“Quando começamos a procurar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado!”

      As lutas dos dias de hoje neste país fazem-se, essencialmente, nas redes sociais, mas o regime também não é o mesmo daquele que existiu durante meio século antes da Revolução de Abril.


      O regime fascista, que muitos preferem amaciar classificando-o apenas de ditadura, coartava, e de forma violenta, tudo e todos, pelo que a reação de alguns contra tal regime não só carecia de ações igualmente violentas, como ainda de grande coragem, pelo risco associado.


      Se um indivíduo com um simples panfleto, ou mesmo com um pensamento que fosse, ou uma opinião, estava sujeito a cadeia e mesmo tortura, imagine-se um lançamento de panfletos sobre a cidade de Lisboa num avião da TAP desviado. Sim, isto foi feito por um dos maiores lutadores antifascistas portugueses: Camilo Mortágua.


      Morreu ontem aos 90 anos de idade.


      Atualmente, os mais novos, reconhecerão com mais facilidade as filhas, as duas deputadas do BE, que, afinal, prosseguem a mesma luta antifascista do pai, embora em moldes adaptados à atualidade.


      O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou o seu pesar às deputadas Mariana e Joana Mortágua pela morte do pai, recordando-o como um “lutador contra a ditadura”.


      Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o Presidente recorda Camilo Mortágua como um “lutador contra a ditadura durante muitas décadas do século passado” que morreu hoje “ao fim de uma longa e multifacetada vida ao serviço dos ideais que abraçava”.


      A 10 de junho de 2005, foi condecorado, pelo Presidente da República Jorge Sampaio, com o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade da República Portuguesa.CamiloMortagua.jpg


      Natural de Oliveira de Azeméis, Camilo Mortágua emigrou para a Venezuela em 1951, com 17 anos. Foi a partir desse país que começou a lutar contra o fascismo em Portugal.


      Integrou a Direção Revolucionária Ibérica de Libertação (DRIL) e participou no assalto ao navio Santa Maria, em janeiro de 1961, uma das mais vistosas ações, uma vez que o paquete Santa Maria era o maior e melhor navio da Companhia Colonial de Navegação, dando assim início à denominada “Operação Dulcineia”.


      O navio foi tomado de assalto, e esteve sequestrado durante treze dias, acabando desviado para o Brasil e tendo o nome sido mudado de “Santa Maria” para “Santa Liberdade” – veja imagem abaixo.


      Durante a ação, um dos oficiais a bordo ofereceu resistência e foi morto a tiro; os restantes renderam-se.


      A “Operação Dulcineia” consistia num plano em que os 23 assaltantes (portugueses e espanhóis) se dirigiriam com o navio à ilha espanhola de Fernando Pó, no golfo da Guiné, e a partir daí atacariam Luanda, considerando que esse seria o ponto de partida para o derrube dos governos fascistas de Lisboa e Madrid. Um plano megalómano e quixotesco que, embora condenado ao fracasso, chamaria a atenção internacional para as ditaduras ibéricas, especialmente para a de Salazar.


      Note-se que o navio transportava 600 turistas em viagem para Miami e mais de 300 tripulantes.


      Apesar do êxito da ação, a operação delineada fracassou quando o navio foi avistado por um cargueiro dinamarquês, que avisou a guarda costeira americana. Daí até à chegada dos navios de guerra foi um ápice. Vendo que tudo estava perdido, o comandante da operação, Henrique Galvão, decidiu rumar ao Recife e render-se às autoridades brasileiras, pedindo asilo político, que foi aceite.


      Mortágua desapareceu. Viveu na clandestinidade no Brasil e depois em França.


SantaMaria-SantaLiberdade-1961.jpg


      No mesmo ano do assalto ao Santa Maria, em novembro, Camilo Mortágua, juntamente com o revolucionário Palma Inácio e outros antifascistas, desviou, à mão-armada, um avião da TAP no percurso entre Casablanca (Marrocos) e Lisboa, com o objetivo de que voasse a baixa altitude para largar 100.000 panfletos contra o regime salazarista e a denunciar a farsa das eleições para a Assembleia Nacional que se iam realizar em dois dias, o que aconteceu nas cidades de Lisboa, Setúbal, Barreiro, Beja e Faro.


