SFJ defende o modelo austríaco para os Oficiais de Justiça portugueses

      No seu habitual artigo de opinião das quartas-feiras no jornal Correio da Manhã, António Marçal abordava o tema principal que preocupa hoje os Oficiais de Justiça: a valorização salarial.


      E consta assim:


      «Os Oficiais de Justiça enfrentam um dilema urgente: a necessidade de valorização salarial. Esta profissão, que outrora era comparada à Polícia Judiciária em termos de vencimentos, tem agora, um montante de ingresso que a aproxima perigosamente do salário mínimo. Este cenário tem gerado preocupações entre os profissionais da área, que aguardam as negociações estatutárias como uma oportunidade para corrigir o curso atual.»


      Marçal refere-se depois à “recente atualização do Suplemento em 3,5%”, como sendo “um paliativo”, dizendo que “não ataca o essencial, a valorização salarial”.


      Recorde-se – se é que pode ser esquecido –, que a atualização da percentagem não era o objetivo da negociação, mas acabou por se desviar para esta atualização.


      Marçal denomina a atualização do suplemento como “um paliativo” e é mesmo isso que é: algo que não cura nada, apenas atenua o sofrimento temporariamente, para terminar no final do ano, aquando do seu decesso.


      Seguidamente, António Marçal refere o seguinte:


      «A negociação estatutária é também uma forma de aproximação aos modelos da EU, tomando, por exemplo, o modelo austríaco com referência”.  E é na referência ao “modelo austríaco” que os Oficiais de Justiça se questionam: mas que modelo é esse? Como é na Áustria?


      Na Áustria há cerca de 700 Oficiais de Justiça (o resto são funcionários comuns) e estes são responsáveis por cerca de 80% dos despachos judiciais cíveis em primeira instância, pois alguns processos cíveis, não todos, podem ser despachados pelos Oficiais de Justiça, embora estejam sempre na dependência e sob a orientação dos respetivos juízes titulares dos processos.


      Os processos que os Oficiais de Justiça austríacos podem despachar são os que abordam matérias processuais civis, de execução e de insolvência, matérias de jurisdição voluntária, matérias do registo predial, de navios e comercial.


      Os Oficiais de Justiça austríacos especializam-se em cada uma dessas áreas e exercem as suas funções apenas nessa área concreta da sua especialização. A especialização é obtida num curso de formação específico com a duração de 3 anos, que inclui estágio em tribunal.


      O acesso a esse curso específico está disponível para todos os que tenha concluído o ensino secundário. A final realizam um exame de aprovação para acesso à profissão e os aprovados recebem um diploma de aprovação passado pelo ministro da Justiça.


      Depois, o candidato aprovado é colocado no tribunal que o juiz presidente considerar necessário.


      Ou seja, o que Marçal diz ser a aproximação ao modelo austríaco é algo que já vem sendo implantado nas mentes dos Oficiais de Justiça portugueses há muito tempo: que um grupo limitado de Oficiais de Justiça deveriam poder despachar processos, enquanto outros não, tendo havido já propostas em que os Oficiais de Justiça passavam a ser apenas os dos despachos e os outros seriam os auxiliares dos Oficiais de Justiça.


      Embora Marçal reitere que “não fica ninguém para trás”, o caminho que diz pretender trilhar, o do modelo austríaco, não é, de facto, o de deixar ninguém para trás, é antes, o de atirar com a maioria dos Oficiais de Justiça atuais para o lado.


      De todos modos, como o que está em causa é apenas a alteração do Estatuto dos Oficiais de Justiça e não uma mudança da Constituição nem dos estatutos das magistraturas, o sonho de Marçal não passa disso mesmo e nunca se concretizará, constituindo-se como uma ilusão que vai vendendo bem e é comprada por muitos, enquanto que no mundo real resulta numa enorme perda de tempo e energia e num desnecessário desfoque naquilo que é verdadeiramente fulcral para os Oficiais de Justiça.


      É bom sonhar e perseguir sonhos, mas para os alcançar é necessário incorporar-lhes alguma dose de realidade, fazer com que desçam das nuvens e pousem no chão.


      Conclui Marçal o seu artigo de opinião, dizendo o seguinte:


      «É hora de dar um novo ânimo à classe e assegurar que seja justamente recompensada pelo seu trabalho essencial.


