Oficiais de Justiça do Ministério Público e o novo PGR

      O novo Procurador-Geral da República (PGR), Amadeu Guerra, aproveitou a tomada de posse, que decorreu ontem, sábado, para, entre outros aspetos, criticar a “falta de investimento dos sucessivos Governos” na Justiça e referir como a falta de Oficiais de Justiça “é preocupante na área do Ministério Público”.


      Amadeu Guerra pediu ao Governo que “dê prioridade à revisão do Estatuto dos Oficiais de Justiça” e que crie mecanismos que tornem a carreira “mais aliciante”.


      Ou seja, o novo PGR apontou, logo a começar, três vetores fulcrais: (1) a falta de Oficiais de Justiça, (2) a revisão do Estatuto e (3) tornar a carreira mais aliciante.


      Em suma, são esses os mesmos três vetores com que se debatem há tantos anos os Oficiais de Justiça, mas que só agora começam a ser vistos e sentidos a vários níveis e nas camadas mais altas dos decisores ou influenciadores políticos e governativos do país.


      Todas as reivindicações dos Oficiais de Justiça têm como fito alcançar uma carreira “mais aliciante”, como referiu o Procurador-Geral da República ontem empossado. Cada vez que se reclama da falta de progressões, promoções ou mesmo da problemática da integração do suplemento ou do seu pagamento em 11, 12 ou 14 vezes ao ano, o que os Oficiais de Justiça estão a reivindicar é precisamente o que Amadeu Guerra defende: tornar a carreira “mais aliciante”.


      No vídeo abaixo, pode assistir ao breve momento em que o novo PGR se refere aos Oficiais de Justiça no seu discurso de tomada de posse.



      Ainda assim, apesar dos problemas que identificou, Amadeu Guerra diz que quer “trabalhar em equipa” para “apresentar resultados” e colocar “a imagem do Ministério Público no patamar que merece”. Mas essa melhor imagem que o PGR ambiciona para o Ministério Público só será alcançada, inexoravelmente, caso haja uma real melhoria da carreira dos Oficiais de Justiça.


      Há Departamentos de Investigação e Ação Penal (DIAP) onde os atrasos se contam aos milhares de processos e não há forma de ultrapassar tais atrasos senão com a incorporação de Oficiais de Justiça nos serviços do Ministério Público.


      Ainda ontem aqui deixamos o exemplo dado pelo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), Paulo Lona, referindo que no DIAP do Porto estavam 17 mil processos por registar e que tal sucedia por falta de Oficiais de Justiça.


      Toda a gente sabe que há falta de Oficiais de Justiça nos tribunais, mas a carência de Oficiais de Justiça concretamente nos serviços do Ministério Público raramente é comentada, talvez pela confusão com os tribunais, pensando que é tudo a mesma coisa, quando não é.


      É verdade que há secções judiciais com graves carências, mas, ainda assim, têm sempre algum Oficial de Justiça presente. Já nas secções do Ministério Público, há muitas, tantas pelo país fora, que são compostas por apenas um Oficial de Justiça e, quando este falta, seja por férias ou porque adoece, não há ninguém que o substitua, a não ser os meros desenrasques a que os Oficiais de Justiça das secções judiciais vão acudindo, sem perceber nada do assunto, desconhecendo as inúmeras orientações internas hierárquicas, não tendo sequer acesso ao Sistema de Informação do Ministério Público (SIMP), enfim, acudindo a fogos sem serem bombeiros e sem conseguirem apagar os fogos.


      Os vários serviços do Ministério Público, seja nos Departamentos de Investigação e Ação Penal, seja nas procuradorias especializadas do trabalho, do comércio, da família e menores, e, especialmente, na competência genérica, carecem de um significativo reforço de Oficiais de Justiça. Atrevemo-nos mesmo a considerar que tal reforço deveria ter mais prioridade do que o reforço das secções judiciais, tanto mais que, sem tal reforço, as secções judiciais continuarão a ser prejudicadas, porque estão a ser fonte de saída de Oficiais de Justiça para incorporar ou ajudar nos desfalcados serviços do Ministério Público.


