O acordo dos 3,5% que se destinava a desbloquear, afinal serviu para congelar
Dentro de três dias é entregue a proposta do Governo para o Orçamento de Estado para 2025 e nela não constarão nem migalhas para os Oficiais de Justiça.
O tal acordo para desbloquear as negociações não desbloqueou absolutamente nada, apenas fez com que o Governo possa encher a boca com os acordos que fez com este e com aquele e, também, pasme-se, com os Oficiais de Justiça.
António Marçal já se apercebeu que as reuniões dos desenhos servem só para o manter entretido e para que este transmita a mesma palha do costume para manter controlados e pacificados a maioria dos Oficiais de Justiça que ainda mantêm a fé, que, como fé que é, não é ato racional.
Tarde e mal se apercebe Marçal de que “fazer parte da solução e não do problema” é uma retórica demagógica que serviu, no seu tempo, para pacificar, mas que não produz nada, a não ser um resultado igual a zero.
O acordo dos 3,5% que se destinava a desbloquear, afinal serviu para congelar.
Vamos assistindo já, finalmente, à evolução do convencimento de Marçal de que foi enganado. Nos artigos que escreve para o Correio da Manhã, nas recentes declarações à Agência Lusa, ou nos vídeos que começou a publicar, é manifesto o desencanto e o vazio.
Os Oficiais de Justiça não estão minimamente preocupados com o estado de espírito de Marçal, com o seu desânimo, nem com o facto de ter sido enganado, mas estão preocupados, muito preocupados, que esse estado de espírito o leve a tomar decisões em nome dos Oficiais de Justiça quando estes não partilham nem querem penar pelos mesmos enganos.
Os Oficiais de Justiça têm tido sempre um aliado que lhes mostra com clareza o quão têm sido enganados; esse aliado é o tempo. O tempo, medido já não em anos, mas em décadas, tem demonstrado vezes sem conta o engano.
Diz a sabedoria popular, com o conhecimento adquirido ao longo do tempo, séculos até, que “à primeira qualquer um cai, mas à segunda só cai quem quer”.
Assistimos hoje a uma massa enorme de Oficiais de Justiça que caem uma e outra vez e nada fazem para deixar de cair, convencendo-se que as ilusões que lhes vão transmitindo evitarão futuras quedas.
Num comentário ao nosso artigo de sábado, o comentador habitual que se identifica como “FF” dizia assim: «Sempre com os delírios de uma nova visão para a carreira, sempre com a mania que os Oficiais de Justiça iam dar um salto não se sabe muito bem para onde. Isto é como ser assistente de bordo e pensar que algum dia vai pilotar o avião.»
Mas esta visão crítica, alicerçada em décadas de aprendizagem pela constatação da realidade, não abrange todos os Oficiais de Justiça, longe disso, abarca apenas uma pequena minoria, continuando a maioria a acreditar nas ilusões com fervorosa fé.

Fonte: “Comentário mencionado em DD-OJ”.
Eu bem avisei..estamos lixados...
ResponderEliminarContinuamos com estas reuniões às pingas..
Afinal quando é a próxima reunião?quando se chega ao fim???
É quando o ministério se for lembrando??
É obvio que no início de 2025 não teremos estatuto...
O mais grave é que no orçamento não vai ficar estipulado a verba destinada á valorização salarial..
Ou a classe se une e se manifesta nas ruas ou não haverá nada de nada..
O ditado ainda diz mais:
ResponderEliminarDiz que depois da segunda queda...
Mas como já tenho dito muitas vezes neste espaço, não chegam a ser 1500 os OJ insatisfeitos atualmente, ainda que muitos mais do que isso não sejam burros e compreendam perfeitamente os meandros da carreira.
Simplesmente cada um vai tendo uma benesse daqui e dali e assim se vai acomodando, até porque a idade já não apela a grandes incómodos.
Só aqueles a quem toca profundamente é que lá de tempos a tempos se vão sentindo.
Quem já anda por aqui há mais de 30 anos, sempre viu este modo de atuação dos sindicatos.
ResponderEliminarReunião atrás de reunião com vários ministros e de diversas cores politicas e sempre com promessas nunca concretizadas.
O definhar da carreira está bem visível para aqueles que diariamente trabalham nas secretarias.
Carreira??
ResponderEliminarQual carreira?