      A valorização salarial não é apenas uma questão de justiça, mas também de motivação e dignidade profissional. E ao fazer esta dupla via, o retorno económico que uma Justiça célere e eficiente significa, não estamos a falar de despesa, mas sim de investimento.»


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      Fonte: “Artigo CM na página do SFJ”.

Comentários

  1. Achtung:
    No cabeçalho, onde se lê "13/terça/tarde", também se pode ler "fim de semana" e na quarta/14/todo o dia e na sexta/16/todo o dia, a mesma coisa.

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  2. O cata vento.
    Anda ao sabor das suas, repito , suas e exclusivamente suas, ideias, que lhe vão aparecendo, aparentemente, sem qualquer sustentação, ou estudo prévio
    Na quarta feira foi esta, na próxima poderá ser outra, contrária a esta
    Da de quarta feira, especificamente, penso nunca ter ouvido falar do modelo. Como eu muitos outros, quiçá, muitos do secretariado e da direcção.
    A história , que leva a a qualidade, austríaca, e diferente da nossa.
    A nossa realidade, por diferente, exige diferentes situações
    Se o Sr. Marçal for ver, a realidade nos serviços tributários austríacos e diferente da nossa e os nossos serviços não derivaram para os austríacos.
    Que não nos desiluda uma vez mais, caso em que poderá haver uma seria rutura e a exigência de tomada de responsabilidades concretas
    No congresso foram aprovadas medidas e situações concretas porque lutar. Basta seguir as conclusões do congresso e nas as que lhe vão na cabeça, hoje parece-lhe uma, amanhã outra diferente

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  3. Mais do mesmo.
    Perda de tempo sem nada resolverem.

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  4. Enfim, Marçal alinhado com a tutela, a classe dividida em 2.

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  5. Vou-me abster de grandes comentários.
    Dos nossos congéneres só sei coisas de ouvir dizer, como por exemplo que na Escócia são praticamente todos secretários ou que na Argentina para uma rogatória andar melhor deve levar por apenso uma nota de 100 dólares com ordem expressa de desentranhamento.
    Também pouco mais sei da nossa casa, mas uma coisa que parece funcionar de facto, nas empresas estrangeiras e já hoje nalgumas portuguesas com empresários especiais, é a motivação.
    De resto, acho que quanto mais se procurar reformar sem grande critério nem experimentação, muito menos por mimetismo, mais a desídia terá tendência a consolidar-se no seio da Justiça, e este paradigma só se alterará substancialmente daqui por uma quinzena de anos, quando já estiverem naturalmente fora os que atualmente ainda têm direitos e podem lutar por eles.
    Até lá, todos perdem.
    E somos tão poucos comparados com outros grupos.
    Que teimosia!!!

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  6. Efectivamente, não me parece estar á altura da negociação do estatuto. Parece ter ideias dispersas e isso não é bom, acaba por aceitar o que lhe parece mais reluzente, pensando mais a título individual do que no todo. É um momento extremamente importante para a classe para se andar com desvarios.

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  7. Como é que ainda há quem seja associado do SJF?!

    É só isto.

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  8. Eis a questão?!!

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  9. Eu, pessoalmente, defendo o salário Austríaco, e vocês?!!

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  10. Sinceramente Sr Marçal. Estou a ver uma classe em total decadência, cabendo aos OJS, lutar pelas suas sinceras reivindicações, contra a tutela, contudo, vejo que agora também contra o seu próprio sindicato. Alguém tire este filósofo da presidencia, bem como toda a direção do SFJ já. Este senhor vai, mas vai mesmo "enterrar" a nossa profissão.

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  11. SIM e a cumprir tudo o que no congresso lhe foi MANDATADO!

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  12. Pensar no futuro da profissão não é nada de mal, contudo o que nos interessa qual o aumento que efetivamente vamos ter???

    Todos dizem satisfeitos com 300 euros contudo esquecem que as nossas funções são muito superiores á da policia...

    No mínimo tem que se exigir 500 euros.

    Os valores continuam a ser tabu..

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  13. Já ninguém consegue compreender a incoerência de António Marçal.

    Um autêntico salta-pocinhas sem um projeto sólido.

