Sem confiança no Governo, sindicatos voltam-se para o Parlamento

      Constatada a inoperância do Governo em avançar com a revisão da carreira dos Oficiais de Justiça, os sindicatos (SFJ e SOJ) voltam-se, mais uma vez, para aquela que consideram a réstia de esperança que é a Assembleia da República.


      Das leis do Orçamento de Estado já se obteve no passado, em dois anos consecutivos, indicações concretas para o Governo, mas este ignorou e incumpriu a lei. De resto, nada de mais se tem conseguido na Assembleia da República a não ser pontuais menções à carreira, que, de momento, sempre se revelaram inconsequentes.


      Neste fim de semana, ambos os sindicatos divulgaram notas informativas nas quais dão destaque a propostas de alteração da Lei do Orçamento de Estado para 2025, relacionadas com a carreira dos Oficiais de Justiça.


      É mais um ato de fé e uma estratégia que, mais uma, vez resultará em nada. Depois de tantas carreiras bafejadas com incrementos salariais para a pacificação social, ainda esta semana veremos como os técnicos do INEM se juntarão aos beneficiados com mais 300 euros no vencimento, sem necessidade de qualquer intervenção da Assembleia da República.


      Apesar das evidências, os sindicatos que representam os Oficiais de justiça continuam a agir como sempre agiram ao longo de décadas, isto é, sem resultados que satisfaçam verdadeiramente o conjunto dos Oficiais de Justiça.


      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) veio agora referir que, embora não se note, vem fazendo "trabalho de formiguinha", referindo-se, certamente, não ao trabalho, mas ao tamanho desse mesmo trabalho que, embora não sendo microscópico, é diminuto como a formiguinha.


      Diz assim o SFJ:


      «Nos últimos meses, após a tomada de posse do atual Governo, encetamos um conjunto de contactos e reuniões com vista à efetiva, e mais do que justa, valorização salarial e profissional de todos os colegas.


      Nesse sentido, e para que, de uma vez por todas, se concretizasse a nossa revisão estatutária e, consequentemente, a construção de uma nova tabela remuneratória, entre outras importantes matérias para a carreira, assumimos uma postura simultaneamente firme e responsável para com o novo Governo, explicando as nossas razões e ambições para a carreira.


      A postura do SFJ produziu desde logo os seus frutos.


      Aquele era o momento e não podíamos ficar para trás, atrasando ainda mais aquilo que não devia nem podia esperar mais tempo: a revisão estatutária e salarial.


      Por vezes, mesmo que menos popular, é preferível mais ação ou “trabalho de formiguinha” – que não se esgota, de todo, só em greves – do que um conjunto de palavras que todos gostam de ouvir, mas que raramente ou nunca se traduzem em resultados práticos. A conjuntura assim o exigia.


      Sabemos que esta opção de “trabalho de formiguinha” acaba por ser invisível aos olhos e perceção de muitos, mas o nosso foco é sempre a defesa de todos os colegas, da carreira e da sua projeção para o futuro.»


      Prossegue a nota informativa do SFJ justificando o ganho real do acordo dos 3,5%, repetindo o alargamento da sua atual abrangência, passando de seguida a expressar confiança na ministra da Justiça, quando tal confiança não existe realmente, pis caso existisse não andaria o SFJ a influenciar o poder legislativo e bastar-se-ia com a confiança que quer demonstrar no poder executivo.


      Diz assim o SFJ:


      «Ao longo destes meses, e tal como reconheceu a Sra. Ministra da Justiça no parlamento na passada quarta feira, dia 13/11, elogiando a postura construtiva de alguns sindicatos, temos trabalhado responsável e afincadamente, enviando diversos contributos para o Governo relativamente à nossa carreira e ao novo estatuto.


      Aliás, a Sra. Ministra da Justiça confirmou no parlamento tudo o que temos vindo a afirmar no que respeita às negociações e ao âmbito do acordo alcançado em junho último.»


      Totalmente incongruente a declaração de confiança na ministra da Justiça, pois para além do recurso aos grupos parlamentares, afirma a nota do SFJ que tem realizado "múltiplas reuniões com as diferentes magistraturas e também com a Ordem dos Advogados".


