disponha em sentido mais
    favorável aos trabalhadores
    quando respeitem às várias
    matérias.

    Ou seja existe um estatuto que viola a constituição da república portuguesa ,assim o funcionário pode se opor a efetuar outras funções que não sejam da

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  8. Rei dos Oficiais de Justiça3/8/24 11:28

    Que exemplo de ridículo...

    Vamos lá ter honestidade intelectual .

    O Diogo está no desporto cujo o seu mérito ou demérito depende do seu esforço físico e não intelectual.

    O mesmo Diogo se formar em educação física mais tarde vai para professor e não para auxiliar, mas se esse Diogo não se formar apesar de ser campeão apenas poderá ser auxiliar.

    Não venha com os seus trocadilhos de filosofia barata que a mim não me engana.

    O ensino superior é uma ferramenta do estado que possibilita os formandos almejar outros patamares na sua carreira profissional.

    Não estuda quem não quer.

    É uma questão de sacrifícios e decisões.

    Obvio que quem está á muitos anos na carreira e dependente da idade deveria ser atribuída alguma equivalência apenas para efeitos de progressão na carreira.

    Agora acha bem funcionários que entraram com cerca de 20 e poucos anos apartir de 2015 e que não estudam porque não querem venham a obter um grau de licenciatura só porque sim ??


    Vamos lá ter um.pouco de noção..

    Esta é para si Sr. Oficial de Justiça.



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  9. Anónimo3/8/24 11:42

    Mas se o Diogo tivesse tido uma comichãozita, tinha coçado rápido e feito logo muito melhor o serviço.

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  10. Anónimo3/8/24 12:01

    Tu queres é ser chefe...
    Queres mandar em alguém.
    Tens um complexo de inferioridade e um complexo de superioridade.
    Mandas a palavra licenciatura a cada duas frases.
    A única maneira de te sentires superior é a licenciatura.
    Sabes, andam pelos Tribunais muitos colegas licenciados e que não precisam de mandar essa foguetada toda para se evidenciarem.
    É uma questão de classe....

    FF

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  11. O rei, vamos lá a ver.
    Por seres formado não têm que te arranjar lugar condizente com os teus elevados saberes
    no local onde trabalhas.
    Sais, faz-te a vida e concorres para os vários locais onde o teu saber vai ser certamente apreciado , noutras profissões públicas ou privadas onde, quem lá está, lhe foi exigido tal grau.
    A mim nunca me exigiram licenciatura, sempre trabalhei com afinco, dedicação e mérito, sempre tendo sido reconhecido
    Não me venha agora um gaiato, a quem exigiram o mesmo que a mim, a quem eu ensinei a fazer, a estar e a saber estar, ultrapassar-me pela direita só porque tem curso para concorrer a outras lides, mas nesta aprendeu comigo.
    Ultrapassar pela direita é

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  12. Anónimo3/8/24 12:41

    O colega ou é demagogo ou avençado do governo, senão vejamos: a anterior ministra propôs 20% e não foi aceite; está, depois de três reuniões, acabou por propor 13,5%, sendo até de salientar que o Marçal aceitou quando só estavam em cima da mesa 12,5%, portanto o 1% foi para tentar conquistar o outro sindicato. A ministra anterior a essa, Francisca Van Dunem, afirmou no parlamento que havia um sindicato, menor, a querer negociar o estatuto em capítulos, aposentação e integração do suplemento, e outro que não o pretendia fazer. Portanto, acompanhava a posição do sindicato maioritário. Viu o SFJ a mandar algum ofício à ministra a afirmar que pretendia negociar as matérias de forma parcelar? Não, o colega ouviu foi a campanha do sfj a enganar todos. Portanto, dizer que agora sim, perante a realidade, é gozar com quem trabalha. Lembrar só que em agosto de 2016, durante as férias, também um governo mudou o estatuto, nas costas de todos nós, e para pior. Recordar a redução do número de movimentos. Portanto, negociar em agosto não parece nada saudável, pois pronto para assinar acordos está o homem da caneta nova...

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  13. Rei dos Oficiais de Justiça3/8/24 13:55

    O zorro acho que não leu tudo o que escrevi, acho que ressalvei quem estiver na profissão á muito tempo 20 anos e com certa idade obvio que deve progredir no mesmo pé de igualdade através de uma equivalência profissional..agora alguém quê chegou á profissão á meia dúzia de dias com o 12 ano desculpe mas que vá estudar...

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  14. Rei dos Oficiais de Justiça3/8/24 13:57

    O FF o que uma coisa tem a haver com a outra??? Primeiro lê até ao fim depois fala.
    O caminho da profissão é a licenciatura se alguém tem que sair é quem não tem licenciatura...

