E qual é o estado da recuperação do tempo congelado dos Oficiais de Justiça?

      Dos 9 anos, 4 meses e 2 dias de tempo em que a progressão nos escalões esteve congelada, a partir de 2019, alguns – e só alguns Oficiais de Justiça – recuperaram 2 anos, 1 mês e 6 dias.


      Portanto, é só fazer as contas: falta recuperar 7 anos, 2 meses e 26 dias.


      Isto é muito tempo, sete anos e pico corresponde a mais de dois escalões.


      Obviamente que caso a progressão nos escalões dos Oficiais de Justiça não tivesse ocorrido, desde há muitos anos que todos estariam dois a três escalões mais à frente, o que corresponderia a um vencimento um pouco mais composto.


      Tendo os Oficiais de Justiça contribuído com esse corte no vencimento durante tantos anos, contribuindo no esforço de recuperação financeira do país, e vendo que agora esse esforço pode ser compensado e está mesmo a ser compensado para uma outra carreira, também ela especial, em que a progressão se faz de forma idêntica; a carreira dos professores, é lícito perguntar por que razão a recuperação não está a ocorrer para todos os que estão nas mesmas circunstâncias e ainda perguntar por que razão os sindicatos não estão todos na rua as 24 horas do dia.


      Vamos ver o que está a acontecer com os professores para podermos comparar.


      Neste mês de novembro, o vencimento de cerca de 8000 professores – mais do que o número total de Oficiais de Justiça – vão receber o acerto salarial pela recuperação do tempo de serviço congelado, acerto esse que já permitiu a 20.897 docentes progredirem na carreira.


      Segundo dados do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, a que a Lusa teve acesso, 8007 professores terão aumentos salariais no vencimento de novembro, com efeitos retroativos a setembro.


      Estes docentes somam-se aos 5924 que viram os seus processos concluídos logo em setembro e aos 6966 que progrediram em outubro.


      Assim, são já 20.897 os professores que beneficiaram dos efeitos da recuperação do tempo de serviço congelado durante o período de intervenção da 'troika', uma medida aprovada em julho deste ano, depois de negociada com os sindicatos.


      O diploma prevê a recuperação do tempo em falta dos professores, que no seu caso é de seis anos, seis meses e 23 dias, a uma média anual de 25% entre 2024 e 2027.


      De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Educação, há ainda 7418 processos lançados pelos estabelecimentos de ensino a aguardar validação por parte dos professores e outros 1557 processos que, após essa validação, estão agora a aguardar confirmação da escola.


      Quando concluídos os processos, os docentes receberão o acerto salarial no mês seguinte, com a garantia do pagamento de retroativos com efeitos ao mês de setembro.


      Recordemos que os períodos de congelamento das carreiras, em que não houve progressão nos escalões, ocorreram desde 01-09-2005 a 31-12-2007 e depois desde 01-01-2011 a 31-12-2017 e, no caso dos Oficiais de Justiça houve ainda um outro congelamento suplementar do qual já nem os Oficiais de Justiça se recordam: o valor do suplemento também foi congelado e foi congelado por uma dúzia de anos, bem mais do que os períodos de tempo de congelamento para toda a função pública.  Os Oficiais de Justiça tiveram este congelamento a mais e por 12 anos.


      O congelamento do valor do suplemento de 10% aconteceu em 2006, tendo o seu valor deixado de ser atualizado a 10% do vencimento, ficando ancorado ao valor de 2005, assim tendo ficado muitos anos, até que em 2018 voltou a ser novamente equivalente a 10% do vencimento.


      Já quase ninguém se recorda de mais este congelamento, certamente por ser de menor valor, mas é um corte de rendimentos ocorrido entre 2006 e 2018, portanto durante muitos anos e ainda que seja de pouco valor, é muito valioso por ser de tão longo período de tempo e, acima de tudo, é justo que seja compensado.


