Mais um acordo Papo-Seco

      O denominado “Acordo Plurianual 2025-2028 de Valorização dos Trabalhadores da Administração Pública”, contém diversos aspetos que não passam de “boas” intenções para os anos da presente legislatura, até 2028, caso o Governo não caia antes.


      Este acordo foi firmado pelo Governo com as estruturas sindicais que representaram (quase) todos os trabalhadores em funções públicas.


      Quem assina o acordo é o próprio primeiro-ministro e o ministro das Finanças, que só para este dia da assinatura, esta quarta-feira 06NOV, compareceram para as fotos e televisões e, por parte dos Funcionários Públicos, assinaram a Frente de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e a Frente Sindical (STE).


      Como já aqui noticiamos, precisamente no dia da assinatura do acordo (06NOV), através do nosso artigo intitulado: A estratégia do “mais vale um pássaro na mão do que dois a voar”, em termos práticos e imediatos gerais (a partir de janeiro de 2025) os Oficiais de Justiça receberão no seu vencimento um incremento de 56,58 euros, comprometendo-se o Governo, caso ainda esteja a governar nos próximos anos, a continuar a valorização salarial dos Funcionários Públicos, nesta mesma proporção a cada ano.


      Esta valorização salarial não interfere no normal desenvolvimento das carreiras, seja em termos de progressões e promoções, diz o acordo, pelo que o desenvolvimento das progressões e promoções é caso à parte.


      No que diz respeito à revisão e valorização das carreiras não revistas, ficou acordado na calendarização que a carreira dos Oficiais de Justiça, a par da carreira de Administração Hospitalar e dos Bombeiros Sapadores, teriam início no último trimestre de 2024, isto é, entre setembro e dezembro do corrente ano.


      Atenção que o acordado diz respeito ao início e não ao fim.


      Ora, se o processo negocial tiver início efetivamente ainda este ano, sem escorregar nem um pouco, conforme se aponta no calendário acordado, então, necessariamente, que se cumprirá aquela anterior previsão divulgada que apontava a conclusão da negociação do Estatuto para o primeiro semestre de 2025, ou mesmo antes, no primeiro trimestre de 2025.


      Convém recordar que o processo negocial para a revisão estatutária ainda não começou e que as reuniões que tem havido com o Ministério da Justiça não são parte desse processo negocial, são apenas reuniões de "desenho" de linhas gerais, dizem uns, ou reuniões de empurrar com a barriga, dizem outros.


      A negociação oficial e formal terá início apenas, e só apenas, após a publicação no Boletim (BTE) da proposta do Governo e depois da audição pública (30 dias), pelo que, estando, como estamos, na primeira quinzena de novembro, já não será marcada neste ano nem sequer uma única reunião do Ministério da Justiça com os sindicatos, relativa à negociação formal do Estatuto.


      Assim, efetivamente, podemos afirmar que as negociações estatutárias ocorrerão em 2025 e poderão vir a estar concluídas no primeiro semestre de 2025.


      Consta do acordo que o Governo se compromete a realizar duas reuniões por ano – uma em janeiro e outra em junho de cada ano, durante a vigência do acordo –, com as estruturas sindicais, para acompanhamento e monitorização de negociação coletiva de revisão das carreiras não revistas. Ora, estes momentos serão decisivos para que este acordo seja corrigido, desde logo no que diz respeito à recuperação do tempo congelado.


      Para efeitos de recuperação de tempo perdido durante os períodos de congelamento, consta do acordo apenas uma vontade do Governo, afirmando-se que “pretende encetar uma avaliação do impacto e respetivos resultados conseguidos pela aplicação do DL 65/2019 de 20MAI, que regula o modelo de recuperação do tempo de serviço, cuja contagem esteve congelada entre 2011 e 2017, nas carreiras, cargos ou categorias integrados em corpos especiais em que a progressão e mudança de posição remuneratória dependa do decurso de determinado período de prestação de serviço legalmente estabelecido para o efeito e que tenham mais de uma categoria, e ainda da aplicação do DL 75/2023, de 29 de agosto (...), com vista à identificação de eventuais incongruências no normal desenvolvimento das suas carreiras e, se for o caso, a apresentação das propostas de ajustamentos considerados adequados.”


      Ou seja, em termos de recuperação do restante tempo congelado, tal como foi acordado com os professores, o resultado é zero, porque o que consta do acordo apenas é um desejo de se verificar se a pequena recuperação de 2019 introduziu alguma incongruência nas carreiras e tentar corrigi-las se se vier a verificar essa incongruência.