      Falta foco e verdade. Falta foco porque a dispersão por várias entidades, descura o ataque à entidade que é a única responsável pela valorização salarial dos Oficiais de Justiça e falta verdade, porque embora se constate a óbvia ausência de confiança no Governo, teima-se na afirmação de uma confiança sonhada.


      Ora, tanto a falta de foco como de verdade, contaminam o conhecimento e o discernimento dos Oficiais de Justiça, continuando muitos deles, pasmem-se, a afirmar que devemos esperar mais um pouco, isto é, que devemos continuar a esperar como sempre, mas agora mais uma ou duas semanas, ou até ao fim do ano e, se não for, até ao início do ano que vem.


      E é isto que temos.


      Por sua vez, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), este já completamente descrente no Governo, e não fazendo a sua apologia, tanto mais que não assinou o acordo de junho e tentou, sem resultado, continuar a negociar, sendo desconsiderado por não ter a mesma representatividade do outro sindicato, vem referir a intervenção junto dos grupos parlamentares e apresentar também uma proposta de alteração da Lei do Orçamento de Estado para 2025, afirmando assim:


      «A "justa luta" é dos que não aceitaram um acordo que fica aquém do que sempre defendeu a carreira e por isso temos, SOJ, insistido, nomeadamente junto dos Grupos Parlamentares, para que o DL 485/99 possa ser alterado, de acordo com o que sempre defendemos.


      Vamos continuar a trabalhar, junto dos GP, para que a proposta possa ser aprovada pelo parlamento. Há partidos que já se comprometeram a votar favoravelmente, mas vamos insistir e estar atentos, pois sabemos que parte da carreira tudo fará para desvalorizar o esforço dos demais...»


      Contamos poder continuar a abordar este assunto já amanhã, analisando as propostas conhecidas dos grupos parlamentares.


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      Fontes: "SFJ-Info" e "SOJ-Info".

Comentários

  1. A DGRSP tem um novo director.

    É um homem da casa, um profissional da carreira.

    A PJ, idem.

    A AT, a mesma coisa.

    No nosso caso, continuamos a ter magistrados a decidir tudo o que diga respeito à nossa vida - refiro-me à DGAJ.

    Como tal ...
    Nem é preciso dizer mais nada. Basta pensar como é que uns conseguem e outros nunca nada conseguem.

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  2. Prestem bem atenção no que vos digo um guarda prisional em início de carreira, recebe mais que um oficial de justiça com 15 anos disto.

    Um oficial de justiça, com 20 anos disto, recebe pouco mais que um guarda prisional em início de carreira..

    Caros colegas se não acham isto grave, então eu não sei o que vos diga....

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  3. Cidadão 722618/11/24 09:22

    Bom dia.
    Já me sentei.
    Aguardo.

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  4. A act Tb é assim...

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  5. E se deixasse de ser invejoso e mesquinho e tratasse da sua vida ?
    Vive com o bem ou o mal dos outros?
    Se ganham 1700 ou 3000 € melhor para eles !
    O problema não é o que eles ganham ou deixam de ganhar.. É o que nós ganhámos!
    "Nunca o invejoso medrou nem quem ao seu lado morou" continua a ser bem verdade!

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  6. SFJ

    obrigado pela luta dos 300€

    cansei.

    quotas abaixo

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  7. “trabalho de formiguinha”...
    É realmente a melhor descrição do SFJ...Uma formiguinha invisivel, sempre a fugir às pisadelas e que consegue arrastar uma migalhinha...
    Eu. se fosse dirigente sindical, gostava mais de ser considerado o elefante na sala, a partir a loiça toda mas a mentalidade e os resultados são assim: pequenininhos...

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  8. O SFJ continua a promover a mentalidade subserviente e atitude de ' MARTIR ' junto dos oficiais de justiça fazendo o jogo da tutela e dos partidos não importa qual deles esteja no governo.
    Paciencia de chinês de ser uma das principais qualidades dos novos ingressantes nesta carreira.
    Aconselho tambem que seja uma pessoa realista pois vai ingressar numa carreira diferente, tipo sacerdócio. Cheia de sacrificios e poucas compensações que na ideia da tutela ficarão para a outra vida.
    Isto não é a brincar, pois pensem bem. Se houvesse intenção de melhorar as nossas condições ja teria havido iniciativa pelo governo o qual continua a contar com esta passividade como sempre contou.