      Descongelou em agosto de 2018, pagando-se retroativos a janeiro desse mesmo ano, portanto, foram, nada mais, nada menos, do que uma longa dúzia de anos de este congelamento esquecido, que apenas foi tendo as pequenas atualizações equivalentes à inflação, conforme os vencimentos foram sendo nesse sentido atualizados.


      O valor da diferença não foi muito significativo, mas foi durante muito tempo. Para se ter uma ideia, em 2017, o último ano do congelamento, o valor do suplemento não correspondia a 10% do vencimento, mas a 9,7%. Quase nada, é verdade, mas em doze anos, representa algumas centenas de euros.


      Até este pequeno valor foi atacado aos Oficiais de Justiça e nunca houve nenhuma preocupação, ação ou reação das estruturas sindicais a este corte de rendimento e não é por falta de conhecimento, pois desde há muitos anos que aqui alertamos para mais esta falta.


      O congelamento do valor do suplemento não tem consequências na progressão nos escalões, pelo que não tem de ser recuperado nesta sede, mas apenas pago. São algumas centenas de euros ainda em dívida e cujo pagamento deve ocorrer de uma só vez.


      Mas de quanto é que estamos a falar, qual é o valor que foi retido ao longo daqueles 12 anos?  Obviamente que o valor é diferente para cada um, dependendo da categoria e da posição na carreira em termos de escalões, mas, vamos pegar num exemplo de um caso que corresponde à situação de muitos Oficiais de Justiça à época.


      Um Escrivão Auxiliar que estivesse em 2006 no terceiro escalão, deixou de receber, pelo congelamento do suplemento, a quantia de cerca de 450,00 euros. Portanto, é este o tipo de dívida que o Estado também mantém para com os Oficiais de Justiça, porque também isto – até isto – lhes foi congelado e suprimido do seu vencimento, aos bocadinhos mensais, ao longo de doze anos.


QuadroVerdeComMaoComGiz=(9A4M2D-2A1M6D=7A2M26D)+12


      Fonte: "Lusa/Expresso".

Comentários

  1. Tudo porque não tivemos e não temos representantes á altura.
    Já quando da alteração do tempo para a reforma, sucedeu o mesmo
    Quando da entrada em vigor do subsídio de disponibilidade permanente, sucedeu o mesmo
    Ou seja, em vez de representantes, temos tido compadres da tutela
    Gente ruim que muito nos tem prejudicado por Inercia, preguiça, e não quererem chatear a tutela, agindo como inimigos da classe que representam .
    Disse

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  2. Mais um excelente artigo, mais uma chamada de atenção, mais um 'abre olhos' para o continuo saque que tem sido feito aos O.J.

    Na linha do que bem explica aqui o Blog e em jeito de achega para tudo isto que vivemos e em oposição a outras carreiras, vou recordar também um episódio 'na casa da Justiça'.

    Em 2023, aquando de mais uma atualização do subsidio de renda/compensação auferido pelos Srs. Magistrados, foi determinado o seguinte e cito:

    "(....)Assim determino que os serviços do CSM procedam à atualização do subsídio de compensação a pagar aos magistrados judiciais que sejam remunerados pelo CSM, desde 1 de janeiro de 2022, nos termos do artigo 23.º n.º 4 dos E.M.J e que procedam ao pagamento dos valores dessas atualizações que entretanto se venceram e não foram pagos”.(....)"


    Resumindo, retroactivos pagos bem lá de trás, numa continua atualização do valor do subsídio, pago 14x/ano e isento de IRS!!



    Eles não estão mal, entenda-se!!

    Quem está repetidamente mal e quem leva constantemente com cortes, congelamentos que parecem ter ficado enterrados no passado e aumentos ridículos no vencimento, somos nós!!

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  3. Vamos todos refletir:

    O governo tirou-nos os movimentos extraordinários ninguém reclamou.

    O governo atribui as execuções aos solicitadores, finanças, segurança social .. ninguém reclamou.

    O governo atribui os despejos, divórcio mutuo consentimento, aos notários ninguém reclamou.

    O governo retirou o direito a reforma diferenciada ninguém reclamou.