      É relevante que se averigue das incongruências, porque as há. Como se sabe, na carreira dos Oficiais de Justiça há incongruências nas progressões, designadamente em relação àqueles que foram promovidos e, por tal motivo, não obtiveram o mesmo descongelamento dos demais. Mas isto é uma coisa que é diferente do “encetar uma avaliação” do descongelamento para todos, em moldes idênticos aos dos professores.


      Portanto, considera o Governo, com a espantosa concordância dos sindicatos que firmaram o acordo, que só os professores é que estiveram congelados e em relação aos outros bastará ver como é que correu o descongelamento do bocadinho de tempo do passado. Uma aberração!


      Estamos, portanto, perante mais um mau acordo, uma vez que enterrou a esperança de, nesta legislatura, enquanto este Governo durar, e perante os termos acordados, de devolver o tempo congelado às carreiras, como a dos Oficiais de Justiça, e isto é, nada mais e nada menos do que 7 anos, 2 meses e 26 dias.


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      A recuperação deste tempo congelado corresponderia a um salto remuneratório considerável, de pelo menos dois escalões remuneratórios, o que, na categoria de ingresso (Auxiliar) nos últimos dois escalões, o valor seria de um incremento salarial de 280 euros, isto é, seria este o valor que os vencimentos poderiam recuperar mensalmente. Na mesma posição de escalões, mas na categoria dos Adjuntos este valor seria de 177,03 mensais e na categoria correspondente aos cargos de chefia, o valor seria de 144,56.


      São valores mensais que os Oficiais de Justiça não vão receber por total incúria dos sindicatos, por não reivindicarem o mesmo tratamento no descongelamento que foi aplicado à carreira dos professores, porque durante quase a década de congelamento não foram só os professores que estiveram congelados e o corte nos vencimentos, ocorrido desde então é na proporção dos valores referidos, montantes que ainda hoje estão em falta.


      Agarrar os 56,58 euros e avançar para um acordo até 2028, deitando fora os valores referidos, designadamente os quase trezentos euros nas categorias que têm os vencimentos mais baixos na carreira dos Oficiais de Justiça é uma nova facada que as estruturas sindicais dão nas costas dos trabalhadores.


      Ora, comparando os 56 euros que se vão receber com os 280 euros que não se vão receber, estamos perante mais um acordo que se pode também classificar de “acordo papo-seco”.


      Por fim, notar que o acordo não foi firmado pela Frente Comum (afeta à CGTP), por não concordar com os seus termos e por, como disse, não estar disposta a patrocinar “uma política de empobrecimento dos trabalhadores da Administração Pública e de degradação dos serviços”.


      Pode aceder à totalidade do acordo seguindo esta hiperligação: “Acordo Plurianual 2025-2028 de Valorização dos Trabalhadores da Administração Pública”.


      A imagem que segue é a dos felizes subscritores do acordo.


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Comentários

  1. Mais vale este papo seco do que o ridículo acordo de uma percentagem de um suplemento que nada se conseguiu....

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  2. Como é que os prejudicados, que somos todos nós, vão recuperar o prejuízo se a maior parte de nós está no ultimo escalão da categoria?

    Mais, se a proposta de recuperação é no sentido de acabar com o prejuízo, como pode não ter reflexo positivo nos que já estão nesse último escalão?

    Não será tiramento desigual para situação semelhante?!!

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  3. Só interessam os mais antigos nesta profissão os que estão no último escalão.
    Para os outros estão-se a borrifar os sindicatos

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  4. Penso que em relação a outras carreiras será a Justiça a repor a que é devido.
    O problema é que vai demorar anos e anos.
    Por isso é que interessa ter Tribunais administrativos afundados e o operacionais.
    Quanto ao resto, o tempo está a passar e projeto de estatuto nada.
    Ousava sugerir ao blog que fizesse as contas a quanto dinheiro já receberam os Policias, Militares da GNR, Guardas Prisionais e Militares na sequência das negociações e quanto recebemos nós, e depois todos os meses podermos ver as diferenças acumuladas.
    Sim, só para vermos como somos ou quem nos representa, Burros.
    Por esta altura já deve andar em dois salários de diferença.
    Ousava também sugerir ao blog publicar aqui a tabela dos Oficiais de Registo do Notariado para podermos todos observar a diferença entre funcionários do mesmo ministério e podermos concluir que mesmo ao nosso lado numa carreira onde com toda a certeza a complexidade de funções não é mais elevada que a nossa, e não se andou a discutir quem é ou não doutor e todos foram beneficiados com valorizações salariais.