      Foi a “Operação Vagô”, que marca o primeiro desvio de um avião comercial da história da aviação civil. O avião regressou a África, aterrando em Tânger.


      Tendo chegado a acordo com a tripulação do avião para nunca mostrarem as armas para não assustar os passageiros, estes não se aperceberam de nada, tanto mais que as hospedeiras começaram a abrir garrafas de champanhe e a servir outras bebidas alcoólicas, como se de uma festa se tratasse, tendo os passageiros, maioritariamente norte-americanos, se apercebido que, afinal, não tinham chegado a Lisboa quando saíram em Tânger.


NoticiaEpocaDesvioAviaoCamiloMortagua1961.jpg


      No ano seguinte, logo no dia 1 de janeiro de 1962, participou no assalto ao quartel de Beja e, já em 1967, veio do exílio em França a Portugal, para o assalto à filial do Banco de Portugal na Figueira da Foz, para obter financiamento do Estado para a atividade antifascista. Foi a “Operação Mondego”, cujo propósito era a de “recuperação de fundos”, como se classificava o assalto, dando origem no mês seguinte à Liga de Unidade e Ação Revolucionária (LUAR).


      A “Operação Mondego” foi levada a cabo depois de estudar e obter informação sobre as agências do Banco de Portugal por todo o país, como a circulação do dinheiro e os montantes que ali se encontrariam.


      Para a opção pela Figueira da Foz foi também decisivo o plano de fuga que tinha de ser por avião. Palma Inácio, o piloto, começou a frequentar o aeródromo municipal de Coimbra (em Cernache), fazendo-se passar por um arqueólogo brasileiro interessado em fazer o reconhecimento aéreo das ruínas romanas de Conímbriga, pretendendo alugar uma aeronave para o efeito.


      Chegaram a pensar aterrar em Espanha, mas era demasiado óbvio, pelo que acabaram por aterrar numa pista improvisada no Algarve e seguir de carro para Espanha e daí para França.


      Ao fugirem a baixa altitude, elidindo o alcance dos radares, presumiam que a PIDE assumiria que tinham saído do país a voar, não se preocupando em controlar as estradas, o que se verificou. Ainda assim, tal era o rigor do plano, no Algarve também trocaram de carro, deixando o primeiro perto de Lagos, para dar a ideia de que teriam seguido de barco para Marrocos. Portanto, usaram três carros: o primeiro para ir até ao aeródromo (a cerca de 60 km da Figueira da Foz), o da avioneta até Lagos e o último para Espanha.


      Tinham também um cúmplice que serrou os cabos telefónicos que chegavam à Figueira da Foz e, numa época em que imperava o telefone fixo com fios – sim, houve um tempo em que não havia internet nem telemóveis –, toda a zona da Figueira da Foz ficou sem comunicações.


      Chegados ao aeródromo, prenderam todos os presentes: o diretor, os guardas e ainda 3 pedreiros que ali se encontravam a trabalhavam, não sem antes terem obrigado um guarda a encher o depósito da avioneta Auster.


      Outra curiosidade: a “Operação Mondego” teve de ser adiada, porque, como não ligavam nada às notícias de cariz religioso, depararam-se com uma visita do Papa a 13 de maio a Fátima, o que acarretou um enorme reforço de policiamento na zona Centro, acabando por ter de adiar para logo depois, para o dia 17 de maio.


      O assalto demorou uma eternidade: 25 minutos, bem mais do que estava pensado, pois o cofre só abria com duas chaves, na posse de duas pessoas diferentes e tiveram de ficar à espera que a segunda chegasse, pois tinha saído para tratar de um assunto.


      Depois de encerrarem todos os presentes na agência do Banco de Portugal, no cofre e nos escritórios, saíram com sacos às costas com 29 milhões de Escudos, uma quantia muito significativa (seria o equivalente a cerca de 10 milhões de Euros de hoje), tudo em notas de 500 Escudos, mas a maior parte ainda não tinha sido posta em circulação, isto é, em termos técnicos, não tinha curso legal, estas notas ditas "virgens" tinham o mesmo valor que dinheiro falso e os números das séries estavam todas identificadas pela polícia e no sistema bancário, pelo que eram facilmente rastreáveis em qualquer parte do Mundo. Ainda assim, Mortágua em Israel e Palma Inácio nos Estados Unidos ainda tentaram dar vazão às notas, designadamente, tentando comprar armas, mas sem sucesso.