    Apartir do momento que a van dumen queria integrar o suplemento, e decidiu dar aumentos ...uma oposição brutal até aos dias de hoje..

    Agora está questão dos congelamentos ninguém reclamou..

    Onde está a ação nos tribunais para obrigar o estado a pagar???

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  4. Os privilégios vão para os mesmos de sempre.
    Juizes com direito a consultas, massagens e ioga gratis. Coitados devem andar com altos niveis de stress, bem precisam de ficar aos cuidados das/dos massagistas.
    Por outro lado os oficiais de justiça são agraciados com tratamento de choque e de chicote. Controlados ao minuto pelo infame chronus e trabalho escravo mal pago.
    Isto é mesmo de fugir.
    Quem no seu juizo perfeito e normal quererá vir trabalhar para um ambiente destes.

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  5. Está falta de posição do sindicato é fruto complexo de inferioridade...

    Apesar do importante papel que desempenhamos, os magistrados e a tutela não nos querem ver como tal...

    Assim vivemos num mundo onde achamos que somos considerados, e temos o nobre dever de fazer cumprir a justiça para o bem do país.

    O problema é que andamos há 20 anos a tentar fazer parte da solução, através do saque das nossas competências...

    Sob o perigosa narrativa que os tribunais está afundados assim vamos tirar competências dos funcionários dos tribunais....e reparti-las por todos os bichos papões...

    A questão que se coloca será a seguinte será que durante séculos os legisladores pensaram a profissão de forma errada??

    Ou será que os iluminados dos últimos 20 anos, estão certos a desfazer a profissão?




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  6. Prestem bem atenção no que vos digo um guarda prisional em início de carreira, recebe mais que um oficial de justiça com 15 anos disto.

    Um oficial de justiça, com 20 anos disto, recebe pouco mais que um guarda prisional em início de carreira..

    Caros colegas se não acham isto grave, então eu não sei o que vos diga....

    Olha rezem ..

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  7. MUITO OBRIGADO, blog.
    Este assunto não pode nunca ser esquecido. Há funcionários que passaram por dois congelamentos de salários, ainda não foram ressarcidos do tempo de provisório, estiveram ou estão há décadas para ser promovidos, mas que injustiça, que raio de patrão o nosso.
    Sindicatos, a recuperação do tempo congelado deve ser uma bandeira ou ser usado para negociações que se aproximam. Mexam-se.

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  8. Pois você está a falar disto e o blogue mais ninguém quer saber...

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  9. Uma vergonha mesmo.

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  10. Deixei de pagar para sindicatos.

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  11. Deixei de see sindicalizado.

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  12. Somos um totos

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  13. Está tudo bem de vida.

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  14. Não passamos de escravos, mas está tudo bem.

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  15. Deixei de pagar para sindicatos.

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  16. O Sr. Articulista já está a ficar pior do que aquele Cidadão 7226, chato como a potassa, que vem para aqui todos os dias com a mesma conversa.
    Irra!!![:<]

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  17. Cidadão 722617/11/24 11:31

    Olá, bom dia.
    Sou um Cidadão 7226.
    Autómato androidizado da Série Original Oficial de Justiça 7226.
    Uma espécie de lesado analógico do BES.

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  18. Cidadão 722617/11/24 11:32

    Ah, e temos pena!

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  19. Ao ver esta notícia, veio-me uma reação de nojo a roçar o vómito.

    Imaginem então o que passam os colegas que trabalham com estes coitadinhos.

    Este país é um sitema de castas, atualmente.
    E assim querem que se mantenha.

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  20. Não gosta que lhe relembrem o que deixou fazer a classe? Temos pena.