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  9. O seu burro... não entendes que não se trata de inveja mas de um termo de comparação para ver o que estamos a perder...

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  10. Ora aí está, escravatura assalariada.

    E com cada vez menos pessoal nas secretarias, sempre em constante pressão.

    Cuidado com os AVC e burnouts.
    Para a tutela somos apenas números e quando baterem forem para o jardim das tabuletas, ninguém se lembra de vós.



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  11. Esses não largam o osso.

    Está-se tão bem fora da sala de audiências...

    São parte do tentáculo que a classe espalhou pelo Ministério.

    Querem, podem e mandam.





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  12. Bom dia,

    Só há uma palavra para o que vi, ouvi e li desde sexta-feira.

    Vi e ouvi o vídeo da intervenção do Presidente do SFJ (o da senhora ministra já nem lhe ligo nenhuma, perdeu toda a credibilidade e benefício da dúvida de que gozava).

    Com efeito, não gosto de pessoas hábeis com a palavra e que fazem da vida dos outros um casino sem regras.

    O "Mareshal", essa pessoa que a cada dia que passa me envergonha cada vez mais e me faz pensar e repensar porque é que vim parar a esta casa, decidiu fazer política e, imaginem lá, até sugeriu soluções políticas para desanuviar os tribunais na área de família e menores. Sim senhor, aventurou-se e lá deu mais uma machadada na carreira ao sugerir mais uma perda de competência no que toca aos incumprimentos das pensões de alimentos para a segurança social.

    E assim determinou mais uma perda de competência a par de muitas outras que se foram perdendo ao longo dos anos (os alimentos a filhos maiores ou emancipados já são da competência do Conservador - art.º 5-º do DL 272/2001).

    Fiquei estupefacto a ouvir as palavras do doutor e cada vez que falava só saía bacorada - não basta articular bem as palavras, ter um tom coloquial e dar a ideia de que se sabe do que se fala - é preciso antes de mais saber o que se pode e o que não se pode ou não se deve de dizer.

    Nunca vi tamanha incompetência na utilização da palavra como ferramenta, não tem decididamente esse dom, a carga de racionalidade das palavras, despidas daquela inteligência valor emocional, daquele valor acrescido que lhe é dado não só pela tónica como também pela fonética e que transforma as palavras numa impressão, num retrato daquilo que se quer mostrar, uma determinada realidade que é vivida e sentida por um grupo, no caso, dos oficiais de justiça.

    Bem sei que lhe é difícil vestir esta capa, porque já lá vão muitos anos que a não veste, mas poderia esforçar-se e não vi isso, vi apenas uma "vaidoso" que se acha "politico" e mais importante do que na realidade é - a importância é medida pelo valor que os outros nos dão e não pela medida porque nos tomamos quando olhamos ao espelho.

    Falou de contraordenações por autuar, que estão a prescrever, de e-mails por tratar e de uma panóplia de coisas populando de umas para as outras sem se perceber a mensagem que, na realidade, queria transmitir (se era o caos ficou bem patente a confusão em que o próprio mergulhou).

    Bem podia dizer que além dos processos por autuar há muitos que, por não terem sido movimentados no juízo, prescreveram.

    Falou na aplicação do Citius ao inquérito de uma forma no mínimo estranha e manifestamente distante da realidade futura referindo-se ao passado.

    Incompetência sem limite e ignorância em demasia é o que acho da personagem - não admira o estado da justiça!

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  13. Cada vez mais me aprece qeu a integração do sumplemento é um não assunto, atendendo à conjuntura atual.
    A diminuição do tempo para aposentação e atualização dos escalões são pontos bem mais importantes, graves e urgentes de resolver.
    Não vale a pena andar com rodeios. Mais de 80% dso colegas com sessenta anos, andam a estorvar nos tribunais.
    É normal, é humano. Não há paciência nem capacidade para tãos drásticas e constantes mudanças.
    Estes, apenas estão à espera de ir embora. Ponto final.
    Todos vemos isso todos os dias perto de nós.
    Deixem ir embora essas pessoas que estão fartas, desmotivadas e fora do contexto atual de mudança.
    Quanto à atualização dos escalões, estando milhares de nós já com as mesmas congeladas, imeginem a perda que tal constitui a nível de reforma.
    É que parece que andamos adormecidos, quanto a este assunto e é coisa que nos afetará a TODOS.
    E de igual forma afeta a qualidade dos serviços. São dois fatores de desmotivação e revolta dos abrangidos.
    Até tenho sérias dúvidas se, em termos puramente legais, estará dentro da legallidade esta situação do congelamento de atualização de escalões.
    Tenho mesmo muitas dúvidas.