    Um Abraço aos Colegas e ao Blog.

    FF

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  5. A desillusão com esta carreira já está mais a roçar o nojo que outra coisa.
    E não vejo ao longe qualquer melhoria.
    Basta ver a postura de dirigentes. Não percebem nem querem perceber que têm a classe de costas voltadas.
    Pelo contrário, aproveitam para chicotear ainda mais.
    Ignoram os princípios básicos de uma governance atualizada, respeitadora.
    Têm postura orientada apenas para os resultados com base numa postura autocrática quando há que implementar toda uma cultura de respeito, consideração e motivação, para ver efetivos resultados.
    E é por isso que vos digo com toda a certeza. Esperem para ver os resultados da retenção dos que vão entrar e dos que entraram nos últimos 5 anos. Refiro-me a estas gerações mais novas, muito cientes dos seus direitos e pouco dadas a chicotadas e desrespeito, contrariaemnte aos mais antigos, que foram educados a calar e engolir em seco desaforos, dia após dia.
    Se o mundo lá fora já tem dificuldades extremas em conseguir reter esta gente, mesmo com salários e condições atrativos, imaginem o que se adivinha por aqui.
    Õ bafio, o mofo, a arrogância não podem ter lugar e tarde ou cedo, alguém terá a coragem de enfrentar quem quer manter tudo como no século passado. Uns por ignoráncia, outros porque nunca esteve tão bom, e outros por ambos motivos.
    Entretanto, vamos caindo, e caindo...e caindo.
    Na credibilidade, no respeito da sociedade por nós e no acompanhamento do mundo real, que não é, com toda a certeza o das secretarias e gabinetes deste ministério.



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  6. Vergonhoso acordo mesmo.

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  7. Muito bem dito.

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  8. Pergunto eu

    A não haver igualdade na nossa carreira e outras, em termos dessa recuperação como os professores,

    não há matéria para inconstitucionalidades? e avançar para os Tribunais?

    Sr Articulista tem opinião sobre isso?

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  9. As maiores incongruências não são as provocadas pelo mísero descongelamento dos 70% - DL 65/2019 - mas as que têm na génese o próprio congelamento, chegando a daí resultar que promoções após o descongelamento abrangido por esse decreto-lei tenham levado oficiais de justiça com metade do tempo de serviço prestado nas categorias a atingir nalguns casos até três escalões mais à frente, e em muitos outros dois, do que aqueles que já tinham sido promovidos nalguns casos há mais de uma década antes.
    Eles sabem bem disso, todos, Presidente da República, Primeiro-Ministro, Ministra da Justiça, Provedora de Justiça, DGAJ, Ministério Público, e sindicatos, mas sabem melhor cantar aquela música de Panda e os Caricas...
    Quanto à recuperação do grosso do tempo de serviço congelado às restantes carreiras especiais que não a dos professores, a questão é muito simples:
    Quem de direito percebeu que as restantes carreiras são muito mais curtas em termos de escalões, quiçá em grande medida decorrentemente de que quando foram idealizadas tinham uma idade de reforma também mais reduzida, pelo que a devolução dos 7 anos iria implicar ou a criação de pelo menos mais dois novos escalões ou a compensação de alguma forma a quem já não tem possibilidade de progredir atualmente mais nenhum escalão.
    E como a verdadeira administração da justiça, que seria realizá-la efetivamente, não é propriamente o forte desta nação, será fácil adivinhar o desfecho deste movimento reivindicativo, o qual aposto que até contaria com a oposição dos que já não podem progredir caso fosse aventada a remota possibilidade de serem descongelados os que ainda tivessem margem e para eles não houvesse qualquer tipo de compensação.

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  10. Parece-me evidente que tratamento desigual é inconstitucional.

    Mais, se, ou quando vier a ser recuperado esse tempo congelado, tem de vir acompanhado dos retroativos correspondentes ao início desse processo no caso dos professores!

    Está na altura de agir, recorrendo, naturalmente, aos tribunais!

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  11. Bom dia,

    O colega FF engana-se no que respeita a discussões e tudo o mais no IRN.

    Com efeito, encetadas as negociações os Oficiais de Registo foram surpreendidos com a publicação do Estatuto revisto em 21 de dezembro de 2018 - DL n.º 115/2018 - e, passados nove meses, o tempo de uma gestação, foi publicado o regime remuneratório da carreira - Decreto-Lei n.º 145/2019.