25 anos e ainda como Auxiliar, tal como um bom milhar de nós nestas condições.
Chama a isto carreira?
“Se a burrice pagasse imposto ... “
ResponderEliminarNão sei de onde vieram muitos dos nossos colegas, se calhar foram encontrados debaixo de uma pedra da calçada ou arrancados do degredo das montanhas.
Talvez por isso, tendo o Exmo Sr Presidente do SFJ sido eleito de entre todos os outros (onde eu não me incluo) há de ser uma amostra desses associados de tal sorte que esta pessoa é a imagem daqueles que representa e que os elegeram.
A falta de cultura e, mais que isso, de bom senso é comum em muitos de nós e se para muitos a vida corre bem assim – nomeadamente para aquele que convivem muito bem com quem não tem princípios, com a arbitrariedade com as injustiças, enfim com o desgoverno – para muitos outros a vida só pode correr mal, muito mal aliás – pois que o tempo tudo devora, até a esperança, e tudo se precipita, até a finidade da vida e com ela o medo da morte e do tormento.
Assim, por estes dias, muitos de nós precipitaram-se a pedir a aposentação, desiludidos e defraudados já não acreditam na “Virgem Maria nem no Menino Jesus”, a crença, a fé perdeu-se irremediavelmente.
O quadro experiente dos Tribunais desapareceu, a chama que outrora alumiava caminhos tende a desvanecer-se e é cada vez mais ténue, quase sem chama, e o pavio está no fim.
Não sou defensor de nenhum sindicato, mas o que mais me custa como OJ é esta incapacidade e falta de humildade de dizer"fui enganado, peço desculpa, voltemos à luta" e romper o acordo miserável que foi assassinado.
ResponderEliminarÉ assim tão difícil?
Vai deixar arrastar novamente está situação???
Sempre ouvi dizer que numa negociação se estabelecem metas a atingir, se discutem posições com vista uma aproximação - para mensurar as ações, avaliar-se o que foi feito, é preciso uma base de trabalho.
ResponderEliminarPara o SFJ basta um bolo numa montra separada por vidro duplo e a toda a prova, em que se deveria desconfiar se o bolo é na verdade um bolo ou algo tão embelezado e aparentemente doce, quase irresistível, para com isso tolher o discernimento de quem está tão desejoso do que é mostrado que nem sequer se apercebe que é uma falácia.
Nestes momentos, quem quer "comprar" não pode mostrar fraqueza e não pode desprezar que aquilo que lhe querem vender a final pode não ser o que na verdade se quer comprar.
lamento dizê-lo mas o Exmo Sr Presidente do SFJ e também do SOJ são a representação viva dos bobos das cortes medievais, pois que mantêm entretidos uma "cambada" de pessoas (OJ) que se julgam reis, pelo menos os mais importantes do sítio e não percebem a posição que ocupam.
Somos Otários por pensar que isto vai mudar sem que mudem as pessoas pois está claro que estas não mudaram na forma de pensar.
PS: aquilo que o Exmo Sr Presidente do SFJ diz no vídeo quanto ao regime de transição e tudo o mais ..
GREVE ÀS DILIGÊNCIAS!
ResponderEliminarPARAR A MÁQUINA (TRIBUNAIS)!
É difícil perceber ?!!!
Vai trabalhar para uma secretaria Marçal.
ResponderEliminarQuando pensas que isso vai acontecer é um pesadelo virulento.
Rua Marçal.
ResponderEliminarcHAMEM O SR FERNANDO JORGE, QUE AFINAL FÊZ ELE?
ANOS E ANOS?
ResponderEliminarSem dúvida greve ao menos às diligências mediáticas!
Concordo.
ResponderEliminarGreve às diligências, mas de cariz tradicional, com paralização total e desconto em salário, para o MJ perceber que o serviço pára por convicção e total insatisfação com o atual estado da carreira.
Então, e esses 1500 insatisfeitos acham que algum sindicato pode atingir algum objetivo com eles no sofá ou há espera de uma greve aos atos, sem desconto no salário?
ResponderEliminarReivindicar sem sair da zona de conforto?
Basta observar a atitude de outras carreiras que tiveram sucesso nas reinvindicações, para perceber que podemos esperar sentados.
Se deixarem de ter medo de um parecer "papão" e fizerem greve às diligências, os vosso problemas serão resolvidos rapidamente!