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  21. Como já tinha dito por aqui - a quem reparou - esta foi uma medida ideológica deste governo, investir apenas na classe que lhes poderia dar algum retorno.
    Os professores irão ser os novos padres deste regime, ficando todos confortavelmente instalados na carreira, passarão a doutrinar moldando as mentes, que estão precisamente em idade para isso e valendo-se da inocência dos alunos muitas vezes associada a uma certa desestruturação das respetivas famílias, à medida da ideologia dos pagantes, aliás, tal como sucedia no tempo da outra senhora, salvo raras e honrosas exceções.
    É a garantia dum futuro de direita mais ou menos radical para o país durante as próximas gerações, basta que em cada quatro jovens apenas um único se deixe levar.
    Quem tiver dúvidas, é estar atento às reacionárias conversas deles, por exemplo, à mesa do restaurante enquanto passam na televisão notícias sobre greves de outras classes.
    Uma vez que um oficial de justiça ou qualquer outro profissional doutra qualquer carreira especial não poderá dar esse tipo de retorno político ao partido no poder, bem podem adivinhar o que irá acontecer a todas as reivindicações de igualdade dos lesados do governo AD nesta matéria...

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  22. repetindo o lamiré de ontem que se mantém atualizado:

    o problema é que as pessoas vêm aqui e mandam os seus bitaites

    alguns com bons conteúdos e boas ideias

    mas parece um despacho cumprido

    e nada mais se faz

    e os dirigentes, que na sua maior parte são uma nulidade, continuam

    como quem diz: os cães ladram e a caravana passa.

    eles continuam na sua incompetência e

    nós na miséria (relativa)

    Rua Marçal

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  23. Boa tarde já é demais ninguém exigir o tempo de serviço congelado. Andam os sindicatos a brincar e o tempo a passar. Á luta.

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  24. Penso k a solução não passa por deixar de ter representatividade sindical...mas exigir dos mesmos outra postura... está mais que visto que a liderança tem que mudar...

    Se por um lado a classe não se unia e nem queria saber de nada...o certo é que o paradigma está a mudar..

    Contudo a falha do sindicato reside no fato de não conseguir mobilizar a classe para uma verdadeira manifestação...

    Como se faz isso ...simples começar a enviar para os telemóveis de casa um um aviso de greve...explicar a importância dessa mesma greve...

    Explicar quando o governo pretende efetuar uma alteração á carreira..


    A estratégia tem que mudar...

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  25. Pois aí está existe uma nata de oficiais de justiça que não quer que se fale destas coisas...

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  26. OJ de Turno17/11/24 13:20

    Mais um dia de turno.
    É preciso estar vigilante e nem ao fim de semana se pode baixar a guarda.
    Pelos 7 anos, 2 meses e 26 dias roubados.
    Pelo tempo de provisório roubado ainda a muitos e juros roubados a todos.
    Pela qualidade de vida roubada com a supressão da reforma diferenciada.
    Pelos dias de férias roubados.
    Pelas horas extraordinárias roubadas.
    Contra as imoralidades das nomeações fundamentadas sem concurso público.
    Contra os constrangimentos de toda a espécie por parte das chefias.
    Quem quiser e se lembrar que adite aqui que eu agora vou precisar de fazer uma pausa para respirar, por causa do burnout.

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  27. No fundo pegar as crianças ao colo. O colega não acha que o problema é que há muita gente bem instalada entre nós. Esses que se alimentaram e desenvolveram em redor do Fernando estão hoje em redor do Marçal e amanhã das reginas ou alexandras. Abra os olhos, pois só têm mudado as moscas...

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  28. Além de um salário de inicio de 1700€ os guardas prisionais tem outra vantagem bem importante que é aposentação aos 60 anos. Menos quase sete do que nós oficiais de justiça. Alem de que não lhes é exigida licenciatura nem grau 3.
    Apenas tem de estar minimamente em forma para passarem nos testes fisicos.
    Só pela idade de aposentação eu optaria por essa carreira se pudesse escolhwr hoje e sabendo o que sei agora.

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  29. A questão é que não existiria forma de adivinhar que a profissão ao fim de 24 anos iria se tornar nisto...

    Com a cumplicidade do SFJ...mas quem iria adivinhar uma coisa destas?

    Como.aqui disse os oficiais de justiça são mais antigos que a polícia, guarda prisional etc...