      Dos 29 milhões de Escudos, apenas 7 milhões e meio eram notas usadas que puderam utilizar (cerca de 2,5 milhões de euros aos dias de hoje).


      No regresso, Palma Inácio foi detido no aeroporto de Orly, a pedido das autoridades portuguesas. Contudo, um tribunal de Paris recusou-se a dar seguimento ao pedido de extradição para Portugal, confirmando que o assalto tivera intuitos de caráter político.


      Camilo Mortágua acabou julgado à revelia e condenado a 20 anos de prisão, a maior pena que foi aplicada.


NoticiaEpocaAssaltoCamiloMortagua1967.jpg


      Depois do 25 de Abril, Camilo Mortágua continuou a luta, tendo participado, em abril de 1975, na ocupação da herdade da Torre Bela, no Ribatejo, herdade esta que correspondia à maior área de terra agrícola murada de Portugal, com 1700 hectares, propriedade do Duque de Lafões, ocupação que está documentada no filme “Torre Bela” realizado por Thomas Harlan, filho do cineasta Veit Harlan, no qual aparecem personalidades como o cantor José Afonso.


      Da ocupação resultou a criação da cooperativa Torre Bela, passando Camilo Mortágua a concentrar a sua atenção no desenvolvimento rural e local, desde a vila de Alvito, no Alentejo, onde acabou por se fixar nos anos 80 do século XX e da qual Mariana e Joana Mortágua são naturais.


      Nos últimos anos trabalhou na conceção e implementação de programas e projetos de desenvolvimento local, assim como na mobilização de pessoas e grupos socialmente desprotegidos e na animação e organização de comunidades em risco de exclusão.


      Fundou a Associação Terras Dentro, nas Alcáçovas, foi presidente da DELOS Constellation, Association International pour le Développement Local Soutenable (1994-2002); co-fundador e primeiro Presidente da ACVER, Associação Internacional para o Desenvolvimento e Cooperação de Comunidades Rurais e presidiu a APURE, Associação para as Universidades Rurais Europeias.


      Publicou, sempre com a “Esfera do Caos”, as suas memórias em dois volumes: “Andanças para a Liberdade, Volume I: 1934-1961” (2009) e “Andanças para a Liberdade, Volume II: 1961-1974” (2013). Entre as duas publicações das suas memórias, publicou: “Tem coisas, ti Manel, tem coisas, tem coisas más de entender… Mandaram fazer a açorda, e agora nã a querem comer!” (2010).


      De entre os muitos inimigos de Salazar, destacam-se os que lutaram de armas na mão contra o fascismo do “Estado Novo”, os últimos revolucionários românticos a quem se devem os golpes mais espetaculares que abalaram a ditadura, são eles: Camilo Mortágua e Hermínio da Palma Inácio.


      Em entrevista à Rádio Campanário (Vila Viçosa), Camilo admitiu que hoje o apelidam de coisas que vão desde revolucionário, a terrorista, passando por assaltante, e afirmou: “eu nunca ataquei pessoas” em nome da liberdade, “atacava o sistema, atacava a ditadura, se não houvesse ditadura e prisão só por pensar.”


      Abordado sobre a importância das tertúlias no afastamento dos condicionamentos ao pensamento e sobre a possibilidade de pensarmos todos da mesma forma, referiu: “a nossa obrigação como seres humanos é fazer com que todos os humanos respeitem os princípios que são entendidos como os valores da Humanidade.” 


      “Eu sempre parti do princípio que acabado o 25 de Abril, quem se tinha batido até aí não tinha razão nenhuma para deixar de se bater. A vida continuava, assim como os problemas e, por isso, é preciso mostrar que “quem se bateu contra a ditadura, não se batia apenas contra pessoas, batia-se por princípios.”


      Na opinião de Camilo Mortágua, “se houver uma ditadura violenta que prende e que mata, todos os meios se justificam para lutar contra ela”, concluindo que “sempre que eu possa exprimir-me e não seja preso por isso, não se justifica nenhuma ação violenta”.


      O título do nosso artigo de hoje corresponde à inscrição na camisola de Camilo Mortágua, na fotografia abaixo, uma camisola preta que não diz “Justiça para quem nela trabalha!”, mas diz precisamente a mesma coisa, embora com outras palavras, com as palavras do Zeca Afonso: “Mas o que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a procurar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado!”.