      Ao longo dos anos, os diferentes procuradores-gerais da República nunca se preocuparam com o estado da carreira dos Oficiais de Justiça. O novo PGR começa logo na sua tomada de posse por manifestar essa preocupação que esteve ausente dos antecessores. Bem sabemos que o PGR não tem capacidade decisória sobre os Oficiais de Justiça, mas tem capacidade influenciadora, o que, só por si, já é algo que, embora nada resolvendo, ajuda a prosseguir o caminho da resolução.


      Os Oficiais de Justiça, especialmente aqueles que todos os dias estão afogados no serviço do Ministério Público, perante tais declarações iniciais, que são tão poucochinho, ainda assim, quase que têm mais esperança no PGR do que nos sindicatos que os representam, tal é ponto de desespero em que vivem.


PGR-AmadeuGuerra3.jpg


      Amadeu Guerra, de 69 anos, nascido em Tábua (Coimbra) e licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, desempenhou diversas funções como magistrado do Ministério Público, mas tornou-se mais conhecido quando, entre 2013 e 2019, se tornou diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), o departamento que investiga a grande corrupção e a criminalidade económico-financeira mais grave e complexa e, portanto, também mais mediática.


      Fonte: “Notícias ao Minuto”.

Comentários

  1. Os avisos sucessivos de toda a parte e os recados diretos, com palavras que calcam repetidamente na urgência, não faltam.

    Esse do novo PGR terá sido mais um de vários apelos.

    O problema dos O.J. encontra-se no ansiado desbloqueio...na passagem das palavras à acção.

    Uma situação que dura há anos, onde a falta de atractividade da profissão e a consequente profunda insatisfação da classe, têm resultado naquilo que todos conhecemos.

    E isto fez-me recordar agora algo...

    Numa das Secções onde já trabalhei, há uns quantos anos atrás, ouvi pela primeira vez aquilo que não mais esqueci e que foi dirigido ao filho de uma colega:

    "Não queiras vir para isto.
    Estuda para não vires parar aos Tribunais".

    Passaram-se anos.
    Muitos anos.

    Porém, o sentimento da altura, por incrível que possa parecer, já nem precisa de ser aconselhado nos dias de hoje.

    São já os próprios jovens que sabem reconhecer que, no estado em que isto está e face às condições que lhes querem dar para aqui entrar, os Tribunais não interessam minimamente!


    Grandes responsabilidades, carregado de deveres e stress constante...e a pagar o mesmo que no IKEA?

    O normal será a maioria dizer:

    "Não obrigado!"

    E se não o fazem antes, por certo fazem-no pouco depois de entrar e perceber o que isto é!

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  2. Mas será que este blog, a PGR, a Ministra, os Sindicatos, não entendem que existe interesse em.manter os serviços do Ministério Público afundados?

    E perguntam vocês porquê?

    É simples menos trabalho para o judicial.

    Menos trabalho para o JIC.

    Menos trabalho para os procuradores.

    A máquina do criminal fica emperrada ...


    O processo crime tem início no MP...

    Ou seja o bebê nasce no MP e se existir acusação chega á secção judicial criminal..

    E está hem??

    Agora venham com a história do digital e IA e digam como vão resolver isto....

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  3. A mudança da idade de aposentação dos oficiais de justiça foi uma lufada de ar e de dinheiro poupado em novas entradas de funcionários. Os diversos governos deitaram-se à sombra da bananeira de terem abundância de oficiais de justiça por mais 10 anos sem se preocuparem com a renovação dos quadros.
    Agora vai-lhes cair o problema em cima. Ninguem dura pra sempre e a força de trabalho nos tribunais chegou ao limite das forcas e idade. As aposentações vão acelerar e se dantes não havia problemas em lançar um concurso em que apareciam carradas de candidatos agora os tempos mudaram e as vagas ficam às moscas por falta de interessados.
    Os politicos ainda não compreenderam isso e os juizes só agora comecam a ver o problema.
    Acredito que durante o proximo ano alguma coisa vai ser feita nesta carreira, mas tudo depende do nivel de gravidade em que os tribunais irão funcionar e de como vai ser visto aos olhos da sociedade em geral.
    Já sabemos que os governos só reajem rapido depois de haver algum tipo de alarme publico. Detestam má publicidade.