    Será que os legisladores antigos quando pensaram a profissão estavam.errados?

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  30. Olhe uma boa análise e com essa já me calo..

    Obvio que algo de muito estranho se passa...

    Tudo o que perdemos , conforme acima mencionado ,não existiu oposição...

    Mas quando da proposta de aumento do suplemento
    com integração, pela van
    dunem.

    Mesmo que não fosse o ideal não era motivo para nem negociar...

    Se assim fosse então nas situações onde existiu verdadeiras perdas porque não existiu uma postura semelhante?

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  31. O Sr. Articulista tem noção do que é um oficial de justiça, não tem?
    Eu entrei em 2000 e cheguei à promoção em 2010, fruto de muitas horas extra diárias a trabalhar para o muito bom e de mudar duma viagem de comboio para duas de autocarro com uma de comboio pelo meio.
    Cerca de 1000 candidatos fizeram estágio nesse ano, dos quais mais de metade ainda não terão sido promovidos.
    Mas que neste momento já terão atingido o último escalão da categoria, o que significa que 95% dessas mais de 500 pessoas se estarão literalmente a cag@r para o presente artigo.
    A que se juntarão mais umas centenas de adjuntos no sexto escalão atualmente e algumas dezenas de escrivães de direito, já para não falar de todos aqueles que foram eventuais mais tempo do que deveriam e agora, feitas as contas da recuperação do tempo de provisório, também já estão no último escalão de auxiliar.
    Claro que se abrirem vagas para promoção ainda antes da alteração do estatuto, aqui d'el rei, aqueles que forem eventualmente entretanto promovidos, mudarão de posição.
    Mas estaremos a falar de para aí 2000 oficiais de justiça para quem o artigo do presente dia será grego ou chinês.
    Uns verdadeiros camaradas solidários!

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  32. Pode explicar isso melhor estão a se cag.. porque??

    Porque recebem bem é isso??

    Mesmo k ganhem.bem estão a perder muito dinheiro face a outras classes...

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  33. Será que estou a sonhar ou li na página do SOJ que continuam a existir iniciativas junto de partidos, que deram origem outra vez a execráveis propostas de integração do suplemento, quando foi precisamente ter feito disso uma prioridade, que nos deixou para trás relativamente a outras carreiras especiais!????

    Que aberração!
    Com esta falta de estratégia não saímos desta mer.... 🤦

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  34. O que vale é que é uma proposta do PCP, e a este ninguém os ouve.🙏

    Embora a iniciativa do Sfj relativa à progressão nos escalões, parece-me bastante interessante, exequível e que em nada iria prejudicar as negociações em curso quanto à nova tabela.
    Pena ser só do PCp tb.

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  35. Ehehe eu bem digo isto é tudo louco..a guarda prisional com 5 ou 6 suplementos ou subsídios...

    Nós a insistir numa percentagem de um suplemento....


    Eheheh isto está tudo louco

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  36. SFJ

    Sempre foi fofinho e conivente com a tutela.

    Assim chegamos a este estado de carreira miserável.
    Escravos.

    Continuem a pagar quotas.

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  37. Pelo menos o SFJ abriu os olhos e deixou de insistir na questão da integração do suplemento.
    Inacreditavel esta iniciativa do Soj sobre este assunto junto dos partidos, a contribuir para nos deixar de vez para trás relativamente a outras carreiras especiais.
    E ainda fazem campanha para mudar de sindicato.
    😡😡🤬🤬🤬

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  38. Sfj e o papo seco
    Tão bom papo seco há 30 anos.



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  39. Isto dos sindicatos não se pode comparar às simpatias clubísticas mas, o SFJ conseguiu os papos secos, certo?
    Se estivermos à espera do SOJ morremos à fome, não? É que vejo, nem trabalho, nem estratégia nem, muito menos, resultados!
    Verdade ou não?!!!

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  40. Quem está no último escalão já nada iria ganhar com a recuperação dos 7 anos, 2 meses e 26 dias do tempo congelado.
    Apenas comichão no cotovelo.