    Poderia pensar-se que a coisa foi pacífica, mas não foi nada disso que aconteceu, optou-se por uma valorização generalizada - até porque muitos dos funcionários já tinham um vencimento razoável, porque indexado a tempos idos e complementado em parte com emolumento - e é agora uma carreira notoriamente reconhecida e respeitada.

    Para os mais desatentos, as Conservatórias agora são mistas e agregam a área Comercial, Predial, Automóvel e Civil, entre outras.
    N área Civil tramitam-se os processos de divórcio, respetivos acordos e os demais previstos no DL 272/2001, de nascimento, de casamento, de nacionalidade, de óbito, os respetivos averbamentos, escrituras de habilitações (por vezes tão ou mais complexas que aquelas que principiam um processo de inventário) e partilhas, etc.

    Claro que muitos de nós apenas conhecem as Lojas do Cidadão e os Espaços de Registo, mas existe ainda a área Comercial, que se reveste de alguma complexidade e para quem não sabe, também ali se fazem dissoluções e liquidações das sociedades (no âmbito dos RJPADLEC - Regime Jurídico dos Procedimentos Administrativos de Dissolução e de Liquidação de Entidades Comerciais - equivalente àquelas que correm por apenso no Comércio) na área Predial, onde se fazem escrituras de partilha e registo dos prédios e respetivos averbamentos (para quem não sabe ou desconhece e queira se inteirar que passe os olhos pelo processo de constituição de uma propriedade horizontal) e também no Registo Automóvel.

    Claro que o contacto que temos com os serviços prende-se com os averbamentos das penhoras e com os respetivos cancelamentos, mas há todo um mundo para lá desse expediente - por ali tem de se conhecer e saber do direito substantivo, atender-se à prioridade do registo, à legitimidade de quem pede e decidir da viabilidade dos pedidos, muitas vezes ficam provisórios (por natureza ou por dúvidas) e há que suprir as suas insuficiências.

    Por isso, dizer que por ali as coisas são menos complexas, é uma falácia que me incomoda profundamente por conhecer os dois lados - se há quem se limite por ali a fazer cartões de cidadão, como por cá há quem se limite a por carimbos em papéis, há uma diversidade de responsabilidades que são bem maiores e por ali do que por aqui e que muitos de nós só reflexamente conhecem e nem sequer as percebem julgando-as fáceis em comparação com as suas e eu digo que não, serão bem mais complexas e no mínimo semelhantes.

    Não os comparemos a quem conseguiu um estatuto com mérito e socialmente reconhecido e que se uniu nas reivindicações sem enveredar por greves da caca e palavreado da treta.

    Vejo com orgulho a forma com que são prestigiados os Oficiais de Registo e cada vez menos a forma como somos vistos - somos vistos como os "chega rebos dos magistrados", que muitas vezes só sabem fazer notificações - e nem sempre bem - e cumprir com o que aqueles mandam e desmandam.

    Perdemos as execuções, os processos de divórcio (respetivos acordos de RERP e de Alimentos), os inventários (em parte) e muito, mas muito mais que isso, perdemos o amor próprio.

    Somos meros administrativos por nisso deixamos que nos tornassem e otários em todo o sentido da palavra.

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  12. Os escalões foram criados para uma espectativa de reforma aos 55 anos!

    Como a idade de da reforma é atualmente de mais 11 anos (66 anos) deverão se criados mais 4 escalões em cada categoria para se poder acomodar esse diferencial temporal.

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  13. Esqueça isso, Homem!
    Se acontecesse, que desta vez nem sequer se irá materializar em qualquer percentagem, como na anterior recuperação de 70%, a reação iria ser nula tal como foi em 2019.
    São os passarões na mão e a voar é que contam, o resto, as estigmatizantes diferenças, são amendoins.

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  14. ACORDEM

    Vocês não valem nada, não têm interesse nenhum, o capital que representam na máquina judiciária vale agora menos que um militar da GNR ou agente da PSP , que um Agente de Execução ou um Oficial dos Registos.

    Enquanto aqueles vêm incrementado o seu papel e assumem cada vez mais importância, pois hoje não investigação sem polícia, não há penhora sem agentes de execução, e os principais assuntos da vida diária passam pelas Conservatórias, nos Tribunais, hoje os Oficiais de Justiça ou passaram a estivadores dos processos - carregando-os de um lado para o outro - ou transformaram-se em meros oficiais de diligências, técnicos de registo áudio e vídeo.

    Nunca, por nunca sairemos bem desta negociação do novo Estatuto e é por isso que tanto o SJ como o SFJ , por o saberem, desinteressam-se pelo assunto.