ResponderEliminarGreve as diligências mediáticas já pode ser feita. Basta quando chegar a hora da diligência aderir às greves já decretadas. Simples!
ResponderEliminarMESMO
ResponderEliminarPor mim, estou disposto a ficar no sofá sempre que possível, pode ser já a partir da próxima semana e até ao dia 20 de dezembro, todas as segundas, terças e quintas à tarde e todas as quartas e sextas-feiras todo o dia.
ResponderEliminarNão é preciso decretar mais nada nem esperar pelo prazo de mais nenhum pré-aviso.
Ir gritar para a Praça do Comércio é que não me seduz muito, dado que até a comunicação social nos tem cancelado.
Há voluntários para ficar no sofá?
PS - Às vezes, a partir do meu sofá, também escrevo umas missivas para aqui e para ali, PR, PM, MJ e até DGAJ.
O Marçal confiou e acreditou.
ResponderEliminarAgora só tem de dizer e assumir que foi enganado pelo ministério.
É nisso que está a falhar agora.
Esse gajo FF é um tipo assertivo....
ResponderEliminarFF
Depois, lá mais para o início de Dezembro, se quiserem ir experimentar ao Terreiro do Paço, sou capaz também de me associar...
ResponderEliminarTambém gostava de ter "papá rico", mas não tenho, pena...
ResponderEliminarO meu pai tem uma mísera reforma que corresponde a cerca dum terço do meu vencimento base, e já não tenho mamã, mas eles sempre me ensinaram que por pouco que se tenha vale sempre a pena fazer o sacrifício de ficar no sofá por aquilo em que acreditamos.
ResponderEliminarEstou preocupado com os piquetes de greve dos dias 9 e 11 promovidos pelo Soj.
ResponderEliminarMilhares de colegas a lançar petardos vai ser muito perigoso.
Tem que estar preocupado é com a debandada de sócios do SFJ.
ResponderEliminarA continuar assim, a onda pode tranformar-se num tsunami!....
Um assunto a inscrever na ordem de trabalhos da próxima assembleia geral.
ResponderEliminarQuantos sócios tinha o SFJ no início deste mandato e quantos tem atualmente?
Sugiro uma coisa, tudo a entregar os cartões dos sindicatos, eles têm de ser responsáveis pelos resultados que temos tido.
ResponderEliminarTem de saber que queremos voltar á luta e parar os tribunais de norte a sul , na ai parar uma tarde mas vários dias.
Eles têm de perceber a dimensão do nosso descontentamento .
É engraçado que é a custa do SFJ que a maior parte de nós vai ganhar uma boa quantia extra.
ResponderEliminarSe não entra-se a acção ninguém tinha direito a nada.
Mas disso lembram-se pouco.
Enfim...
Ui, já estou a sentir a terra a tremer com a parolada a correr toda ao mesmo tempo.
ResponderEliminarO senhor António Marçal em que Tribunal é que trabalha?
ResponderEliminarOs responsáveis são quem está na direcção geral.
ResponderEliminarNunca teremos nada enquanto a casta superior mantiver a "pata" sobre nós!!
No tribunal de trabalho.
ResponderEliminarHoje um colega colocou no grupo WhatsApp uma mensagem muito pertinente.
ResponderEliminarAs diferenças dos valores da pensão de reforma de oficiais de justiça e oficiais de registo.
Realmente é vergonhosa a diferença.
Temos que nos preocupar pois um dia nem para pagar um lar de jeito teremos condições.
Boa Noite,
ResponderEliminarDevemos, por imperativo de consciência e profissional, dissecar o porquê da diferença das reformas dos oficiais de justiça e dos oficiais de registo.
Um oficial de registo que exerça a profissão no profundo interior também não está satisfeito com a situação uma vez que a base retribuitiva que é usada para a formação dos valores da pensão a formar, tem uma componente muito forte e imortante na sua vertente emolumentar, pelo que, para os oficiais dos registos que exercem no interior seja muito dificil atingirem valores que os colegas que exercem no litoral, em zonas mais povoadas ou com atos, vg. construção, etc.., conseguem.
Situação que não se verifica com os Oficiais de Justiça.
Cumprimentos,
Boa Noite.
Então não tens despesas... ou não as pagas.LOL
ResponderEliminarColocaram-lhe à frente 13,5.º e ele aceitou logo!
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