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  4. Rei dos Oficiais de Justiça13/10/24 09:54

    Aqui está o Top 10 países na Europa onde os oficiais de justiça (ou equivalentes) ganham mais, considerando tanto funcionários públicos quanto aqueles que atuam em regime liberal:

    1. Suíça
    Rendimento mensal: 8.000 a 12.000 euros (ou mais).
    Oficiais de justiça na Suíça recebem remunerações elevadas devido ao alto custo de vida e ao sistema salarial do país.
    2. Luxemburgo
    Rendimento mensal: 8.000 a 10.000 euros.
    Graças à economia forte e ao sistema liberal de honorários, os oficiais de justiça luxemburgueses têm alguns dos rendimentos mais altos da Europa.
    3. França
    Rendimento mensal: 4.000 a 8.000 euros (podendo ser maior em grandes cidades).
    Oficiais de justiça franceses, que trabalham de forma liberal, cobram honorários pelos serviços e podem alcançar altos rendimentos.
    4. Bélgica
    Rendimento mensal: 6.000 a 10.000 euros.
    Na Bélgica, os "Huissiers de Justice" também exercem a função como profissão liberal, o que lhes permite obter rendimentos elevados, dependendo do volume de casos.
    5. Alemanha
    Rendimento mensal: 2.500 a 4.500 euros (com possibilidade de aumento com experiência).
    Embora sejam funcionários públicos, os "Gerichtsvollzieher" alemães têm salários estáveis e competitivos, com progressão salarial ao longo da carreira.
    6. Noruega
    Rendimento mensal: 5.000 a 7.000 euros.
    Na Noruega, os salários dos oficiais de justiça são elevados, acompanhando o alto padrão de vida do país e os custos associados.
    7. Dinamarca
    Rendimento mensal: 4.000 a 6.500 euros.
    Na Dinamarca, os oficiais de justiça têm um bom nível de remuneração, compatível com o alto custo de vida do país.
    8. Áustria
    Rendimento mensal: 4.000 a 5.500 euros.
    Na Áustria, os oficiais de justiça são bem remunerados, principalmente devido ao sistema público eficiente e às boas condições de trabalho.
    9. Suécia
    Rendimento mensal: 3.500 a 5.500 euros.
    Embora os salários sejam relativamente mais baixos do que em outros países nórdicos, os oficiais de justiça na Suécia ainda têm rendimentos consideráveis e boas condições de trabalho.
    10. Países Baixos (Holanda)
    Rendimento mensal: 3.500 a 6.000 euros.
    Nos Países Baixos, os oficiais de justiça ("deurwaarders") trabalham tanto em regime público quanto liberal, o que lhes permite ter bons rendimentos, especialmente nas grandes cidades.
    Comparação com países do Leste Europeu:
    Nos países do Leste Europeu, como Bulgária, Romênia, Hungria e Polônia, os oficiais de justiça geralmente recebem salários mais modestos, entre 500 a 1.500 euros mensais, especialmente no setor público.

    Os países com os salários mais altos para oficiais de justiça são predominantemente da Europa Ocidental e Nórdica, onde o custo de vida é mais elevado e, em muitos casos, a função é exercida de forma liberal, permitindo rendimentos mais elevados.

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  5. Eu por mim falo e digo-o com o maior respeito.

    Não me interessa nadinha que o colega de profissão em Espanha ou em França ganhe mensalmente + €600 / €800 / €1.000...