    Cada dia, cada reunião, aparece com uma nova reivindicação abandonando as anteriores.

    Este homem, nunca, em muitos anos, apresentou ou defendeu este modelo austríaco nas assembleias gerais ou nos congressos do SFJ.

    Um salta-pocinhas sem rumo, um general da desgraça!...

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  14. Há quase 20 anos que a conversa é sempre a mesma.

    Estatuto, muito paleio, mas no fundo não tivemos nada e apenas vamos obter um estatuto feito às três pancadas por causa dos prazos do prr.

    As negociações são para encher chouriços, são uma farsa.

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  15. Quando alguém pensa que é o mais inteligente numa sala cheia de pessoas dá nisto.
    Os erros que cometemos já estão lá para trás e agora não há muito a fazer.
    Resta esmifrar o máximo que conseguimos que nesta altura, depois de professores, polícias, guardas prisionais, militares e afins já não deve haver muito por onde rapar o tacho.
    Com as exportações a caírem a pique, a economia europeia estagnada, os juros da dívida a aumentarem, vai ser altura novamente do Estado apertar o cinto e mais uma vez, tudo indica que vamos ficar para trás.
    Quanto ao paradigma do Oficial de Justiça, e as suas novas competências e os sonhos húmidos de muita gente que por aí anda, recomendo mais uma vez, a leitura atenta dos dois Pareceres do CSM aos dois últimos projetos do novo estatuto dos Oficiais de Justiça.
    Está ali o que as magistraturas esperam de nós, nem mais nem menos, quer gostemos quer não gostemos, quem realmente manda e vai continuar a mandar na Justiça no nosso país tem aquela visão.
    E podemos espernear, achar injusto, achar que é uma castração da carreira, vir para as redes sociais fazer choradinho, debitar legislação, etc, etc...mas quem decide são Eles.
    E Eles não querem dar poder a ninguém nos Tribunais, nem que não seja para lhes tirar trabalho de cima do lombo, que diga-se de passagem, e um dia destes porventura vamos ter que falar sobre isso, é cada vez menos.
    Quanto menos fazem, menos querem fazer e se tivermos que executar algum acto, ou actos da área jurisdicional de um magistrado, basta um simples provimento e não precisam de mais nada.
    Portanto, acordar para a realidade nua e crua.
    Baixas expectativas e deixar de viver no país da Abelha Maia.
    É o que é.......

    Abraço.

    FF

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  16. https://www.facebook.com/share/p/WpuMKxWxboNXmkdg/

    Leiam e percebam qual vai ser o futuro do Marçal em 2025, já que as autárquicas vão apanhar o mandato da proxima eleição do SFJ da direcção a meio e ele prepara-se para concorrer.
    O homem é adjunto mas tem 2 cursos superiores.
    Está tudo dito!

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  17. Coitados dos lousanenses ...

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  18. Vão todos tirar cursos superiores para irem para o grau 3.
    Ainda promovem a Lousã a capital de distrito e destronam Coimbra

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  19. Os juizes querem decidir tudo sobre o novo estatuto.
    Se vamos ser grau 3 ou 2.
    E por conseguinte vão poder decidir que tipo de salarios a carreira dos oficiais de justiça vai ter.
    Eu nunca vi uma carreira tão subjugada a outra. Inadmissivel. Para mim não serve. Tenho pena de quem vai ficar e de quem se meter nisto por engano.

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  20. Mas estes não nos podem impedir de lutar nem fazer greve.

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  21. Concordo com quase tudo menos com uma coisa, FF.
    Não é bem discordar, acho é que o(a) colega - apesar das namoradas terra-a-terra -, mas as mulheres também as podem ter, só peca por defeito, porque Eles não mandam apenas na Justiça, na verdade, efetivamente, Eles é que são os donos disto tudo, e com mérito, porque - então ainda ontem não valorizámos as medalhas do Yuri e do Rui? - as medalhas que trazem dependuradas ao pescoço é que são o ancestral símbolo do Poder granjeado no Mundo por Portugal desde os primórdios da nação, consolidados com os descobrimentos...
    Oficiais de justiça armados em historiadores. O que é que eu posso fazer, sou primo do Rui Tavares!!!