    Desenganem-se pois nós não somos assim tão bons como nos temos em conta, nem somos assim tão importantes e o que vem aí não será nada de bom para ninguém.

    Por isso é que acho que o SOJ ficou desacreditado - inicialmente procurava que, pelo menos, fossem valorizadas algumas funções, com pessoal mais qualificado e quiçá outras competências - tendo-se deixado levar pela ânsia dos outros e agora é mais um a enganar toda a gente, pelo menos a gente mais desatenta.

    Não acredito em valorização e também acho que a não merecemos.

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  15. Reformada de Fresco8/11/24 11:12

    Acho isso muito injusto.
    Reformei-me há meia dúzia de meses no 6.º escalão, não acho justo que alguém que se reforme daqui a dois a três ou quatro anos se possa reformar no 8.º ou 9.º.

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  16. os dirigentes sindicais deviam ter a faixa étaria entre os 30 e 45 anos.


    os mais velhos, todos sabemos que com a idade, na maior parte, financeiramente vão ficando consolidadados e

    conformam-se com as situações

    perdem o sentido bélico dos objectivos e como diz o outro ficam bois mansos

    Rua Marçal

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  17. O país do "achismo"!

    Como se alguém com responsabilidade se sentasse numa cadeira e aceitasse o que propõe, sendo os saltos automáticos ... independentemente da produtividade que têm.

    Mas porque é que as pessoas teimam em dar salto nos escalões, com aumentos, para além dos aumentos salariais anuais sem se sujeitarem a uma avaliação da sua produtividade como se esse salto fosse um direito.

    Impressionante a visão inquinada de alguns que passam por aqui.

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  18. Põe a cerveja no congelador e vai fazer amor ... mas não demores, porque senão "puf..." explode.

    Congelação para a frente e descongelação para trás - tem sido esta a nossa vida nos últimos tempos.

    E que tal discutir o que importa, que é o futuro pois o que passou passou ...

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  19. Bem verdade.
    Tenho familiar a trabalhar em agência estatal que interage com todos os ministérios, nos seus mais altos cargos dirigentes.
    São inúmeras os comentários negativos que me vem fazendo relativamente a este ministério, desde há anos.
    "Intratáveis" e "são um caso à parte" são as expressões mais usadas, seguidas de outras menos simpáticas, ainda.

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  20. OJ Interplanetário8/11/24 11:22

    E eu sou um oficial de justiça de cor esverdeada que trabalha num juízo local criminal de Marte cuja distribuição mensal de execuções chega atualmente a ser o dobro e até por vezes o triplo de todas as outras espécies juntas.

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  21. Conta comigo, amigo, sempre.
    Espera aí que até ao fim ainda tenho muito para dar.
    O que passou, passou...

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  22. Isso é o que você queria, que esquecêssemos, mas não vamos esquecer nem prescindir do que é nosso legal e eticamente!

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  23. OJ Interplanetário8/11/24 11:38

    As pessoas não teimam.
    As pessoas meteram-se nesta alhada porque o Estado, supostamente Pessoa de Bem, lhes propôs e com elas firmou um contrato.
    Esses documentos geralmente contêm alíneas, e uma delas era, e ainda é, precisamente o salto automático.
    Entre outras, algumas entretanto unilateralmente revogadas porque, Aquele, afinal nem é aquilo que supostamente dele seria de esperar e cada vez mais é preciso estar atento a quem se senta nas cadeiras da responsabilidade.
    Aqui no meu planeta, em que há mais execuções do que processos crime, atos jurisdicionais e incidentes cíveis juntos, o pessoal foi todo contratado na referida base.

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  24. Não mereces respostas pois não é para pessoas como tu que dou a minha opinião!

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  25. Tem razão, mas há uma maneira de voltarmos a ter valor!

    Sabe como?!!

    Aquilo que aqui digo há meses - PARAR A MÁQUINA!

    Se nós pararmos a máquina, como já o fizemos, vai ver que todos passam novamente a falar de nós e voltaremos a ter o tal valor que, como bem disse, perdemos!

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  26. Ninguém se lembra do ânus quendo este funciona bem, mas quando funcional mal, meu amigo!...

    Moral da história, podemos ser o ânus da AP de que ninguém fala, mas se deixarmos de fazer o nosso trabalho você vai ver como em pouco tempo a situação é incomportável!

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  27. Era força de expressão. Sou o das 11:03.
    E pode crer que nunca esquecerei nem muito menos perdoarei.
    Muito pelo contrário, toda a minha ação futura se vai fundando na inação deles no passado.
    Aliás, como referi no comentário anterior, foi indigno terem-nos recuperado apenas uma percentagem do tempo que recuperaram aos professores no primeiro momento de recuperação de 2019, e afirmar que o faziam a bem da sustentabilidade dum sistema que são bem pagos para gerirem competentemente.