    O que me custa, falando aqui em concreto na parte dos vencimentos e que foi referida, é a estagnação em que estamos aqui neste pequeno retângulo à beira mar plantado (e ilhas, pois claro).

    E isto custa!

    Custa termos ficado a 'ver navios' quando outras carreiras foram bem valorizadas e já estão a receber o proveito disso desde Julho.
    No caso dos militares, nem sequer foi preciso mexer uma palha para a valorização aparecer.

    Desconhecendo números concretos, mas não ficando muito longe da realidade, acredito que +90 % de nós ganhámos o mínimo dos mínimos com este acordo, que resultou em míseros 3,5% adicionais no suplemento.

    Ou seja, a esmagadora maioria da classe dos O.J. perdeu a possibilidade (e continua a perder mensalmente) de ter algum desafogo orçamental.

    Perpetua-se assim o desânimo e o desalento (será que existe essa vontade no Ministério da Justiça??) de homens e mulheres que não se conseguem livrar de créditos, de escolhas de vida super limitadoras e opções que, volta e meia, redundam sempre na opção mais low cost que se pode encontrar.

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  6. O novo PGR tem quase 70 anos.

    Poderia andar em viagens turísticas permanentes pelo resto do mundo e assim ser muito feliz, mas não o faz.

    Proferiu um discurso simples mas conciso.



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  7. Pensava eu que a Srª Ministra tinha idealizado o perfil do novo PGR como sendo alguém sensível à mudança dos paradigmas da sociedade que ocorreram, em curso e que vão continuar a ocorrer, e que seria um comunicador com a sociedade...

    Pois bem...foi buscar um reformado da velha guarda !!

    Só para rir, mesmo!!

    Ainda querem mais provas de que ninguém quer mudar nada e que este ministério de entrincheirou contra a sociedade em mudança e não pretende acompanhá-la??

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  8. Estou na carreira do MP há mais de 25 anos.
    Estive muitos anos numa dessas secções do MP no interior onde se fazia um pouco de tudo.
    Crime, Família, Trabalho, etc, etc.
    O quadro era de 3 OJ.
    Um adjunto e dois auxiliares.
    Sim, porque ao contrário do Judicial, e bem, no MP entendem que não é preciso cargos de chefias (principais) .
    Estive mais ou menos 20 anos sozinho.
    Como auxiliar, porque o lugar de adjunto ou era preenchido por colega mais antigo que logo que era possível se pirava ou simplesmente a vaga não ía a concurso.
    É claro que ninguém queria saber, o serviço tinha que aparecer feito.
    Quando ia ao WC, fechava a porta, quando ficava doente, fechava a porta.
    Nas férias, nem posso contar aqui como resolviam.
    Um dia caí para o lado.
    Meses e meses de baixa.
    E não é que resolveram logo o problema.
    Desde essa altura que estão em permanência sempre três OJ.
    É claro que recebi muitas palmadinhas nas costas, muitas palavras de incentivo, muitos "louvores".
    Em retrospectiva, se fosse hoje, tinha mandado todos à merda e ao fim de um mês já estava em casa.
    Está carreira, está profissão não merece nada.
    Mas aprendi, hoje em dia, faço apenas o indispensável para não me chatearem.
    Cumpro os mínimos.

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  9. Triste verdade.

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  10. O dito acordo de papo secos, feito à pressa.

    Miséria.

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  11. Trabalho no MP no interior profundo.

    Também sou apenas eu.

    Muito trabalho, imenso mesmo, embora os números das estatísticas pareçam muito bons, há de facto muito trabalho e merecia mais um lugar de oficial de justiça.

    Crime, família, menores, cível.

    Faço tudo.

    Actualmente trabalha-lhe bem numa secção local cível ou local crime em que conseguem ter as coisas em dia, trabalhando apenas o suficiente durante o horário de trabalho.

    Mais um ano de sacrifício e vou -me embora. Está quase.

    Boa sorte a quem venha substituir me.

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  12. E vão dois!
    Fazer minimo dos minimos, é o sentimento a que me levaram com o destrato de anos e anos.
    Arrependo-me de ter vindo para esta carreira.