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  22. Mas alguns fazem os seus comentariozinhos.
    Ainda esta semana uma me disse que se eu não fizesse tantas greves certamente faria melhor o meu trabalho sem atrasos que tanto a prejudicam.

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  23. Depois de verem coerência =

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  24. Quem tiver filhos para manter e criar, que pense bem se quer esta profissão.

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  25. Sfj
    Por mim já foste há muito tempo.
    Desde dito fernando jorge que nada lutou.

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  26. https://www.facebook.com/share/p/WpuMKxWxboNXmkdg/

    # O EMBUSTE

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  27. A realidade é uma esta brincadeira dos 3,5 por cento nunca, mas nunca deveria ter sido discutida..

    Tiraram o foco da negociação principal que era a valorização salarial como outras carreiras...

    O egoísmo de muitos da classe levou a este beco....

    Já estamos a ser prejudicados e teremos que aguentar até 2025, mas qual mês até ser tudo aprovado....

    Neste momento perdemos os 20 porcento ou chamem de 10 porcento mais a atualização salarial que ocorreu para todas carreiras...

    Acho que estamos lixados....

    Com sorte isto para fevereiro março de 2025 será aprovado lá para junho começaram a pagar ...

    Ruína completa...sempre disse acabem com este disparate do suplemento....

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  28. Aí está a classe tem muita culpa...

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  29. Eu gostaria era de saber qual o "modelo" que este blogue defende. Criticar é fácil. Difícil é apresentar ideias. Diga lá, "Sr. Oficial de Justiça", o que defende para o futuro da Classe. Ou acha que tudo se deve manter na mesma, à exceção dos salários?

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  30. Com Marçal não existe um modelo mas sim "uma passagem de modelos" !

    Isto é "alta-costura" 💃👠✂️✂️✂️

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  31. Todos os magistrados, de uma forma geral, são coniventes com o estado caótico dos tribunais.

    O estado em que se encontram os tribunais é-lhes favorável.

    Bastava eles darem um murro a sério sobre a mesa e as mudanças necessárias apareciam.

    São muito solidários connosco mas apenas por que têm interesse, da-lhes jeito a nossa luta.

    Menos processos para despachar, menos julgamentos, etc ...

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  32. Aposto que o colega das 16:30 trabalha no MP.

    Comentários desses incentivam-me a fazer mais greves e a cumprir rigorosamente o horário de trabalho.

    "Bocas" dessas servem para aumentar a minha produtividade!

    Sinto ódio e nojo da profissão que tenho.

    Se pudesse mudar mudava sem pensar duas vezes, mesmo que isso implicasse perder algum dinheiro.

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  33. Essa é a vdd que nem a ministra sabe.

    Uma secção quanto mais afundada menos trabalho para os magistrados.

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  34. Esta página não é um sindicato, não tem de fazer trabalho sindical, ninguém nos paga todos os meses durante anos, motivo pelo qual não temos obrigação nenhuma de lhe responder.
    De todos modos, quem acompanha as publicações diárias já deve ter compreendido que a idiotice de querer ser meio juiz é algo que desde há anos está demonstrado que não é para se concretizar. Os pareceres de inconstitucionalidade estão aí e podem ser consultados.
    Por isso, uma vez que o que está em causa é a revisão do Estatuto dos Oficiais de Justiça e não dos estatutos das magistraturas, nem uma revisão da Constituição, há embustes que são uma perda de tempo, para além de serem embustes, e são uma distração, uma ilusão, algo irrealizável com o que se anda a enganar os Oficiais de Justiça. Isto é um facto, é uma mentira e é um prejuízo para todos os Oficiais de Justiça, porquanto se quer demonstrar que esta carreira não tem valor e só o terá se houver um grupinho de meios-juizes. Um perfeito disparate, é quanto nos basta para denunciar e repudiar a ideia e é tão -só isso que nos compete fazer: dar a conhecer o que por aí circula, como o tal modelo austríaco, que poucos sabiam que era objetivo e quase ninguém sabia de que se tratava e depois realizar uma apreciação crítica ao tema. Não nos pagam para mais nem temos disponibilidade a tempo inteiro para isto, mas há quem tenha.

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  35. Mais um que não consegue perceber.