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  14. Dos comentários mais assertivos que já li, parabéns.

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  15. Saiam do SFJ!

    É urgente, é necessário para a mudança!

    Não acreditem nas palavras que vos dizem, olhem para a vossa realidade!

    Deixem a vossa inércia, e saiam ! ...

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  16. Vejam só um pequeno grande pormenor.

    Então o SFJ diz que chegou a acordo com o MJ, e agora anda a apresentar propostas do PCP para o orçamento 2025?!!!!!

    Onde está o acordo??

    SE houvesse acordo, estas propostas seriam sempre do(s) partido(s) que sustenta(m) o governo!

    Descinculem-se, mudem, mas façam qq coisa!

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  17. Sexagenarios a estorvar nos tribunais.
    É uma palavra forte mas verdadeira pela minha observação do dia a dia.
    Esta profissão é muito exigente e stressante, a partir de certa idade simplesmente não se aguenta.
    Devia haver uma alteração da idade da reforma mas a tutela mantém os mais velhos a trabalhar na esperança de a qualquer momento nos dar o fanico e assim evitar ter de pagar as reformas a quem já deu muito à casa. Quem não se apressa a ir para a reforma são algumas chefias que tem boa vida e só estão ali a mandar. O resto do pessoal mais velho anda tudo pelos cabelos, aqueles que os tem.

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  18. Quem viu no Jornal da Noite da SIC na quinta feira, quem estava a acompanhar o Pedro Nuno Santos numa iniciativa do PS?

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  19. O sfj fez um acordo com o mj. Fixaram-se prazos. Tem havido reuniões. Parte-se do princípio de que a ministra fará cumprir o compromisso e que o sfj tem acompanhado os desenvolvimentos da negociações. Então o porquê destas iniciativas junto da AR? Já não se tem esperança e confiança na ministra? Tomara que nos dessem mais dois ou três escalões mas este tipo de expediente é atirar areia para os olhos e fazer-nos distrair sobre aquilo que nos foi garantido. Devíamos perceber que a forma de atuar é repetitiva e vêm sempre com reuniões e mais reuniões. Resultado: nada. O artigo de hoje é bem clarividente.

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  20. Cala te CHATO!

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  21. Faltou dizer que julgo ter visto nos noticiários de sábado ou de domingo uma personagem ao lado de Pedo Nuno Santos do PS, que nos guiou nos destinos da classe durante muitos anos - falo do sr. Fernando Jorge - creio que era a personagem ao lado daquela ilustre figura a a fazer política à séria (se não era a pessoa nomeada peço desde já as minhas sinceras desculpas, mas pareceu-me ser).

    Creio que a pessoa ainda faz parte dos órgãos sociais do SFJ (Conselho Fiscal e Disciplinar) e, como tal, deveria de haver algum distanciamento quando se colocam ao lado de políticos a falar ao microfone.

    Mas não lhe levo a mal por isso - é a vida dele e faz o que quer dela - mas fica-nos tão mal perceber que ao longo destes anos todos fomos tão enganados (é difícil acreditar que não houve um conluio para que tudo ficasse como ficou - parado no tempo).

    Estou farto de pessoas malabaristas, daquelas a que denominamos de situacionistas, oportunistas e enganadoras, capazes de alienar princípios e ceder os direitos dos outros em troca de sabe-se lá o quê ...!

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  22. É preciso parar a máquina!

    É preciso fazer, novamente, uma greve às diligências!

    Só assim é possível!

    Será que mais ninguém vê?!!!