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  15. A outra ministra já tinha apresentado a versão final de tudo, sendo que a mesma era má, muito má mesmo para a classe
    Está ainda não apresentou nada, apenas deu uma pequena grande benesse quando dos 13.5 por cento .
    Com a outra o jogo já estava terminado, com esta ainda bem sequer começou .
    Querer comparar o incomparável é, no mínimo, desonesto, para não utilizar outros termos
    E o demagogo sou eu?

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  16. Anónimo3/8/24 14:28

    Isto hoje está muito calminho pior aqui...

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  17. Anónimo3/8/24 15:12

    E há aqueles, com 26 anos, e grande orgulho no trabalho que fizeram e fazem até hoje, sem licenciatura, que sabem que o "à muito tempo" é com h...são os que fazem formações, estudam legislação, lêem os códigos, etc...

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  18. Anónimo3/8/24 15:23

    Com a minha licenciatura em design de interiores, espero ultrapassar muito colega, pela direita, pela esquerda, por cima, por baixo e até em contramão.

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  19. Rei dos Oficiais de Justiça3/8/24 15:42

    Seu inteligente as licenciaturas abrangidas são apenas as de direito e Solicitadoria...assunto encerrado..

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  20. Anónimo3/8/24 15:52

    King, esta malta odeia licenciados em direito e em solicitadoria... gostam de licenciados é noutras coisas. É uma vergonha. Querem uma carreira miserável para administrativos, que o deles já está garantido todos os meses. Se pudessem continuavam com tudo na mesma, a ganharem bem e a meterem lá dentro só os filhos e os afilhados.
    Por algum motivo só no último concurso puderam aceder licenciados em Direito.
    Uma VERGONHA.

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  21. Anónimo3/8/24 16:06

    rei não sei das quantas
    Também, tirastes o curso em comissão de serviços no SFJ?
    É que nem todas as pessoas tiveram/têm essa possibilidade.

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  22. Anónimo3/8/24 16:08

    O que diz até poderia ter sentido, caso não andassem todos a reclamar grau 3 para a carreira e a sonhar que seria atribuído a todos.
    Ficassem caladinhos.
    Agora é tarde.
    Se o acesso à carreira passar a ter como requisito licenciatura, será inevitável que quem não tem esta formação académica, tenha que passar por um processo de equivalências e queimar as pestanas, caso queira ter possibilidades de progressão vertical.
    Isto sem prejuízo de os licenciados tb estarem sujeitos a provas de acesso a cargos de chefia, tal com acontece hoje.
    Mas são situações distintas.
    Mas isto foi o passarinho amarelo que me disse, em breve veremos o que aí vem.

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  23. Anónimo3/8/24 16:19

    Pois eu tirei a licenciatira a trabalhar das 9 às 20 quase todos os dias.
    Fazia os turnos de verão quase todos e como estava tudo mais calmo aproveitava para estudar umas horas por dia e para ir aos exames tirava férias em setembro e dezembro, utilizando o estatuto de trabalhador estudante.
    Ou seja, férias para descansar raramente as tive durante anos seguidos.
    Essa história de que os cursos são tirados à custa do trabalho dos colegas é uma justificação indecente que os donos da preguiça e inveja inventam para lavar a má consciência.
    Estudassem preguiçosos!

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  24. Anónimo3/8/24 17:39

    King, não sejas tonto.

    O que é que um lic em direto ou solicitadoria percebe de decoração de interiores?!

    Claro que os lics em decoração de interiores também têm que ser abrangidos.

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  25. Anónimo3/8/24 17:44

    A reforma do estatuto tem que começar por colocar aqueles que trabalham nas secções centrais a trabalhar nas secções de processos.

    Irem para as secções de processos e darem o lugar a assistentes técnicos.

    A reforma tem que começar por aí.

    Reclamam aumentos de salários, querem ser doutores mas no fundo só sabem tirar registos criminais e dar entrada a papéis.

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  26. Anónimo3/8/24 18:05

    Tens razão!

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  27. Anónimo3/8/24 18:17

    Discordo, sabem fazer mais coisas, por exemplo: baixo assinados, que ficam nas caixas de correio.

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  28. Anónimo3/8/24 19:11

    Alguém que trabalha numa secção central e que passa os dias a tirar CRC's e a dar entrada a papéis quer grau 3 e ser tratado por doutor.



    Esses que trabalham nas secções centrais deviam ser os primeiros a ser corridos a grau 2.

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  29. Anónimo3/8/24 20:32

    Ninguém quer ser tratado por Doutor não o sendo!

    O grau 3, extensivo a todos os actuais, é um equiparação para termos funcionais e salariais.

    Isto quer dizer que a profissão OJ tem, a partir dessa modificação, a exigência de quem entrar ter a licenciatura, com o respectivo ordenado (grau 3)

    Quem já está na carreira beneficia desse acréscimo salarial, mas não passa a Doutor.