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  41. A partir de amanhã ( 2 feira) enquanto não resolverem o estatuto... quanto ao serviço remuneratório e a situação do pagamento da sentença dos provisórios e da idade da reforma não ponho mais os meus pés num tribunal. CHEGA/BASTA/ MUITO CANSADO DE PROMESSAS.
    ATÉ UM DIA.

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  42. Olha este avariou de vez....vai de férias?

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  43. O Sr. Comentador das 15:15 tem de reformular os seus conceitos sobre a carreira, evoluindo para um patamar que o retire da ignorância em que se encontra, atendendo ao desconhecimento de três fatores essenciais, a saber:

    -1- A circunstância de o descongelamento daqueles anos não lhe aportar nenhum benefício pessoal, não significa que não possa beneficiar outros colegas Oficiais de Justiça e, porque o mundo não tem centro de gravidade em si próprio e no seu umbigo, o interesse dos outros não é desprezível nem pode ser desprezado.

    -2- Ainda que o descongelamento só servisse a um único Oficial de Justiça e a mais ninguém, ainda assim, seria um ato de justiça que deve ser alcançado e não desprezado por interesses pessoais, isto é, ninguém pode dizer que "Estou a borrifar-me para isso, porque a mim nada me beneficia", porque se trata de uma questão de justiça quando o Governo concede a outros aquilo que nega aos Oficiais de Justiça. A justiça vale por si só, independentemente da quantidade.

    -3- A negociação do tempo congelado pode perfeitamente ter em conta os casos em que os Oficiais de Justiça já estão no último escalão ou mesmo quase lá e não beneficiem na totalidade do descongelamento, criando escalões suplementares, de facto ou virtuais, aliás, como há muito é consensual entre os Oficiais de Justiça, uma vez que este percurso atual estava pensado para uma aposentação ali por volta dos 55 anos de idade e não quase aos 67 anos, como passou a ser. Este mesmo conceito de alargamento dos escalões faz até parte de uma proposta de alteração à Lei do Orçamento de Estado que está atualmente em discussão, apresentada por um Grupo Parlamentar e é assunto que vai ser discutido já esta semana na AR.

    Por tudo isto, mesmo aqueles que acham que isto não lhes interessa para nada, dizem-no apenas por total ignorância da carreira e do estado atual da mesma, concentrando, infelizmente, toda a sua atenção no seu umbigo e desprezando todos os seus colegas. É esta atitude umbiguista que tem contribuído para a desgraça de todos, não só porque muitos assim pensam, mas também porque outros tantos assim são intoxicados.

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  44. Iria ganha sim.

    Pense!

    Por edemplo se chrgou ao ultimo escalão agora devido ao congelamento, esteve a ganhar pelo escalão anterior , ou seja menos desde a data em que devia ter chegado ( se calhar 7 anos atrás) até agora altura em
    que chegou a esse ultimo.

    Faça as contas à diferença em dinheiro de escalao em escalão que lhe roubaram.


    Ou quer que lhe faça um desenho??

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  45. Aberração é acordo de papo secos.

    Escravos.

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  46. Não avariou não.
    Trabalhai escravos se gostais de ser escravos.

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  47. Eu tou se baixa por tal trabalha tu escravo.

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  48. Deuxar de Morrer à fome com acirdo de papo secos?

    Bela comparação.

    Gostais mesmo de ser masoquistas e sem verticalidade.



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  49. Mais nada.

    Trabalha escravo.

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  50. É até um dia é!
    Deixa lá chegar a junta medica se não vens de rabo entre as pernas trabalhar.

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  51. Mas isso nunca será nada pago retroativamente, tal como já não foi nos anteriores 70% descongelados.
    O único ganho foi na progressão de escalão, não foi devolvido nenhum dinheiro do roubado a ninguém.
    Pois não? Ou recebi esse dinheiro e já não me lembro?