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  13. É das coisas que mais tenho ouvido nos últimos tempos, entre colegas.

    'Que raio me fez vir para esta carreira?'

    'Se eu soubesse o que sei hoje, nem queria ouvir falar disto para nada!'

    E muita vezes, algo do género:

    'Se eu tivesse 20-25 anos novamente, garanto que fugia disto!'


    Caros colegas, eu sinceramente duvido muito que haja uma única carreira da Administradora Pública onde, percentualmente, haja tantos....tantos funcionários cuja satisfação no trabalho atinja este nível.

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  14. Concordo com o PGR. Não vai a tempo de recuperar o imenso serviço do MP que sufoca os oj. Na comarca de Santarém já estão a propor trabalho suplementar em dia de sábado pago como dia de turno sem pagarem as deslocações. Justificam com os milhares de arquivados para cumprir , VC e remessa ao arquivo. Estou certo que poucos ou nenhuns voluntários para esse serviço. Advinha-se um estatuto de miseria com corte dos 10%. Quando se souber vem as Greves em força. Estamos condenados.

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  15. Pago como um sábado de turno?!

    Até isso nos foi tirado.

    Poucos se lembrarão como compensava fazer um sábado de turno. E se passasse das 12:30 (na altura era 12:30), compensava ainda mais.

    Mas até isso nos foi tirado passando a recebermos uma miséria!!

    Essa alteração creio que ocorreu em 2012 na altura do passos Coelho.

    Portanto, trabalhar a um sábado a troco de uma sandes e uma mini?!

    Trabalhem eles, PQP!

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  16. A minha esposa, que é vossa colega, foi a noite passada para o Sobral Cid.
    Não dizia coisa com nexo, teve que ficar internada.
    Só repetia: "Inflação/Diretora-Geral/Paulo Macedo/Parceria"; os médicos não percebiam nada do que é que ela queria dizer, mas eu descobri que ela tinha estado a remexer nuns papéis quando aquilo lhe aconteceu e digo-vos que a culpa é do SFJ.
    Porque ela é associada desse sindicato desde que foi provisória e ainda não tinha sido notificada dos valores em dívida por força da não contabilização desse período para a progressão de escalão.
    A nossa vida tem sido terrível desde a pandemia, praticamente que nos dobraram os valores das prestações e tivemos que recorrer a novos créditos.
    Se ela recebesse esses 30.000€ já daria para amortizar alguma coisa.
    Só que, inexplicavelmente, sendo associada do Autor da Ação vão para vinte e tal anos, começou a ver toda a gente a ser notificada e ela não, tanto que se passou.
    Agora eu é que vou ficar com o menino nos braços!

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  17. Lamento muito essa situação, mas não me admira isto é uma profissão ultraviolenta, onde os funcionários estão desprotegidos pelo estatuto.

    Agora também não entendo porque a colega não meteu baixa...

    Não existe heróis nesta profissão quanto mais fazem mais cobram..

    Também não entendo como sobra para si a colega se ficar de baixa continua a receber...

    Mas é muito grave .. conheço colegas que já tiveram avcs

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  18. Lamento muito essa situação, mas não me admira isto é uma profissão ultraviolenta, onde os funcionários estão desprotegidos pelo estatuto.

    Agora também não entendo porque a colega não meteu baixa...

    Não existe heróis nesta profissão quanto mais fazem mais cobram..

    Também não entendo como sobra para si a colega se ficar de baixa continua a receber...

    Mas é muito grave .. conheço colegas que já tiveram avcs

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  19. Rei dos mercedes13/10/24 14:06

    Ficamos todos contentes, entusiasmado, quando uma alta figura do Estado utiliza as palavras Oficial de Justiça...Quer seja o Digno. PGR recentemente empossado ou qualquer outra pessoa ou figura pública que ulilize a comunicação social para fazer um discurso eloquente bem pensado e estruturado... Mas caros, não passa disso mesmo!! Apenas um discurso para a
    comunicação social a ser transmitido em horário nobre... Não se vai traduzir em absolutamente NADA...ZERO...é apenas um discurso...vai continuar tudo RIGOROSAMENTE IGUAL... Não fiquem demasiado entusiasmados quando ouvirem na comunicação social a expressão OJ.... Não passa disso mesmo, uma expressão!!! Lamentavelmente...