    Quem entra, tem de ter a licenciatura, e ganha como tal!

    Será dificil de perceber a vantagem?!!

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  30. Anónimo3/8/24 20:50

    "Esses" a quem se refere são Oficiais de Justiça.
    Nem mais, nem menos.
    São iguais a si
    Estão numa secção central como podiam estar num juízo, numa secção, numa secretaria do Ministério Público.
    Foram ali colocados por alguém e a qualquer momento podem ser colocados noutro lugar.
    O serviço é menos complexo?
    O serviço é exige menos conhecimentos que noutros lugares?
    Certamente que sim.
    Mas ao longo de 40 anos, qualquer funcionário vai passar por vários lugares.
    Faz parte de qualquer profissão.
    Fica muito mal andar por aqui a deitar abaixo Colegas só por alegadamente não terem a complexidade da maioria.
    Nada que admire, pois anda por aí muita besta, uns porque são parvos e não há nada a fazer e outros porque são doutores, e sendo doutores são superiores intelectualmente aos demais e deviam ser todos escrivães e principais.
    PS. Comecei a carreira numa central, há muito tempo e não me fez mal nenhum, pelo contrário, todos deviam passar ali algum tempo.
    FF

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  31. Anónimo3/8/24 21:05

    Estou mesmo parvo com estas atitudes, nem sabem o que dizem. Ponto n. 1, essas pessoas quanto iniciaram foi exigido o que consta do estatuto. Eu por acaso foi um curso profissional que durou 03 anos e fui como muitos colegas sujeitos a provas de ingresso. Não venham agora dizer que por serem licenciados que trabalham melhor que os outros. Só vos queria ver na instrução criminal em Lisboa. Já tinham se posto todos a andar.

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  32. Anónimo3/8/24 21:23

    Comparar os momentos políticos, onde há trabalhadores com 300 euros e uma série de direitos garantidos e o ocorrido com os oficiais justiça, e o momento politico anterior, é comparar alhos com bugalhos. Esta ministra não deu nada, enrolou com a conivência de um sindicato. O resto é treta!

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  33. Anónimo3/8/24 21:48

    A malta licenciada deveria saber que há (do verbo haver é com h) ---- ate dói !!!!!!!!!

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  34. Anónimo3/8/24 23:16

    Sim pode meter a caneta...

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  35. Anónimo3/8/24 23:43

    Acaba por dar razão ao comentário inicial.

    São oficiais de justiça a desempenhar funções que bem podiam ser executadas por assistentes técnicos.

    Libertavam-se assim centenas de funcionários para as secções de processos onde tanta falta fazem.

    Explique-me o colega, ou qualquer outra pessoa, se as funções de um funcionário da central são dignas da exigência de um grau 3.

    Sejamos sérios.

    Evidentemente, ninguém está contra esses colegas nem esta conversa tem a ver com esses colegas.


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  36. Anónimo4/8/24 00:27

    A ignorância dá origem a comentários destes: só o trabalho que eu faço é que é de grau 3, o dos outros é uma porcaria.

    Atualmente o trabalho de uma Central é muito exigente e não se resume à ideia antiga de pôr carimbos e tirar registos criminais. Mais, estão inseridos na Central serviços como o atendimento ou o serviço externo e para estes deveriam ser selecionadios os melhores e mais conhecedores dos oficiais de justiça, e não o contrário, como muitas vezes se faz, porque precisam de saber muito de áreas diversas, crime, cível, etc. tudo o que num juízo especializado não existe.

    Já agora, com esse tipo parvo de raciocínio, também poderia dizer que o pessoal do MP também não desempenha funções exigentes, porque só usam um bocadinho do CPP, tal como o pessoal da Instrução, estes ainda pior, só têm que saber meia dúzia de artigos e daí pode começar a excluir todos os que trabalham em juízos especializados, para concluir que, afinal, só os da competência genérica é que são merecedores do grau 3, o resto pode ser grau 2 ou 1. Poderia ou não poderia concluir isto?

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  37. Anónimo4/8/24 01:14

    O SFJ, para além de sempre ter em conta os contributos enviados por todos os colegas, com tem sido hábito, constituiu múltiplos grupos de trabalho para cada área processual no sentido de apresentar propostas vantajosas para todos os Oficiais de Justiça relativamente aos futuros conteúdo funcionais.

    O Carlos Almeida fez o mesmo?

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  38. Anónimo4/8/24 01:27

    Sim, sim, sempre teve em conta, até teve em conta decisões tomadas em plenários nacionais, em congressos nacionais, tudo como os associados queriam e votaram.

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  39. Anónimo4/8/24 08:15

    Curioso, questiona-se o que o SFJ faz mas não se questiona o que o SOJ faz?
    Ou melhor, o que não faz!

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