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  23. Sim - confirma-se que era a personagem - esteve antes sentado a uma mesa .para discutir ... coisas.

    https://tvi.iol.pt/noticias/videos/pedro-nuno-santos-volta-a-responsabilizar-montenegro-pela-situacao-no-inem/6739e44b0cf2f130c2999392

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  24. Não sei em pormenor o que anda a fazer o SFJ, se os trabalhos em curso estão a dar frutos, mas "trabalho de formiguinha" foi um termo muito infeliz!
    De qualquer modo há outros sindicatos cujas ações invisíveis devem ser "trabalho de bactéria", de tão inócuas que são, por vezes até nocivas.

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  25. Exatamente. Os restantes 20% estão bem, recebem bem e conseguiram acompanhar o comboio.
    E são úteis na trasmissão de conhecimento, também. Quem quer permanecer, que o faça e tenha esse direito.
    Mas quem já não tem mais nada para dar à causa, que os deixem saír.

    E esta política está a prejudicar fortemente o serviço.
    O "sangue" não renova, envelhece, a adaptação aos tempos não ocorre, há mais resistência à mudança e por aí fora.

    Tem de operar-se uma "destruição criativa" neste ministério, citando aqui Schumpeter, Mas nunca poderá ser feita com luddistsas, colegas com pouca predisposição, vontade e capacidade de fazer parte dela. E aqui, há que referir outras classes com exatamente o mesmo tipo de problemas ou ainda mais, pois não querem ver direitos, status e regalias, mordomias autênticas a ser-lhes retiradas.

    Esta falta de perceção desta realidade por parte de quem manda tem responsáveis e estes deveriam efetivamente ser responsabilizados pela falta de visão que têm.
    Não se está a poupar.

    Os custos a médio/longo prazo são muito maiories do que o investimento nesta mudança.

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  26. Mas vocês acham que a revelar essa deformação de personalidade, alguém confia em vocês?
    Só não nos lixam de vez a todos porque ninguém os ouve, senão estávamos bem tramados.
    A insistência na integração do suplemento é um bom exemplo.
    Neste momento vocês são um entrave ao futuro da carreira.
    Parem um minuto para pensar, reconheçam isso e fiquem sossegados.
    Serao mais úteis assim.

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  27. Tal dinheirinho, tal trabalhinho... É simples.

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  28. Eu também vejo isso. Acho que toda a gente vê isso, mas o medo dos processos disciplinares não os deixam dar esse passo. Só parando as diligências é que nos dão a devida importância.

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  29. Para o fazenda, muito bom comentário..

    Pensei que tinha sido só eu a ver isso que retrata ..

    Ele apenas deveria ter focado a mensagem na valorização salarial, lutar por recebermos novos suplementos a par com as policias, voltar a pedir a reforma diferenciada..

    A falta de um discurso articulado , encadeado foi evidente...perdeu claramente o foco..

    Com a gravidade de voltar a incentivar a perca de competências.

    Mas será que ninguém entende que quanto mais competências o oficial de justiça perda menos será preciso??

    Sou só eu que estou a ver isto??
    Ele não trabalha no gabinete da política da
    justiça...trabalha para os
    oficiais de justiça..

    Este discurso explica muito das estratégias dos últimos anos..

    O importante é não ter pendências nos tribunais...

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  30. Hum isto explica muita coisa...

    Ou seja os meninos são aliados da tutela para depois se servirem...

    O tal marechal já aprendeu...

    Querem se garantir está explicado...

    Também está explicado porque não se demite..

    Boa continuem a pagar escravos.

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  31. Se a greve for decretada para greve aos atos está legitimado logo o processo disciplinar seria arquivado..

    Não é só meterem um processo disciplinar e não existir direito de defesa..

    Contudo obvio que se não for pelos sindicatos anunciado qualquer greve nesse sentido não temos hipóteses...

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  32. Está á vista de todos, e após ver o video do Fernando Jorge que existe interesses instalados nesta classe..

    Até o tal marechal é o próprio a incentivar o governo a nós tirar mais competências..

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  33. Eu já não vou para muito novo, mas se não me tivessem espoliado de tudo que são os meus direitos fundamentais, dos quais continuo a não abdicar, e me tivessem sempre tratado bem, o mais certo é que todos os dias ficasse pelo tribunal até perto da hora do jantar.
    E como é consabido, nesse período a produtividade aumenta exponencialmente, pelo que, com as ferramentas de que dispomos hoje e com um tratamento adequado, não seria preciso mais nada para a Justiça estar muito melhor e até os seniores como eu poderiam ainda ser uma mais valia.
    Assim, não sabendo a quem possa interessar que a coisa não desenvolva, mas sendo o tratamento cada vez pior, o melhor que me podem fazer agora é mesmo "destruir para reconstruir pois estou já demasiado viciado no ludismo".