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  28. Rei dos Carros de Combate8/11/24 12:05

    A minha unidade orgânica hoje encerrou portas todó dia.
    4 greves e 1 baixa.
    Antes que alguém pergunte " e o que é que nós temos a ver com isso ", a resposta é que se todas as unidades orgânicas fossem assim, sempre dariam mais notícias na comunicação social acerca da nossa carreira.

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  29. Rei dos Citotes8/11/24 12:11

    FF, não nos podemos enervar.
    O que passou, passou.
    Olhe o coração.
    O plano do governo é acabar connosco por falta de assistência.
    Desgraçados de nós se a máquina parar nem que seja por momentos.
    Ninguém vai atender a chamada.

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  30. Rei dos Oficiais de Justiça8/11/24 12:33

    Para o comentário das 11:11 eu até concordaria consigo se estivesse num café a beber uma cerveja.

    Contudo como estudei um pouco e vi a história dos oficiais de justiça e a tendência nos outros países...

    A sua análise não tem qualquer fundamento..

    A não ser que Portugal se teansforma-ne num estado repressivo e estado de polícia...

    Não confunda alhos com bogalhos...

    Pertencemos á união europeia e todos os países estão a elevar a profissão atribuindo mais competências..

    Onde o oficial de justiça já surge como um mediador de conflitos, onde emite despachos, onde é exigida licenciatura...

    Concordaria consigo que a tutela tem vontade de transformae a carreira em lixo....

    Mas sabe quem manda nisto é a união europeia...e o país vai aí sabor de outros países...

    Sei muitos colegas não querem a mudança..mas vai mesmo acontecer..

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  31. Rei dos Oficiais de Justiça8/11/24 12:39

    O FF que tal tu começares a fazer as pesquisas e veres quanto é... só estás á espera da mama deste blogue que por vezes é tendencioso.


    Sabes tanto mas já vi que não gostas de estudar...

    Tu num café a dizer as asneiras sem fundamento és rei...agora para mim não dizes nada de jeito..

    Que tal analisares quais as tendências da profissão de oficial de justiça noutros países??

    Que tal estudantes a história dos oficiais de justiça?

    Pois custa queimar a pestana não?

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  32. Parar a máquina ainda mais? Tem noção que a máquina já está parada há muito tempo e ninguém quer saber? Temos pessoas a morrer porque não se atendem telefones de urgências e ainda existe uma grande parte de oficiais de justiça que só vê a greve e o parar a máquina como solução para a carreira. Não há muito a dizer.
    Falta quem ponha os pontos nos i's como fez a das 11:11.
    è a partir desta realidade que se debate a carreira, o resto o que se passa aqui todos os dias com a maioria dos comentários é o bolso de cada um a falar e um bocadito de tempo de antena.

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  33. O que sabes da história da carreira, excepto as banalidades que consultas na NET? O que conheces da atividade comparada da carreira, excepto o que retiras da NET, por vezes mal traduzido até? Enxerga-te um pouco, pois tens sido há já algum tempo o palhaço da carreira, mas ainda não te deste conta. O teu papel de palhaço ou bobo da carreira é no entanto meritório, pois tens feito a malta rir-se, mas dás má imagem pública.

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  34. Rei dos Citotes8/11/24 12:49

    A União Europeia ou Silicon Valley?

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  35. Pastor dos Ámens8/11/24 12:55

    O que passou, passou.
    O que roubado foi, roubado está.
    Agora importa é continuar a baixar a cabeça, e até talvez mais alguma coisa...
    Dizer ámen e ter fé de que possa entrar algo...
    Tudo será bem vindo.
    Ámen.

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  36. Realmente o outro tem razão, és o palhaço dos oficiais de justiça. A mudança é inevitável, isso resulta da evolução das sociedades, sempre assim foi. Pareces aqueles marretas a dizerem que hoje se morre menos que há 50 anos atrás. Sempre assim foi, isso é algo natural nas sociedades. Portanto daqui a uns anos dirás que tiveste razão, mas o que te limita a a fazer é verbalizar algo que todos sabem.

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  37. Rei dos Mercedes8/11/24 13:28

    MUITO BEM... SUBSCREVO

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  38. O exemplo típico de comentário de quem anda aqui a ver navios passar, sem saber o faz nem o valor que pode ter.