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  20. Faltam criaditos na justiça, ou sejam faltam Oficiais de Justiça na justiça!

    Os magistrados têm penas dos O. J., ou sejam os magistrados têm penas deles, que não têm criaditos para os servir!

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  21. Concordo.

    Penso exactamente o mesmo.

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  22. Após consulta no copilot quando o novo estatuto estará pronto?

    Está foi a resposta...

    Atualmente, não há uma data específica anunciada para a conclusão do novo estatuto dos oficiais de justiça pela ministra Rita Júdice[43dcd9a7-70db-4a1f-b0ae-981daa162054](https://www.dnoticias.pt/2024/10/4/422290-funcionarios-judiciais-avisam-ministerio-da-justica-sobre-atraso-na-revisao-do-estatuto/?citationMarker=43dcd9a7-70db-4a1f-b0ae-981daa162054 "1"). O processo de revisão ainda está em andamento, e o Ministério da Justiça está trabalhando para garantir que todas as mudanças sejam cuidadosamente consideradas e implementadas[43dcd9a7-70db-4a1f-b0ae-981daa162054](https://www.dnoticias.pt/2024/10/4/422290-funcionarios-judiciais-avisam-ministerio-da-justica-sobre-atraso-na-revisao-do-estatuto/?citationMarker=43dcd9a7-70db-4a1f-b0ae-981daa162054 "1").


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  23. Até a inteligência artificial não consegue vislumbrar quando a porcaria do estatuto estará pronto..

    Isto é preocupante..

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  24. Concordo e vou mais além.,
    O PGR de uma forma inteligente já se está a salvaguardar caso algo corra mal...

    Uma vez que a anterior PGR apenas justificou a falta de oficiais de justiça como um problema no último discurso que fez..

    Ou seja assim o governo já está avisado..

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  25. Super Zorro13/10/24 15:27

    Está na altura de todos pedirmos responsabilidades ao Marçal e eleições ao Vítor.
    Afinal de contas o estatuto não vai sair até ao verão e, sendo assim, não há razão para não haver já eleições no SFJ.
    Com outros mentores e outras mentalidades, podermos conseguir o que estes não quiseram. Disse bem, não quiseram
    Eu voto nosso.

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  26. Após mais uma pesquisa no copilot, perguntei qual a proposta do SFJ para valorização salarial??

    Está foi a resposta...

    O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) propôs um aumento adicional de **5% na remuneração base** para os oficiais de justiça, além do aumento previamente mencionado no Suplemento de Recuperação Processual (SRP)[43dcd9a7-70db-4a1f-b0ae-981daa162054](https://sfj.pt/destaques/informacao-sindical-05-de-junho-de-2024/?citationMarker=43dcd9a7-70db-4a1f-b0ae-981daa162054 "1"). Esse novo aumento seria implementado em 2025, como parte de um acordo de valorização salarial mais amplo.

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  27. Lamento a situação e espero que acabe tudo tudo bem.
    Mas referir que a culpa de não ter sido notificada é o sindicato, não faz qualquer sentido.
    Eu tb não fui, mas nem sequer me e passa pela cabeça ir bater à porta do Sfj por esse motivo, há que ter o mínimo de discernimento.

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  28. O problema é que o governo e a diretora-geral nos mantém reféns da banca de tal maneira que a diferença de 300 euros que a minha esposa vai receber na baixa nos vai colocar mesmo no limite, ainda para mais a bebé é pequenina e adotada e ela não está em condições de cuidar da mesma, por isso ou vou deixar o meu emprego para ficar a cuidar da criança ou teremos que contratar alguém para o fazer.
    Não percebemos o critério da DGAJ para não pagar a uma funcionária com tantos anos de serviço quando já pagou a tantos outros de menor antiguidade e que ainda para mais tem um nome que começa por uma letra do primeiro quarto do alfabeto...