CamiloMortagua-CamisolaFraseZecaAfonso.jpg


      Fontes: entre muitas outras: “Rádio Campanário de Vila Viçosa”.

Comentários

  1. Para a malta mais nova que nunca soube que custou a liberdade.
    E para outros que sabendo, esqueceram rápido o que passaram. Estes têm memória curta e querem continuar a ser pequenos tiranos dentro dos tribunais.

    Não se deixem vergar pela tirania política, da dgaj, mj, e chefias tiranas.

    ResponderEliminar
  2. Não sei relativamente aos colegas mas para mim os "sites" dos nossos sindicatos são de uma pobreza e amadorismo deprimentes! Será que em centenas de tribunais e em milhares de funcionários nada se passa diariamente? Será que não se passa nada à nossa volta que mereça um comentário nesses "sites"? Sobretudo o de um sindicato profissional, com vários quadros a tempo inteiro e centenas de delegados pelo país? Não há notícias diárias a dar aos funcionários? Não se fala das negociações com o MJ (que existem, certamente...), do que se passa com a classe, com as nossas expectativas! É triste que quando se pretende saber algo, se fique a saber por um "blog" benfazejo em vez de ser por quem tem realmente a obrigação de informar! Ao ler o "site" do SFJ lembro- me daquela história da Maria Antonieta:
    Magestade, o povo tem fome, não tem pão para comer..."Deem-lhes bolos!!
    Obrigado SFJ por mais uma Conferência que vem matar a minha fome de pão...

    ResponderEliminar
  3. Á como concordo com o colega. Até enoja esta postura sindical na altura que vivemos
    Querem dar a aparência de gente importante e estudiosa quando, a essência do seu ser, o sindicalismo representativo, há muito que desconhecem o que é.
    São uma vergonha, uma verdadeira vergonha para todos nós, ao invés de orgulho neles, tenho é pena, por eles, por serem assim, e pela classe , que definha com tais representantes
    A próxima conferência será sobre...................o edificado

    ResponderEliminar
  4. Excelente artigo. Mais uma vez. O que seria de nós, OJs, sem este blog? É realmente o único que informa, não só sobre assuntos da profissão e carreira (o que competia aos sindicatos...), mas também acerca de outros assuntos como o de hoje, sempre importante. Longa vida a este blog!!

    ResponderEliminar
  5. Subscrevo!

    Este é o maior espaço de liberdade do oficial de justiça.


    Não fosse este blog, faziam as tramóias que lhes conviesse sem nunca termos conhecimento de nada.

    Abre-nos os olhos e informa-nos, todos os dias!!

    Quanto ao artigo de hoje, mais uma vez muito bom.
    Havia coisas na vida do Camilo que desconhecia.

    Actualmente precisamos de uns quantos Camilos nas nossas fileiras!!

    No que diz respeito à nossa classe, vivemos numa ditadura!!
    Deprimente e repressiva!!

    ResponderEliminar
  6. Muito bem ao blog em recordar um pouco da vida deste revolucionário romantico. Eu não tinha noção do que foi a vida deste senhor apenas conhecendo o seu apelido pelas suas filhas serem figuras publicas. Fiquei com curiosidade de ler as suas memórias.
    O que precisamos nos dias actuais era de revolucionários inconformados, não com actos violentos mas com ideias e sem medo de as debater. O mundo está tudo a ficar uma gigantesca ditadura de pensamento unico e isso ve-se no conformismo das pessoas e neste caso no conformismo dos nossos sindicatos.

    ResponderEliminar
  7. Por acaso não concordo.
    Penso que está a confundir conceitos e finalidades.
    Um site não deve ser confundido com redes sociais. Nessas, sim, existe a possibilidade de interagir como é o caso dos blogues, Facebook, instagram, etc.

    ResponderEliminar
  8. Então um deles, sempre a passear todo engravatadinho pela Praça do Comércio e pela baixa, até da ânsias.

    ResponderEliminar
  9. ok, mas como numa altura destas, um site de um sindicato pode estar 1 mês sem comunicar nada de nada.
    Presumo que isso traduza o que têm feito. Nada de Nada

    ResponderEliminar
  10. Descansa em paz Camarada Camilo e obrigado por tudo!
    Hoje em dia, existissem mais Camilos e os 50 escroques que querem estragar o "teu" trabalho, não teriam a vida tão fácil, nem proferiam discursos de ódio com tanta leveza.
    Bem haja!