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  39. Pois, vá perguntar aos milhares que concorreram agora à custa de um aumento de €140 euros resultante do acordo, se acham o mesmo.

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  40. É ver a categoria do presidente do sindicato dos enfermeiros que aparece na tv a falar sobre a greve dos enfermeiros. Tudo explicadinho, com convivção, com frontalidade! Não tem medo de dedagradar às chefias não anda sempre a salvar o pêlo nem os dos comparsas!

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  41. Rei dos Oficiais de Justiça8/11/24 14:11

    Para o Anonimo das 12:49...a má imagem foi aquela que toda a classe deu durante 20 anos, qual é a imagem que acha que lhe resta..
    Cambada de parolos que andaram debaixo dos pés dos magistrados, porque não sabem que é uma carreira independente, que não sabem que tem uma hierarquia própria....

    Que imagem que acha que lhe resta..

    O que sei...sei mais que vocês todos juntos seus parolos que se acham donos da profissão:

    Sei que o oficial de justiça remonta a tempos bíblicos

    Que foi chamado de meirinho

    Que cumpria despachos com um cavalo e pistola ou bastão..

    Que é transversal a várias sociedades desde da Mesopotâmia ao antigo Egipto..
    Sei que em Portugal existe muitas poucas obras escritas...
    Apenas algumas teses..

    Contudo a aleatoriamente recomendo lhe Nuno Poiares..

    Recomendo-lhe a bíblia..

    Recomendo-lhe o estudo de bornout

    Recomendo-lhe a tese a legitimidade do oficial de justiça equiparado os opc..

    Recomendo-lhe os 25 anos do MP Fernando Fernandes..

    Queres autores brasileiros?

    Acorda que já vais tarde...

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  42. Rei dos Oficiais de Justiça8/11/24 14:22

    Com esta esmaguei o Anonimo das 12:49 pim PAM pum...ficaste sem argumentos não foi?

    Ainda pensas que tens boa imagem por trabalhar num tribunal, a ser pontapeado por todo o lado...ehehe...

    Por hoje estou satisfeito já chega ..pim PAM pum

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  43. os que chegam agora não sabem de nada

    os que cá estão já sabem o que a casa gasta

    140 é uma verba tão relativa

    compara o ridiculo aumento de 140, que referes, a titulo de exemplo, com o salário de 2020

    e desde esta data o que os dirigentes do sfj e do soj têm feito

    nada

    o fernando jorge já engordou e emagreceu

    o marçal não põe os pés numa secretaria desde quando ao serviço do sfj

    o carlos almeida há quanto tempo está à frente do soj

    esta perenidade nos cargos

    é um hábito que só dá prejuizo aos oficiais de justiça



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  44. Acabo de ler um artigo sobre o acelerador de progressão das carreira, instrumento criado essencialmente para todos os trabalhadores da função pública que tem como sistema de avaliação o SIADAP que viram as carreiras congeladas durante os dois períodos de congelamento. A medida vai abranger 350 mil trabalhadores (metade de todos os funcionários públicos), sendo que a outra metade encontram-se incluidos os professores, forças policiais, militares, médicos, enfermeiros e...a nossa carreira. De todas as carreira da função pública somos dos últimos (ou mesmo os últimos), onde ainda não foi contado o tempo que falta (no nosso caso mais de 7 anos, mais uma vez no nosso caso, são dois escalões) para podermos estarmos iguais á quase totalidade da função pública que já tem acordo no sentido de virem a recuperar o tempo de serviço que foi congelado. Uma tristeza! bom fim de semana.

    https://fesap.pt/progressoes-mais-rapidas-para-todos-os-trabalhadores/

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  45. O problema é de credibilidade, também. Alguém deles sabe o que é uma pasta de saída ou o gestor de atividades? Ou uma conclusão eletrónica? Ou sequer fazer uma folha do correio? E a tutela está farta deles. Vê neles uns parasitas que nunca puseram os pés e mãos numa secretária mas que falam como se soubessem da realidade e a sentissem.

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  46. pobre da cuca8/11/24 18:22

    A devolução do tempo de serviço que foi congelado também aos Of. de Justiça ( em dívida estāo mais de 7 anos) é uma causa que nāo deve ser parada.
    Se negociaram com os professores o descongelamento, porque não fazem o mesmo aos restantes? É sempre a perder.
    Mais uma vez a desconsideração, o deixa andar, que "eles calam-se, esquecem" . Mas sim, os professores não se calaram, nāo deixaram cair a causa, também porque têm fortes líderes sindicais. Têm o trabalho feito.
    Para o P. da República na altura do anterior descongelamento, não seria possível obter mais no futuro. No entanto, penso que em 2023, deu o dito por nāo dito e alimentou novo impulso dos professores que aproveitaram para negociar novo descongelamento.
    Então e os outros em igualdade de circunstâncias não têm o mesmo direito?
    Há uns mais iguais que outros, quando os cortes na contagem do tempo de serviço foram iguais?
    E os 2 sindicatos SOJ e SFJ que fazem?Já se acomodaram à injustiça?
    É para nāo esquecer.