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  36. Não me parece que, para se poder ter ideias sobre as funções futuras da Classe, tenha de ter um vínculo sindical. Pelo contrário, a Todos deverá impender tal reflexão sob pena de perda de legitimidade para o que for consagrado. A reação do "Oficial de Justiça" não é novidade, infelizmente. Por dois motivos, por ora. Não apresenta uma visão para o futuro da carreira, mas não se descuida de criticar quem as apresenta e denota uma falta de ambição para a valorização da Carreira, a qual se manifesta em manter o atual "status quo" e tudo o que seja o almejar de funções mais exigentes tem um carimbo de reprovação, tal e qual uns quaisquer "Velhos do Restelo".

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  37. É muito simples: realidade. Olhar para fora do "eu" e aperceber-se do mundo que o rodeia, dos colegas e da realidade, tanto da vida em geral, como da vida profissional. É tão simples quanto isso.

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  38. sim, eu sou muito limitado e não consigo perceber o SFJ e A, Marçal!

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  39. Blogueres obrigado pelo vosso trabalho.

    E nunca desistam só porque há uns mesqyinhos que nada querem ver além do humbigo deles.

    Muita força a esta página!

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  40. Grande verdade!

    Vão ser conuventes com s exploração em cada deles

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  41. A começar pela Barbie do Norte que anda sempre atrás dele 🤮🤢

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  42. Existe a probabilidade (puramente matemática) de o Sr. Marçal num remoto dia dizer algo útil e interessante, mas eu não vou lá estar para ouvi-lo. Os 'romanos' actuais até podem pagar a traidores, eu não posso. Se ele tivesse um pingo de vergonha metia-se muito quieto num buraco (a sua autarquia, p.ex.) e não saía de lá tão cedo.

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  43. Só demagogia!!! Comparar com a Áustria, onde o salário médio ronda os 2600.00 euros mensais !!!

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  44. Muito bem visto!

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  45. "No modelo austríaco, existem 1 850 juízes togados que trabalham no domínio dos «tribunais comuns», e cerca de 600 juízes togados nos tribunais administrativos.

    Além disso, determinados processos são atribuídos a leigos, que trabalham numa base voluntária, incluindo juízes leigos ou membros do júri em processos penais e juízes auxiliares com conhecimentos especializados em processos de direito comercial, do trabalho e da segurança social, bem como em determinados processos administrativos.

    Cerca de 700 auxiliares de justiça são responsáveis por uma parte substancial do sistema judiciário e existem cerca de 480 magistrados do Ministério Público."

    https://e-justice.europa.eu/29/PT/types_of_legal_professions?AUSTRIA

    Se em 9.158.750 habitantes existem 700 OJ, então proporcionalmente, em 10.639.726 de passariam a existir cerca de 813 OJ, ou seja, cerca de um décimo dos que existem hoje, em Portugal, o que está alinhado com a intenções da tutela.


    Portugal /\ Áustria – 2023
    https://pt.countryeconomy.com/paises/comparar/portugal/austria

    77.549,2 M€/\207.254,5 M€ Exportação
    99,10% /\77,80% Dívida (%PIB)

    23.714 €/\57.082 € Salário médio
    37,5%/\43,4% Carga Fiscal (% PIB)

    17,0%/\14,9% % Risco pobreza

    25.740 €/\52.370 € PIB per capita
    24.727 €/\40.523 € Dívida per capita

    10.639.726/ \9.158.750 População

    8,10‰/\8,50‰ Taxa de natalidade
    11,20‰/\9,80‰ Taxa de mortalidade
    1,43/\1,41 Taxa de fertilidade

    1.001.963/ \1.738.183 imigrantes -2020
    2.081.419/ \600.740 Emigrantes totais -2020
    2.468,5 /\4.083,3 Remessas enviadas (M.$) -2017

    9,73%/\19,46% % Imigrantes-2020
    20,21% /\6,73% % Emigrantes-2020

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  46. Está a passar um "atestado de incompetência" aos Colegas? A realidade atual é a que se deseja valorizar. E só lá chegamos se demonstrarmos abertura e ambição. Acredito que a grande maioria dos OJ's têm vontade e capacidade para exercer funções de maior complexidade e, indubitavelmente, equivalentes ao grau 3. E o modelo austríaco, devidamente adaptado, trará vantagens funcionais e remuneratórias, para todos. Assim a tutela o aceite!

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