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  52. Efetivamente o descongelamento não está a ser processado para compensar o passado com pagamento das diferenças como está a suceder com o período probatório. O descongelamento está a ser compensado apenas com a atribuição do tempo, tempo esse que permite avançar nos escalões. Devia ser tudo, sim, mas de momento, tem de vir o tempo, porque isso mesmo já foi dado aos professores, sem prejuízo de se reivindicar depois o dinheiro.

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  53. Comentador das 15:1518/11/24 00:59

    Boa noite.
    Ponto n.º 1 - Estou num 4.º escalão.
    Ponto n.º 2 - Plenamente de acordo, mas infelizmente conheço bem a essência do oficial de justiça.
    Ponto n.º 3 - Nunca tinha ouvido essa ideia em lado nenhum - o que não quer dizer que tenha sido o único ou sequer o primeiro a tê-la - mas já a tinha aventado aqui no blogue há algum tempo atrás, atendendo ao roubo da reforma diferenciada, como forma de compensação independentemente da recuperação dos 7 anos e picos de tempo congelado que ainda faltam recuperar, sabendo bem que alguns, na prática, nem sequer esses 2 anos e tal recuperaram, coisa que, não sendo igual à maioria dos oficiais de justiça a que aludo no ponto 2, já tive o cuidado de referir nas comunicações que tenho mantido com o PR e o PM apesar de se tratar de assunto que não me afetou diretamente.
    Quanto à conclusão do comentário do Sr. Articulista, eu costumo escrever num registo retórico que pretende levar o leitor a reagir, o que parece que consegui no caso do comentário das 15:15, ainda que já soubesse perfeitamente que o Sr. Articulista não é como aqueles oficiais de justiça a que aludi e pode ter a certeza que se estão mesmo nas tintas e até chegam ao cúmulo de achar que aumentar escalões é uma ideia inconcebível, mesmo contra si mesmos.
    Por fim, terá razão nalgumas matérias que por aqui se discutem, mas nessas eu raramente intervenho, porque reconheço a minha ignorância sem qualquer problema.
    Só em matéria de luta me considero um sabão, como me chamava uma professora de físico-química que tive no secundário.
    Por isso me confesso o utilizador OJ de Turno, aquele que começou a aparecer por aqui aos sábados e domingos sempre com aquela lenga lenga em torno de tudo o que nos foi roubado aconselhando a nunca baixar a guarda.

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  54. OJ de Turno18/11/24 01:14

    Nem meia justiça eles sabem ou querem fazer.
    Amanhã começa mais uma semana de trabalho.
    Ide direitinhos e muito certinhos.

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  55. ssas contas não parecem ser assim. A partir de 1 de janeiro de 2018, e até ao final de 2021, mudei 2 escalões. Do 2° para o 4° e este ano, em 1 de Dezembro, passarei para o 5°. E tem sido assim para ta generalidade dos oficiais de justiça, de acordo com o mês de inicio de referência para a contagem do módulo de tempo.

    Quando se exemplifica com 2006, isso é retórica, pois de 30 de agosto de 2005 a 31 de dezembro de 2007 houve um verdadeiro, explícito, congelamento para toda a função pública, não tendo sido contado para efeitos de progressão e consequente aumento da remuneração.

    Restam-nos 7 anos a considerar, porque de 1 de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2017 não houve qualquer "congelamento'", mas apenas, através dos sucessivos OE, proibição de valorizações remuneratórias. Mas em lado algum foi dito que a contagem do tempo ficava suspensa. É este tempo que temos em foco.

    Vistas deste modo as coisas, foi possível, para um considerável universo de oficiais de justiça, recuperar alguma coisa, já que em 4 anos foi possível mudar 2 escalões.

    Quando vai dito que os oficiais de justiça recuperaram apenas 2 anos  1 mês e 6 dias, isso não está bem explicado, com rigor, uma vez que esse período de tempo corresponde a uma aceleração na contagem na atualidade (desde 1.01.2018), isto é, bastaram 2 anos, 1 mês e 6 dias para a mudança de escalão   em vez dos cerca de 3 anos, equivalendo isso a 70% do tempo normal para a mudança de escalão

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