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  29. Então as cotas que ela pagou durante mais de duas décadas servem para quê, já que nunca usufruiu de nenhum dos serviços disponibilizados do mesmo.
    Não é para fazerem alguma coisa por ela quando precisa, nomeadamente pedir esclarecimentos sobre as razões de deixarem para trás os seus associados mais antigos?

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  30. E alguém sabe por que é não se fez na sexta-feira o interrogatório da homicida da Lourinhã?
    É que ouvi há pouco na televisão que passou de sexta para sábado mas não adiantaram as razões.
    Não me digam que foi por greve dos nossos caldenses colegas...

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  31. Essa é boa e, sobretudo, novidade!!!
    Assim já começo a acreditar mais nas capacidades da IA!

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  32. Sou do MP desde que ingressei. Não me vejo a trabalhar no judicial, mas por vezes penso nessa possibilidade.
    Têm sempre o serviço em dia. Respondem-me sempre no dia, no dia seguinte ou passados 2 dias se carecer de despacho do juiz.
    Pergunto-me muitas vezes por que razão somos tratados de forma tão diferente.

    ResponderEliminar
  33. Se a baixa for psiquiatrica o desconto não é dessa ordem uma vez que o suplemento de recuperação processual já é atribuído a quem está de baixa nos termos da nova lei..

    Poderá existir um desconto no primeiro mês nessa ordem duvido...mas nos meses seguintes o corte é muito menor

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  34. Quem mais trabalha é descriminado e gozado nos tribunais infelizmente é essa a realidade....obvio que o judicial criminal tem muito menos trabalho conta pelo o número de dedos as acusações que seguem para lá...

    O resto fica tudo no MP..

    Por isso não admira que está tudo em dia..

    O MP deveria receber mais..

    ResponderEliminar
  35. Com esse discurso incoerente tu é que devias ter ido ao Sobral Cid.
    Ninguém percebe o que pretendes

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  36. Envie um email ao sindicato a expor a situação e para os mesmos interpelarem a DGAJ..

    ResponderEliminar
  37. Interior profundo??

    O quê fica debaixo do mar??

    Que exagero interior profundo...

    ResponderEliminar
  38. Este "forum" parece um grupo de carpideiras, subsidiado pela opus dei.
    "Estamos condenados... minha vida é um sacrifício...
    somos uns miseráveis e uns coitados.... estou arrependido..."
    Fod....., mexam-se, organizem-se, lutem, saiam da merda do sofá e parem com as mariquices.
    As vitórias não se compram pagando quotas do sindicato e esperar por milagres.
    Já não há paciência para tanto fado do coitadinho!

    ResponderEliminar
  39. Os vossos procuradores não mandam anualmente largas centenas de execuções para os criminais?

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  40. Outra proposta enviada pelo SFJ á ministra que a IA descobriu foi.


    O modelo pluricategorial proposto pelo SFJ consiste em uma estrutura de carreira que inclui várias categorias, cada uma correspondendo a um nível específico de responsabilidade e competência. Isso significa que, dentro de uma carreira, há diferentes categorias que refletem a progressão profissional e a complexidade das funções desempenhadas. As categorias superiores integram as funções das categorias inferiores, permitindo uma progressão clara e estruturada na carreira.

    Ou seja grau 2 e grau 3

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  41. Está na hora do fado da badalhoca!
    tiri tiri tiri tiri ti ti

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  42. "fado da badalhoca"

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  43. Sim, interior profundo.
    Nunca ouviu falar?!

    Pergunte ao chat GPT.