    ResponderEliminar
  11. Esses e os apoiantes saudosistas da velha senhora e do discurso de ódio, que se escondem incógnitos que nem ratos, mas que no anonimato ou com perfis falsos se vão manifestando nas redes sociais.

    ResponderEliminar
  12. "Actualmente precisamos de uns quantos Camilos nas nossas fileiras!!"

    Esqueça. Em extinção!



    ResponderEliminar
  13. Confesso que sabia um pouco da história de vida desta pessoa mas desconhecia estes pormenores todos.
    Que vida.
    Sei que desperta vários sentimentos opostos, nomeadamente de uma certa direita que o apelida de terrorista.
    Essa direita, diga-se de passagem, revela amiúde alguma saudade de tempos passados, tempos esses que para a grande maioria das pessoas que viveram a ditadura não deixam boas recordações.
    Mas passados 50 anos sobre o 25 de Abril também já é tempo de sermos adultos suficientes para respeitar todas as opiniões, sempre sem adulterar o mais importante da história, sim vivemos em ditadura.
    E não há ditaduras boas ou más, há ditaduras.
    Uns lutaram, outros sofreram e outros conviveram bem a ditadura.
    Realmente a história deste homem dava um filme.
    Acho que passado este tempo todo só se pode lamentar a sua morte e celebrar o facto das filhas, quer se concorde com elas ou não ( e eu não concordo com muitas coisas que defendem) tem "aquela" chama de lutar pelas ideias que defendem.

    Noutra perspectiva se tivéssemos líderes sindicais com 5% da resiliência e da capacidade de luta destas pessoas não andávamos há 20 anos a marcar passo.
    Que tristeza ....
    Agora é recados pelo jornal.
    20 anos a serem enrolados.
    E nós a ver........

    Abraço.
    FF

    ResponderEliminar
  14. Não fosse este Blog e o seu trabalho diário em prol de todos nós...e julgo que estaríamos completamente à mercê da incompetência e inactividade dos Sindicatos.

    Assim, este espaço espicaça as mentes e fá-los exigir aquilo que merecem e tarda em chegar...

    Obrigado ao Blog e a quem o compõe e dá o seu tempo em prol de todos.

    ResponderEliminar
  15. Já as ditaduras de extrema esquerda são todas fofinhas.

    ResponderEliminar
  16. Eu não quero interagir com ninguém...só quero ser informado! Mais nada!

    ResponderEliminar
  17. Todos os partidos politicos são seitas e têm dentro ditadores.

    Ditadores que estendem os tentaculos dentro dos ministérios e este da justiça é um deles. Infestado de ditadoresecos ao serviço das seitas.

    Quem puder fuja desta ditadura encaputada.



    ResponderEliminar
  18. sim claro, e as vacinas trazem chips e as alterações climáticas são uma fraude.
    Religião climática como diz a chegana Rita Matias.
    Só tolos ...

    ResponderEliminar
  19. xôxô comuna !

    ResponderEliminar
  20. Para quando as eleições para os Órgãos Sociais do SFJ?!...

    O mandato dos seus dirigentes já cessou.

    Mantêm-se em funções a que título?!...

    Já não têm qualquer legitimidade democrática para negociar em nome dos Oficiais de Justiça!...

    ResponderEliminar
  21. Mantêm-se em funções (em regime de substituição)!...
    😁😆🤣😅

    ResponderEliminar
  22. Tu serás mais um secretariozeco ou administradorseco ao servicinho dis teus donos dentro da casa da justiça.
    O teu paleio não engana.
    Cheiras a mofo.

    ResponderEliminar
  23. Até, que seja aprovado o novo estatuto, tenciono, claro se me deixarem, todos os dias, escrever neste blogue uma pequena passagem do livro “PALAVRA QUE CONTA”, baseado na entrevista que Ramalho Eanes (pessoalmente, considero-o um GRANDE politico) deu a Fátima Ferreira, com o intuito de ambos os presidentes (SOJ e SFJ) lerem este livro.