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  34. Também chefe, como mandas em mim e faço tudo o que tu queres já me calei.

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  35. Vejo aqui os comentários que se fazem.

    Como classificá-los é um problema pelo que vou à raiz para classificar quem os escreve.

    São, simplesmente, como "baratas tontas", perdidas num espaço muito curto de visão, sempre ensombrado por tudo o que o rodeia e prontos a ser espezinhados, muitas vezes por quem lhes alimenta o desnorte.

    O seu líder, vestindo uma carapaça onde todas as críticas parecem resvalar e passar ao lado, nem sequer adquiriu habilidades próprias do dirigismo sindical.

    Falta-lhe acima de tudo cultura de vida e também "livresca", pois bastava-lhe ler, por exemplo, o livro do "Chico da CUF", para perceber como o "Cunhal" se travestia quando ia à Rússia (ex-URSS), sempre bem aprumado, de fatinho e gravata, tratado com honras de Estado e, a outra versão, aquela que vestia, que encenava, quando chegado a Portugal, de vestes vulgares e dissimulado entre os trabalhadores, junto de quem julgada de uma imagem "igual" à dos semelhantes (que não tinha) apenas para que que não fosse identificado e conseguisse levar os seus propósitos (objetivos definidos na cúpula lá longe além fronteiras).

    Pois bem, o sr. "Mareshal" nem isso aprendeu, não aprendeu a linguagem dos lugares comuns e aquela outra dos lugares mais especiais, a vestir a vestimenta dos trabalhadores e aquela outra das elites, não aprendeu que nuns sítios se vai para ouvir nos outros para falar - mas não tudo - e noutras ainda para se "dizer apenas a mensagem que se quer passar".

    Enquanto uns (os Chicos, Cunhais, e muitos muitos mais) calcorreavam as calçadas, apeados ou de bicicleta, de norte a sul, pernoitando aqui e ali, gerindo os seus fundos (financiados sabe-se lá por quem ...?!) mas com um propósito bem evidente (concorde-se ou discorde-se) outros há que nem disso são capazes.

    Vivem numa "bolha", num "ninho", não são capazes de investir num voo e, por isso, dali não saem e funcionam como cucos, aproveitam-se dos outros, das suas ideias, mas fazem-no sem apego ou crença, sem qualquer energia anímica, mas apenas e só como forma de subsistirem tal como os cucos - não são capazes de fazer o seu ninho, de alimentar as suas crias, são preguiçosos e acham-se espertos ...

    Há apenas um pormenor que é a final um pormaior : é que tradicionalmente quando se houve os cucos é sinal de tempo ameno, mas quando nós ouvimos esta espécie de cucos, por assim dizer (que é como quem diz estes chicos espertos) é sinal que não está para vir boa coisa.

    A incompetência e ignorância no que se faz como profissão deveria levar a que se prescindissem dos serviços do prestador, mas no nosso caso, dos oficiais de justiça, premeia-se a figura com publicações em jornais e palcos mediáticos desprestigiando a - toda a - classe com a atuação mais assemelhada a um indigente que se destinou à rua que a um intelectual que se fez pela experiência e convivência.

    Ao menos escolham uma pessoa com presença - e quando falo presença não falo da corpulência física - falo da capacidade de afirmação, da autoridade reconhecida e da experiência e saber acumulado.

    Tanta gente boa por aí e tinha de nos calhar este ...

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  36. Reza assim o acordo que o SFJ fez com os Oficiais de Justiça (...) "II - o acordo firmado em junho de 2024, tinha subjacente que a pré-negociação estatutária se iniciasse logo de seguida e o seu términus ocorresse até 31 de dezembro de 2024" (...) - excerto de informação do SFJ.

    Quer isto dizer que o SFJ se bastou com uma "pré-negociação", o mesmo é dizer que se bastou com nada, pois que, sobrevindo dezembro com ou sem a obtenção de eventual consenso dá-se aquela por concluída e está cumprido, pelo lado do governo.