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  47. Plenamente de acordo com este comentário. É preciso não deixar cair no esquecimento, pelo contrário, lembrar a injustiça entre carreiras, o Estado patrão a promover a desigualdade.

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  48. Mas o que é isto!...

    "Deliberação da Mesa da Assembleia-Geral, do Congresso e do Conselho Nacional – Adiamento das eleições
    Foram-nos dirigidos dezenas de pedidos subscritos por associados das mais diversas regiões do País, solicitando o adiamento por seis meses da convocatória do ato eleitoral para os Órgãos Sociais do nosso Sindicato.

    Também o Secretariado Nacional nos endereçou pedido semelhante para adiamento até seis meses.

    Todos os pedidos apresentam idêntica fundamentação que se reconduz na necessidade de manter e acompanhar sem interrupções ou outras disrupções o processo de negociação prévia em curso e o processo de negociação formal subsequente.

    Está em causa a negociação e aprovação do novo estatuto socioprofissional de extrema importância para toda a classe, que envolve aturadas negociações, para as quais se exige continuidade de conhecimentos nas matérias em causa e do trabalho desenvolvido, serenidade e concentração, sendo que um ato eleitoral de permeio será um elemento perturbador num momento em que todos os esforços devem ser direcionados em prol do mesmo desiderato.

    Perspetiva-se a aprovação do Orçamento de Estado para o ano de 2025.

    Neste quadro resultará com muita probabilidade a manutenção do Governo em funções que permitirá a conclusão do novo Estatuto.

    Ciente destas realidades, com base nos mencionados fundamentos, a Mesa da Assembleia-Geral, com base no disposto no art.º 29º., al. a) dos Estatutos do Sindicato dos Funcionários Judiciais, decidiu deferir os pedidos formulados, e, em consequência, adiar por um período até seis meses a convocatória do próximo ato eleitoral para os Órgãos Sociais do SFJ, sem prejuízo de alterar a sua posição, marcando o ato eleitoral logo que o momento assim o justificar.

    Lisboa, 8 de novembro de 2024

    O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,

    a) Vitor Bernardino do Carmo Norte"

    A norma estatutária que invocam é uma das competências da Assembleia-Geral e não da Mesa da Assembleia-Geral!...

    Não pode valer tudo.

    Quanto às motivações de que foram dirigidos dezenas de pedidos subscritos por associados das mais diversas regiões do País, está tudo dito.

    Todos nós vimos que iniciativa partiu dos próprios dirigentes do SFJ que diligenciaram junto dos sócios a colher assinaturas.

    Quem tem medo do escrutínio democrático não pode continuar a representar a nobre carreira profissional,como é a dos Oficiais de Justiça.

    Marçal, assim não!...

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  49. Pastor dos Ámens8/11/24 22:57

    O que passou, passou.
    O que roubado foi, roubado está.
    Agora importa é continuar a baixar a cabeça, e até talvez mais alguma coisa...
    Dizer ámen e ter fé de que possa entrar algo...
    Tudo será bem vindo.
    Ámen.

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  50. "Foram-nos dirigidos dezenas de pedidos subscritos por associados das mais diversas regiões do País"

    Espontaneidade dos pedidos dissimulada!..
    😅🤣😎😭👁️

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  51. Era só o que faltava eleições em período de revisão estatutária!!!
    O Sfj é o único sindicato com participação ativa no processo, as eleições que aguardem.

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  52. O problema é que importante saírem agora antes de outro mal estar feito.
    O acordo ridículo já está assinado, era importante eleger gente bem mais competente para negociar o estatuto.
    Depois dee assinado é como o acordo... Já está.
    Era o que mais faltava??
    O medo e o desrespeito está bem patente na medida.
    É mais do mesmo.
    Abram os olhos e entreguem os cartões para tirar quem lá está.
    É mais outro exemplo aberrante.

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  53. Eheheh. É só angariadores frustrados!

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  54. Abram os olhos, sim!
    O SFJ é o único sindicato com um posição proativa e participativa na elaboração do novo Estatuto. Do SOJ nem ideias...

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