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  44. É simples, não é obrigatório não aceitem.
    Se forem claro que pagam menos.
    É fazer apenas o que nos compete das 9 as 17, não aparecer para trabalho suplementar .
    Rebenta naturalmente.
    Vejo aqui muita gente a queixar-se mas sinceramente façam como eu trabalham das 9 às 17 faço as pausas a que tenho direito.
    Quando saio não penso mais no trabalho até ao dia seguinte.
    Se está atrasado, que culpa temos as não há recursos suficientes?
    Nem sequer nos pagam em condições para nós chateamos.
    Abram a pestana

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  45. O judicial tem o serviço em. Dia
    É cada uma que se houve, sou do judicial já trabalhei em mais que um tribunal e nenhuma secção estava em dia

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  46. Maldita IA que está a desvendar todos os mistérios!!

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  47. O que tens feito?

    Estás bem de vida? És secretario ou administrador? Ou estás numa comissão se servicinho?



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  48. Aqui está o Top 10 países na Europa onde os oficiais de justiça (ou equivalentes) ganham mais, considerando tanto funcionários públicos quanto aqueles que atuam em regime liberal:

    1. Suíça
    Rendimento mensal: 8.000 a 12.000 euros (ou mais).
    Oficiais de justiça na Suíça recebem remunerações elevadas devido ao alto custo de vida e ao sistema salarial do país.
    2. Luxemburgo
    Rendimento mensal: 8.000 a 10.000 euros.
    Graças à economia forte e ao sistema liberal de honorários, os oficiais de justiça luxemburgueses têm alguns dos rendimentos mais altos da Europa.
    3. França
    Rendimento mensal: 4.000 a 8.000 euros (podendo ser maior em grandes cidades).
    Oficiais de justiça franceses, que trabalham de forma liberal, cobram honorários pelos serviços e podem alcançar altos rendimentos.
    4. Bélgica
    Rendimento mensal: 6.000 a 10.000 euros.
    Na Bélgica, os "Huissiers de Justice" também exercem a função como profissão liberal, o que lhes permite obter rendimentos elevados, dependendo do volume de casos.
    5. Alemanha
    Rendimento mensal: 2.500 a 4.500 euros (com possibilidade de aumento com experiência).
    Embora sejam funcionários públicos, os "Gerichtsvollzieher" alemães têm salários estáveis e competitivos, com progressão salarial ao longo da carreira.
    6. Noruega
    Rendimento mensal: 5.000 a 7.000 euros.
    Na Noruega, os salários dos oficiais de justiça são elevados, acompanhando o alto padrão de vida do país e os custos associados.
    7. Dinamarca
    Rendimento mensal: 4.000 a 6.500 euros.
    Na Dinamarca, os oficiais de justiça têm um bom nível de remuneração, compatível com o alto custo de vida do país.
    8. Áustria
    Rendimento mensal: 4.000 a 5.500 euros.
    Na Áustria, os oficiais de justiça são bem remunerados, principalmente devido ao sistema público eficiente e às boas condições de trabalho.
    9. Suécia
    Rendimento mensal: 3.500 a 5.500 euros.
    Embora os salários sejam relativamente mais baixos do que em outros países nórdicos, os oficiais de justiça na Suécia ainda têm rendimentos consideráveis e boas condições de trabalho.
    10. Países Baixos (Holanda)
    Rendimento mensal: 3.500 a 6.000 euros.
    Nos Países Baixos, os oficiais de justiça ("deurwaarders") trabalham tanto em regime público quanto liberal, o que lhes permite ter bons rendimentos, especialmente nas grandes cidades.
    Comparação com países do Leste Europeu:
    Nos países do Leste Europeu, como Bulgária, Romênia, Hungria e Polônia, os oficiais de justiça geralmente recebem salários mais modestos, entre 500 a 1.500 euros mensais, especialmente no setor público.

    Os países com os salários mais altos para oficiais de justiça são predominantemente da Europa Ocidental e Nórdica, onde o custo de vida é mais elevado e, em muitos casos, a função é exercida de forma liberal, permitindo rendimentos mais elevados.

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