    No fundo o que se quis foi protelar tudo para mais tarde e assim, somente em 2025 é que se falará novamente no assunto.

    No final do ano lá virá uma comunicação oficial a dizer "... coisa e tal ..." foi concluída a pré-negociação e agora falta articular um texto final que agregue tudo isto de forma estruturada e que serva de documento inicial (draft) para a partir daí se trabalhar e... "coisa e tal" ... perspetiva-se que antes de abril estará concluído e, chegado abril não estará e será relegado para depois das eleições autárquicas e .... por aí fora.

    São uns verdadeiros artistas.

    O SFJ e o seu líder é o maior dos artistas - veio agora com uma informação para amenizar os descontentamentos ao mesmo tempo que anunciam as tradicionais festas de Natal quiçá com atividades circenses como é habitual ...

    Mas alguém quer saber de "palhaçadas" para arrancar sorrisos, não pensará o SFJ que deverá antes cuidar de colocar sorrisos nas caras dos Oficiais de Justiça em lugar de lhes colocar rugas e acrescentar linhas ao assento de óbito da classe!

    Tenham vergonha e deixem de ser cigarras apesar de tentarem convencer-nos que são formigas - com estas apenas se parecem na pequenez de...de pensamento e no mais estão bem distantes, pois que estas têm a força e valem por dez ou mais e o SFJ - é a minha opinião - quem o dirige não vale nala enquanto tal (dirigente e defensor de uma classe profissional).

    Boicote às palhaçadas e maior exigência é o que se espera dos senhores.

    Tenham vergonha e deixem de vestir uma cara que, bem lavada, nada tem que ver com a que usam em família.

    Sejam honestos como o são com os vossos filhos e deixem de se servir a instrumentalizações e palhaçadas de embaraçar a mais envergonhada prostituta.

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  37. esse que nada fez ao longo dos anos

    e assim estamos

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  38. Escravos aguentai-vos

    E paguem quotas a quem deixou chegar a esta situação

    Mal ganhais para a renda de casa se estiverem deslocados

    E a levar pontapés de todos

    Força escravatura

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  39. Sempre achei ridícula a intenção de criar um sindicato de oficiais de justiça licenciados, mas confesso que, perante a iliteracia e estupidez revelada em muitos comentários como o seu, começo a mudar de opinião.
    É evidente que a mentalidade evidenciada em muitos dos comentários aqui vistos, é um entrave à modernização e dignificação da carreira.
    Atendendo a que o numero de licenciados que ficarão a existir nos quadros dos tribunais já começa a ser bastante representativo, deve ser reavaliada a oportunidade de uma organização representativa, em nome do futuro desta carreira.

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  40. Karamba este fazenda é lixado . Escreve bem e sabe o que fala..

    Com conhecimentos profundos da profissão...nem sei se é oficial de justiça ou magistrado...

    Mas que sabe o que diz lá isso sabe....

    Estou a falar a sério sem ironias....

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  41. Fogo você sabe escrever bem.

    Já pensou em escrever um livro ou um artigo científico sobre a profissão?

    Fica aqui o desafio.

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  42. Pelo seu comentário você deve ser um dos novos candidatos.

    Assim desconhece a realidade que lhe espera.

    Por tal não tem capacidade de entender o comentário do anónimo das 14:41.

    Dou-lhe seis meses a trabalhar num tribunal e você verá que tudo o que esse anonimo diz faz sentido..

    Sim você vai ser tratada abaixo de cão.

    Irá sofrer de assédio laboral...

    Irá ser desprovida dos seus direitos de trabalhadora..

    Sob a chantagem constante de um processo disciplinar...

    A não ser que tenha sorte na secção e magistrados que apanhar..caso contrário não desejo esse mal ao meu pior inimigo..

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  43. ciosa = coisa

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  44. Não sou novo e lamento que tenha passado por isso.
    Já passei por vários tribunais e felizmente não conheço nenhum caso com essa gravidade.

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  45. A formiguinha já roeu tudo. Foi promovida a formigão.
    Já nos roeu a esperança, a paciência, a dignidade, o futuro. Merecia um bom dum sapato em cima

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