    “Como não é possível existir um Estado moderno e eficaz sem uma administração competente, importaria libertá-la da colonização partidária (….) os critérios (…) do mérito foram, por vezes, substituídos pela fidelidade partidária, e interesses vários e malsãos (…)”
    (….) Aqui [na administração pública] radica, em muito, a epidemia da corrupção, que grassa na sociedade portuguesa”.

    ResponderEliminar
  24. Não sou mas respeito-os.
    Se não fossem eles ninguém estava aqui a criticar governos, Dgaj, e muito menos sindicatos já que nem existiriam
    Comiam e nem bufavam!
    Mas a si e ao seu Chega, transcrevo uma citação do grd Otelo:
    "Oxalá que nós não tenhamos de meter no Campo Pequeno os contrarrevolucionários antes que eles nos metam lá a nós».

    ResponderEliminar
  25. Não precisamos de herois, mas sim de homens integros2/11/24 17:55

    Morreu sim o "terrorista" Camilo Mortágua. Camilo desviou o 1° avião da história, assaltou o paquete Santa Maria onde assassinaram um oficial, assaltou dezenas de bancos e fez ataques terroristas com várias vitimas nortais incluindo crianças.

    Transformar um terrorista em herói só porque usava a capa do comunismo e anti fascismo é uma heresia.




    ResponderEliminar
  26. Camilo foi condenado em Portugal no tempo do fascismo a 20 anos de cadeia. Nessa mesma altura a França negava a extradição de Palma Inácio por considerar que o regime fascista fazia considerações e juízos como os que acima acabamos de ler.
    A França nunca foi um país comunista, nas Portugal, sim, foi fascista, e ainda tem uma percentagem muito significativa de fascistas ativos.

    ResponderEliminar
  27. Completamente de acordo este menino é um FDP.

    ResponderEliminar
  28. O comentário de cima refere-se ao comentário das 17h55m.

    ResponderEliminar
  29. Os menininhos do papá e da mamã nunca vão saber o significado deste artigo.

    Cutchi cutchi.

    ResponderEliminar

  30. Chamem o Soares. Lutadores de caviar

    ResponderEliminar
  31. Porque não fazem um artigo sobre Alvaro Cunhal?

    O maior lutador pela liberdade neste pais?

    Homem vom H grande que podia ter vida folgada e abdicou dela, arruscsndo a vida pelo ideal de liberdade, sem enriquecer?

    Informem-se.

    E não vrngsm com a treta de comunismo.
    Informem-se sobre a vidace obra.
    Ou só vêm para um lado?


    ResponderEliminar
  32. Sim. Esquerda toda fofinha.
    Cegos

    ResponderEliminar
  33. Deixe lá. A putalhada nunca vai perceber o que Cunhal fez para vivessem em liberdade neste pais. E com uma diferença, tambem não enriqueceu com a politica, como soares e companhia que enriqueceram.

    Vá vão estudar licenciados de pacotilha.

    ResponderEliminar
  34. Concordo plenamente, só foi pena que engoliu a cassete... Mas é uma personalidade e tanto... O bochechas nem para moço deste Grande Senhor... Chamado Álvaro Cunhal

    ResponderEliminar
  35. "Oxalá que nós não tenhamos de meter no Campo Pequeno os contrarrevolucionários antes que eles nos metam lá a nós».

    Menino das 17.55:
    Tu e os da tua laia, aqui neste cantinho da Europa nunca passarão!
    Como vivem em democracia podem cantar de galo à vontade, mas ao mínimo descuido, terão sempre um Camilo à vossa perna.
    O povo é sereno até não o ser.

    ResponderEliminar
  36. Anónimo das 17:55

    Será que ainda não haviam preservativos antes de tu nasceres?
    Que azar!

    ResponderEliminar
  37. Ideólogo Idealista3/11/24 12:35

    Estou a ver umas imagens em direto de Valência.
    Se não fossem os Maias, os Delgados e outros idealistas, tanto de cá como de lá, a reação dos agentes da autoridade em resposta aos insultos e à lama arremessada ao rei e ao primeiro ministro do país vizinho seria certamente repressiva e não compreensiva como está a acontecer.

    ResponderEliminar
  38. Excelente artigo. Parabéns.
    Viva o 25 de Abril, que se reconquiste o espírito de Abril de 74, que foi interrompido e atraiçoado. A luta continua.

    ResponderEliminar
  39. 200% de acordo.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário